Competência Cível da Justiça Federal. 3ª Ed., São Paulo:
RT, 2009. P. 165-167
Caderno Judicial TRF
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES Juiz Federal Convocado - Relator
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2012.02.01.011040-7 Nº CNJ :0011040-64.2012.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
ALUISIO GONCALVES DE CASTRO MENDES
AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL
AGRAVADO :MERCADINHO E PADARIA
MESQUITA E PASSANHA LTDA E OUTRO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :2A. VARA FEDERAL - SAO PEDRO
DA ALDEIA/RJ (201051080009788) DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento interposto pela União, em face de decisão proferida pelo MM. Juízo da 2ª Vara Federal de São Pedro D’Aldeia – RJ, nos autos da execução fiscal nº 2010.51.08.000978-8, que se declarou absolutamente incompetente para processar e julgar o feito.
Aduz a agravante que o MM. Juízo declinou de sua competência em favor do Juízo Estadual do Município em que domiciliado o executado, sem que houvesse exceção de incompetência, sendo que, em se tratando de incompetência relativa, não poderia ter sido declarada de ofício.
Requer, portanto, seja atribuído efeito suspensivo ao agravo de instrumento, determinando-se a suspensão dos efeitos da decisão até o pronunciamento definitivo desta e. Corte. No mérito, requer a anulação da decisão agravada, com a remessa dos autos da ação originária à Vara Federal de São Pedro D’Aldeia.
É o relato do necessário. Decido.
Depreende-se da análise do presente agravo de instrumento que este foi interposto antes mesmo da citação do executado nos autos do processo nº 2010.51.08.000978-8, sendo que até a presente data, em consulta ao sistema informatizado da Justiça Federal, verifica-se que a citação ainda não foi realizada, razão pela qual não há necessidade de intimação do ora agravado para oferecimento de contra-razões.
Nesse sentido:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIMINAR INDEFERIDA. RÉU AINDA NÃO CITADO. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PARA A APRESENTAÇÃO DE CONTRA-RAZÕES.
ART. 527, III, DO CPC. RAZÕES DO INCONFORMISMO. MERA REPRODUÇÃO DOS ARGUMENTOS DEDUZIDOS NA INICIAL.
DESPROVIMENTO. PRECEDENTES DO STJ.
1. Ainda não formada a relação processual, não há necessidade de intimação da parte adversa para oferecimento das contra-razões nos autos do agravo de instrumento onde se examina o indeferimento de medida liminar inaudita altera pars. Precedentes do STJ.
2. Restringindo-se a Agravante a manifestar a sua irresignação com a decisão agravada, sem nenhum fundamento apto a ensejar a sua modificação, impõe-se o desprovimento do Agravo. Precedentes do STJ.
3. Agravo regimental desprovido.”
(AgRg na MC 5611/MA, Rel. Ministra LAURITA VAZ, SEGUNDA TURMA, julgado em 26.11.2002, DJ 03.02.2003 p. 298)
“PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO QUE DETERMINA EMENDA DA INICIAL, ANTES DA CITAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO.
INTIMAÇÃO DA AGRAVADA (ART. 527, III, DO CPC).
DESNECESSIDADE. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 296, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI INSTRUMENTAL CIVIL.
I. Determinada a emenda à inicial, do agravo interposto da decisão pelo autor não precisa ser intimada a parte suplicada, eis que ainda não instaurada a relação jurídico-litigiosa. Precedentes.
II. Recurso não conhecido.”
(REsp 164876/RS, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 14.11.2000, DJ 12.02.2001 p. 119) Da mesma forma, tratando-se de execução fiscal, não há necessidade de intervenção do Ministério Público Federal, tendo em vista o Enunciado nº 189, da Súmula do E. Superior Tribunal de Justiça.
Da análise da decisão agravada, vislumbra-se que o MM. Juízo a quo, salientando que o foro competente para execução fiscal é aquele em que domiciliado o réu, bem como que, nas comarcas do interior, onde não houver vara da Justiça Federal, será competente a Justiça Estadual para julgamento de executivos fiscais, declarou-se incompetente para julgar e apreciar o feito, determinando a remessa dos autos ao Juízo de Direito da Comarca de Araruama/RJ (fls. 69/77).
Acerca do tema, já tive a oportunidade de me manifestar no livro
“Competência Cível da Justiça Federal”, como se vê do trecho a seguir transcrito:
“O art. 109, §3°, da Constituição da República tem sido objeto de elevado número de conflitos de competência e certa disparidade de entendimentos nos tribunais. A confusão fica ainda maior porque resultam os julgados, em grande parte, de tratamento casuístico.
Embora estejam lastreadas no mesmo dispositivo constitucional supramencionado, as hipóteses de delegação da competência federal – causas previdenciárias, execuções fiscais, justificações etc. – são abordadas e decididas, por vezes, de modo estanque, Sem preocupação maior com a lógica e a coerência do sistema adotado.
Em síntese, três posições têm sido defendidas: a) a da existência de foros concorrentes, podendo a parte autora sempre optar entre o órgão estadual e o federal; b) em sentido oposto, estão os que afirmam a condição exclusiva e absoluta do foro estadual; e c) a da competência exclusiva, embora relativa, porque decorrente do critério territorial.
Registre-se, também, que nem sempre estas correntes estão claramente postas, sendo comum a utilização imprópria dos conceitos, cuja abordagem foi enfrentada supra, no item 2.4.
O primeiro grupo reúne julgados que definem o foro previsto no §3°
do art. 109 da Constituição como concorrente com o da vara federal, cabendo ao autor a opção. Seria possível, assim, “renunciar” ao foro estabelecido em seu beneficio. A qualidade dos foros estadual e federal como concorrentes conduz à impossibilidade de modificação do local em que foi aforada a demanda, porque nenhum deles será incompetente. Defendendo esse ponto de vista, proferiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal acórdão com a seguinte ementa:
“Competência – Art. 125, §3.º, da Emenda Constitucional n. 1, de 17 de outubro de 1969. O citado dispositivo constitucional não estabelece a obrigatoriedade de que a ação seja ajuizada no foro especial a que ele se refere, o que implica dizer que pode o segurado-autor não se valer dessa norma que é ditada em seu benefício. Recurso extraordinário não conhecido.”
A defesa da possibilidade de escolha, entre órgãos judiciais concorrentes, normalmente está associada às causas previdenciárias, como no caso acima decidido pelo STF. No âmbito dos Tribunais Regionais Federais, a 4.ª Região consolidou esse entendimento na sua Súmula 8, com o seguinte verbete:
“Subsiste no novo texto constitucional a opção do segurado para ajuizar ações contra a Previdência Social no foro estadual do seu domicilio ou no do Juízo Federal”.
Cabe assinalar que o art. 109. §3.°, da Lei Magna não traz nenhuma determinação ou indicação no sentido dessa apregoada escolha. Além disso, o texto constitucional é claro em caracterizar as causas entre o
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segurado e instituto de previdência, sem, todavia, como disciplina nos parágrafos precedentes, distinguir a condição de autor ou réu para a incidência do dispositivo especial. Porquanto, a escolha caberá sempre ao autor, que, por sua vez, poderá ser, também, o instituto de previdência social. A regra estabelecida na Constituição, remetendo a causa para a Justiça Estadual, quando não for sede de vara federal, normalmente para beneficiar a ambas as partes. Autor e réu poderão exercer com mais facilidade os respectivos direitos de ação e de defesa.
Não por outro motivo, vem o Instituto Nacional do Seguro Social impugnando com freqüência a propositura perante foro diverso do domicílio do segurado, invocando, em geral, a maior dificuldade para obtenção das informações e provas necessárias para a sua defesa, porque consignadas nos postos locais. Considerando os princípios da isonomia e da ampla defesa, prolatou a Primeira Turma do Tribunal Regional da 2.ª Região acórdão assim ementado:
“Processual civil – Conflito de competência – art. 109, §3.º, da Constituição Federal – Art. 112 do Código de Processo Civil.
I – A interpretação do juízo prevalente há de ser sopesada, em conformidade com os princípios processuais que estabelecem o equilíbrio e a igualdade das partes, que não podem, a pretexto de livre escolha, dificultar o exercício da ampla defesa da parte contrária. II – Entretanto tais aspectos, com ressalvas do entendimento pessoal desta relatora, não podem ser ditados de ofício”.
A Segunda corrente jurisprudencial realça a imperatividade do comando constitucional, levando em conta que o texto utilizou-se da expressão “serão”, em vez de “poderão”, para afirmar a exclusividade do foro. Para classificação dessa competência absoluta, apresentam-se duas argumentações: a) uma considera presente a razão funcional, fazendo incidir a primeira parte do art. 111 do CPC; e b) a outra entende que em todas as disposições previstas na Constituição são inderrogáveis. Em Harmonia com esta corrente, o Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, enfrentou a matéria no passado, em julgado assim ementado:
“Competência – Execução fiscal da União contra devedor domiciliado em comarca do interior. Sendo competente para processá-lo e julgá-processá-lo em primeira instancia o juiz estadual, não pode a União optar por ajuizá-la na Capital do Estado e perante a Justiça Federal.
Interpretação do art. 126 da Constituição. Recurso extraordinário não conhecido”.
No voto condutor do aresto acima, consta que “José Afonso da Silva, Por exemplo, opina que o dispositivo constitucional tem eficácia limitada, porque depende de lei que a integre: “mas – Escreve –, sobrevindo esta, o texto passa a ter não só eficácia plena, mas inclusive eficácia derrogatória da norma normal geral (art. 125, §1.°, 1.ª parte), pois só se estabelece regra de excepcionalidade em face da regra indicada, e é dos princípios gerais do direito que a norma de exceção incide justamente afastando a norma geral (Execução fiscal, 2.ª Ed., p.
53).
No extinto Tribunal Federal de Recursos, o Min. Carlos Thibau, em voto vista, suscitou, no AgIn 44.114-Rn, incidente de uniformização da jurisprudência, propondo a chancela da “imposição do foro do domicílio do segurado, que deve ser garantido à parte, até por uma questão de segurança na instrução, porque, muitas vezes, na maior parte delas, os advogados, mas não seus clientes, que essas questões previdenciárias sejam ajuizadas na Capital”. Entretanto, o entendimento que considera exclusiva e absoluta a competência dos juízes Estaduais, embora tenha cultivado o parecer favorável da Sub-Procuradoria-Geral da República e o voto dos ministros Dias Trindade, como relator, e Carlos Thibau, acabou vencido, editando-se o verbete 252, em sentido contrário, com a seguinte redação:
“O parágrafo 3.° do art. 125 da Constituição Federal institui hipótese de competência relativa, pelo que não elide a competência concorrente da Justiça Federal”.
A terceira posição harmoniza-se, em parte, com a anterior exposta, ao
considerar a comarca estadual, na ausência de vara federal nos termos do art. 109, §3.º, da Carta, hipótese de foro exclusivo. De fato, em lugar algum do direito positivo há previsão de escolha para a espécie.
A norma utiliza-se da expressão “serão” e não “poderão”, denotando evidente imperatividade, jamais faculdade. Contudo, diverge no que respeita à conceituação como funcional e/ou absoluta, situada a referida competência como territorial e, consonante a regra geral, relativa. Não obstante a tortuosidade da redação final do enunciado 252 da Súmula do TRF, que atribuir, em aparente contradição, as qualidades de relativa concorrente para a competência federal delegada, são palavras do voto condutor, proferido pelo Min. Assis Toledo. Em assim sendo, não poderia atribuir-lhe o caráter absoluto. A competência territorial é prorrogável.
Registre-se, por oportuno, que situação semelhante ocorreu no âmbito do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, pois, ao inscrever o Enunciado 15 na Súmula, também conjugou a relatividade com concorrência, demarcando aplicação às causas de natureza previdenciária. Mas, novamente aqui, a elucidação da plenitude do verbete exsurge na analise de outros elementos do acórdão, bastando, para tanto, a transcrição das seguintes palavras da ementa do respectivo Incidente de Uniformização de Jurisprudência:
“Constitucional – Processual Civil. Incidente de uniformização da jurisprudência – inteligência do art. 109, §3.º, da Constituição da República – Divergência Superada – Natureza jurídica da competência”.
A divergência entre os membros que compõem este tribunal, acerca de interpretação do art. 109, §3.º, da Constituição de 1988, foi se dirimindo, ao ponto de que, atualmente, a matéria encontra-se pacificada, no sentido de que a violação ao critério fixado pelo deferido dispositivo constitucional acarreta mera incompetência relativa.
A identificação da natureza da competência tem como parâmetro a preponderância, ora do interesse público, a acarretar a incompetência absoluta, ora do interesse privado, a que corresponde a incompetência relativa.
Na Espécie, a regra visa a facilitar o ajuizamento da ação pelo segurado, facultando-lhe a escolha do foro.
O extinto Tribunal Federal de Recursos, sob analise de dispositivo similar, constante do §3.º do art. 109 da Constituição anterior, havia editado a Súmula 252, cujo teor serve para embasar o entendimento adotado por esse Tribunal.
Acolhido o incidente de uniformização de jurisprudência, suscitado pelo MP Federal, no sentido de se tratar de incompetência relativa que dispõe o §3.º, do art. 109 da Constituição da República, no que tange tão-somente às lides previdenciárias.
Decisão que ensejou a Súmula 15, a ser publicada”.
A nota característica dessa posição reside na possibilidade de aforamento perante órgão judicial territorial incompetente, ficando essa falta sujeita à impugnação do réu, mediante o oferecimento de exceção, no prazo legal, pois, do contrário, prorrogada estará a competência do juízo perante a qual foi proposta a demanda. Nesta direção:
“Processual Civil – Conflito de competência – Execução fiscal, proposta de autarquia federal, fora do domicílio do executado – Hipótese em que somente o próprio executado, mediante a competente exceptio declinatória fori, poderá insurgir-se contra o foro escolhido pelo exeqüente – Procedência do conflito”.
“Constitucional e processual – Competência da Justiça Federal – Ação de natureza previdenciária – Segurado domiciliado no interior do Estado.
A norma Prevista no art. 109, §3.° da CF não atribui competência absoluta à justiça Estadual para julgamento das causas ali mencionadas, mas, apenas, competência territorial, por delegação constitucional.
Ajuizada a causa na Justiça Federal, na Capital, por escolha do
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segurado, e não tendo sido excepcionado o juízo, prorrogou-se a competência da Justiça Federal”.
Sendo caso de incompetência relativa, seria aplicável o Enunciado 33 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido:
“Processual civil – Conflito negativo de competência – Execução Fiscal – Devedor domiciliado na sede da comarca da Justiça Estadual – Art. 109, §3.°, CF; art. 15, Lei 5.010/66 – Súmulas 33 e 58/STJ e 40/TRF. 1. O art. 109, §3.°, CF trata da incompetência territorial, não podendo o juiz dela declinar de ofício, ainda que o devedor mude de domicílio (art. 15, Lei 5.0210/1966 – Súmulas 33 e 58/STJ). 2. A justiça é competente para processar e julgar execução fiscal promovida pelo Conselho Regional de Corretores de imóveis, se a comarca do foro do domicílio do devedor não for sede de vara federal (Súmula 40 – TRF). 3. Conflito conhecido para declarar a competência do juízo estadual, suscitante”.
Em relação às causas previdenciárias, contudo, o Supremo Tribunal Federal acabou firmando posição em torno do Primeiro entendimento exposto, ou seja, consagrando a competência concorrente, ao inserir o Enunciado 689 na sua Súmula:
“O segurado pode ajuizar ação conta a instituição previdenciária perante juízo federal do seu domicílio ou nas varas federais da Capital do Estado-membro.” 84
Veja-se que o entendimento segundo o qual a competência territorial é prorrogável, não podendo ser declarada de ofício, encontra-se pacificado no âmbito do C. Superior Tribunal de Justiça, como se vê dos arestos a seguir colacionados, verbis:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. DOMICÍLIO DO DEVEDOR.
INCOMPETÊNCIA RELATIVA DECLARADA DE OFÍCIO.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 33/STJ.
1. A competência territorial, consagrada no princípio geral do foro do domicílio do réu, é relativa, determinando-se no momento da propositura da ação.
2. É vedado ao órgão julgador declarar, de ofício, a incompetência relativa (Súmula n.º 33 do STJ), que somente poderá ser reconhecida por meio de exceção oposta pelo réu/executado.
3. Recurso especial provido.
(REsp 1171731/BA, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/06/2010, DJe 28/06/2010)
CONFLITO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO FISCAL.
DOMICÍLIO DO DEVEDOR. COMPETÊNCIA TERRITORIAL.
INCOMPETÊNCIA RELATIVA NÃO PODE SER DECLARADA DE OFICIO. SÚMULA 33/STJ. AUSÊNCIA DE EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. SÚMULA 58/STJ.
1. O foro competente para o ajuizamento da execução fiscal será o domicílio do réu, consoante a disposição contida no artigo 578, caput, do Código de Processo Civil. Por se tratar de competência relativa, a competência territorial não pode ser declarada ex officio pelo Juízo.
Esse entendimento se consolidou com a Súmula 33 do Superior tribunal de Justiça, in verbis: "A incompetência relativa não pode ser declarada de oficio."
2. Na hipótese de execução fiscal proposta fora do domicílio do devedor, compete exclusivamente ao executado se valer da exceção de incompetência, para afastar a competência de Juízo relativamente incompetente.
3. Ademais, a posterior mudança de domicílio do executado não influi para fins de alteração de competência, conforme teor da Súmula 58 do Superior Tribunal de Justiça, in verbis: "Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicilio do executado não desloca a competência já fixada." 4. Conflito de competência conhecido para declarar a competência do Juízo Federal de Sinop - SJ/MT, o suscitado.