CONE SUL EM 2004
DADOS GERAIS
Área (Km²) Densidade (Hab/Km²) (2002) 15.017.686 18,16 Usuários Internet
(milhares) (200)
Defesa: Efetivos (milhares) gastos (bi
US$) (2000) 30.000 619,2 (26,560) Produção: petróleo/dia (milton) Gás/dia (terajoules) (1998)
Exportações (bi US$) Impotações (bi US$)
(2001) 148.220 (1.721.027) 110.905 (117.967) Reservas Internacionais (bi US$) (2000)
Dívida Externa (bi US$) (2000)
Figura 21 - Adaptado de Vesentini, J.W. Sociedade e Espaço – Geografia Geral e do Brasil. São Paulo, Ática, 1999.
86.179 466.712
9.3.2 - Acordo de Livre-Comércio da América do Norte – NAFTA
O NAFTA é uma zona de livre comércio, sendo o segundo maior bloco do mundo. Seus membros são os Estados Unidos, Canadá e México. Ela foi assinada pelos lideres dos países membros em 7 de Outubro de 1992. Entretanto somente em 1 de Janeiro de 1994 é que a Zona de Livre Comércio entrou em vigor. O objetivo é ter uma área de livre comércio com reduções tarifárias progressivas entre os países. O NAFTA sofre as mesmas críticas que a futura ALCA. Peca por ser muito mais um acordo comercial do que um projeto de desenvolvimento e integração política e econômica entre os países.
As indústrias maquiladoras do México. Um exemplo para os futuros membros da ALCA.
A “indústria maquiladora” refere-se às empresas que, instaladas no norte do México, funcionam basicamente como plataformas para a montagem de produtos cujos componentes já vêm prontos dos EUA. Os empresários aumentam sua taxa de lucro graças à disponibilidade de mão-de-obra-barata e menos protegida por direitos trabalhistas. E o acordo do Nafta garante a operação, já que isenta de tributação os insumos importados pelo México, desde que a maior parte da produção final seja
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exportada. Apenas em 1999, as maquiladoras respondem por metade do volume das vendas externas mexicanas, que saltam de 83 bilhões de dólares em 1994 para 182,6 em 2000. Em contrapartida, o Nafta torna a economia mexicana extremamente dependente da norte-americana. O desaquecimento econômico dos EUA produz uma tendência recessiva do México nos últimos anos. Só que em função de tais indústrias, a economia mexicana passa a ser a décima do mundo em 2000, depois da do Brasil. Em 2001 o México passa a ser o maior pólo de investimentos diretos da América Latina, superando o Brasil. Especialistas dizem que se a ALCA for implantada do modo que os Estados Unidos planejam, uma onda sem precedentes de indústrias maquiladoras aportaram em território nacional. Seria este o tipo de indústria e empregos almejados pelo povo e governo brasileiro? Empresas que entram e saem sem o menor comprometimento com a nação, apenas com o lucro que ela possa dar. Empregos que na verdade tornam-se subempregos, vistos que teriam os seus direitos e salários reduzidos ao mínimo possível em prol do lucro. Tecnologias que apesar de se instalarem aqui nunca nos seriam repassadas. Enfim, sena este o modelo de desenvolvimento e soberania nacional que queremos para o Brasil?
Autor: Prof. Cristiano Fonseca Dutra.
Índices Gerais da economia dos países do NAFTA
País População (milhões) (2002) IDH e ranking (2000) PIB (2000) (US$ bi) crescimento Médio (%) (1999/2000) PNB (US$ bi) (2000) Renda per- capita (US$) (2000) Principais Produtos de Exportação (2002) Saldo da Balança Comercial (US$ bi) (2000) Inflação anual (em %) (2000) EUA 288,5 0,939 (6) 9.837,7 (3,5) 9.601,5 34.100 Manufatura pesadas, equipamentos de transport e bens consumo. - 476,5 3 Canadá 31,3 0,940 (3) 687,9 (2,9) 649,8 21.130 Veículos e autopeças, papel e madeira. 31,8 3 México 101,8 0,796 (54) 57,5 (3,1) 497,1 5.070 Petróleo, manufaturas, equipamentos de transporte e alimentos - 16,2 9
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Figura 22 - Fontes: Europa Yearbook, Banco Mundial e FNUAP.
9.3.3 – ALCA, Área de Livre Comércio das Américas
A contestação da formação da ALCA pode ser decifrada a partir mesmo do quadro que deverá formar o livre mercado: ela coloca no mesmo patamar a nação mais rica e mais poderosa do mundo, Estados Unidos, um dos raros países do primeiro mundo, o Canadá, e 32 outras nações que, com freqüência, são tratadas, nos estudos sociais e econômicos, como terceiro mundo, república das bananas, nações neocoloniais, subdesenvolvidas ou, no menos ruim dos casos, como ‘emergentes”. Somadas, seu produto nacional bruto é menos da metade do produto norte-americano. Só um estado daquele grande país, o Texas, é mais rico, mais poderoso que qualquer um dos outros 33 países que formarão a ALCA. A desproporção bastaria para colocar o Brasil de guarda contra essa área de livre comércio, mas há muito mais a questionar. Vejam-se, por exemplo, algumas medidas recentes da grande potência, quando estabelece medidas protecionistas para sua produção de aço e garante enormes subsídios para sua agricultura. Tecnicamente e nacionalmente, medidas inquestionáveis Na primeira, buscou proteger seu mercado e seus trabalhadores e produtores do campo, o que qualquer nação decente deve fazer. Contudo, na forma como estão postas, essas medidas têm profunda repercussão na economia internacional, comprometendoolivremercado.
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possível por causa da redução, e posterior eliminação, das tarifas de importação que incidem sobre os diversos produtos, estabelecendo o livre comércio. Os mais otimistas acreditam que o acordo vai significar o acesso privilegiado de produtos brasileiros aos mercados de outros países, gerando um aumento nas exportações. Por outro lado, o mercado nacional também vai se abrir aos produtos estrangeiros, acirrando a concorrência interna. A redução das tarifas poderia beneficiaras produtos brasileiros que sofrem com a proteção norte-americana, os chamados produtos sensíveis, como suco de laranja, aço, siderúrgicos, calçados e fumo, ampliando sua fatia de mercado. Em contrapartida, os setores atualmente protegidos no Brasil, como o manufatureiro, o de produtos eletrônicos e o de informática, seriam afetados em termos de produção.
A área de Livre Comércio das Américas é uma proposta de integração comercial nos moldes de uma zona de livre comércio. Pertenceriam a ela todos os países das Américas, menos Cuba, somando 34 no total. Seriam 783 milhões de habitantes, com um PIB estimado em 12 Trilhôes dólares. Ocuparia a segunda colocação entre os maiores blocos econômicos do Mundo. Entretanto, a ALCA seria muito menos abrangente que o MERCOSUL, por exemplo.
BLOCO
ECONÔMICO OBJETIVOS
ALCA Discutir apenas a redução ou eliminação das tarifas alfandegárias.
MERCOSUL
É uma proposta de integração e criação de um Mercado Comum. É intenção zerar as tarifasa alfandegárias entre os países membros, criar uma TEG única e ampla para o bloco e permitir livre circulação de bens, serviços e pessoas.
9.3.4 - UE - União Européia
A UE é o bloco de integração mais completo do mundo, sendo o terceiro maior do mundo. Seus membros são o Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Suécia, Finlândia, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Portugal, Espanha, Grécia, Austria, Irlanda e Luxemburgo. O bloco elimina as barreiras fronteiriças entre os países membros permitindo a livre circulação de pessoas, mercadorias e serviços. Eliminas as taxas alfandegárias e cria a TEC unificada. Adota uma moeda única. Unifica as leis e políticas desenvolvimentistas em áreas como assuntos externos, controle fiscal e monetário, segurança, comércio, agricultura e pesca, transporte, meio-ambiente, indústria, pesquisa e desenvolvimento, saúde, justiça, educação, energia e turismo. Cria o Parlamento Europeu (com eleições diretas e onde qualquer cidadão do bloco pode se candidatar), tribunais de justiça, Banco Central e organismos de desenvolvimento. O bloco está sempre em desenvolvimento e sua integração é cada vez mais complexa. A Cúpula da União Européia dá início às negociações para o ingresso de novos países em 1998. Mas o processo de adesão ao organismo é lento, e os observadores mais otimistas não acreditam que os primeiros ingressos ocorram antes de 2004. A demora tem vários motivos. Um deles é de natureza