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5. E VOLUÇÃO DA A CTIVIDADE DA C AIXA A GRÍCOLA

5.5. Indicadores de Estrutura e Dimensão

Rúbricas 2011 2012 2013 2014 2015

Variação 2014/2015 Valor %

Activo Líquido 117.708.826 121.161.719 127.209.141 127.785.152 136.826.574 9.041.422 7,07%

Liquidez Total 56.506.079 59.697.905 65.208.392 64.520.950 69.071.411 4.550.461 7,05%

Crédito a Clientes 56.384.055 56.508.743 57.142.683 59.588.869 64.538.788 4.949.919 8,31%

Recursos de Clientes 92.777.865 97.319.679 102.205.950 106.967.259 107.412.375 445.116 0,42%

Act. Tang, Int. Invest. 4.059.509 4.056.294 3.973.586 4.112.922 4.027.018 -85.904 2,09%

-Fundos Próprios 14.555.454 16.545.412 15.900.266 14.894.113 15.750.170 856.057 5,75%

Situação Líquida 13.298.403 13.689.960 14.149.212 14.835.821 15.571.118 735.297 4,96%

Por motivos apontados anteriormente, que tiveram a ver não só com o incremento do volume de negócios via crédito, mas igualmente com as operações de refinanciamento TLTRO, o Activo Líquido registou forte incremento face a 2014. Em termos de liquidez, a Instituição registou igualmente crescimento na mesma ordem de grandeza, ou seja, acima dos 7%, fixando-se nos 69 milhões de euros.

A Situação Líquida apresentada pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Terra Quente no exercício em análise é evidência do crescimento e rentabilidade alcançados, tendo-se fixado nos 15,57 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 4,96% face a 2014.

12 000

39 5.6. I

NDICADORES DE

E

XPLORAÇÃO E

R

ENDIBILIDADE

Indicadores de Exploração

Rúbricas 2011 2012 2013 2014 2015

Variação 2014/2015 Valor % Margem Financeira 2.540.055 2.345.228 2.572.933 2.595.788 2.555.930 -39.858 -1,54%

Margem

Complementar 930.627 1.125.419 979.442 1.076.915 1.143.629 66.714 6,19%

Produto Bancário 3.609.422 3.809.185 3.772.216 4.521.419 3.960.807 -560.612 -12,40%

Custos de

Funcionamento 1.996.749 2.011.330 2.342.710 2.080.511 2.128.070 47.559 2,29%

Meios Libertos 1.612.673 1.797.855 1.429.505 2.440.908 1.832.737 -608.671 -24,92%

Provisões, Correc.

Imparid. Liquidas 1.113.080 1.024.825 425.321 1.076.217 483.561 -592.656 -55,07%

Resultado Líquido 424.079 449.753 627.107 725.322 809.888 84.566 11,66%

Valores em Euros

A Margem Financeira, diferencial entre juros recebidos e juros pagos decresceu, em 2015, 39,85 mil euros, fixando-se nos 2,55 milhões de euros. Apesar da permanência das taxas Euribor em níveis muito baixos, mesmo negativos, e da forte concorrência pela captação de recursos e concessão de crédito, que pressionaram fortemente aquela componente, a CCAM da Terra Quente, pela gestão que efectuou das disponibilidades existentes, alcançou um importante registo nesta rúbrica, superior aos exercícios de 2011 e 2012

4 224 4 538 4 607 4 440

Por sua vez a Margem Complementar registou um crescimento homólogo próximo dos 6%, registando um valor superior a 1,14 milhões de euros. Para este forte incremento, contribuiu decisivamente o crescimento do negócio via cross-selling mas também o crescimento do negócio bancário de base. A Margem Complementar gerada pela CCAM da Terra Quente permitiu, no exercício de 2015, que a relevância daquela componente relativamente ao Produto Bancário se fixasse nos 28,87%, bem acima do novo mínimo orientativo do DFOA (20%). Paralelamente, é facto de registo, a circunstância de estes proveitos permitirem cobrir, neste exercício, a totalidade dos Gastos Gerais Administrativos (rácio de 135%), bem como 89% dos Custos com o Pessoal, consumando um rácio de cobertura de Custos de Funcionamento de 54%.

O Produto Bancário, em consequência do exposto, mas essencialmente do decréscimo na rubrica recuperação extraordinária de custos de exercícios anteriores, registou uma variação negativa de 12,4%, fixando-se nos 3,96 milhões de euros.

Os Custos de Funcionamento – Custos com Pessoal e Gastos Gerais Administrativos – ascenderam a 2,13 milhões de euros, representando um crescimento de 2,29% em relação ao ano anterior. Se os Gastos Gerais Administrativos registaram um decréscimo homólogo de 8,4%, já os Custos com Pessoal, em consequência dos custos com novos colaboradores e do aumento dos prémios de desempenho, fruto da boa performance comercial do exercício, registaram crescimento na ordem dos 126 mil euros, uma variação homóloga superior a 10%.

2 540 2 345 2 573 2 596 2 556

41

No exercício de 2015, o resultado líquido das provisões, correcções e imparidades de crédito ascendeu a 483,6 mil euros, correspondendo a um decréscimo de 593 mil euros face ao ano de 2015 e um valor equivalente ao registado em 2013, mas justificado por uma gestão prudente de perdas potenciais da nossa carteira de crédito.

Os resultados obtidos neste exercício são demonstrativos da estratégia de crescimento orgânico implementado nos últimos exercícios, a qual visou reforçar o crescimento sustentado, criando condições para que ano após ano e tendo em conta as oscilações das condições de mercado, ocorra incremento na geração de resultados.

A conjugação dos elementos atrás expostos possibilitou encerrar o exercício 2015 com o Resultado Líquido de 809.888,23 euros, tendo os Meios Libertos atingido os 1,83 milhões de euros.

Indicadores de Rendibilidade

Cost to Income - Custos Totais / Prod.

Bancário 60,13% 57,29% 65,75% 48,82% 56,34%

A totalidade dos rácios de rendibilidade em análise, apresentaram sinais positivos e quando comparados com os rácios evidenciados no exercício de 2014, mas também em exercícios anteriores, são o espelho do aumento dos resultados e do crescimento do Activo, evidenciando recuperação nas condições de exploração.

5.7. I

NDICADORES

P

RUDENCIAIS

Rúbricas 2011 2012 2013 2014 2015

43

Rácio de Crédito Vencido Líquido 1,12% 0,69% 1,36% 0,80% 0,54%

Rácio de Eficiência 60,13% 57,29% 65,75% 48,82% 56,34%

Comissões/Produto Bancário 25,78% 29,54% 25,96% 23,82% 28,87%

Produto Bancário / Nº Empregados* 133.682 141.081 145.085 155.911 132.027 Activo Líquido / Nº Empregados* 4.259.586 4.487.471 4.892.659 4.406.385 4.560.885

Rácio de Transformação 78,56% 75,02% 60,01% 57,29% 60,09%

GH ¹+ PDP² / Crédito Total 75,53% 76,50% 78,11% 74,26% 70,88%

*Valores em Euros; ¹ Crédito com Hipoteca; ² PDP Crédito Garantido por Penhor

O Rácio de Solvabilidade ultrapassou em 2015 os 30,15% e o Rácio Common Equity Tier 1 atingiu os 28,89%, expressão da solidez estrutural desta Instituição, tanto maior quando comparado com o mínimo exigido em termos orientativos.

Os rácios relativos ao comportamento do crédito vencido, pelas razões já enunciadas, sofreram genericamente variações negativas, enquadrando-se ainda assim e por larga margem nos limites máximos regulamentares e salvaguardados pelo provisionamento efectuado. Também os indicadores relativos à rentabilidade do activo e Produto Bancário, medidos em termos de número de empregados e o rácio de transformação, se enquadraram folgadamente nos limites prudenciais.

Apesar de algumas dificuldades evidentes e já referidas, contingência da actual situação económica, é de ressalvar o esforço desta CCAM na protecção dos créditos concedidos e do risco assumido, pela cobertura hipotecária e/ou de penhor, evidente no último rácio apresentado no quadro acima. Em 2015, cerca de 71% do crédito concedido encontrava-se salvaguardado por aqueles tipos de garantia.

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6. M OVIMENTO DE S ÓCIOS D URANTE O A NO DE 2015

Sócios activos existentes em 31/12/2014 4.158

Sócios admitidos durante o ano de 2015 127

Sócios que solicitaram exoneração durante o ano de 2015 62 Sócios com registo de falecimento durante o ano de 2015 13 SÓCIOS ACTIVOS em 31/12/2015 após aprovação em Assembleia Geral 4.210

Lista de Exonerações

21900002070 INFORCORVO-SOLUÇÕES TÉCNICAS DE INFORMÁTICA LDA 21900002733 JOAO ANTONIO HORTELAO MORAIS

21930200735 ANTONIO MAURICIO MONTEIRO GUEDES 21930200840 JOSE FRANCISCO DA SILVA

21940300160 NUNO ANTONIO MARTINS CARABAU 21900002463 MARIA DORES CALVO IGREJA PENAFRIA 21920100959 MARIA ESTELA FERREIRA

21900002589 JORGE MANUEL AMARAL CORREIA 21900000591 FERNANDO ANTONIO GONCALVES 21900000441 JOSE CEU MATIAS

21900001260 SEBASTIAO MARIA MONTEIRO 21900002351 MANUEL DA SILVA CALDEIRA 21900000269 MIGUEL JOSE

21920100740 ROMEU ANTONIO TEIXEIRA AMARAL 21900002786 CILENA PEREIRA BRANCO PENARROIAS 21900002472 JULIA MARIA CASTRO FERREIRA MELEIRO 21900002032 ALDARA VIRGINIA CUNHA MESQUITA 21900000500 CESAR VITORINO CARVALHO 21900000236 ANTONIO NASCIMENTO SANTOS 21900001053 ARISTIDES TELEMACO COSTA 21920100944 MARIA CONCEICAO FERREIRA ALVES 21900001998 NELSON GUILHERME GOUVEIA GARCIA 21900002275 LUIS ANTONIO VENTURA MAGALHAES 21920101412 FERNANDO MANUEL FRANCO SIMOES 21900002473 TRANSANSIAES - TRANSPORTES LDA.

21900002723 JORGE MIGUEL GOMES JACINTO 21900000489 FERNANDO JOAQUIM MATOS 21930200879 ADERITO DOS SANTOS VINAGRE 21900002149 JOAO ALBERTO BEBIANO PENARROIAS

21930200690 FRANCISCO ANTONIO FERREIRA 21900002675 VITOR MANUEL GERALDO MORAIS 21920101222 AMADEU AUGUSTO CRISTINO 21900000431 MARIO JESUS

21900002239 MANUEL JOAQUIM NASCIMENTO 21920100945 MARIA DO ROSÁRIO A V SILVA

21900002586 JOSE ALBERTO VILARES REIS & CUNHADO 21900001772 ALFREDO JOSE SEIXAS

21920101098 ABILIO DOS SANTOS CASIMIRO 21900001995 MANUEL MARQUES ALMEIDA ROSARIO 21900002245 CARLOS MANUEL FERNANDES SANTOS 21900002138 ANTONIO PICARRA URBANO

21920100747 LUCIANO RODRIGUES CID 21920100630 LUCIANO AUGUSTO BRANCO 21900000983 JOAQUIM ALBERTO MAGALHAES 21900001819 ALFREDO PEREIRA COELHO 21900002677 ANTONIO EUGENIO GOUVEIA 21900000121 FERNANDO ALBERTO FERREIRA 21920100938 ANTONIO JOSE DOS SANTOS 21900001989 FERNANDO MANUEL PINHEL SOBREIRA 21900002407 MARIA CELESTE GONCALVES LEAL 21920101021 JOSE FARIA GASPAR

21900002758 SARA FILIPA ALEGRE FERREIRA 21900002323 ROMEU MANUEL DIAS MADEIRA

21900002490 ASSOCIACAO RECREATIVA CARRAZEDA ANSIAES 21900002636 S V T SOCIEDADE VINHOS TUA LDA

21920100712 JOAO AUGUSTO NENO 21920100633 ARMANDO AUGUSTO ALMEIDA 21930200645 FERNANDO ALMEIDA MOTA JUNQUEIRO 21900002737 ALEXANDRE FILIPE MATIAS BRAGANÇA 21920101346 ARMANDO AUGUSTO PEREIRA 21920101250 JORGE MANUEL MARTINS PIRES 21900001653 JOSE JOAQUIM MATOS 21900002532 ESMAEL ANJOS ALBERTO

21900002763 RUBEN XAVIER MIRANDA GONCALVES 21900001300 CARLOS ALBERTO CARVALHO VIEIRA 21900000960 AMILCAR SANTOS MONTEIRO

21900001369 JOSÉ BALTAZAR GOMES - VINHOS DO VALE DO DOURO, LDA 21900001336 CONSTANTINO MANUEL PEREIRA

21900002051 MARCO JOAQUIM SIMOES GOMES 21900002527 BILIBI - SOCIEDADE DE RESTAURACAO, LDA 21900000955 JOSE JOAQUIM SANTOS

21920100512 FERNANDO AUGUSTO PEREIRA 21900001841 SANTOS E FILHOS, LDA 21900002178 MARTINS & TEIXEIRA LDA

21920101020 ANTONIO EMILIO UVALDO HERDEIRO

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7. D ÍVIDAS À A DMINISTRAÇÃO F ISCAL E S EGURANÇA S OCIAL

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Terra Quente não tem, no fim do exercício em análise, qualquer dívida perante a Administração Fiscal e Segurança Social.

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8. E STRUTURA E P RÁTICA DE G OVERNO S OCIETÁRIO DA

CCAM

8.1. E

STRUTURA DE

G

OVERNO

S

OCIETÁRIO

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Terra Quente, CRL adopta o modelo de governação vulgarmente conhecido como “latino reforçado”, constituído pelo Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas.

Os membros dos órgãos sociais e da Mesa da Assembleia Geral são eleitos pela Assembleia Geral, para um mandato de três anos.

8.2. O

RGANOGRAMA

G

ERAL DA

C

AIXA DE

C

RÉDITO

A

GRÍCOLA

8.3. A

SSEMBLEIA

G

ERAL

A Mesa da Assembleia Geral é constituída por um Presidente e um Secretário.

8.3.1. Composição da Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Ricardo Manuel Paninho Pereira Secretário: Florentino Brás Gil

8.3.2. Competência da Assembleia Geral

A Assembleia Geral delibera sobre todos os assuntos para os quais a Lei e os Estatutos lhe atribuam competências, competindo-lhe, em especial:

Eleger, suspender e destituir os titulares dos cargos sociais, incluindo os seus Presidentes;

Votar a proposta de plano de actividades e de orçamento da Caixa Agrícola para o exercício seguinte;

Votar o relatório, o balanço e as contas do exercício anterior;

Assembleia Geral

Conselho de

Administração Conselho Fiscal ROC

Aprovar a fusão, a cisão e a dissolução da Caixa Agrícola;

Aprovar a associação e a exoneração da Caixa Agrícola da CAIXA CENTRAL e de organismos cooperativos de grau superior;

Fixar a remuneração dos titulares dos órgãos sociais da Caixa Agrícola;

Decidir do exercício do direito de acção cível ou penal contra o revisor oficial de contas, administradores, gerentes, outros mandatários ou membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral;

Decidir da alteração dos Estatutos.

8.4. C

ONSELHO DE

A

DMINISTRAÇÃO

O Conselho de Administração é composto por um número ímpar de membros efectivos, no mínimo de três e de um suplente.

Actualmente o Conselho de Administração é composto por 5 membros, com mandato para o triénio 2013/ 2015.

8.4.1. Composição do Conselho de Administração

Presidente: Manuel Rui Araújo Meneses Pimentel Vogal: Fernando Manuel Gil

Vogal: Joaquim Eduardo Pinho Aguiar Ferreira Vogal: António Miguel Castro

Vogal: António Alfredo Figueiredo

Suplente: Victor Manuel Prazeres Gonçalves

8.4.2. Competências do Conselho de Administração

As competências do Conselho de Administração decorrem da Lei, competindo-lhe, em especial e de acordo com os Estatutos:

Administrar e representar a Caixa Agrícola;

Elaborar, para votação pela Assembleia Geral, uma proposta de plano de actividades e de orçamento para o exercício seguinte;

Elaborar, para votação pela Assembleia Geral, o relatório e as contas relativos ao exercício anterior;

Adoptar as medidas necessárias à garantia da solvabilidade e liquidez da Caixa Agrícola;

Decidir das operações de crédito da Caixa Agrícola.

Fiscalizar a aplicação dos capitais mutuados;

Promover a cobrança coerciva dos créditos da Caixa Agrícola, vencidos e não pagos;

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Organizar, dirigir e disciplinar os serviços;

Adquirir bens móveis e imóveis para a recuperação de créditos em situação de incumprimento e proceder à sua alienação nos termos legais.

8.4.3. Reuniões do Conselho de Administração

O Conselho de Administração reúne, pelo menos, 2 vezes por mês, tendo realizado um total de 26 reuniões em 2015.

8.5. Ó

RGÃOS DE

F

ISCALIZAÇÃO

A fiscalização da Caixa de Crédito Agrícola compete a um Conselho Fiscal e a um Revisor Oficial de Contas ou uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas.

As competências dos órgãos de fiscalização são as que decorrem da lei, competindo, ainda, ao Conselho Fiscal, de acordo com os Estatutos, emitir parecer sobre a proposta de plano de actividade e de orçamento.

8.5.1. Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal é composto por três membros efectivos e, pelo menos, um suplente.

8.5.1.1. Composição do Conselho Fiscal

Presidente: José Luís Carvalhão Abreu Oliveira Vogal: Fernando Jaime Castro Candeias Vogal: Aníbal Tito Fernandes Reis

Suplente: João Carlos Quinteiro Nunes

8.5.1.2. Reuniões do Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal reúne, por regra, 1 vez por trimestre, tendo realizado, em 2015, um total de 4 reuniões.

8.5.2. Revisor Oficial de Contas

O mandato actual do Revisor Oficial de Contas é de 2013 a 2015, encontrando-se designados para o cargo:

Efetivo: PKF & Associados, SROC, Lda Suplente: Célia Maria Pedro Custódio

8.6. P

OLÍTICA DE

R

EMUNERAÇÃO

A) Política de Remuneração dos Órgãos de Administração e de Fiscalização

1.Em 26 de Março de 2015 a Assembleia Geral Ordinária da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Terra Quente, CRL apreciou e aprovou a Declaração sobre Política de Remuneração dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da Instituição, em cumprimento do disposto na Lei nº 28/2009, de 19 de Junho.

2. Nos termos e para os efeitos do n.º 4 do artigo 16.º do Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2011, reproduz-se na presente a referida Declaração, nos exactos termos em que foi aprovada pelos Associados da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo:

“DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DA CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DA TERRA QUENTE, CRL

Nos termos do número 4 do Art. 115º-C do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF), aprovado pelo Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de Dezembro, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 157/2014, de 24 de Outubro, vem o Conselho de Administração da CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DA TERRA QUENTE, CRL (doravante CAIXA AGRÍCOLA), submeter à aprovação da Assembleia Geral a Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da CAIXA AGRÍCOLA para o ano de 2015.

Propõe-se que a Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da CAIXA AGRÍCOLA para o ano de 2015 seja aprovada nos seguintes termos:

1. INTRODUÇÃO

Em cumprimento do normativo aplicável, a Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da CAIXA AGRÍCOLA foi definida e elaborada de modo a reflectir adequada e proporcionalmente a dimensão, a organização interna e a natureza da Instituição, o âmbito e a complexidade da actividade por si desenvolvida, a natureza e a magnitude dos riscos assumidos e a assumir e o grau de centralização e delegação de poderes estabelecido no seio da mesma Instituição.

A mesma Política de Remuneração, atenta a ainda não existência de regulamentação do Banco de Portugal para a versão do RGICSF introduzida pelo Decreto-Lei nº 157/2014, teve em consideração os seguintes instrumentos:

a. O RGICSF;

b. O Aviso do Banco de Portugal nº 10/2011, quanto às normas neste contidas que não sejam incompatíveis com a nova redacção do RGICSF e que não devam, por isso, considerar-se revogadas pela mesma;

c. A Lei nº 28/2009, de 19 de Junho, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 157/2014.

2. PRINCÍPIOS GERAIS

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Pese embora as alterações legislativas acima referidas, considera-se que o novo regime legal preserva a aplicação do princípio da proporcionalidade na definição das políticas de remuneração, pelo que se optou por manter a relevância dada até aqui a elementos como a natureza jurídica de cooperativa da Instituição e a dela decorrente ausência de fins lucrativos, a imposição de restrições de natureza geográfica à actuação da dita Instituição, factores que determinam que a tais funções correspondam muitas vezes remunerações de valor senão simbólico, pelo menos inferior ao da média dos Colaboradores da Instituição, sendo por conseguinte tais remunerações insusceptíveis de qualquer comparação com as que são auferidas no resto do Sector Bancário, tal como são insusceptíveis de levar à assunção de riscos excessivos ou de pôr em causa os interesses de longo prazo da Instituição, a sua estabilidade financeira ou a sua base de capital.

Nesta perspectiva, para além de se terem que considerar inaplicáveis à CAIXA AGRÍCOLA todas as disposições do RGICSF, da Lei nº 28/2009 e do Aviso nº 10/2011 (os últimos na medida em que se considerem compatíveis com o primeiro) que pressuponham que as entidades às mesmas sujeitas revestem a natureza jurídica de sociedades anónimas, houve que ponderar a aplicação de muitas das demais normas, sempre por referência ao princípio da proporcionalidade ínsito no corpo do nº 3 do art. 115º-C do RGICSF.

Consequentemente, o referido princípio da proporcionalidade presidiu à elaboração da presente Política de Remuneração que, nos termos do RGICSF, prossegue ainda os seguintes objectivos:

a. Promover e ser coerente com uma gestão de riscos sã e prudente e não incentivar a assunção de riscos superiores ao nível de risco tolerado pela Instituição;

b. Ser compatível com a estratégia empresarial da Instituição, os seus objectivos, valores e interesses de longo prazo e incluir medidas destinadas a evitar conflitos de interesses;

c. Distinguir de forma clara os critérios para a fixação da componente fixa da remuneração, fundamentados principalmente na experiência profissional relevante e na responsabilidade organizacional de cada Membro de Órgão de Administração ou de Fiscalização.

3. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Nos termos e para os efeitos do nº 1 do art. 16º do Aviso nº 10/2011, declara-se que:

a. A Política de Remuneração dos Órgãos de Administração e de Fiscalização é definida pela Assembleia Geral, sem a intervenção de quaisquer consultores externos, cabendo à mesma revê-la periodicamente, pelo menos uma vez por ano, em sede da sua aprovação nos termos do nº 4 do art. 115º-C do RGICSF;

b. A presente política não contempla a atribuição de remunerações variáveis;

c. Vistas a natureza e dimensões da Instituição, a inexistência de remunerações variáveis, o valor das remunerações pagas aos Membros dos respectivos Órgãos de Administração e de Fiscalização e o facto de, não sendo a Instituição uma sociedade anónima, lhe ser impossível pagar qualquer remuneração sob a forma de acções ou instrumentos nos termos do nº 3 do art. 115º-E do RGICSF, não será diferido o pagamento de qualquer parte da remuneração;

d. A Política de Remuneração é propícia ao alinhamento dos interesses dos Membros do Órgão de Administração com os interesses de longo prazo da Instituição e é igualmente consentânea com o desincentivo de uma assunção excessiva de riscos, na medida em que preconiza a atribuição de uma remuneração de valor moderado, compatível com as tradições e com a natureza específica do Crédito Agrícola;

e. Atenta a natureza cooperativa da CAIXA AGRÍCOLA, o desempenho dos Órgãos de Administração e de Fiscalização é, em primeira linha, avaliado pelos Associados em sede de Assembleia Geral, reflectindo tal avaliação não só o desempenho económico da Instituição, mas também outros critérios directamente relacionados com a sobredita natureza cooperativa, incluindo a qualidade da relação estabelecida entre Administração e Cooperadores e da informação prestada aos membros sobre o andamento dos negócios sociais.

4. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DO ORGÃO DE FISCALIZAÇÃO:

A remuneração dos Membros do Conselho Fiscal, tendo em consideração a natureza da composição desse Órgão Social, consiste exclusivamente numa componente fixa, paga através da liquidação de senhas de presença, à qual acresce a possibilidade de acesso a financiamento de carácter ou finalidade social ou decorrente da política de pessoal, conquanto verificados os pressupostos legais, regulamentar ou convencionalmente exigíveis.

5. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DO ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO:

5.1. REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES EXECUTIVOS

A remuneração dos Membros executivos do Conselho de Administração consiste exclusivamente numa componente fixa, paga através da liquidação de senhas de presença, à qual acresce a possibilidade de acesso a financiamento de carácter ou finalidade social ou decorrente da política de pessoal, conquanto verificados os pressupostos legal, regulamentar ou convencionalmente exigíveis, bem como atribuição de telemóvel para uso no exercício das mesmas funções.

Nos termos e para os efeitos dos arts. 115º-E e 115º-F do RGICSF e do nº 2 do art. 16º do Aviso nº 10/2011, mais se declara que:

5.1.1 Quanto à avaliação do desempenho

a. O órgão competente para a avaliação do desempenho individual dos Administradores Executivos é o Órgão de Fiscalização, sem prejuízo da competência da Assembleia Geral, nos termos acima descritos;

b. A remuneração dos Administradores Executivos não inclui uma componente variável, pelo que são inaplicáveis os arts. 115º-E e 115º-F do RGICSF e as alíneas b), c), d), e), f), g), h) e i) do nº 2 do art. 16º do Aviso nº 10/2011.

5.1.2 Quanto aos mecanismos de malus e clawback

Conforme referido acima, a remuneração dos Administradores executivos não inclui uma componente variável, pelo que são inaplicáveis as regras constantes do RGICSF quanto à

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aquisição do direito à mesma e aos mecanismos de redução (“malus”) ou reversão (“clawback”).

5.1.3 Disposições gerais

a. Uma vez que a remuneração dos Administradores Executivos não inclui uma componente variável, são inaplicáveis as alíneas b), c), d), e), f), g), h) e i) do nº 2 do art. 16º do Aviso nº 10/2011;

b. No exercício de 2014 não foram pagas nem se mostraram devidas compensações e indemnizações a Membros do Órgão de Administração devido à cessação das suas funções;

c. A Instituição não celebrou com os Membros do seu Órgão de Administração qualquer

c. A Instituição não celebrou com os Membros do seu Órgão de Administração qualquer

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