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Metodologia aplicada e material utilizado

III. Estudo retrospectivo de 25 casos de canídeos e felídeos em regime hospitalar:

2. Metodologia aplicada e material utilizado

2.1. Recolha de informação durante o período de hospitalização e método de análise

No presente trabalho efectuou-se um estudo observacional de 25 casos clínicos de canídeos e felídeos alvo de hospitalização no HVR, no período de Dezembro de 2009 a Fevereiro de 2010. Foram seleccionados os pacientes cujo período de internamento foi seguido pela autora, de forma contínua ou interrupta, pelo que a selecção com base na espécie, sexo, idade, raça e motivo de hospitalização foi aleatória.

Foi analisada de forma sistemática e sequencial toda a terapêutica instituída durante o referido período, utilizando como fonte de informação as fichas de internamento de cada paciente. Nestas, os pacientes são caracterizados quanto à espécie, raça, sexo, idade e peso, sendo identificada a principal causa de internamento. São identificados todos os fármacos administrados, respectivas doses, vias, frequência e duração da administração, bem como, o tipo de fluidoterapia, quando instituída (fluido, taxa de administração e suplementação, quando efectuada). Das fichas de internamento constam, igualmente, alguns parâmetros indispensáveis para avaliação do estado geral dos pacientes como, temperatura corporal, frequência de eliminação fecal e urinária e respectivas características, presença ou ausência de vómito e ingestão ou não de alimento e água. Os principais parâmetros avaliados no exame físico como frequência cardíaca, frequência respiratória, tempo de replecção capilar, pulso e coloração das mucosas, frequentemente avaliados pelos clínicos, não constam da informação presente nas fichas, salvo raras excepções.

Nas fichas de internamento são, também, indicados todos os exames complementares de diagnóstico realizados durante o período de hospitalização como, hemograma, análises bioquímicas sanguíneas, análise bioquímicas de urina, radiografia, ecografia, electrocardiograma (ECG), ecocardiografia, tomografia axial computorizada (TAC), ressonância magnética (RM), entre outros, bem como, as principais alterações detectadas, quando significativas.

Todas as cirurgias efectuadas e respectivos fármacos utilizados na pré-medicação e no período intra-operatório são, igualmente, identificados, salvo raras excepções.

A informação relativa ao historial clínico dos pacientes, excepto a relacionada directamente com o motivo de hospitalização, foi excluída da análise por impossibilidade de sistematização da mesma uma vez que, nalguns casos, foi veiculada maioritariamente pelos proprietários, o que poderia limitar a acuidade da informação.

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âmbito dos animais de companhia, especificamente, canídeos e felídeos, procedeu-se à análise dos casos elegidos com pesquisa da ocorrência ou não das referidas interacções, através do cruzamento da informação obtida na revisão bibliográfica realizada pela autora, com a informação disponível para cada caso clínico.

Procurou-se averiguar, na presença de uma interacção farmacológica, se esta resultou em alterações do estado clínico do paciente detectáveis ao exame físico ou através de exames complementares de diagnóstico ou se, pelo contrário, não resultou em quaisquer reacções adversas. Na eminência de uma reacção adversa, justificada por uma interacção farmacológica procurou-se, igualmente, avaliar se esta foi atribuida à referida interacção, com alteração da terapêutica imposta ou, se foi atribuida a outras causas, com continuição do protocolo terapêutico instituído.

Para fins de consulta e apresentação, a informação contida nas fichas de internamento dos pacientes abordados foi processada e tratada em formato de tabela. Todos os medicamentos são identificados pela sua substância activa.

2.2. Caracterização da população incluída no estudo

2.2.1. Distribuição dos animais pela espécie, género, idade e raça

Neste estudo foram incluidos 25 animais que se apresentaram à consulta no HVR e que foram submetidos a hospitalização. O grupo incluiu 15 canídeos e 10 felídeos.

Como representado no gráfico 1, dos canídeos, 6 eram fêmeas e 9 eram machos. Dos felídeos, 5 eram fêmeas e 5 eram machos.

Gráfico 1: Distribuição absoluta dos canídeos e felídeos da amostra por género

Nos gráficos 2 e 3, encontra-se representada a distribuição absoluta dos machos e fêmeas pelo estado de fertilidade, nos canídeos e felídeos da amostra, respectivamente.

9 6 5

5

Canídeos Macho Canídeos Fêmea Felídeos Macho Felídeos Fêmea

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Gráfico 2: Distribuição absoluta dos machos e fêmeas, pelo estado de fertilidade, nos canídeos da amostra

Gráfico 3: Distribuição absoluta dos machos e fêmeas, pelo estado de fertilidade, nos felídeos da amostra

Os canídeos da amostra apresentavam idades compreendidas entre 1,5 anos e 15 anos (com 5 animais sem idade determinada, mas com características de adultos) e os felídeos, idades compreendidas entre 5 meses e 17 anos (com 3 animais sem idade determinada, mas com características de adultos), com uma distribuição absoluta dos animais por idades como representado no gráfico 4.

Gráfico 4: Distribuição absoluta dos canídeos e felídeos da amostra por idade 0 2 4 6 8 10 Macho Fêmea Castrado(a) Inteiro(a) N.º canídeos 0 2 4 6 8 10 Macho Fêmea Castrado(a) Inteiro(a) N.º felídeos 0 1 2 3 4 5 0-3 4-6 7-9 10-12 >= 13 Ind Canídeos Felídeos

Intervalos de idades (em anos) N.º animais

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À excepção do felídeo com 5 meses de idade e dos animais sem idade determinada, a grande maioria dos outros incluem-se na faixa etária dos animais considerados geriátricos.

Os canídeos do grupo foram identificados como pertencentes a diversificadas raças e dos 10 felídeos, 7 foram identificados como raça indeterminada.

O anexo 2 resume as características gerais da população em estudo, incluindo, para além das já referidas, o peso.