3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
3.1 METODOLOGIA
Neste item, é descrita a metodologia estabelecida para a consecução dos objetivos da pesquisa. São apresentadas as considerações, ao serem adotados filtros, para a obtenção de séries de dados de consumo consistentes, a partir do banco geral de dados levantado.
Para se alcançar o objetivo proposto para a pesquisa, de avaliar a influência da redução de pressão de distribuição de água, devida à instalação de VRP, no consumo registrado nas ligações de água, localizadas dentro dos limites da área com pressão controlada por essas VRPs, foram identificadas as seguintes etapas: I - Seleção de um conjunto de VRPs e respectivas áreas testemunha.
II - Identificação das ligações de água localizadas dentro dessas áreas.
III - Levantamento dos consumos médios, de cada uma das ligações identificadas, em datas anteriores à implementação da redução de pressão e em datas posteriores a essa implementação.
IV - Análise comparativa das médias de consumo nas ligações identificadas, na situação antes x depois, para se verificar se pode ser confirmada, ou não, variação no nível de consumo médio geral, de cada área de VRP, influenciada pela redução de pressão implementada.
V - Análise comparativa entre a variação de consumo observada nas áreas controladas por VRP e a variação de consumo observada nas suas respectivas áreas testemunha.
Para a consecução das etapas de pesquisa delineadas, em primeiro lugar, foi solicitada, às áreas responsáveis pela operação de VRPs nas unidades de negócio Centro, Leste e Oeste, da Diretoria Metropolitana, a indicação de cerca de dez VRPs que não tivessem apresentado alterações operacionais ou problemas de manutenção, pelo menos, nos seus dois primeiros anos de funcionamento. Foi colocada, ainda, a restrição da entrada de operação das válvulas indicadas ter sido em data posterior a junho de 2002, uma vez que o Sistema Comercial, Serviços e Informação (CSI), da Sabesp, mantém, no seu banco de dados ativo, dados de sessenta e dois meses móveis, de registro de consumo (volume de dados considerável, levando-se em conta as cerca de três milhões de ligações de água na RMSP). Foi feita exceção apenas à UN Centro, que possui banco de dados complementar, próprio, permitindo a recuperação de dados anteriores àquela data. Das válvulas indicadas, foram selecionadas, por limitações de número de linhas na Planilha Excel, utilizada para análise dos dados levantados, 27 (vinte e sete) áreas de VRP (17 com controle fixo de saída de pressão e 10 com controle automático de saída), cada uma com suas respectivas áreas testemunha, que totalizaram, antes do tratamento dos dados, cerca de 56.000 ligações.
Para efeito de estudo, as 27 (vinte e sete) áreas de VRP foram nomeadas de F1 a F17, as VRPs com saída fixa de pressão, e de C1 a C10, as VRPs com controle automático de saída de pressão, mesmo índice utilizado para identificar a área testemunha de cada uma delas.
Com a relação de VRPs, foram localizadas, no sistema de informações geográficas da Sabesp (Signos), suas respectivas áreas de controle, sendo selecionadas, com a utilização da ferramenta “trilho” (ou "trace", no equivalente em Inglês), as áreas testemunha (sem influência da redução de pressão de abastecimento provocada pelas VRPs) de cada área de VRP, dando preferência a áreas localizadas nos trechos a montante do ponto de rede de distribuição onde estava instalada cada válvula, ou adjacente à área de VRP, quando havia limitações de espaço devidas à proximidade de outras zonas de pressão. A ferramenta trilho permite a delimitação de uma área (ou polígono), numa planta de rede de distribuição, georreferenciada, levantando-se características referentes a essa área, p.e.: quantidade e identificação de ligações de água; extensão de rede de distribuição; etc.
No Quadro 3.1, é apresentada a relação de áreas de VRP e respectivas áreas testemunha, selecionadas para o estudo.
Quadro 3.1 - Relação de áreas de VRP e testemunhas, selecionadas para o estudo.
A seleção de áreas de VRP, no Signos, foi possível por já terem sido carregados, no sistema, os limites georreferenciados das áreas de VRP selecionadas.
A partir da seleção de cada área, foi utilizada a ferramenta de integração do Signos com o CSI, que permitiu a exportação dos dados na forma de Planilha Excel, com a relação das ligações (RGIs) localizadas dentro dos limites de cada área.
Nas figuras 3.1, 3.2 e 3.3, são apresentados exemplos de telas do Signos, com diferentes layers, que foram utilizadas na seleção das áreas de VRP e das respectivas áreas testemunha, sendo as imagens dessas figuras relativas à área de VRP F1.
Retomando o encadeamento das etapas, no Signos foram identificados os limites de cada área de VRP. Em seguida, foram ativados os layers de rede de distribuição de água e de zonas de pressão, para, com a utilização da ferramenta trilho, traçar os limites de cada área testemunha. Foi, então, utilizada a ferramenta de integração do Signos com o CSI, levantando a relação de ligações (RGIs) localizadas no interior dessas áreas.
Na Figura 3.1, podem ser observados os limites da área de VRP F1, sem a adição de layers, sendo que, na Figura 3.2, é apresentado o layer de arruamento.
FIGURA 3.1 - Limites da área da VRP F1, sem layers (FONTE: Signos-Sabesp) (*) figura sem escala; Norte na direção vertical, para cima.
FIGURA 3.2 - Limites da área da VRP F1, com layer de arruamento (FONTE: Signos-Sabesp) (*) figura sem escala; Norte na direção vertical, para cima.
Na Figura 3.3, é apresentado o layer de imagem de satélite, onde se pode ter uma idéia do tipo de ocupação na área da VRP F1.
FIGURA 3.3 - Limites da área da VRP F1, com layer de imagem de satélite. (FONTE: Signos- Sabesp)
(*) figura sem escala; Norte na direção vertical, para cima.