• Nenhum resultado encontrado

constituindo a microestrutura lepidoblástica e grãos de quartzo alongado marcando microestrutura nematoblástica. B) Pseudomorfos de sericita-muscovita com geometria retangular. C) Microestrutura de substituição por corrosão de borda denunciada pelo contato fortemente interlobado entre o quartzo e os agregados de sericita. D) Venulações de sericita truncando os grãos de quartzo. E) Extinção ondulante em grão de quartzo. F) Grão de quartzo com inclusões de zircão. Luz plana polarizada cruzada para todas as fotomicrografias.

A microestrutura de substituição orientada (Guided replacement) é marcada pela presença de aglomerados de sericita/muscovita ao longo dos contatos dos grãos de quartzo

(Fotomicrografias 5.8 A e C). Domínios mais ricos em sericita ocorrem isolados ou formando uma rede de canais (Chain microstructure). A substituição por corrosão de borda (Boundary

corrosion replacement ou Replacement by resortion) é revelada pelos contatos reentrantes entre

os aglomerados de sericita/muscovita e o quartzo (Fotomicrografia 5.8 C) e pode ser observada nos domínios com moderada a alteração hidrotermal. Em alguns domínios a substituição do quartzo pela sericita/moscovita é intensa, levando a formação de grãos esqueletais rel íctos de quartzo (Skeleton minerals).

Vênulas de sericita integram o conjunto hidrotermal. Estão orientadas preferencialmente obliquamente à xistosidade da rocha, truncando os grãos de quartzo (Fotomicrografias 5.8 D e E). Esse sistema de venulações preenche um padrão de fraturas paralelas, com espessuras variando de 0,01 mm a 0,1 mm. internamente podem apresentar crescimento mineral aleatório ou oblíquo a subortogonal às paredes das fraturas, neste caso constituindo uma lineação de crescimento mineral antitaxial (Antitaxial fibrous grow).

5.1.2.4 Descrição Mineral

Quartzo - apresenta hábito granular alongado, sendo xenoblástico. Esse mineral desenvolve uma forte orientação preferencial na rocha. A granulação varia de 0,2 a 3,0 mm. Os contatos do quartzo-quartzo são retos, curvos, ou moderados a fortemente interlobados. Com os aglomerados de sericita e, quando presente, com a muscovita, os contatos são interlobados a fortemente reentrantes. Truncamentos do quartzo pelos aglomerados de sericita são encontrados nas bordas dos grãos ou por microvenulações. Os grãos apresentam exti nção ondulante forte (Fotomicrografia 5.8 E) e alguns possuem subgrãos. O quartzo apresenta inclusões de grãos de zircão (Fotomicrografia 5.8 F).

Sericita - apresenta pleocroísmo variando de incolor a verde pálido. Os grãos estão preferencialmente orientados, constituindo, junto com o quartzo, a foliação S1 da rocha. Além

disso, são lamelares, subidioblásticos, com granulação variando de 0,01 a 0,04 mm. Esse mineral ocorre em aglomerados que se distribuem e fazem contatos reto a fortemente interlobados com quartzo. Nesse mineral a extinção é normal.

Muscovita - ocorre em agregados e associada com a sericita, estando orientada segundo a foliação S1 da rocha. O pleocroísmo varia de incolor a verde pálido, o hábito é lamelar, sendo

subidioblástica a idioblástica. A granulação varia de 0,03 a 0,4 mm. Faz contatos retos a interlobados com a sericita e com o quartzo

Zircão - foi observada como grãos inclusos no quartzo (Fotomicrografia 5.8 F). Apresenta grãos castanho-avermelhados ou incolores, sendo granular, euédrico a subédrico. A granulação varia de 0,01 mm a 0,3 mm. O hábito é prismático com bordas arredondadas. Por vezes apresentam halos pleocroicos.

Magnetita - geralmente ocorre como mineral traço intergranular ou como inclusões pseudopoiquiloblástica disseminada nos grãos de quartzo. Apresenta-se com cor cinza, idioblástica, subidioblástica a xenoblástica, com granulação 0,01 mm.

5.1.3 Xistos Aluminosos

Para essas rochas foram descritas três seções delgadas e polidas, de amostras encontradas nos furos de sondagem. As rochas são inequigranulares, anisotrópicas e compostas por biotita (10-40%), cianita (13-30%), ortopiroxênio (0%-20%), cordierita (5-15%), calcita (<1%-20%), plagioclásio (0%-15%), granada (<1%-5%) como minerais essenciais e zircão (<1%-5%), titanita (<1%) e rutilo (<1%) como acessórios pré-alteração hipogênica e moscovita/sericita (<1%-30%), clorita (<1%-5%), actinolita (<1%-5%), pirrotita (<1%-5%), quartzo (<1%-2%), clinozoisita (<1%-2%), grunerita (<1%-1%), magnetita (<1%-1%), calcopirita (<1%) como minerais acessórios de alteração hipogênica. Na Tabela A.2 no ANEXO A é apresentada a composição modal para cada mineral encontrado nessas rochas, discriminado por seção delgada descrita.

5.1.3.1 Aspectos Microscópicos

A xistosidade S1 espaçada e anastomótica é marcada principalmente por orientação

preferencial de biotita e cianita (Fotomicrografia 5.9 A) e, subordinado ortopiroxênio. Essa xistosidade é truncada obliquamente por zonas de cisalhamento que formam uma xistosidade S3. Ambas foliações são truncadas por venulações preenchidas por quartzo, clorita, calcita,

muscovita/sericita e, por vezes grunerita e ou cummingtonita. 5.1.3.2 Microestruturas metamórficas Pré-substituição mineral

As microestruturas pré-alteração hipogênica são: (i) granoblástica granular e (ii) nematoblástica. A granoblástica granular é representada por grãos subidioblásticos de ortopiroxênio, plagioclásio e cordierita (Fotomicrografia 5.9 B). A nematoblástica é revelada

por grãos tabulares ortopiroxênio e cianita (Fotomicrografia 5.9 C) orientados segundo a xistosidade S1.

5.1.3.3 Microestruturas de substituição mineral com controle estrutural relacionadas à formação de minério hidrotermal

As microestruturas relacionadas a mineralização encontradas nessas rochas foram (i) substituição orientada (Guided replacement); (ii) substituição por corrosão de borda (Boundary

corrosion replacement ou replacement by resortion);

A microestrutura de substituição orientada (Guided replacement) está associada com o consumo da biotita por pirrotita ou magnetita aproveitando os planos de clivagem do mineral hospedeiro ou mimeticamente segundo a foliação S3 (Fotomicrografias 5.10 C, D, E) a cianita

também é substituída pela biotita em suas clivagens (Fotomicrografia 5.10 F). A substituição por corrosão de borda (Boundary corrosion replacement ou Replacement by resortion) foi observada subordinadamente em venulações e é representada por substituição de grãos de cummingtonita, quartzo e grunerita por pirrotita e calcopirita (Fotomicrografia 5.11 A).

5.1.3.4 Microestruturas de alteração com controle estrutural não relacionadas com a formação de minério hidrotermal.

A alteração hidrotermal varia de fraca a moderada. A principal microestrutura hidrotermal identificada foi a de coroa de reação (Reaction rims) e (i) lepidoblástica. Além dela, as seguintes microestruturas podem ser encontradas: (ii) pseudopoiquiloblástica; ( iii) kinkband

e S/C/C’; (iv) decussada (v) venulações; (vi) lineação de crescimento mineral antitaxial

(Antitaxial fibrous grow); e (vii) cataclástica.

A microestrutura de coroa de reação (Reaction rims) é evidenciada pela presença de grãos de cordierita nas bordas do ortopiroxênio (Fotomicrografia 5.9 D) e de biotita nas bordas de ortopiroxênio e granada (Fotomicrografia 5.9 E). As reações metamórficas para explicar a transformação da granada em biotita, em geral, têm como um dos reagentes o K-feldspato ou a muscovita. Nos domínios de menor alteração hidrotermal dos xistos aluminosos, entretanto, não foi observada a presença desses minerais. Diante do exposto, sugere-se que a formação da biotita e moscovita esteja associada com domínios de alteração hidrotermal com potassificac ão da rocha, dando lugar a reações que levaram à formação desses minerais a partir da granada e do plagioclásio, respectivamente. A microestrutura lepidoblástica é marcada pela orientação preferencial de biotita (Fotomicrografias 5.9 A e C).

Em vários locais a biotita cresce nas clivagens de biotita e do ortopiroxênio, tornando-se orientada segundo a S1 eS3, configurando uma microestrutura mimética (sensu PASCHIER;

THROW, 2005). A microestrutura pseudopoiquiloblástica que é interpretada pela presença de inclusões de biotita no ortopiroxênio (Fotomicrografia 5.9 F), epídoto, clinozoisita e muscovita no plagioclásio (Fotomicrografias 5.9 F e 5.10 A); de biotita na granada (Fotomicrografia 5.9 E), bem como de cordierita na cianita (Fotomicrografia 5.10 B). A microestrutura kinkband foi observada associada com grãos de biotita. As estruturas S/C/C` estão vinculadas com zonas de cisalhamento relacionadas com grãos de biotita (Fotomicrografia 5.10 D).

A microestrutura decussada é representada por muscovita/sericita disposta radialmente nos plagioclásios. Venulações com proporções variáveis de calcita, quartzo, muscovita/sericita, clorita, grunerita, cummingtonita truncam a xistosidade da rocha.

Algumas venulações são fraturas de tração (Fotomicrografia 5.11 B) e outras são transdistensionais (Fotomicrografia 5.11 C), tendo em vista que há lineação de crescimento mineral antitaxial assimétrica (Antitaxial assymetrical fibrous grow). Essa estrutura é representada por orientação preferencial de grãos de quartzo, calcita, que se orientam paralelamente, ortogonalmente e/ou obliquamente com relação às paredes das venulações e que não apresentam uma simetria de espessuras dos cristais em relação a suas extremidades (Fotomicrografias 5.11 B e C). A microestrutura cataclástica é representada por fragmentação de grãos de cianita, cordierita, biotita em zonas de cisalhamento rúpteis gerando protocataclasitos (Fotomicrografia 5.10 E).

5.1.3.5 Descrição Mineral

Biotita - ocorre em fraturas e nas bordas da granada, da cianita e da cordierita. Os grãos de biotita apresentam-se na maioria, orientados segundo a xistosidade S1. Pode também ocorrer

inclusa na cordierita e na granada, constituindo a microestrutura pseudopoiquiloblástica (Fotomicrografia 5.9 E) sem orientação preferencial. Apresenta pleocroísmo variando de vermelho acastanhado pálido a vermelho escuro. O hábito é lamelar, sendo subidioblástica a idioblástica, com granulação entre 0,01 e 1,5 mm. Os contatos biotita-biotita são retos a curvos, assim como com cianita, cordierita, plagioclásio, ortopiroxênio e quartzo. Frequentemente

contatos reentrantes são observados com o ortopiroxênio. Esse mineral apresenta inclusões de pirrotita, que cresce em seus planos de clivagem (Fotomicrografia 5.10 E), também configurando a microestrutura pseudopoiquiloblástica. Desenvolve estruturas kinkband e a