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4.3 Caracterização da 2-n-pentilquinolina

4.4.1.2 Microscopia eletrônica de transmissão (MET)

Através da microscopia eletrônica de transmissão foi possível comprovar

as alterações que os tratamentos após 72 h com a CI

50

das substâncias DFQ1

e DFQ2 causaram nas estruturas intracelulares de formas promastigotas de L.

amazonensis e L. braziliensis.

4.4.1.2.1 Alterações ultraestruturais de promastigotas de Leishmania

amazonensis devido ao tratamento com a substância DFQ1

Formas promastigotas não tratadas (Figura 37 I e II) e tratadas com a

CI

50

(Figura 37 III e IV) foram analisadas por microscopia eletrônica de

transmissão. Nos parasitos tratados com a CI

50

após 72 h foram observadas

grandes alterações ultraestruturais nas formas promastigotas como: inchaço

mitocondrial, alterações nuclear com condensação da cromatina e alteração no

formato, além de notável aumento de inclusões lipídicas, alterações na

membrana plasmática da célula e numerosos vacúolos já ocupam grande parte

do citoplasma das células, além de alterações na morfologia da membrana

plasmática. A pouca presença de material citoplasmático, perda de morfologia

e alterações nucleares e mitocondriais foram irreversíveis.

FIGURA 37 - ALTERAÇÕES ULTRAESTRUTURAIS DE FORMAS PROMASTIGOTAS DE L. amazonensis TRATADAS COM O DFQ1.

NOTA: I e II- Células controle apresentando forma alongada, cinetoplasto (C) em forma de bastão bem desenvolvido e próximo a bolsa flagelar (BF), núcleo central (N) com nucléolo e nucleoplasma homogêneo e eletrodenso, mitocôndria sem alterações ultraestruturais, presença de acidocalcissomos (A). III e IV Cortes ultrafinos de promastigotas de L. amazonensis tratadas por 72 h com a CI50 do DFQ1, observando alterações ultraestruturais tais como: alterações nucleares e desorganização citoplasmática, aumento do número de vacúolos intracelulares (setas pretas), inchaço mitocondrial evidente e alteração na membrana plasmática, notável aumento de inclusões lipídicas (setas vermelhas) e desorganização nuclear, cinetoplasto não identificado, perda completa da morfologia normal da célula. Barras (I, II, III e IV) 1 µm. (N) NÚCLEO, (M) MITOCÔNDRIA, (BF) BOLSA FLAGELAR, (F) FLAGELO, (C) CINETOPLASTO, ACIDOCALCISSOMA (A).

4.4.1.2.2 Alterações ultraestruturais de promastigotas de Leishmania

braziliensis devido ao tratamento com a substância DFQ1

Na Figura 38 I e II, se visualiza a fotomicrografia das formas

promastigotas controle (72 h) de L. braziliensis, apresentando morfologia

normal, núcleo íntegro, cinetoplasto em forma de bastão, bem desenvolvido e

próximo à bolsa flagelar contendo o flagelo em seu interior, além da

mitocôndria com tamanho e aspecto normal. O tratamento após 72h com a CI

50

da substância DFQ1 (Figura 38 III e IV), levou a uma acentuada redução no

número de parasitos e surgimento de formas promastigotas com alterações

ultraestruturais. É possível observar alterações nucleares, como condensação

da cromatina e alteração no formato do núcleo, presença de vacúolos

citoplasmáticos e aumento de inserções lipídicas, alterações na membrana

plasmática são evidentes, assim como perdas das principais organelas

citoplasmáticas.

FIGURA 38 - ALTERAÇÕES ULTRAESTRUTURAIS EM FORMAS PROMASTIGOTAS DE L. braziliensis TRATADAS COM DFQ1.

NOTA: I e II- Células controle sem alterações aparentes em sua morfologia, apresentando: cinetoplasto (C) em forma de bastão bem desenvolvido e próximo a bolsa flagelar (BF), núcleo central (N) com nucléolo e nucleoplasma homogêneo e eletrodenso, mitocôndria (M) sem alterações ultraestruturais, presença de acidocalcissomo (A). III e IV- Cortes ultrafinos de promastigotas de L. braziliensis tratadas por 72 h com a CI50 do DFQ1, com alterações ultraestruturais importantes tais como desorganização nuclear, surgimento de vacúolos por todo o citoplasma (setas pretas), desintegração da membrana plasmática e presença de numerosas inclusões lipídicas (setas vermelhas), perda completa da morfologia normal da célula. Barras (I, III e IV): 1 µm, (II): 2 µm. (N) NÚCLEO, (M) MITOCÔNDRIA, (BF) BOLSA FLAGELAR, (F) FLAGELO, (C) CINETOPLASTO, ACIDOCALCISSOMO (A).

4.4.1.2.3 Alterações ultraestruturais de promastigotas de Leishmania

amazonensis devido ao tratamento com a substância DFQ2

As possíveis alterações ultraestruturais em promastigotas de L.

amazonensis também foram avaliadas após o tratamento com a CI

50

(Figura

39, III e IV) da substância DFQ2 utilizando-se microscopia eletrônica de

transmissão. Após 72 h de tratamento, foi possível observar pequenas

alterações nas células tais como: leve inchaço mitocondrial, alteração nuclear,

com condensação da cromatina e alteração do formato do núcleo, pequena

quantidade de inclusões lipídicas e alterações iniciais na membrana plasmática

da célula.

FIGURA 39 - ALTERAÇÕES ULTRAESTRUTURAIS EM FORMAS PROMASTIGOTAS DE L. amazonensis TRATADAS COM O DFQ2.

NOTA: I e II- Células controle apresentando forma alongada, cinetoplasto (C) em forma de bastão bem desenvolvido e próximo à bolsa flagelar (BF), núcleo central (N) com nucléolo e nucleoplasma homogêneo e eletrodenso, mitocôndria sem alterações ultraestruturais, presença de acidocalcissomos (A). III e IV- Cortes ultrafinos de promastigotas de L. amazonensis tratadas por 72 h com a CI50 do DFQ2, com poucas alterações ultraestruturais: mitocôndria com um leve inchaço, alteração nuclear, pequena quantidade de inclusões lipídicas (setas vermelhas), alterações iniciais na membrana plasmática da célula. Barras (I, II, III e IV): 1 µm. (N) NÚCLEO, (M) MITOCÔNDRIA, (BF) BOLSA FLAGELAR, (F) FLAGELO, (C) CINETOPLASTO, (A) ACIDOCALCISSOMA.

4.4.1.2.3 Alterações ultraestruturais de promastigotas de Leishmania

braziliensis devido ao tratamento com a substância DFQ2

As formas promastigotas não tratadas apresentaram aspecto normal

(Figura 40 I e II), tendo seu formato alongado mantido. As organelas celulares

com aparência normal, o núcleo apresentando cromatina descondensada, bem

como cinetoplasto único nas células e com aspecto normal, localizado na

região posterior da célula, também é possível visualizar a presença de

acidocalcissomo.

FIGURA 40 - ALTERAÇÕES ULTRAESTRUTURAIS EM FORMAS PROMASTIGOTAS DE L. braziliensis TRATADAS COM DFQ2.

NOTA: I e II- Células controle sem alterações aparentes em sua morfologia, apresentando: cinetoplasto (C) em forma de bastão bem desenvolvido e próximo à bolsa flagelar (BF), núcleo central (N) com nucléolo e nucleoplasma homogêneo e eletrodenso, mitocôndria (M) sem alterações ultraestruturais e acidocalcissomo (A). III e IV cortes ultrafinos de promastigotas de L. braziliensis tratadas por 72 h com a CI50 do DFQ2, com pequenas alterações ultraestruturais tais como, alteração nuclear, com condensação da cromatina e alteração do formato do núcleo, pequena quantidade de inclusões lipídicas (setas vermelhas) e alterações iniciais na membrana plasmática da célula, porém muitas das organelas celulares se mostram preservadas. Barras (IV): 1 µm, (I, II e III): 2 µm. (N) NÚCLEO, (M) MITOCÔNDRIA, (BF) BOLSA FLAGELAR, (F) FLAGELO, (C) CINETOPLASTO, (A) ACIDOCALCISSOMO.

Após 72 h de tratamento com a CI

50

(Figura 40 III e IV) da substância

DFQ2, foi possível observar pequenas alterações nas células, alteração

nuclear, com condensação da cromatina e alteração do formato do núcleo,

pequenas quantidades de inclusões lipídicas e alterações iniciais na membrana

plasmática da célula, porém muitas das organelas celulares se mostraram

preservadas.