SÚMULA: INSTITUI O PLANO
DIRETOR MUNICIPAL, ESTABELECE AS DIRETRIZES E PROPOSIÇÕES DE DESENVOLVIMENTO PARA O MUNICÍPIO DE LARANJEIRAS DO SUL.
O Prefeito Municipal de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, torna público que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte lei:
TÍTULO I
DA FUNDAMENTAÇÃO CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei, com fundamento na Constituição da República, em especial no que estabelecem os artigos 30, 182 e 183; na Lei Federal n.º 10.257/01 - Estatuto da Cidade; na Constituição do Estado do Paraná, na Lei Estadual nº 15229/06 e na Lei Orgânica Municipal, institui o Plano Diretor do Município de Laranjeiras do Sul/PR e estabelece as normas, os princípios básicos e as diretrizes para sua implantação. Art. 2º O Plano Diretor do Município de Laranjeiras do Sul aplica-se a toda a extensão físico e territorial municipal.
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Art. 3º O Plano Diretor do Município de Laranjeiras do Sul/PR é o instrumento básico da política de desenvolvimento urbano e rural municipal, e integra o processo de planejamento municipal, devendo o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporarem as diretrizes e as prioridades nele contidas.
Art. 4º Integram o Plano Diretor Municipal, instituído por esta, as seguintes leis: I - Lei dos Perímetros Urbanos;
II - Lei de Parcelamento do Solo Urbano; III - Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano; IV - Lei do Sistema Viário;
V - Código de Obras; VI - Código de Posturas;
VII - Código Ambiental Municipal;
VIII - Lei de Uso Compulsório de Imóveis Urbanos;
IX - Lei do Direito de Preempção e das Operações Urbanas Consorciadas; X - Lei do Usucapião Urbano e do Direito de Superfície.
Parágrafo único. Outras leis poderão vir a integrar o Plano, desde que cumulativamente:
a) Tratem de matéria pertinente ao desenvolvimento urbano e rural e às ações de planejamento municipal;
b) Mencionem expressamente em seu texto a condição de integrantes do conjunto de leis componentes do Plano.
CAPÍTULO II
DOS PRINCÍPIOS E OBJETIVOS GERAIS DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL
Art. 5º A política de Desenvolvimento Municipal deve se pautar pelos seguintes princípios:
I - Função social da cidade; II - Função social da propriedade; III - Sustentabilidade;
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IV - Gestão democrática e participativa.
Art. 6º As funções sociais da cidade no Município de Laranjeiras do Sul correspondem ao direito à cidade para todos os habitantes, o que compreende os direitos à terra urbanizada, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura e serviços públicos, ao transporte coletivo, à mobilidade urbana e acessibilidade, ao trabalho, à cultura e ao lazer.
Art. 7º Para cumprir a sua função social, a propriedade deve atender, simultaneamente, no mínimo, às seguintes exigências:
I - Intensidade de uso adequada à disponibilidade da infraestrutura urbana e de equipamentos e serviços, atendendo aos parâmetros urbanísticos definidos pelo ordenamento territorial determinado nesse Plano e na Lei do Uso e Ocupação do Solo;
II - Uso compatível com as condições de preservação da qualidade do meio ambiente, a paisagem urbana e do patrimônio cultural, histórico e arqueológico; III - Aproveitamento e utilização compatíveis com a segurança e saúde de seus usuários e da vizinhança.
Parágrafo único. O Município utilizará os instrumentos previstos nesta Lei e demais legislações pertinentes para assegurar o cumprimento da função social da propriedade.
Art. 8º Sustentabilidade é o desenvolvimento local socialmente justo, ambientalmente equilibrado e economicamente viável, visando garantir qualidade de vida para as presentes e futuras gerações.
Art. 9º A gestão democrática incorpora a participação dos diferentes segmentos da sociedade em sua formulação, execução e acompanhamento.
CAPÍTULO III
DOS PRINCÍPIOS E OBJETIVOS DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL
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I. A preservação do meio ambiente;
II. A melhoria da qualidade de vida da população;
III. A implantação do planejamento integrado da gestão municipal; IV. A garantia da participação da comunidade na gestão urbana;
V. Assegurar que a ação pública do Poder Executivo e do Legislativo ocorra de forma planejada e participativa;
VI. Prevenir distorções e abusos no desfrute econômico da propriedade urbana e coibir o uso especulativo da terra como reserva de valor, de modo a assegurar o cumprimento da função social da propriedade;
VII. Permitir a participação da iniciativa privada em ações relativas ao processo de urbanização, mediante o uso de instrumentos urbanísticos diversificados, quando for de interesse público e compatível com a observação das funções sociais da Cidade. Art. 11 As ações institucionais e executivas previstas através da implantação do plano visam atender aos seguintes objetivos gerais:
I - Estimular o uso dos terrenos disciplinando sua forma de ocupação; II - Regular a ocupação das edificações sobre os lotes urbanos;
III - Evitar o crescimento urbano desordenado e a existência dos chamados “vazios urbanos”, geradores de altos custos de urbanização;
IV - Compatibilizar o uso das edificações urbanas em harmonia com as infraestruturas disponíveis;
V - Dimensionar as edificações em relação a uma escala humana;
VI - Melhorar a qualidade de vida da população mediante uma reestruturação urbana, adequada ao crescimento econômico e demográfico do Município;
VII - Impedir a ocupação antrópica de locais inadequados que possam colocar em risco os recursos naturais, objetivando-se garantir o equilíbrio ambiental e paisagístico do Município;
VIII - Identificar em toda zona urbana, os espaços necessários para a instalação de equipamentos básicos, visando uma maior eficácia social e eficiência econômica, para atender à população atual e futura.
IX - Propiciar a integração entre as diversas políticas setoriais a todos os níveis de governo.
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TÍTULO II
DAS POLÍTICAS SETORIAIS CAPÍTULO I
DO DESENVOLVIMENTO SÓCIOECONÔMICO
Art. 12 São diretrizes e objetivos básicos para a política de desenvolvimento socioeconômico:
I - Estimular o fortalecimento das cadeias produtivas do Município e da região;
II - Promover medidas que criem novas oportunidades de emprego para a população;
III - Compatibilizar o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente;
IV - Elaborar o Zoneamento Agroecológico e Econômico;
V - Promover ações que visem fortalecer as microempresas locais;
VI - Promover ações visando inserir o setor produtivo local no contexto do mercado comum do Cone Sul;
VII - Incentivar e apoiar as ações que visem o treinamento e a qualificação técnica da força de trabalho;
VIII - Conceder incentivos as empresas que desejem instalar-se no Município; promover a divulgação do município, de sua produção e de seus produtores;
IX - Adequar a infraestrutura existente de forma a favorecer a instalação de novas iniciativas econômicas;
X - Incentivar o ensino e a pesquisa, promovendo planos conjuntos com instituições de ensino superior.
CAPÍTULO II
DA PROMOÇÃO SOCIAL
Art. 13 Constituem-se elementos das Políticas de Promoção Social: I - Saúde
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III - Assistência Social; IV - Lazer, Esporte e Cultura; V - Habitação.
Art. 14 A Política Municipal de Saúde tem como objetivos:
I - Promover a hierarquização, a descentralização e a universalização dos serviços; II - Proporcionar ações e serviços de saúde de menor grau de complexidade nas unidades de saúde, distribuídas por todo o território municipal;
III - Melhorar e ampliar o atendimento nos postos de saúde; IV - Priorizar as ações preventivas e educativas;
V - Realizar programas para educação em saúde;
VI - Adotar as unidades espaciais de Planejamento (UEP) para fins de organização do planejamento do sistema de saúde;
VII - Estimular a organização e participação comunitária;
VIII - Desenvolver programas e projetos em integração com outras atividades setoriais;
IX - Aprimorar a informatização dos serviços de saúde;
X - Revisão do Plano Municipal de Saúde com aplicação de indicadores de monitoramento com avaliação periódica.
Art. 15 São diretrizes e objetivos básicos da política de Educação:
I - Democratizar o acesso à educação básica nas etapas da educação infantil e fundamental, em regime de colaboração com as demais esferas do poder público; II - Avaliar periodicamente o desempenho escolar mediante Censo Escolar;
III - Incrementar os programas complementares de alimentação e assistência médica, psicológica e odontológica nas escolas;
IV - Intensificar as ações visando a erradicação do analfabetismo; V - Incrementar o sistema de informatização da rede escolar;
VI - Adotar as Unidades Setoriais de Planejamento (U.S.PL.) para fins de planejamento da rede escolar;
VII - Assegurar o transporte do aluno da zona rural e do aluno portador de deficiência;
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VIII - Garantir ampla participação da comunidade na definição e monitoramento do ensino;
IX - Intensificar a ação do Conselho Municipal de Educação;
X - Promover a realização de programas e projetos articulados com outros segmentos da administração municipais;
XI - Garantir a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; XII - Promover e garantir o ensino público gratuito e de boa qualidade;
XIII - Promover a valorização dos profissionais de ensino; XIV - Organizar e implantar o Sistema Municipal de Educação.
Art. 16 São objetivos básicos referentes à política de Promoção e Assistência Social:
I - Integrar a assistência social às demais políticas públicas para a promoção da autonomia social e econômica, e do convívio social;
II - Proteger a família, a infância, a adolescência e a terceira idade;
III - Promover a inserção das pessoas em situação de vulnerabilidade nas atividades produtivas e na economia;
IV - Promover a habilitação e a reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e sua integração à vida comunitária;
V - Assegurar as condições para o cumprimento da Lei Federal n° 8069, de 13 de julho de 1990, que trata do Estatuto da Criança e do Adolescente;
VI - Permitir a participação da sociedade civil organizada na definição e execução dos objetivos da promoção e assistência social;
VII - Descentralizar a prestação de serviços à comunidade;
VIII - Fomento a estudos e pesquisas para identificação de demandas e produção de informações que subsidiem o planejamento e a avaliação das ações desenvolvidas no âmbito da Política de Assistência Social;
IX - A integração com as redes prestadoras de serviço no âmbito de outras esferas de governo e das redes privadas.
Art. 17 A Política Municipal de Lazer, Esporte e Cultura têm como objetivos:
I - Elaborar projetos para desenvolver o lazer, e esporte e a cultura no Município;
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II - Democratizar o acesso às atividades existentes;
III - Dar visibilidade, estimular e valorizar a produção cultural local; IV - Promover ações e eventos do setor;
V - Articular e integrar os equipamentos culturais públicos e privados;
VI - Otimizar o uso dos espaços de lazer, esporte e cultura já existentes, dotando-os de melhor infraestrutura e acessibilidade;
VII - Apoiar iniciativas de criação de novos espaços culturais. Art. 18 A Política Municipal de Habitação tem como objetivos:
I - Solucionar a carência habitacional, garantindo o acesso a terra urbanizada e à moradia a todos os habitantes do Município;
II - Democratizar o acesso ao solo urbano e a oferta de terras, a partir da disponibilidade de imóveis públicos e da utilização de instrumentos do Estatuto da Cidade;
III - Coibir as ocupações em áreas de risco e não edificáveis; IV - Aprovar o Plano Municipal de Habitação;
V - Garantir a sustentabilidade social, econômica e ambiental nos programas habitacionais, por intermédio das políticas de desenvolvimento econômico e de gestão ambiental;
VI - Promover a requalificação urbanística e regularização fundiária dos assentamentos habitacionais precários e irregulares;
VII - Assegurar o apoio e o suporte técnico às iniciativas individuais ou coletivas da população para produzir ou melhorar sua moradia;
VIII - Promover a remoção de famílias que estejam residindo em áreas de fundo de vale, em áreas de risco, em locais de interesse ambiental ou em locais de interesse urbanístico;
IX - Garantir alternativas habitacionais para as famílias que sejam removidas de áreas de fundo de vale, áreas de risco, locais de interesse ambiental ou locais de interesse urbanístico;
X - Recuperar as áreas de preservação ambiental, ocupadas por moradia, não passíveis de urbanização e regularização fundiária;
XI - Elaborar planos e projetos para verificação dos impactos ambientais decorrentes da construção de conjuntos habitacionais;
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XII - Consignar estoques de áreas públicas para o desenvolvimento de projetos habitacionais de baixa renda;
XIII - Estimular a produção, pela iniciativa privada, de unidades habitacionais voltadas para o mercado popular;
XIV - Ampliar as áreas destinadas à habitação de interesse social;
XV - Promover o acesso a terra, através da utilização adequada das áreas ociosas;
XVI - Inibir o adensamento e a ampliação das áreas irregulares existentes; XVII - Criar ou aprimorar a rede de associações de moradores, oferecendo a todas as comunidades os elementos técnicos necessários para as propostas urbanísticas.
CAPÍTULO III
DA POLÍTICA AMBIENTAL
Art. 19 São diretrizes e objetivos básicos para ações da política ambiental no Município:
I - Assegurar à população do Município oferta domiciliar de água para consumo residencial e outros usos, em quantidade suficiente para atender as necessidades básicas e qualidade compatível com os padrões de potabilidade;
II - Fomentar estudos hidrogeológicos no Município;
III - Garantir a conservação dos solos como forma de proteção dos lençóis subterrâneos;
IV - Controlar a ocupação do solo nas áreas próximas aos poços de captação de água subterrânea;
V - Conscientizar a população quanto à correta utilização da água;
VI - Proteger os cursos e corpos d’água do Município, suas nascentes e matas ciliares;
VII - Desassorear e manter limpos os cursos d’água, os canais e galerias do sistema de drenagem;
VIII - Ampliar as medidas de saneamento básico para as áreas deficitárias, por meio da complementação e/ou ativação das redes coletoras de esgoto e de água;
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IX - Complementar o sistema de coleta de águas pluviais nas áreas urbanizadas do território, de modo a evitar a ocorrência de alagamentos;
X - Elaborar e implementar sistema eficiente de gestão de resíduos sólidos, garantindo a ampliação da coleta seletiva de lixo e da reciclagem, bem como a redução da geração de resíduos sólidos;
XI - Modernizar e ampliar o sistema de coleta de lixo, com reorganização especial das bases do serviço, descentralização operacional e racionalização dos roteiros de coleta;
XII - Aprimorar as técnicas utilizadas em todo processo de coleta e disposição final de resíduos sólidos urbanos;
XIII - Eliminar os efeitos negativos provenientes da inadequação dos sistemas de coleta e disposição final dos resíduos coletados;
XIV - Garantir a participação efetiva da comunidade visando o combate e erradicação dos despejos indevidos e acumulados de resíduos em terrenos baldios, logradouros públicos, pontos turísticos, rios, canais, valas e outros locais;
XV - Modernizar, regular e dinamizar o mercado formal e informal de resíduos, com estímulo e monitoramento público às cooperativas e à instalação de unidades autônomas de tratamento, reciclagem e destinação final;
XVI - Manter, melhorar e dar tratamento técnico adequado à arborização e à vegetação dos logradouros públicos;
XVII - Elaborar o Plano Municipal de Arborização;
XVIII - Proteger o patrimônio paisagístico, arqueológico, ecológico e faunístico;
XIX - Impor ao poluidor e ao predador a obrigação de recuperar a indenizar os danos causados;
XX - Compatibilizar a política ambiental com outras políticas setoriais;
XXI - Manter a população informada sobre as condições ambientais no município; XXII - Exigir os estudos ambientais e os RIMA - Relatórios de Impacto de Meio Ambiente consoante a legislação em vigor;
XXIII - Preservar a bacia do Rio do Leão e implementar as medidas inerentes à utilização de seu entorno.
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CAPÍTULO IV
DA MOBILIDADE URBANA
Art. 20 Mobilidade urbana é a função pública destinada a garantir a acessibilidade e a circulação das pessoas e das mercadorias.
§ 1º As políticas relativas à mobilidade urbana devem ser orientadas para a inclusão social e responder às demandas da população em termos de acessibilidade, equidade e segurança.
§ 2º O sistema viário e o transporte devem articular as diversas partes do Município. Art. 21 O Sistema de Mobilidade Urbana é integrado pelo sistema viário e pelo transporte municipal.
Art. 22 O Sistema Viário é constituído pela infraestrutura física das vias e logradouros que compõem a malha por onde circulam os veículos, pessoas e animais.
Parágrafo único.. A Hierarquia do Sistema Viário Municipal, bem como suas diretrizes, são objeto de lei específica, integrante deste Plano Diretor Municipal de Laranjeiras do Sul.
Art. 23 O Sistema de Transporte Municipal é constituído pelos serviços de transportes de passageiros e de mercadoria, abrigos, estações de passageiros e operadores de serviços, submetidos à regulamentação específica para sua execução.
Art. 24 São objetivos do Sistema de Mobilidade Urbana:
I - Priorizar a acessibilidade de pedestres, ciclistas, pessoas com necessidades especiais e pessoas com mobilidade reduzida, ao transporte motorizado;
II - Viabilizar o acesso ao transporte público a toda a população; III - Priorizar o transporte coletivo sobre o individual;
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V - Melhorar a fluidez do trânsito, mantendo-se os níveis de segurança internacional definidos pela comunidade técnica;
VI - Promover a distribuição dos equipamentos em consonância com as demandas localizadas;
VII - Adequar o sistema viário ao transporte coletivo. Art. 25 São diretrizes do Sistema de Mobilidade Urbana:
I - Tratar de forma integrada as questões de transporte, trânsito e uso do solo;
II - Priorizar a circulação dos pedestres em relação aos veículos motorizados e dos veículos coletivos em relação aos particulares;
III - Regulamentar todos os serviços de transporte do Município;
IV - Revitalizar, recuperar e construir passeios, viabilizando e otimizando a circulação de pedestres;
V - Permitir integração do transporte com outros Municípios; VI - Hierarquizar as vias urbanas;
VII - Articular a hierarquia das vias com as rotas do transporte coletivo;
VIII - Garantir a utilização do transporte coletivo municipal pelos portadores de necessidades especiais;
IX - Garantir o processo participativo na construção do novo modelo de transporte;
X - Pavimentar vias para viabilizar o tráfego de transporte coletivo;
XI - Garantir manutenção preventiva no transporte coletivo para o conforto dos usuários e controle de poluentes;
XII - Implementar políticas de segurança do tráfego urbano e sinalização urbana;
XIII - Reduzir o conflito entre o tráfego de veículos e o de pedestres; XIV - Estabelecer programa periódico de manutenção do sistema viário;
XV - Promover a permeabilização do solo nos canteiros centrais e nos passeios das vias urbanas do Município;
XVI - Criar cadastro das vias não pavimentadas, incluindo-as em programa de pavimentação;
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XVII - Implantar ciclovias, estimulando o uso de bicicletas como meio de transporte;
XVIII - Implantar melhorias e alteração de circulação viária na área central, redefinindo as rotas para veículos de carga;
XIX - Melhorar a pavimentação de estradas de acesso às comunidades rurais; XX - Melhorar os acessos às propriedades rurais.
TÍTULO III
DO ORDENAMENTO TERRITORIAL
Art. 26 O ordenamento territorial consiste na organização e controle do uso e ocupação do solo no território municipal, de modo a evitar e corrigir as distorções do processo de desenvolvimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente, o desenvolvimento econômico e social e a qualidade de vida da população.
§ 1º Em conformidade com o Estatuto da Cidade, o ordenamento territorial abrange todo o território municipal, envolvendo áreas urbanas e áreas rurais.
§ 2º A legislação de uso e ocupação do solo complementa o disposto neste capítulo. Art. 27 Constituem objetivos gerais do ordenamento territorial:
I - Definir novos perímetros urbanos para o Município;
II - Organizar o controle do uso e ocupação do solo nas áreas urbanas;
III - Definir áreas especiais que, pelos seus atributos, são adequadas à implementação de determinados programas de interesse público ou necessitam de programas especiais de manejo e proteção;
IV - Definir diretrizes viárias;
V - Qualificar os usos que se pretendem induzir ou restringir em cada área da cidade;
VI - Promover o adensamento compatível com a infraestrutura em regiões de baixa densidade e/ou com presença de áreas vazias ou subutilizadas;
VII - Preservar, recuperar e sustentar as regiões de interesse histórico, paisagístico, cultural e ambiental;
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VIII - Urbanizar e qualificar a infraestrutura e habitabilidade nas áreas de ocupação precária e em situação de risco;
IX - Combater e evitar a poluição e a degradação ambiental;
X - Integrar e compatibilizar o uso e a ocupação do solo entre a área urbana e a área rural do Município;
XI - Promover a gestão por microbacias hidrográficas.
CAPÍTULO I
DO MACROZONEAMENTO MUNICIPAL
Art. 28 O Macrozoneamento fixa as regras fundamentais de ordenamento do território e tem como objetivo definir diretrizes para a utilização dos instrumentos de ordenação territorial e de zoneamento de uso e ocupação do solo.
Art. 29 Consideram-se Macrozonas, delimitadas no Mapa 39 – Macrozoneamento, Municipal do Caderno de Mapas, parte integrante e complementar desta lei:
I - Macrozona Rural da Bacia Hidrográfica do Rio Iguaçu II - Macrozona Rural da Bacia Hidrográfica do Rio Piquiri III - Macrozona Urbana da Sede e do Distrito
IV - Macrozona Especial da BR 277 e da BR 158 V - Macrozona Urbana em Dinamização
VI - Macrozona de Preservação Permanente
VII - Macrozona Especial de Preservação da Captação do Rio do Leão e do Arroio Simões
SEÇÃO I
DAS MACROZONAS URBANAS
Art. 30 As Macrozonas Urbanas são as seguintes: