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3.3 procedimentos experimentais

3.3.2 Mistura e consistência

É uma propriedade da argamassa analisada no estado fresco e estabelecida pela NBR 13276 (2005). O ensaio foi realizado em laboratório, com uma temperatura média de 23+-2 ºC e umidade do ar de 60+-5%. A aparelhagem utilizada durante o ensaio foi mesa para índice de consistência, molde troncônico, soquete metálico, régua metálica e paquímetro (figura 15).

Figura 15: Equipamentos para o ensaio de consistência

A preparação da argamassa fresca foi baseada na NBR 16541 (2016), sendo a quantidade de água adotada a fim de encontrar o índice de consistência de 260 mm +- 5 mm. Em seguida, posicionando o molde troncônico sobre a mesa de maneira a permanecer imóvel para receber a mistura. O molde foi preenchido pelo material em três camadas de alturas semelhantes e aplicado sobre cada uma delas, respectivamente, quinze, dez e cinco golpes com o soquete de maneira a preenche-las uniformemente. Com o auxílio da régua faz-se o rasamento da argamassa rente a borda do molde e retirou-se o molde verticalmente (figura 16) .

Figura 16: Argamassa após a retirada do molde

Fonte: Autoria própria

Posteriormente girou a manivela a fim de movimentar a mesa para cima e para baixo, 30 vezes em 30 segundos uniforme. Após a última queda da mesa, foi possível realizar com o auxílio do paquímetro (figura 17) três medidas em três diagonais diferentes. O cálculo do índice de consistência corresponde à média das três medidas de diâmetro registrada.

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Figura 17: Medição da consistência

Fonte: Autoria própria

3.3.3 Perda de consistência ao longo do tempo

O ensaio realizado foi uma adaptação da NBR 10342 (2012) visto que não há nenhuma norma vigente sobre argamassa que rege nessa diretriz. Para determinar a perda de consistência ao longo do tempo foi pré-determinado os intervalos de tempo no qual seria realizado o ensaio da consistência (NBR 13276 -2005).

A mistura da argamassa seguiu a NBR 16541 (2016), em seguida foi realizada a primeira consistência (tempo=0); medição da consistência; limpeza da mesa vibratória e devolução do material para a cuba; realizada nova mistura na argamassadeira por 30 segundos na velocidade baixa; e vedada a cuba com pano úmido.

O material no interior da cuba fica em descanso até atingir o tempo do próximo ensaio, onde após atingir este tempo foi realizada outra mistura de 30 segundos na velocidade baixa, e em seguida é realizada o ensaio da consistência e repetido o processo descrito anteriormente. Esse procedimento foi repetido para os tempos 0min ; 10min; 20 min; 40 min; 60 min para cada traço.

Com o traço definido foi possível determinar a quantidade de cada material para a realização dos ensaios no estado endurecido. Foi estimado a execução de 3 CP’s por idade (7, 14 e 28 dias), além de 3 CP’s para capilaridade, para cada porcentagem de adição de pó da borracha (REF, 5% e 10%), ou seja, para cada porcentagem será necessária para a realização dos ensaios a execução de 12 CP’s prismáticos. Havia disponível no laboratório 6 formas metálicas prismáticas, onde cada uma delas molda 3 CP’s por vez (figura 18). Uma cuba de argamassa possuí capacidade suficiente para preencher 2 formas metálicas, sendo necessário a execução de duas cubas para moldar todos os CP’s referentes a uma adição.

Figura 18: Formas metálicas

Fonte: Autoria própria

As misturas foram realizadas no misturador mecânico com cuba de aço inoxidável, também conhecido como argamassadeira, que possui duas velocidades de mistura (alta e baixa), além de uma pá metálica acoplada ao equipamento (figura 19). O processo de mistura inicia na colocação do cimento, cal e água na cuba da argamassadeira, e ao serem homogeneizados por 30 segundos na velocidade baixa, acaba formando uma pasta. Na sequência é adicionado a areia e o pó da borracha, e misturados por um minuto e meio na velocidade baixa.

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Figura 19: Argamassadeira

Fonte: Autoria própria

Após finalizar a mistura, foi iniciada o processo de moldagens dos CP’s, onde sua preparação seguiu as diretrizes da NBR 13279 (2005), sendo aplicado uma fina camada de óleo mineral nas faces internas dos moldes, a fim de facilitar a desmoldagem. Em seguida, foi fixado o molde na mesa de adensamento, introduzido em cada compartimento uma porção de argamassa e aplicado 30 quedas em 30 segundos, repetindo esse processo para duas camadas sendo seguido pelo rasamento com a régua metálica (figura 20). De acordo com a NBR 13279 (2005), os moldes utilizados possuem dimensões 4x4x16 cm.

Figura 20: Corpos de prova após adensamento

As desmoldagens dos CP’s ocorreram no dia seguinte, onde cada CP foi devidamente identificado para melhor organização e controle dos rompimentos. Logo depois, foi levado os CP’s para a realização da cura, onde permaneceram sob uma base (figura 21) até atingir a idade necessária para a realização dos ensaios.

Figura 21: Corpos de prova em processo de cura

Fonte: Autoria própria

3.3.5 Resistência á tração na flexão

A NBR 13279 (2005) regulariza o ensaio de resistência a tração no flexão. O ensaio consiste na ruptura por tração na flexão de três corpos de prova prismáticos, com idade de cura de 7 , 14 e 28 dias. A norma apresenta algumas recomendações para a realização dos ensaios:

 Posicionar o corpo de prova no equipamento de modo que a face rasada não fique em contato com os dispositivos de apoio e nem de carga.

 Aplicar a carga até a sua ruptura.

Para realizar os rompimentos dos corpos de prova foi utilizado a prensa hidráulica (figura 22), tendo o cuidado para que a parte rasada fique disposta voltada para o lado, a fim de evitar contato com os dispositivos de apoio.

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Figura 22: Rompimentos dos corpos de prova na prensa hidráulica

Fonte: Autoria própria

Com o valor definido da carga de ruptura aplica-se a seguinte forma para calcular a resistência da tração na flexão.

Onde:

Rf é a resistência à tração na flexão, em megapascais;

Ff é a carga aplicada verticalmente no centro do prisma, em newtons; L é a distância entre os suportes, em milímetros;

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