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7.1 Entidades

7.1.7 Mobile Node

Para o dispositivo do usuário foi utilizado um notebook ASUS, Core i5 com 2GB de memória e 300 GB de HD rodando o Ubuntu 12.10. Como foi mencionado anteriormente,

CAPÍTULO 7. PROTÓTIPO

para utilizar o protocolo PMIPFlow não é necessário nenhuma modificação no dispositivo do usuário, a única exigência é que o dispositivo esteja com o IPv6 habilitado.

7.1.8

Ambiente de Testes

O ambiente de testes da arquitetura PMIPFlow está localizado no Centro de Informática, no campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Ele consiste basicamente de um laboratório dimensões 9mx6m. a Figura 7.10 mostra mais detalhes do laboratório. Todos os testes apresentados nesse trabalho foram feitos nesse ambiente e os resultados refletem as características físicas do mesmo, pois a disposição de móveis e obstáculos podem interferir diretamente na comunicação de tecnologias sem fio. Mais detalhes sobre o ambiente no Capítulo 8.

Rack OMAG2

Gerente

Figura 7.10: Ambiente de teste

7.2

Considerações Finais

Neste capítulo foi discutido a implementação do protótipo da arquitetura PMIPFlow onde foram destacadas as entidades mais importantes e como elas foram desenvolvidas. Várias ilustrações foram apresentadas mostrando o Rack onde foram implantadas as máquinas virtuais, as máquinas que serviram como OMAG e algumas capturas de tela das ferramentas em execução. Serão fornecidas mais informações sobre o ambiente de teste no Capítulo 8. O próximo capítulo será reservado para apresentar a proposta de antecipação de handover para arquitetura PMIPFlow.

8

Avaliação

O homem superior atribui a culpa a si próprio. O homem comum aos outros. —CONFÚCIO

A avaliação do PMIPFlow foi conduzida em um testbed IEEE 802.11 e foram reali- zadas comparações entre o esquema original PMIPFlow e a proposta de antecipação de handover.

O capítulo esta organizado da seguinte forma. A seção 8.1, descreve o ambiente de teste. A seção 8.2, apresenta a metodologia utilizada nos testes. Antes da avaliação da proposta, é apresentado, na seção 8.3, um teste de capacidade para avaliar a quantidade de tráfego suportado pela rede. A proposta PMIPFlow(Fuzzy) foi avaliada em termos de qualidade de serviço e qualidade de experiência, na seção 8.4, são apresentados os resultados para QoS e na seção 8.5 para QoE.

8.1

Ambiente de Teste

O ambiente onde os testes da arquitetura PMIPFlow foram realizados será discutido nesta seção. Entender a organização do ambiente é crucial para compreender os resultados dos testes, uma vez que a disposição dos móveis, das paredes e dos pontos de acesso influenciam diretamente na distribuição do sinal sem fio no ambiente. A Figura 8.1 exibe a planta baixa laboratório no qual os testes foram executados.

Nessa Figura, é possível verificar que o ambiente de testes é de uma sala de seis por nove metros, contendo um conjunto de quinze baias. No canto inferior direito, está disposto o Rack onde foram instalados os switches OpenFlow, Servidores Blade/Torre etc., para mais detalhes ver Figura 7.4. O ambiente possui ainda um servidor de gerenciamento

CAPÍTULO 8. AVALIAÇÃO OMAG1 Rack Baias 9,00m 6 ,0 0 m Central de Gerenciamento OMAG2

Figura 8.1: Planta baixa do ambiente de teste

físico para monitorar e gerenciar todas as máquinas virtuais. A Figura mostra também, a disposição dos pontos de acesso da rede sem fio, o OMAG1 disposto no canto superior esquerdo e o OMAG2 no canto inferior direito.

Outra informação importante sobre o ambiente de teste é a intensidade do sinal no cenário. A Figura 8.2 exibe essa informação para o OMAG1. Este mapeamento foi realizado a partir da coleta de nove pontos distribuídos pelo ambiente. Como o laboratório não é um ambiente amplo, foi necessário diminuir a potência de transmissão das antenas para diminuir o raio de ação de cada rede e poder testar a proposta.

Intensidade do Sinal (dBm) - 60 - 79 - 85 - 90

Figura 8.2: Mapeamento da intensidade do sinal no ambiente de teste para o OMAG1 A Figura 8.3 ilustra o mapeamento do nível de sinal para o OMAG2. Tanto nessa Figura quando na anterior é possível ver que mais próximo dos OMAGs a força do sinal está em torno de -60dBm e mais distante é maior que -90dBm.

8.2. METODOLOGIA Intensidade do Sinal (dBm) Intensidade do Sinal (dBm) - 60 - 79 - 85 - 90

Figura 8.3: Mapeamento da intensidade do sinal no ambiente de teste para o OMAG2

8.2

Metodologia

Como não existe, na literatura, arquitetura similar à solução definida nesta dissertação, a proposta PMIPFlow(fuzzy) foi comparada com o PMIPFlow sem a proposta. Como a arquitetura gira em torno de gerenciamento de mobilidade, a avaliação foi feita focando-se nos handovers.

Para avaliarmos desconexões de rede dentro do ambiente sem fio, foi necessário mover-se pelo ambiente de teste à pé, com velocidade de aproximadamente um metro por segundo (equivalente à uma pessoa caminhando), para forçar a desconexão de uma rede e reconexão em outra. O padrão de movimentação do usuário móvel, dentro do ambiente de teste, é apresentado na Figura 8.4. Os pontos onde os testes começavam, o trafego é iniciado, são totalmente aleatórios, porém a partir do ponto de início, o usuário se movia de acordo com as setas apresentadas na nessa Figura 8.4. Desta forma, nenhuma das propostas se beneficiaria de possíveis repetições acidentais da posição do usuário.

8.3

Teste de Capacidade

Para analisar a arquitetura PMIPFlow em termos de tráfego, foi realizado um teste de capacidade. Este consiste em quantificar o volume de tráfego que a rede suporta. Basicamente é enviada uma quantidade de fluxo sintético pela rede variando-se a taxa de envio. Foi utilizado a ferramenta IPERF,(NLANR/DAST, 2013), para gerar e enviar o fluxo de dados. Para estressar ao máximo a rede, foi gerado um fluxo UDP que variou de 1Mbps a 30Mbps.

A Figura 8.5 mostra o resultado do teste de capacidade, nesta Figura é possível verificar que apesar da tentativa de enviar um fluxo superior à 20 Mbps, a capacidade

CAPÍTULO 8. AVALIAÇÃO

OMAG1 Central de Gerenciamento

OMAG2 Movimentação do MN

Figura 8.4: Movimentação do MN no ambiente de teste

máxima da rede gira em torno de 17 Mbps. Esse valor pode ser explicado de duas formas, a primeira é que, geralmente, a taxa de transmissão real dos equipamentos comercializados são inferiores a especificada no padrão e a segunda é a interferência causada pelo número de redes sem fio ao redor do ambiente de teste, apesar da precaução em utilizar o canal mais livre.

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 0 3 6 9 12 15 18 20 Teste de Vazão

Vazão testada (Mbits/s)

Vazão Real (Mbits/s)

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