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2.1 Refis Ordinário

2.2.6.2 Modalidade do PERT no âmbito da RFB

2.2.6.2.2 Modalidades com redução de juros e multas

A modalidade conhecida como PERT III a42, para contribuintes com dívida, sem redução, igual ou inferior a R$ 15 milhões de reais, facultava o pagamento da seguinte forma: uma entrada à vista e em espécie de, no mínimo, 5% do valor da dívida consolidada, sem redução, em 5 parcelas, vencíveis de agosto a dezembro de 2017. Após deduzida a entrada, o montante restante sofria redução de 90% dos juros de mora e de 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Em seguida, o saldo remanescente seria liquidado integralmente, em parcela única, com possibilidade de utilização de crédito de prejuízo fiscal decorrente da atividade geral ou da atividade rural e de base de cálculo negativa da CSLL ou com outros créditos próprios relativos aos tributos administrados pela RFB.

Tabela Resumo:

Modalidade Entrada Parcelas Redução de multas de

mora, ofício ou isolada Redução de juros Saldo devedor

PERT IIIa 5% 5 70% 90% Parcela única +

PF/BCN

Caso a dívida total, sem redução, fosse superior a R$ 15 milhões de reais, o pagamento dentro da modalidade PERT III a43 devia ser da seguinte maneira: uma entrada à vista e em espécie de, no mínimo, 20% do valor da dívida consolidada, sem redução, em 5 parcelas, vencíveis de agosto a dezembro de 2017. Após deduzida a entrada, o valor restante sofria redução de 90% dos juros de mora e 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Em ato contínuo, o saldo restante seria liquidado integralmente em parcela única.

42 Art. 2º, § 1º, incs. I e II da Lei nº 13.946/2017. 43 Art. 2º, inc. III, alínea “a” da Lei nº 13.946/2017.

Tabela Resumo:

Modalidade Entrada Parcelas Redução de multas de

mora, ofício ou isolada Redução de juros Saldo devedor

PERT IIIa 20% 5 70% 90% Parcela única

A modalidade chamada de PERT III b44, para contribuintes com dívida total, sem redução, igual ou inferior a R$ 15 milhões de reais, permitia o pagamento da seguinte forma: uma entrada à vista e em espécie de, no mínimo, 5% do valor da dívida consolidada, sem redução, em 5 parcelas, vencíveis de agosto a dezembro de 2017. Após deduzida a entrada, o valor restante sofria redução de 80% dos juros de mora e de 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Em ato seguinte, o saldo devia ser parcelado em até 145 parcelas mensais e sucessivas, com possibilidade de utilização de crédito de prejuízo fiscal decorrente de atividade geral ou atividade rural e de base de cálculo negativa da CSLL ou com outros créditos relativos aos tributos administrados pela RFB.

Tabela Resumo Modalidade Entrada Parcelas de pedágio Redução de multas de mora, ofício ou isolada

Redução de juros Saldo devedor

PERT IIIb 5% 5 50% 80% Parcelado em 145X +

PF/BCN (se quiser)

Caso a dívida total, sem redução, fosse superior a R$ 15 milhões de reais, o pagamento dentro da modalidade PERT III b45 devia ser pago da seguinte maneira: uma entrada à vista e em espécie de, no mínimo, 20% do valor da dívida consolidada, sem redução, em 5 parcelas, vencíveis de agosto a dezembro de 2017. Após deduzida a entrada, o restante sofria redução de 80% dos juros de mora e de 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Em ato contínuo, o saldo devia ser parcelado em até 145 parcelas mensais e sucessivas.

Tabela Resumo.

Modalidade

Entrada Parcelas de pedágio mora, ofício ou isolada Redução de multas de Redução juros de Saldo devedor

PERT IIIb 20% 5 50% 80% Parcelado em 145X

44 Art. 2º, § 1º, incs. I e II da Lei nº 13.946/2017. 45 Art. 2º, inc. III, alínea “b” da Lei nº 13.946/2017.

A modalidade apelidada de PERT III c46, para contribuintes com dívida total, sem redução, igual ou inferior a R$ 15 milhões de reais, aceitava o pagamento da seguinte forma: uma entrada à vista e em espécie de, no mínimo, 5% do valor da dívida consolidada, sem redução, em 5 parcelas, vencíveis de agosto a dezembro de 2017. Após deduzida a entrada, o valor restante sofria redução de 50% dos juros de mora e de 25% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Em sequência, o saldo devia ser parcelado em até 175 parcelas, sendo cada parcela calculada com base no valor correspondente a 1% da receita bruta da pessoa jurídica, referente ao mês imediatamente anterior ao do pagamento, não podendo ser inferior a 1/175 do total da dívida consolidada, com possibilidade de utilização de crédito de prejuízo fiscal decorrente da atividade geral ou da atividade rural e de base de cálculo negativa da CSLL ou com outros créditos próprios relativos aos tributos administrados pela RFB.

Tabela Resumo.

Modalidade Entrada Parcelas de pedágio

Redução de multas de mora, ofício ou

isolada

Redução de juros Saldo devedor

PERT IIIc 5% 5 25% 50% Parcelado em 175X +

PF/BCN (se quiser)

Caso a dívida total, sem redução, fosse superior a R$ 15 milhões de reais, o pagamento dentro da modalidade PERT IIIc47 devia ser pago seguinte maneira: uma entrada à vista e em espécie de, no mínimo, 20% do valor da dívida consolidada, sem redução, em 5 parcelas, vencíveis de agosto a dezembro de 2017. Após deduzida a entrada, o restante sofria uma redução de 50% dos juros de mora e de 25% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Em seguida, o saldo devia ser parcelado em até 175 parcelas, sendo cada parcela calculada com base no valor correspondente a 1% da receita bruta da pessoa jurídica, referente ao mês imediatamente anterior ao do pagamento, não podendo ser inferior a 1/175 do total da dívida.

Tabela Resumo.

Modalidade Entrada Parcelas de

pedágio Redução de multas de mora, ofício ou isolada

Redução de juros Saldo devedor

PERT IIIc. 20% 5 25% 50% Parcelado em 175X

46 Art. 2º, § 1º, incs. I e II da Lei nº 13.946/2017. 47 Art. 2º, inc. III, alínea “c” da Lei nº 13.946/2017.

3 PERT À LUZ DA CF/88 E DO CTN.

Na atual formatação do Estado Brasileiro, cabe à Constituição Federal, na qualidade de norma fundamental estruturante, organizar os poderes estatais, bem como definir as competências dos entes federados. Tal posição é afirmada no aspecto material pelo constitucionalista BONAVIDES (2004, p 80): “A Constituição é um conjunto de normas pertinentes à organização do poder, à distribuição da competência, ao exercício da autoridade, à forma de governo, aos direitos da pessoa humana, tantos individuais como socias”.

Já na vertente formal, para o ilustre DA SILVA (2005, p 41): “A Constituição é o peculiar modo de existir do Estado, reproduzido, sob forma escrita, a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos”.

Como se observa em um Estado Democrático, todas as normas jurídicas só serão consideradas válidas se forem criadas em conformidades com os aspectos formais e materiais previstos na Lei Fundamental do Estado.

Quando a matéria a ser tratada é tributação ou distribuição de competência tributária, a nossa Carta Magna reservou o Capítulo I, dentro do TÍTULO VI – DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO, para apresentar o Sistema Tributário Nacional. O espectro do Sistema Tributário Nacional compreende princípios gerais, limitações ao poder de tributar, impostos da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, além da repartição das receitas tributárias.

Neste momento, dentro do imenso conglomerado de artigos da CF/88 que tratam de tributação, retém-se a atenção ao art.146 da CF/88, que estabelece a exigência de lei complementar para dispor sobre os assuntos mais sensíveis:

Art. 146. Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;

II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;

III-estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;

b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;

c)adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.

d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do

imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239.

Para atender a prescrição constitucional acima, a Lei Ordinária nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 foi recepcionada com o status de Lei Complementar, visto que na época de sua aprovação, à luz da Constituição Federal de 1969, não havia este instituto. Esta lei é o Código Tributário Nacional (CTN) que serve de parâmetro jurídico para que os todos os entes federativos estruturem seus sistemas tributários.

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