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Modalidades da venda semelhanças e diferenças entre os dois regimes

ENTRE OS DOIS REGIMES EXECUTÓRIOS

1 O CARÁTER PREFERENCIAL DE VENDA ELETRÓNICA

Ao longo dos capítulos anteriores, abordamos de forma separada as modalidades da venda. No capítulo I abordamos no âmbito do processo de execução fiscal, as modalidades que se aplicam que são: a venda por leilão eletrónico, propostas em carta fechada, venda por negociação particular, e venda em bolsas de capitais e mercadorias/venda em mercados regulamentados. Por sua vez, no capítulo II abordamos os vários tipos de modalidades de vendas, como a venda antecipada, venda em leilão e as modalidades de venda que estão consagradas no art.º 811.º do CPC: venda mediante em proposta em carta fechada, venda em mercados regulamentados, venda direta a pessoas ou entidades que tenham direito a adquirir os bens, venda por negociação particular, venda em estabelecimento de leilões, venda em depósitos públicos ou equiparados, venda em leilão eletrónico, para uma melhor compreensão destas foi imprescindível fazer uma breve explicação de todo o processo de execução civil, pois este é manifestamente complexo.

Como uma das alterações mais relevantes introduzidas pela última reforma do CPC, no âmbito da ação executiva foi a venda de bens penhorados passar a ser realizada preferencialmente pela modalidade da venda leilão eletrónico. Essa modalidade materializa-se na plataforma eletrónica e-leiloes (art.ºs 811.º e 837.º do CPC e Despacho da Ministra da Justiça n.º 12624/2015, de 9 de novembro).Passando, assim,neste sentidoa venda na ação executiva a ficar análoga ao que já sucedia no âmbito da venda no processo execução fiscal (de acordo com o disposto no n.º 1, do art.º 248.º do CPPT, prevê que a venda de bens penhorados é realizada preferencialmente pela modalidade da venda por leilão eletrónico, estando regulado o seu procedimento na Port. n.º 219/2011, de 1 de junho), ou seja, a este respeito verificamos uma aproximação ou mesmo uma semelhança entre os dois regimes executórios.

A modalidade da venda em leilão eletrónico aplica-se à venda de bens imóveis e de bens móveis e é assumida como a modalidade de venda preferencial (art.º 837.º do CPC), passando a ser considerada a modalidade regra, tal como sucede no CPPT a este respeito.

A adoção da modalidade da venda em leilão eletrónico tem como vantagem conferir um maior grau de celeridade na tramitação e concretização da venda executiva, tal como já antecedia na venda de execução fiscal. Para além disso, concede igualmente transparência do ato de venda, já que o público em geral tem acesso ao seu conteúdo através da plataforma “

e-leiloes”, onde se procede o leilão. O leilão eletrónico permite, ainda, uma maior valorização do

valor do bem, visto que permite o acesso a um maior número de potenciais proponentes interessados.

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No entanto, ressalve-se que o início da implementação a nível prático desta modalidade preferencial no processo executivo teve uma incipiente adesão por parte dos proponentes interessados em adquirir os bens por esta via (na execução fiscal a implementação desta modalidade venda em leilão eletrónico teve uma ampla aceitação, revelando-se célere e eficaz, sendo efetuada através do portal das finanças, na opção «Venda eletrónica de bens», na funcionalidade «Leilão eletrónico»), porque não era usual a predileção por esta modalidade de venda em leilão eletrónico, apesar de já estar consagrada há muito tempo no CPC, pois foi introduzida pelo DL n.º 226/2008, mas só agora com última reforma do CPC é que ganhou maior enfoque, sendo agora a modalidade regra a venda em leilão eletrónico.

A dificuldade de aplicação prática da mesma, ainda, prendeu-se com o facto de os proponentes e os agentes de execução estarem acostumados à modalidade por proposta em carta fechada, que era anteriormente a modalidade preferencial tanto na ação executiva cível como também no processo de execução fiscal.

2 VALOR BASE DOS BENS A VENDER

O valor base dos imóveis rústicos é aferido pelo valor patrimonial atualizado com base em fatores de correção monetária, nos termos do disposto na al. c), do n.º 1, do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de novembro.

Enquanto os imóveis urbanos verificamos que o valor base em que os bens são metidos à venda, não corresponde exatamente, ao valor efetivo dos bens, em termos de mercado. Na modalidade de venda por proposta em carta fechada, aquele valor corresponderá ao valor mínimo pelo qual serão aceites as propostas.

As regras em que se encontram estipuladas, para a determinação do valor dos bens, cuja venda se pretende realizar, estão nas als. a), b), c), do n.º 1, do art.º 250 do CPPT, estão definidas as formas de determinação do valor base dos bens para venda, as quais variam consoante a natureza dos bens assim: quando se trate de imóveis, há também que fazer distinção entre urbanos e rústicos:

- os imóveis urbanos, inscritos ou omissos na matriz, pelo valor patrimonial tributário apurado nos termos do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI);

- os imóveis urbanos que não se encontrem avaliados nos termos do CIMI, compete sempre ao órgão da execução fiscal promover oficiosamente a respetiva avaliação, estando esta concluída no prazo no prazo de 20 dias, sendo efetuada através de verificação direta, sem necessidade dos documentos previstos no artigo 37.º do CIMI (cfr. art.º 250.º, n.º 2 do CPPT).

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Tratando-se de bens móveis: pelo valor que lhes tenha sido atribuído no auto de penhora, salvo se outro for apurado pelo órgão da execução fiscal podendo esse apuramento ser apreciado de parecer técnico solicitado a perito com conhecimento técnicos especializados.

Assim o órgão da execução fiscal, fica em condições de decidir o valor base dos bens cuja venda é anunciada, o qual, de acordo com o estipulado no art.º 250.º, n.º 4 do CPPT, consta que o valor base a anunciar para venda é igual a 70 % do determinado nos termos do n.º 1, do mesmo artigo.

Na ação executiva e na execução fiscal constatamos, que é imperativamente determinante a fixação do valor base dos bens a vender, bem como da sua modalidade da venda. Em ambos os processos executórios a fixação do valor base dos bens a vender reveste a mesma relevância que a determinação da modalidade de venda (visto que ambas visam o ressarcimento coercivo da dívida exequenda através do produto da venda).

No âmbito da venda no processo de execução fiscal determina o normativo n.º 2, do art.º 248.º do CPPT, que a venda de bens penhorados é efetuada pela modalidade da venda leilão eletrónico, esta decorre durante 15 dias, sendo o valor base da venda e o mínimo de licitação, o correspondente a 70% daquele que se encontrar determinado nos termos do art.º 250.º do CPPT. A determinação do valor base dos bens penhorados para venda é facultada pela AT, nos termos do mencionado artigo anterior de forma diferenciada consoante o bem em questão seja imóvel (urbano - o valor de referência é o valor patrimonial tributário; rústico – pelo valor patrimonial atualizado com base em fatores de correção monetária) ou móvel (pelo valor que lhes tenha sido atribuído no auto de penhora).

Todavia, no caso de não se realizar a venda por leilão eletrónico, por inexistência de propostas, é de imediato marcada venda através de propostas em carta fechada, sendo o valor base para a venda, o correspondente a 50% daquele que se encontrar determinado nos termos do art.º 250.º do CPPT.

Se mesmo, assim, a venda não se realizar por não terem sido apresentadas propostas, é aberto novo leilão eletrónico, só que este não terá valor base, sendo o bem ou os bens adjudicados à proposta com o valor mais alto ou elevado.

Ora, o art.º 248.º do CPPT, no n.º 1, dá preferência ao leilão eletrónico como modalidade de venda de bens penhorados, contudo, admite, em segunda linha, a escolha da modalidade proposta por carta fechada pelos órgãos da execução fiscal, quando não seja possível a realização da venda por leilão eletrónico, ou quando a mesma ficar deserta por falta de propostas de licitação. Nesse sentido, vimos também que a venda por leilão eletrónico não será efetuada quando se verificar a ocorrência de qualquer das situações elencadas no art.º 252.º, n.ºs

1 e 2 do CPPT.

No caso, de se verificar a impossibilidade de obter uma proposta de licitação de valor igual ou superior a 70 % correspondente ao valor base (determinado nos termos do artigo 250.º, do

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referido código), durante o prazo de 15 dias, em que decorre a venda por leilão eletrónico, determina a lei que a venda deve passar imediatamente a realizar-se através da modalidade proposta por carta fechada, que decorre durante o prazo de 15 a 20 dias, pelo valor mínimo de 50 % do valor base, segundo o disposto nos n.ºs 2 e 3, do art.º 248.º do CPPT.

É evidente, pela redução do valor base e do aumento do prazo para apresentação de proposta, que a AT quer que os seus créditos sejam ressarcidos com o máximo de certeza e celeridade possível.

Temos por fim, o último recurso da AT, que depende do insucesso dos métodos indicados nos n.ºs 2 e 3, do art.º 248.º do CPPT, para vender o bem objeto de penhora: abertura de novo leilão eletrónico, portanto trata-se do segundo leilão sobre o mesmo bem, com prazo de 15 dias para apresentação de proposta, sendo a adjudicação feita à proposta de valor mais elevado (n.º 4, do art.º 248.º, do CPPT).

O mesmo normativo legal prevê no seu n.º 5, que é conferido ao Chefe de Finanças a suscetibilidade de determinar a venda por uma das outras modalidades prevista no CPC. Ou seja, as modalidades de vendas previstas no CPC podem ser subsidiariamente aplicáveis no CPPT, na execução fiscal. Permitindo, assim, acionar outras modalidades de venda, tendo em vista a AT o ressarcimento definitivo dos seus respetivos créditos, através do produto da venda dos bens penhorados, constituindo o mesmo receita para os cofres da Fazenda Pública.

Sendo a decisão de fixação do valor base da venda suscetível de ser sindicável mediante

reclamação, por força do disposto nos artigos 276.º e 278.º do CPPT.

No âmbito do processo execução comum a fixação do valor base da venda cabe ao AE, sendo indispensável em todas as modalidades de venda, salvo na venda direta. No entanto, a fixação do valor base da venda na ação executiva obedece a condicionantes específicas, consoante a modalidade de venda em questão.

É facultado ao AE a decisão de fixar o valor base dos bens a vender, por uma única vez, de acordo com o disposto no art.º 812.º do CPC, este valor só pode ser reduzido quando a lei o permita ou mediante decisão judicial, salvo se existir acordo de todos os interessados processuais. Quando não esteja disposto na lei, cabe ao AE decidir a modalidade da venda, depois de ouvidos os interessados nos termos do art.º 812.º do CPC. A decisão do AE deve ser tomada com objetivo nas seguintes questões: modalidade da venda; o valor base dos bens a vender; eventual formação de lotes, com vista à venda em conjunto dos bens penhorados.

A fixação do valor base dos bens imóveis é consagrada igual ao seu valor patrimonial tributário, quando a avaliação do imóvel tem menos de 6 anos segundo a lei tributária.

Nos restantes bens, compete ao AE fixar o seu valor base mas de acordo com o valor de mercado (venal), podendo realizar as diligências necessárias à determinação do valor, quando considera-lo mais vantajoso ou algum dos interessados lho solicitar.

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Mas esta decisão do AE é notificada a todos os interessados, os quais poderão manifestar a sua discordância perante o juiz, que apreciará por decisão insuscetível do recurso (cfr. art.º 812.º, n.º 3 do CPC).

Visto que, é imperativamente vedado ao AE no desencadear da venda executiva, fixar mais do que um valor base da licitação para cada bem a vender, mesmo que a justificação da redução se prenda com a depreciação do bem.

Verificamos no que concerne à modalidade de venda em leilão eletrónico, que o valor base da licitação deve corresponder a 85% do valor base dos bens, não sendo aceites propostas de valor inferior a esse valor mínimo (por semelhança do n.º 2, do art.º 816.º do CPC).

No entanto, verificamos designadamente que nas modalidades de venda: mediante propostas em carta fechada é permitida a venda por preço inferior ao valor base (a venda é igual

a 85% do valor base dos bens), segundo o disposto no art.º 816.º, n.º 2 do CPC; na venda por

negociação particular também é permitida a redução do preço por acordo entre o executado e os credores, nos termos do art.º 832.º, al. a), e b), do CPC; e também na situação de o exequente ou a qualquer credor reclamante investido de garantia real sobre os bens alvo de penhora, pretenderem adjudicar os bens penhorados para si, para pagamento total ou parcial, do seu respetivo crédito, devem indicar nos termos do art.º 799.º, n.º 3 do CPC o preço que oferece, não podendo a oferta ser inferiora 85% do valor base dos bens.

Face ao exposto, verificamos que o processo de execução comum é mais dispendioso do que o processo de execução fiscal, visto que o valor base dos bens penhorados para venda executiva é de 85% do seu valor, bem como o exequente tem que pagar os honorários ao AE, enquanto na execução fiscal o valor base é de 70% do valor do bem. O que por seguinte leva a um maior número de proponentes interessados na aquisição de bens penhorados pela AT, que estão em venda executiva. Sem dúvida que há mais procura na compra de bens penhorados pela AT na execução fiscal, porque a tramitação é mais simples e acessível.

O processo de execução fiscal permite obter maior produto com a venda, em comparação com ação executiva, a AT nomeadamente na sua modalidade preferencial venda por leilão eletrónico, tem obtido excelentes resultados desde a sua implementação em 2011. Tal modalidade de venda conferiu celeridade e simplicidade à venda em execução fiscal.

Face a esse sucesso da AT, levou a recente reforma do CPC a implementar também em sede processo executivo como modalidade preferencial a venda em leilão eletrónico, a fim de cumprir o escopo da celeridade e da simplicidade no processo. No entanto, a implementação da plataforma e-leiloes não tem tido o mesmo sucesso, que era espectável.

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3 OUTRAS MODALIDADES DE VENDA

Relativamente à venda de bens mediante propostas em carta fechada, está prevista a possibilidade de o exequente, estando presente no ato de abertura das propostas, poder manifestar a vontade de adquirir os bens a vender penhorados, abrindo-se assim, logo a licitação ele e o proponente do maior preço (art.º 820.º, n.º 5 do CPC).

Nos restantes casos de venda por negociação particular, bem como nas outras restantes modalidades, os bens penhorados só podem ser vendidos por preço igual ou superior ao valor base fixado na decisão sobre a venda de acordo com o disposto no art.º 812.º do CPC, salvo se existir acordo de todos os interessados ou quando a redução do preço for autorizada por decisão judicial.

Quando seja findo o leilão eletrónico, sem que haja proponentes ou quando as ofertas de licitação sejam inferiores a 85% do valor base dos bens, o AE elabora a certidão de encerramento do leilão, tornando-se esta definitiva, a fim de impossibilitar a reabertura do leilão eletrónico.

No caso de se verificar a frustração da venda em leilão eletrónico ou da venda mediante propostas em carta fechada, há a necessidade de reduzir o valor base bens a vender, mas essa nova redução a nosso ver deve ser averiguada por intercessão prévia do juiz.

Nos casos de venda por negociação particular, esta não se encontra condicionada em termos de definição de valor mínimo de venda, razão pela qual, em última instância, os bens poderão ser vendidos por qualquer valor.

É importante frisarmos que a modalidade de venda por negociação particular é a única que permite que os bens penhorados na ação executiva sejam vendidos por preço inferior ao valor mínimo anunciado para a venda.

Ressalvamos a este respeito, que o decretamento desta modalidade de venda, na sequência da frustração da venda mediante propostas em carta fechada ou da venda em leilão eletrónico, impossibilita que a venda executiva seja efetuada de novo pela modalidade de venda leilão eletrónico mesmo que o novo valor dado à venda seja inferior ao anteriormente anunciado, ou seja, mesmo que os bens já tivessem sido colocados em leilão eletrónico no qual tenha sido apresentada proposta inferior ao valor mínimo (igual a 85% do valor base) anunciado para a venda.

Posto isto, permite-nos afirmar de forma clarividente que a modalidade da venda por negociação particular é a única modalidade de venda em que é suscetível a redução do preço dos bens penhorados, para valor inferior a 85% do valor base fixado pelo AE, no entanto, esta redução do preço dos bens a vender deve ser fiscalizada pelo juiz, mesmo nos casos em que não haja oposição das partes, nem reclamação da decisão do AE.

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No que diz respeito à determinante da fixação do valor base dos bens na venda aferimos que na execução fiscal o mesmo manifesta-se de forma simples e clara, enquanto na ação executiva revela-se complexo, visto que obedece a especificidades e condicionantes em função da modalidade de venda escolhida pelo AE.

Em suma a venda em leilão eletrónico é considerada por inerência no CPTT e no CPC a modalidade preferencial (a nova modalidade regra) em detrimento da “anterior modalidade

regra” venda por propostas em carta fechada, que passou a ser considerada nos tempos atuais

uma modalidade de recurso. Verificamos que há, assim, uma subalternização da modalidade da venda por propostas em carta fechada perante a modalidade da venda em leilão eletrónico nos dois regimes executórios.

No entanto, o AE tem a faculdade de escolher em função do bem penhorado qual destas duas modalidades é mais adequada, podendo optar se for o caso pela venda mediante proposta em carta fechada em vez da venda em leilão eletrónico.

Mas tendo em conta o princípio da desmaterialização dos atos processuais, a venda de bens imóveis e de bens móveis penhorados na ação executiva deve ser realizada preferencialmente mediante leilão eletrónico, tal como já antecede há alguns anos na venda em execução fiscal.

A modalidade da venda mediante proposta em carta fechada oferece ainda o benefício de só se tornar conhecida no ato de abertura de todas as outras propostas, o que permitirá ao exequente melhor garantir a aquisição por menor preço. Caso haja adjudicação do bem penhorado pelo exequente ou a qualquer credor reclamante investido de garantia real sobre os bens penhorados, para pagamento do seu respetivo crédito, nos termos do art.º 799.º, n.º 3 e do CPC e art.º 253.º do CPPT, a venda nesta situação deve ser realizada por proposta em carta fechada.

Porém aferimos que é vedado ao AE a possibilidade de prosseguir para a venda mediante propostas em carta fechada, quando se verificar a frustração da venda em leilão eletrónico, por falta proponentes ou não aceitação de licitações e quando o bem em causa tenha um valor inferior a 4 UC, nos termos do disposto nas als. f), e, g), n.º 1, do art.º 832.º do CPC – em que deve ser realizada a venda por negociação particular.

No que concerne à modalidade de venda por negociação particular a lei impõe imperativamente que o AE deve adotar a mesma, quando se verifique a frustração da venda mediante propostas em carta fechada (por falta de proponentes, não aceitação das propostas ou falta de depósito do preço pelo proponente aceite) de acordo com o disposto na al. d), do art.º 832.º do CPC. Não podendo nesta situação o AE socorrer-se da modalidade de venda em leilão eletrónico.

Na venda em execução fiscal, embora seja genérica, a alusão às modalidades de venda, consagradas no processo executivo (n.º 1, do art.º 252.º do CPPT), a lei tributária estabelece apesar disso imperativamente aos órgãos de execução fiscal que a venda é feita por negociação

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particular, pelo que de facto, esta passa a ser a única modalidade alternativa (n.º 2, do mesmo

artigo). De tão imperativa que é esta norma, vai ainda mais longe, ao especificar em concreto as circunstâncias em que a mesma deva ocorrer, designadamente: quando haja fundada urgência na venda de bens, ou estes sejam de valor não superior a 40 unidades de conta (corresponde ao montante de € 4080,00).

Ambas as modalidades de venda em execução fiscal (art.º 252.º do CPPT), que mencionamos, se encontram previstas no art.º 811.º, n.º 1, als. a), e, d) do CPC, sendo certo que,