3. ASPECTOS INTERPRETATIVOS
3.1 Os domínios-fonte da experiência e as conceptualizações do
3.1.1.7 Modelo cognitivo idealizado da EXPLORAÇÃO
Apesar de a última ocorrência que acionou o MCI da ESCRAVIDÃO para referir-se ao trabalho, que identificamos em nosso corpus, tenha sido datada do início do século XX – e isto porque se referia a uma prática até então legalizada no século
XVI, conforme pontuamos – não podemos ignorar a contemporaneidade da escravidão, porém com outras roupagens, especialmente nas grandes capitais, como São Paulo, conforme discute Heidemann et al (2014, p.62. Grifo nosso):
A definição de trabalho escravo é ampla, possibilitando o uso da legislação para diversas situações, tais como aquelas em que o trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando é sujeito a condições desumanas ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que sua vida é colocada em risco. Trabalho escravo, além de desrespeito a leis trabalhistas, é apresentado como violação aos direitos humanos. Veja-se que o artigo 149 do Código Penal, que prevê cadeia para quem se utilizar dessa prática, é de 1940, e foi reformado em 2003 tornando-se mais claro. [...] Note-se que, abolida a possibilidade de se conceber um trabalhador como propriedade privada de outro homem, a prática do escravismo torna-se crime. A razão de ser daquilo que vem sendo chamado de escravismo não se confunde com a identidade entre a propriedade de escravos e riqueza. Parece tratar-se antes de uma possibilidade de reduzir os custos relacionados ao trabalho. [...] Tendo como processo característico a exploração, essa outra escravidão tem o trabalho como eixo.
Concordamos com o autor, no que tange ao fato de que, transvestidas em
exploração do trabalho (imigrante, infantil, de gênero, de idosos etc.), estão as raízes
da escravidão, que ainda permeia as mentalidades dominantes, indo além de uma questão racial – não deixando de sê-lo também – mas alcançando níveis sociais ainda mais expressivos.
Passemos às principais questões tratadas no presente MCI da EXPLORAÇÃO, que corroboram esta perspectiva.
Em (68), observemos a seguinte ocorrência:
(68) Em nossa patria – moça e rica – chegamos ás vezes a não o comprehender – transportando-nos porém aos grandes centros populosos, observando todas as difficuldades que assoberbam a vida alli, sentimos quão criminosa tem sido a exploração do trabalho. Alli, aonde o operario mal adquire para a base material da vida a falsissima lei de Malthus parece se exemplificar ampla e desoladora. Preso a longas horas de uma agitação automatica e além disto cerceado da existencia civil, o rude trabalhador é muito menos que um homem e pouco mais que uma machina. (Crônica – Dia a dia, p.1, 1892).
O escrevente, ao analisar a situação dos “grandes centros populosos” do país, que chama de “patria moça e rica”, apresenta sua indignação diante das
desigualdades então notadas; e, para tentar explicá-las, o escrevente cita a “lei de Malthus”182
. Porém, apesar de, aparentemente, discordar desta tese, encontra nela uma justificativa plausível a fim de se reportar à situação que observa na sociedade de então, no que tange à discrepância entre crescimento populacional e diminuição dos meios de sobrevivência, como observamos no trecho “Alli, aonde o operario mal
adquire para a base material da vida a falsissima lei de Malthus parece se
exemplificar ampla e desoladora” (68).
O trecho “observando todas as difficuldades que assoberbam a vida alli, sentimos quão criminosa tem sido a exploração do trabalho” nos propõe uma conceptualização negativa a respeito das formas de exploração do trabalho. Dessa forma, observamos a metonímia TIPO DE TRABALHO POR TRABALHO, e, mais especificamente, EXPLORAÇÃO DO TRABALHO POR TIPO DE TRABALHO; o que, por acarretamento, leva-nos a perceber o acarretamento EXPLORAÇÃO DO
TRABALHO É CRIME.
Outra conceptualização que, a nosso ver, permeou toda a ocorrência (68) foi motivada pela metonímia do tipo AGENTE POR ATIVIDADE, em que temos TRABALHADOR POR TRABALHO, já que, para referir-se à exploração do trabalho, o escrevente aciona elementos referentes ao trabalhador. A fim de esclarecer como se dá esta exploração, assim a descreve o texto: “Preso a longas horas de uma agitação automatica e além disto cerceado da existencia civil” (68). A expressão “longas horas de uma agitação automatica” aponta para a metáfora TRABALHO É ATIVIDADE DESENVOLVIDA. Os usos das expressões destacadas parecem ancoradas no EI do RECIPIENTE, através do qual entendemos que TRABALHO É LUGAR, cujos acarretamentos seriam TRABALHO É UM LUGAR DE ONDE SE DESEJA SAIR,
TRABALHO É UM LUGAR QUE CERCEIA O CONTATO COM OUTRAS PESSOAS,
a partir do que chegamos, novamente, à conceptualização TRABALHO É PRISÃO.
182
Aqui cabe um breve esclarecimento a respeito dessa expressão. Thomas Malthus, um clérigo anglicano americano, propôs, em 1798, em sua obra An essay on the principle of population (Consultamos a versão online da obra, disponível em: http://rescuingbiomedicalresearch.org/wp- content/uploads/2015/04/Malthus-1798.pdf.), a tese de que o crescimento populacional se dava em proporção geométrica, enquanto a produção de alimentos, em proporção aritmética, ou seja, eram desproporcionais, e culminariam, em determinado momento, em não suprimento para todos, gerando a fome. A fim de alcançar o equilíbrio faz-se necessário a atuação de agentes, que Malthus, polemicamente, defende serem a peste, a fome e a guerra, que, através da dizimação de parte da população, geraria o equilíbrio populacional. Certamente, este aspecto de sua teoria causou muita resistência, e, é nesse aspecto que acreditamos que o escrevente, a chama de “falsissima lei de Malthus”.
Por tratar-se, especificamente, da exploração, temos que EXPLORAÇÃO DO TRABALHO É PRISÃO.
No trecho “o rude trabalhador é muito menos que um homem e pouco mais que
uma machina” (68), temos a conceptualização do trabalhador, baseada no tipo de
trabalho ao qual é submetido: ao mesmo tempo em que perde sua característica de
humano, adquire um status de máquina, assim, pelo EI do CONDUTO, temos que
TRABALHO É MEIO DE RECATEGORIZAÇÃO E RECONCEPTUALIZAÇÃO DO TRABALHADOR.
Em (202), encontramos uma remissão à situação social de exploração do trabalho, conforme discutimos a partir de (68), datada um ano depois que o texto então citado pelo escrevente de (202) foi publicado (a encíclica papal de Leão XIII, em 15/05/1891):
(202) Por salário, entende-se quantia em dinheiro dada em pagamento de trabalho ou serviço. O Papa Leão XIII, na encíclica de 15/05/1891, preocupou-se sobremaneira com a profunda abjeção, miséria e desumana exploração com que eram tratados [os operários] já no longínquo século 19. Trabalho extenuante de mais de 12 horas, em locais insalubres, anti-higiênicos, reduzia operários à condição de escravos. (Fórum de debates – tema: No Dia do Trabalho – Disparidade perturbadora, p.2, 2000).
A caracterização das condições de trabalho, no trecho “profunda abjeção, miséria e desumana exploração com que eram tratados [os operários] já no longínquo século 19. Trabalho extenuante de mais de 12 horas, em locais insalubres, anti- higiênicos”, enriquece a caracterização presente em (68), realçando o aspecto negativo da exploração do trabalho/trabalhador, e, em consequência, tal ambiência “reduzia operários à condição de escravos”. Tal movimento reconceptualizador, aplicado ao trabalhador, pareceu-nos retomar a metáfora conceptual TRABALHO É MEIO DE RECATEGORIZAÇÃO E RECONCEPTUALIZAÇÃO DO TRABALHADOR, visto que o trabalho recategoriza quem o executa, pois ser operário é diferente de ser
escravo, e o que determina, nesse caso, uma condição ou outra é o tipo de trabalho
realizado. A mesma caraterização, no trecho “Trabalho extenuante de mais de 12
horas, em locais insalubres, anti-higiênicos”, remonta, inclusive, aos EI’s do
ATIVIDADE REALIZADA EM UM LUGAR, DURANTE DETERMINADO TEMPO,
tendo o desdobramento TRABALHO EXTENUANTE É RESULTADO DA
EXPLORAÇÃO.
Conforme destacamos no início do presente subtópico, a exploração do trabalho, no século XXI, é vista como uma eufemização da escravidão183. Por isso, entendemos que, ao destacar diversos tipos de exploração, os escreventes recategorizam os tipos de trabalho, a partir das formas de exploração, como nos sugere a ocorrência (203):
(203) Trabalho infantil penoso. Que raio de penoso é este? Trabalho infantil é trabalho infantil e pronto. (Fórum de debates - tema: No Dia do Trabalho – Ideias penosas, p.2, 2000).
O trecho “Trabalho infantil é trabalho infantil e pronto” sugere a falta desta precisão conceptual a respeito do que seria a exploração do trabalho. Não encontrando, portanto, uma definição adequada, restou ao escrevente retomar a própria expressão a fim de que ela se autodefina para o leitor: metonimicamente, sugere, portanto, que só o fato de o trabalho ser trabalho infantil, já se constitui em
penoso, ou seja, é redundante pensar em trabalho infantil penoso. Assim, temos que
TRABALHO INFANTIL É TIPO DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO.
Os elementos conceptuais identificados no MCI da EXPLORAÇÃO nos levaram a observar, de modo semelhante ao que ocorreu com o MCI da ESCRAVIDÃO, que os principais conhecimentos projetados no domínio-alvo TRABALHO foram a relação dominador-dominante, interesses de poder e opressão. O que diferem, a nosso ver, os elementos do MCI da ESCRAVIDÃO do presente MCI é a condição de falseamento da situação de escravidão. Ou seja, enquanto na escravidão a relação era de exploração legalizada socialmente, no caso da EXPLORAÇÃO do trabalho notamos um mascaramento da realidade de escravização.
183
A contemporaneidade da escravidão velada (ou nem tanto) do trabalho tem sido amplamente discutida nas redes sociais, como podemos observar no texto disponível em um blog, que discute uma polêmica posição de uma juíza que categorizou trabalhadores escravizados, em uma fazenda, no Brasil, em 2010, como “viciados em álcool e drogas ilícitas”, além de outras declarações de cunho polêmico. A matéria encontra-se disponível no endereço: http://reporterbrasil.org.br/2016/09/juiza-diz- que-trabalhadores-sao-viciados-e-que-reter-seus-documentos-causa-bem-a-sociedade/.
Entendemos que a presença do MCI da EXPLORAÇÃO nos séculos XIX e XXI, na documentação acessada, ofereceu-nos uma pista para reforçar a estratégia contemporânea do falseamento das atividades de escravidão do trabalhador, justamente por estas serem ilegais.
Passemos, em seguida, às ponderações a respeito do MCI da OCUPAÇÃO.
3.1.1.8 Modelo Cognitivo Idealizado da OCUPAÇÃO
Ao refletirmos sobre a dependência humana do trabalho, seja como um meio de suprir suas necessidades básicas, seja por almejar inserção social, podemos, com De Masi (2001), entender o quanto a OCUPAÇÃO passou a assumir um papel central na vida humana, de modo a rejeitar, a ideia de ócio, em especial na contemporaneidade. A este respeito, assim se coloca o autor:
O trabalho e a desocupação apresentam desdobramentos paradoxais. Milhões de pessoas se desesperam por estarem excluídas do exercício de alguma atividade da qual entretanto não gostam, que às vezes até detestam, que muitas vezes são aviltantes de tão inúteis, mas que as estatísticas oficiais consideram como “trabalho”. E têm bons motivos para se desesperar, porque a organização social atual faz depender mesmo do exercício daquelas atividades, isto é, do “trabalho”, o direito de obter uma retribuição. Isto é, o direito a viver de um modo decente e independente, ter uma casa e filhos, ser bem aceito no convívio social. (DE MASI, 2001, p.10).
Alguns desses aspectos foram pontuados na documentação acessada, conforme expusemos em seguida.
(14) Linhares, desempregado a tres annos, não tem domicilio nem occupação [...]. (Seção livre, p.2, 1878).
Em (14), observamos que, a partir da descrição do perfil do sujeito, o foco encontra-se na sua situação econômica: desempregado, sem domicílio e sem ocupação. Nesse caso, a expressão “não tem domicilio nem occupação” pode ser uma consequência direta do fato de estar “desempregado a tres annos”: já que, sem o
meio necessário é impossível adquirir posses. Assim sendo, estar empregado é estar ocupado, e, por inferência, temos que TRABALHO É OCUPAÇÃO.
Nas ocorrências seguintes (72) e (76), pelo uso da preposição para, podemos notar que a execução do trabalho enquanto um fim é, resultado de uma preparação, o que subjaz a metáfora TRABALHO É ATIVIDADE QUE REQUER PREPARO:
(72) O deputado Rodolpho Abreu communicou que se achava prompto para os trabalhos o seu colega sr. Gonçalves Ramos. (Telegrammas, p.1, 1895).
(76) No dia 15 do corrente, quando se achava o presidente da Câmara Municipal, prompto para os trabalhos eleitorais, entrou o sr. tenente coronel Vicente de Oliveira T. M., acompanhado de uma malta de capangas. (Sessões da Câmara, p.2, 1895).
No caso da ocorrência (76), o trecho “prompto para” sugere a noção de preparo anterior, visto que, no momento da execução do trabalho, o sujeito já se encontrava apto para realizá-lo, a partir do EI ORIGEM-PERCURSO-META.
A ideia de ocupação, relacionada à rotina do trabalhador, também identificamos em (125):
(125) Os jornaes alarmam-se com a baixa do preço do salitre. Em algumas fabricas, já trabalha apenas metade dos operarios. Brevemente, por falta de trabalho, varias fabricas ficarão paralysadas. (Notícias – Chile, p.4, 1910).
Nesta ocorrência, temos a metonímia LUGAR PELA ATIVIDADE, no trecho “Em algumas fabricas, já trabalha apenas metade dos operarios”, também reiterada em “por falta de trabalho, varias fabricas ficarão paralysadas”. Desse modo, a ocupação dos operários se dá mediante o acúmulo de atividades laborais, condicionantes à produtividade. No início do século XX, a conceptualização do trabalho como mercadoria é, então, ressaltada.
Em (138), notamos uma elaboração semelhante àquela em (14), porém focando no trabalho como um fim em si mesmo, e não no trabalho, enquanto o meio de ascensão:
(138) A companhia Calçado Rocha [...] mantem em constante trabalho cerca de seiscentos operarios, internos e externos. (Manifesto para a emissão publica de um emprestimo, p.16, 1910).
O trecho “mantem em constante trabalho” aponta para uma ocupação ininterrupta, pelo uso do advérbio de modo constante, ancora-se no EI do PROCESSO. Percebemos, inclusive, que esta atividade ocorre em um lugar, pelo uso da preposição em, estruturado pelo EI do RECIPIENTE.
(248) Carla, a fotógrafa gaúcha de 41 anos vai encaixar o trabalho voluntário entre os compromissos pagos. (Roberta Pennafort – Reportagem – Uma rede de apoio só para mulheres, p.25, 2016).
(249) Orquídea, de 27 [anos], ajuda “com o que tem no momento”. “Três mulheres me procuraram porque estão estudando para o Enem. Corrijo textos. Estou desempregada, tenho tempo livre”. (Roberta Pennafort – Reportagem – Uma rede de apoio só para mulheres, p.25, 2016).
Em (248), os EI’s do RECIPIENTE e da SUPERIMPOSIÇÃO, estruturam as projeções TRABALHO É ATIVIDADE QUE SE FAZ EM UM LUGAR, TRABALHO É
UM CONJUNTO DE ATIVIDADES QUE PODEM SER SUPERPOSTAS, pelo trecho
encaixar o trabalho voluntário entre os compromissos pagos, de modo que o “trabalho
voluntário”, por não ser algo lucrativo, não terá a prioridade em sua execução, antes, será “encaixado”, ou ajustado, espacial e mentalmente em uma rotina de “compromissos pagos”.
Assim como em (248), a ocorrência (249), o trabalho lucrativo como ocupação é relacionado ao tempo; de modo que TRABALHO É OCUPAÇÃO DO TEMPO, visto que, quando se está “desempregada”, é possível que se tenha “tempo livre”. A relação do trabalho ao tempo não é uma novidade do século XXI. Le Goff (1989) já apontava esta relação intrínseca entre tempo livre/ócio e trabalho, como sendo coisas opostas. Contemporaneamente, temos uma retomada desta noção, sendo que o chamado “tempo livre” acaba sendo entendido como “tempo disponível para mais trabalho” (DE MASI, 2001, p.21)184
.
184 Citamos, ainda, o autor: “O tempo sem trabalho ocupa um espaço cada vez mais central na vida
humana. É preciso, então, reprojetar a família, a escola, a vida, em função não só do trabalho mas também do tempo livre, de modo que ele não degenere em dissipação e agressividade mas se resolva em convivência pacífica e ócio criativo. É preciso criar uma nova condição existencial em que estudo, trabalho, tempo livre e atividades voluntárias cada vez mais se entrelacem e se potencializem reciprocamente”. (DE MASI, 2001, p.21).
O contexto da ocorrência (249) situa-nos, portanto, na era da chamada “geração de renda extra” que pode ser entendida como o “trabalho informal”. Ou seja, ao mesmo tempo em que se diz: “Estou desempregada”, é possível dizer também “Corrijo textos”: ao mesmo tempo em que se está disponível para um trabalho formal, pode-se desenvolver uma atividade lucrativa extra.
Semelhante conceptualização temos em (254), em que a expressão “desocupados” está em lugar de “pessoas sem trabalho”:
(254) [...] o total de desocupados no País já chega a 11,1 milhões de pessoas, como divulgou o IBGE. (Murilo Rodrigues Alves- Reportagem- Temer quer fechar 2016 criando empregos, p.34, 2016).
Assim, percebemos como o cenário do mundo do trabalho no Brasil foi se reconfigurando ao longo do tempo, e, em consequência, a auto-conceptualização do trabalhador foi, igualmente, sendo modificada.
Acionando elementos conceptualizadores predominantemente metafóricos, e, também, a metonímia conceptual LUGAR PELA ATIVIDADE, estruturadas pelos EI’s, o MCI da OCUPAÇÃO contou com ocorrências dos três séculos estudados.
Em seguida, passemos ao estudo do DE do EVENTO, com seus respectivos MCI’s.
3.1.2 Domínio da experiência do EVENTO
No DE do EVENTO, identificamos os seguintes MCI’s: CERIMÔNIA, ATUAÇÃO, FESTEJO, PROTESTO e COMPETIÇÃO, os quais serão, em seguida, discutidos.