4.2 DAMAX e DAMIN de modelos de resimento
4.2.1 Modelos EW
Comodisutidoaima,aDAMAX paraalasseEWfoiestudadanumeriamente
e também através de aproximações analítias por Lee [30℄, que mostrou que a
auda (àdireita) daDAMAX deve ser
P (m) ≈ L 2 e − ( ln πν L ) m 2 e −KL 2 e − ( ln πν L ) m 2
(4.2)
onde
K
é uma onstante eν
é a tensão superial da equação EW (eq. 2.24).Para
m ≫ h m i
, a exponenialdupla deve ser da ordemde1
, assim amosomum deaimento gaussiano. Porém, a distribuição de Gumbel (eq. 4.1) tem uma
auda que laramente não é gaussiana, e tende a uma exponenial simples para
m
grande. Então, não devemos esperar que a distribuiçãode Gumbelrepresenteo omportamento daquelaauda gaussiana.
Figura4.1: DAMAX daequação EW(urvaontínua), para umaaixade
tama-nho
L = 64
, omparada om a distribuição de Gumbel(traejada) omn = 2.6
,em esalas (a)linear e (b) mono-log.
Para veriar isso,nós alulamos aDAMAX integrandoa equaçãoEWpara
diferentes parâmetros
ν
eD
(verapêndieC)e observamosque, de fato,aaudaà direita tem um deaimento gaussiano, que não olapsa om a distribuição de
Gumbel generalizadaom
n = 2.6
,ao ontrário do quefoi sugeridoporLee [30℄.Isso está mostrado na gura 4.1, onde apresentamos resultados para equação
EW integrada om
ν/D = 1.5
e∆t = 0.01
, em uma aixa de tamanhoL = 64
(outrosvaloresde
ν/D
nointervalo[0.5, 2.0]
foramtestados e levamaos mesmosresultados). Vemos que, nos pios da DAMAX, há um aordo muito bom om
a distribuição de Gumbel (g. 4.1 (a)), mas nas audas o desvio é grande (g.
4.1 (b)). É importante notarmos que as onlusões de Lee [30℄ foram tomadas
a partir de distribuições pouo preisas, om muitas utuações sobretudo nas
audas (ver gura 4daquela referênia).
AskewnessdaDAMAXtemumvalor
S = 0.68 ± 0.02
,entãodevemosesolhern
na equação 4.1 tal que a skewness dessa última (S G ≡ R
dxx 3 P (x; n)
) tenhaum valor próximo da skewness da DAMAX. Por isso usamos
n = 2.6
, que nósdá
S G ≈ 0.68
. Naturalmente, essa esolhaproduz um bom olapsodos pios das distribuições.4.2.2 Modelos KPZ
Em todos os modelos tratados até aqui, as superfíies são gaussianas, isto é, a
distribuiçãode alturaségaussiana. Portanto,nessesmodelos asimetriaup-down
(ver seção 2.2) é obedeida e a DAMAX e a DAMIN são idêntias. Porém, nos
modelos de interfaes não lineares, não temos essa simetria, então as audas à
esquerdaeàdireitadadistribuiçãodealturastêmdeaimentosdiferentes. Assim,
devemos esperar que a DAMAX seja diferente daDAMIN nesses modelos.
Nós integramos a equaçãoKPZ para omesmo onjunto de parâmetros dados
naref. [80℄eobservamosumadependêniadesprezíveldasdistribuiçõesomestes
parâmetros. Nagura4.2, nós mostramos aDAMAX e DAMIN, paraa equação
KPZ om os parâmetros
g ( ≡ λ 2 D/ν 3 ) = 24
,∆t = 0.04
ec = 0.5
, integrada emuma aixa de tamanho
L = 64
. Em 4.2 (a), observamos uma pequena diferença-2 -1 0 1 2 3
Figura 4.2: DAMAX (urva ontínua) e DAMIN (traejada) da equação KPZ
(integrada),parasubstrato detamanho
L = 64
,emesalas(a)lineare(b)mono-log.
nospioseem(b)vemosqueasaudasnãoolapsam. Devemoshamaraatenção
para ofato quea diferençaentre aDAMAX eDAMINnão é ausada porefeitos
de tamanho nito, pois essas distribuições olapsammuito bem om aquelas de
tamanhos inferiores(
L = 32
e16
). Assim, onluímosque, de fato,existemduasdistribuiçõesdistintas para os máximose mínimos.
Para veriar a universalidade dessas distribuições, nós também alulamos
estas paraosmodelosde Ething,RSOS eDB(desritos naseção 2.3),todosem
substratosdetamanhos
L 6 256
. Nagura4.3(a)nósomparamosaDAMAXdaequaçãoKPZomaDAMAXdaDBeaDAMINdomodeloRSOS,eobservamos
um ótimo olapso. O mesmo se observa para a DAMAX do modelo de Ething
(não mostrado). Da mesma maneira, observamos um aordo muito bomentre a
DAMINda equaçãoKPZ, a DAMIN dos modelos DB eEthing e aDAMAX do
modelo RSOS (gura 4.3 (b)). Conforme disutimos na seção 3.5, a assimetria
dadistribuiçãode alturas dependedosinal dooeiente dotermo não linearda
equação de resimento. Assim, aqui também devemos esperar que a DAMIN
(DAMAX) de modelos om
λ < 0
seja igual à DAMAX (DAMIN) de modelos-4 -2 0 2 4 6 8
Figura 4.3: (a) DAMAX da equação KPZ (urva ontínua) e DB (triângulos),
e DAMIN do modelo RSOS (quadrados). (b) DAMIN da equação KPZ (urva
ontínua) e modelo de Ething (triângulos), e DAMAX do modelo RSOS
(qua-drados). Os tamanhos de substrato são
L = 64
para a equação KPZ eL = 256
para os modelos disretos.
om
λ > 0
, o que se onrma pelos bons olapsos da DAMAX (DAMIN) domodelo RSOS om a DAMIN (DAMAX) dos outros modelos.
O bom aordo visual das distribuições na gura 4.3 se revela no
omporta-mento daskewness destas. Conforme mostrado na gura 4.4(a), a skewness da
DAMAX dos modelos om
λ > 0
tem o mesmo omportamento assintótio da DAMINdo modelo RSOS.Em (b) observamos o mesmoom a DAMINdosmo-delos om
λ > 0
e a DAMAX do modelo RSOS. Nessa gura podemos observarque os efeitos de tamanho nito são muito pequenos para a equação KPZ
(inte-grada) e os modelos DB e Ething, o que permite uma boaextrapolação desses
dados para o limite
L → ∞
, onde estimamosS ≈ 0.79
para DAMAX (λ > 0
) eDAMIN (
λ < 0
) eS ≈ 0.65
para DAMAX (λ < 0
) eDAMIN (λ > 0
).Por outro lado, as distribuições de extremos do modelo RSOS apresentam
efeitos de tamanho nitofortes, o que pode ser observado noomportamentoda
skewnessnagura4.4. Esseresultadoéinteressanteporque,omovimosnosdois
0,0 0,1 0,2 0,3 0,4
Figura 4.4: Variação da skewness om o tamanho de substrato
L
para (a)DA-MAX daequação KPZ (quadrados) emodelo de Ething (triângulos), eDAMIN
do modelo RSOS (ruzes); (b) DAMIN da equação KPZ (quadrados) e modelo
de Ething (triângulos),eDAMAX domodelo RSOS(ruzes). Oexpoente
1/2
éusadonaabsissaapenas paratornarlaraaevoluçãodosdadosquando
L → ∞
.apítulos anteriores, os modelos om menores utuações de alturas são aqueles
que apresentam efeitos de tamanho nito menores quando medimos expoentes
de esala, distribuições de alturas e rugosidade. Porém, aqui observamos uma
situação ontrária, ou seja, modelos om grandes utuações na superfíie, que
tipiamenteapresentamorreçõesfortesnessasquantidades,têmefeitosde
tama-nho nito muito pequenos nas distribuições de extremos. Isso sugere que essas
distribuiçõessão omplementaresàsoutrasoutrasquantidades,funionandobem
onde estas falham (grandes diferenças de alturas),e apresentando diuldades
onde as outrasfunionam bem(superfíies muito suaves).
Todos osresultados aimamostramqueasdistribuiçõesde extremosdenem
duasurvasuniversaisDE1[DAMAX(
λ > 0
)eDAMIN(λ < 0
)℄eDE2[DAMAX(
λ < 0
)eDAMIN (λ > 0
)℄,para alasse KPZ. Então, essas distribuiçõespodem ser usadasparaidentiarmososinaldeλ
emsistemasondeeste nãoéonheidoa priori. Certamente, preisamos de distribuições muito preisas para isso, pois
nagura 4.2vemos que adiferençaentre aDE1 eDE2 não émuitogrande. Isso
é possível na simulação de modelos omputaionais, onde, em geral, podemos
onseguir distribuições muito preisas. Todavia, usando dados experimentais,
provavelmenteserá muito difíiltirarmosonlusõesonáveis om esse método.
De qualquer maneira,essas distribuições são um avanço sobre a omparação de
distribuiçõesde alturas,porqueestas apresentamefeitosde tamanhonitomuito
fortes. Para a DB, por exemplo, em tamanhos
L . 500
as distribuições de alturas sugerem inorretamente queλ < 0
nesse modelo, mas asdistribuiçõesde extremos indiamo sinal deλ
orreto mesmoem substratos muito menores.As audas à direita da DE1 e DE2 tendem a exponeniais simples para
m
grande, em ontraste om todos os modelos lineares, que apresentam audas
gaussianas. Isso tambémmostra que a DE1 e DE2 são muito diferentes da
dis-tribuiçãode rugosidade KPZ,uja auda éuma exponenialestendida.
-2 0 2 4
Figura 4.5: DAMAX da equação KPZ (urva ontínua), para um substrato de
tamanho
L = 64
, omparada om a distribuição de Gumbel (traejada) omn = 1.95
, em esalas (a)linear e (b) mono-log.Na gura4.5omparamosa DE1om adistribuição de Gumbelgeneralizada
om
n = 1.95
, que tem uma skewnessS ≈ 0.79
, omo a DE1. Assim omoaonteenalasseEW,ospiosdessasdistribuiçõesolapsam, masem(b) vemos
que asaudas apresentam desvios. Resultados análogossão obtidospara a DE2.
Então, podemos onluir que a distribuição de Gumbel também não é uma boa
representação para asdistribuições de extremos dalasse KPZ.
4.2.3 Modelos VLDS
A DAMAX e DAMIN também são diferentes na lasse VLDS. Na gura 4.6
mostramos essas distribuiçõespara aequação VLDS integrada om
ν 4 = λ 4 = 1
,D = 1/2
,∆t = 0.01
ec = 1/2
. Outrosonjuntosde parâmetrospróximosaestesforam testados e levaram aos mesmos resultados. Os pios dessas distribuições
são muito próximos,mas asaudas têm uma diferençaonsiderável. A DAMAX
apresenta efeitos de tamanho nito desprezíveis e as distribuições para
L = 16
e
32
olapsammuito bem (não mostrado). Por outro lado, a DAMIN tem umaonvergênia mais lenta para o limite assintótio e as distribuições para esses
tamanhos ainda não olapsam perfeitamente, omo mostrado na gura 4.6 (b).
De qualquer maneira,a audaà direitada DAMIN evolui, omo aumentode
L
,numadireçãoontráriaàqueladaDAMAX,indiandoqueessasduasdistribuições
são de fatodiferentes assintotiamente.
Infelizmente, o modelo CRSOS apresenta efeitos de tamanho nito muito
fortes naDAMAX eDAMINeaté
L = 128
(tamanho máximoparaoqualonse-guimosobterdistribuiçõespreisas) não observamosolapsoomasdistribuições
da equação VLDS. Porém, vemos que a onvergênia das audas vai na direção
orreta. Podemos veriar a universalidade da DAMAX e DAMIN pelo
om-portamento da skewness, que está mostrado na gura 4.7. Nessa gura vemos
que os resultados para a equação VLDS têm efeitos de tamanho nito fraos, e
extrapolando para o limite
1/L 2/3 → 0
enontramosS ≈ 0.63
para a DAMAX-2 0 2 4
Figura 4.6: DAMAX (urva ontínua) e DAMIN (traejada) daequação VLDS,
em um substrato de tamanho
L = 32
, emesalas (a) linear e (b) mono-log. Em(b) mostramos também aDAMIN, para
L = 16
(quadrados).e
S ≈ 0.55
para a DAMIN, omλ 4 > 0
. Mesmo apresentando efeitos de tama-nho nitofortes, extrapolandoosresultados para omodeloCRSOSenontramosvalores bem próximos aos da equação VLDS. Isso india que
λ 4 > 0
para essemodelo, talomo nasua soluçãoexata em
d = 1 + 1
[96℄.Figura4.7: Variaçãodaskewness om otamanhodesubstrato
L
paraaDAMAX(ruzes) eDAMIN (írulos)da equaçãoVLDS etambémpara aDAMAX
(qua-drados)e DAMIN (triângulos)domodeloCRSOS.O expoente
2/3
naabsissa éaquele que nos dáos melhoresajustes linearesdos dados.
Finalmente, na gura 4.8 omparamos a DAMAX da equação VLDS om a
distribuição de Gumbel om
n = 2.90
, que temS ≈ 0.63
. Podemos ver que,assim omoaontee paraa lasseEW eKPZ, ospios olapsam, mas asaudas
não. Isso é esperado pois a auda à direita da DAMAX tem um deaimento
gaussiano. Resultados análogossão enontradospara aDAMIN. Então podemos
onluir que, apesar de se apliar a vários sistemas orrelaionados [28, 29, 30℄,
a distribuição de Gumbel generalizada não é uma boa representação para as
distribuiçõesde extremosem superfíies (orrelaionadas).
-2 0 2 4
Figura4.8: DAMAX daequaçãoVLDS (urva ontínua), emsubstrato de
tama-nho