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LISTA DE SÍMBOLOS

4. Monarquia Constitucional (1821-1910)

A Monarquia Constitucional, como a expressão indica, é um sistema político no qual se reconhece o rei como chefe do estado mas cujos poderes são limitados pela lei

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Salientámos esta frase por a considerarmos pertinente e demonstrar que há determinados hiatos históricos de difícil reconstituição.

10 Esta longa citação é um excerto retirado da História Custodial relativa aos fundos a que tivemos acesso na intranet [V. http://arnet/sites/DSDIC/AHP/documentos%20AHP/historiaahp.pdf, acedido a 11.09.2012].

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fundamental – a Constituição. Este texto estabelece ainda um conjunto de normas que delimitam a separação dos vários poderes: judicial, executivo e o legislativo. O acto legislativo é dividido em dois grandes pólos: o emanado do governo e o produzido pela assembleia dos deputados.

Em Portugal a Monarquia Constitucional tem o seu início em 1821 com a eleição dos deputados encarregues de elaborar o primeiro texto constitucional (de 1822) e termina com a implantação do regime republicano com a revolução de 5 de Outubro de 1910.

4.1. Cortes Constituintes de 1821

As ideias liberais que se espalharam pela Europa após a Revolução Francesa chegaram a Portugal no início do século XIX. No texto, designado por Súplica de Constituição11, de 1808, dirigido a Junot, surge pela primeira vez a referência a cortes constitucionais. Após a Revolução liberal de 1820 foi possível dar início ao processo eleitoral, ainda que por sufrágio indirecto, dos membros que fariam parte das Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes. A tarefa fundamental destas Cortes era a elaboração do que viria a ser o primeiro texto constitucional português. As sessões das Cortes decorreram no Convento das Necessidades, de 26 Janeiro de 1821 até 23 de Setembro de 1822, data esta da aprovação da Carta Constitucional. Todavia este alto desígnio não foi a função primordial desta câmara. De entre outras, para substituir a Junta Provisional do Governo do Reino, - que dirigiu os destinos do país desde a Revolução de 1820 -, designaram o novo governo de Regência. Estes deputados chamaram ainda a si a legislação de assuntos de ordem diversa relacionados com a gestão do Reino, como a extinção “da Inquisição, da Censura Prévia, da Lei de Morgadio e estabeleceram a Liberdade de Imprensa”12

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11 O documento - um projecto de petição dirigido a Napoleão -, apresentado pelo tanoeiro José de Abreu Campos, pedia a outorga de uma Constituição. V. “A Monarquia Constitucional (1820-1910)” [disponível em http://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/AMonarquiaConstitucional.aspx. acedido em 28.08.2012]. O texto a que nos referimos pode ser acedido a partir do endereço indicado acima. Apresentamos, no entanto, o referido texto em Anexo.

12 Cf. Breve resenha histórica da descrição do fundo relativo às Cortes Constituintes de 1821, do Arquivo Histórico Parlamentar consultado através da intranet. V. http://ahpweb.ar- servicos.pt/DetailPage.aspx?pesq=ps&t=2&id=32293&c=(SimpleSearch.aspx&tx=cortes%20constituinte s [acedido a 11.09.2012].

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4.2. Cortes Constituintes de 1837

A Constituição de 1822 foi, de novo, adoptada após o triunfo da revolução de 9 de Setembro de 1836.

Os deputados eleitos, por sufrágio directo, a 22 de Novembro de 183613, tinham a incumbência de elaborar o texto constitucional mas também de legislar sobre outras matérias relevantes para a vida da nação. Refira-se, a título de exemplo, “a supressão de garantias individuais no sul do país, motivada pelo clima de guerra civil em que o país se encontrava mergulhado” 14.

Os trabalhos da Constituinte de 1837 decorreram entre 18 de Janeiro de 1837 e 4 de Abril de 1838. Neste dia, em sessão solene a Rainha D. Maria II jurou a Constituição de 1838.

4.3. Câmara dos Deputados

Determinava o regimento que “as cortes se podiam reunir em sessão secreta sob proposta de um deputado apoiado por mais cinco”, nelas não se podendo discutir legislação. Tinham por principal objectivo a apreciação de assuntos de política externa. Por norma, apenas os livros onde eram registadas as actas das sessões secretas, tinham termos de abertura e de encerramento, numeradas e rubricadas.

4.3. Câmara dos Dignos Pares do Reino

A Carta Constitucional de 29 de Abril de 1826, outorgada por D. Pedro IV, instituiu o sistema bi-camaral (art.º 14.º). As Cortes Gerais eram compostas pela 1ª Câmara, ou dos Pares, e pela Câmara dos Deputados. Os primeiros 72 pares da Câmara, cujo cargo era vitalício e hereditário, foram nomeados pelo rei. A Câmara não tinha, todavia, número fixo de pares, dado que, ao seu número inicial, acresciam outros por direito próprio, em virtude do nascimento ou do cargo.

13 V. Decreto de 8 de Outubro de 1836. 14

V. http://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/AMonarquiaConstitucional.aspx [acedido a 28.08.2012].

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O Acto Adicional de 24 de Julho de 1885, porém, no seu artigo 6º (composição), limitava o número de pares vitalícios nomeados pelo Rei. Além dos pares por direito próprio estabeleceu-se, em número de 50, pares electivos e temporários.

Posteriormente, o Acto Adicional de 1895-1896 suprimiu os pares electivos. A Câmara dos Pares passou a ser composta por um máximo de 90 membros vitalícios, por nomeação real, para além dos pares por direito próprio ou hereditário. Finalmente, o Acto Adicional de 23 de Dezembro de 1907 voltou a alterar a composição desta Câmara, suprimindo o número fixo de pares nomeados pelo Rei.

4.3. Câmara dos Senadores

A Constituição de 24 de Abril de 183815 manteve o sistema bicamaralista (art.º 36.º): Câmaras dos Deputados e dos Senadores. Instituía o texto constitucional que a Câmara dos Senadores era electiva e temporária (art.º 58.º), e deveria ser renovada, em metade dos seus membros, sempre que houvesse eleições para a Câmara dos Deputados. O número de Senadores era, “pelo menos, igual à metade do número de Deputados.” (art.º 59.º).

Quadro 2: Identificação das Séries, datas de produção, respectivas quotas e livros inventariados.

Designação Delimitação

temporal Séries Quotas Livros

Cortes Constituintes

1821 1821-1822

Actas (antigo) PT-AHP/CGEC/S1 72 a 81

Actas das Sessões Secretas (antigo) PT-AHP/CGEC/S2 XXXVII Cortes Constituintes 1837 1837-1839 Livros de Actas (antigo) PT-AHP/CGC/S8 93 a 99 Câmara dos Deputados 1822-1910 Actas PT- AHP/CD/DSG/REPCEN/S14 82, 83, 85 a 92, 100 a 184 1821-1882 Actas das Sessões Secretas (antigo) PT- AHP/CD/DSG/REPCEN/S17 69, 70, 10, 9, s/cota

11 Câmara dos Dignos

Pares do Reino

1821-1910 Actas das

Sessões Secretas PT-AHP/CDPR/S46

XXXVIII- A XXXVIII XCIII 1826-1910 Actas PT-AHP/CDPR/S 246 a 248 251 a 310 Câmara dos

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