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MONITORAMENTO DE IMPACTOS AMBIENTAIS DAS OPERAÇÕES

No documento RESUMO PÚBLICO Rev XII Novembro/ / 2015 (páginas 25-38)

O manejo florestal responsável tem como principal premissa o uso de técnicas de manejo adequadas objetivando minimizar os impactos gerados em todas as etapas das operações.

26 Para avaliação dos danos, a Empresa estabeleceu e implementou na safra de 2014 uma atualização dos procedimentos contendo critérios específicos para monitoramento de cada atividade, que são:

a) PA MFS - Monitoramento da pré-colheita

b) PA MFS - Monitoramento da Derruba direcionada c) PA MFS - Monitoramento do Traçamento de toras d) PA MFS - Monitoramento do Arraste de toras

e) PA MFS - Monitoramento do planejamento de infraestrutura

f) PA MFS - Monitoramento da Implantação e Mapeamento de Parcelas g) PA MFS - Monitoramento Parcelas Permanentes

h) PA MFS - Monitoramento do Planejamento de trilhas de Arraste

Todas as atividades serão avaliadas (paralelamente as operações) quanto a sua adequação aos Princípios e Critérios do FSC e qualidade, este monitoramento é feito por uma equipe especializada que avalia as atividades em seus aspectos operacionais, ambientais e de segurança ocupacional de acordo com os procedimentos específicos para o monitoramento da atividade. Para isto, estes especialistas, circulam ativamente nas áreas durante a época de safra e intercedem notificando quaisquer irregularidades e não conformidades.

Para a distribuição das equipes de monitoramento no campo será avaliada semanalmente a distribuição das parcelas operacionalizadas e das parcelas já monitoradas. Através dessa análise garante-se uma melhor distribuição das equipes, podendo abranger a área manejada de maneira mais uniforme e eficiente. É analisada também a questão da porcentagem de parcelas monitoradas, incidindo assim, num monitoramento mais uniforme para todas as operações florestais.

Semanalmente serão confeccionados relatórios para acompanhamento do desempenho operacional das equipes de campo. Esses relatórios são utilizados pela área de Operações de Colheita do Manejo Florestal como ferramentas no auxílio à gestão das equipes de campo no sentindo de revelar os pontos positivos e os pontos de melhoria a serem trabalhados em cada operação da colheita.

27 A partir destes monitoramentos são elaborados relatórios com indicadores apropriados relacionados à qualidade da operação, meio ambiente e segurança e saúde do trabalho. Os relatórios são avaliados de reuniões semanais para análise dos resultados e estabelecimento das ações corretivas necessárias conforme aplicável.

Embora, a empresa realize os monitoramentos em todas as operações, os impactos são mais significativos em algumas atividades, a partir dessas atividades com maior potencial de impacto, elegemos os principais indicadores para divulgação dos resultados.

Derruba

Para esta atividade é necessário avaliar que houveram mudanças em sua metodologia de avaliação, considerando observações feitas em campo nas atividades.

Estes ajustes de monitoramento serão melhor descritos no decorrer deste documento, porém a avaliação a seguir apresentada faz referencia a área da UPA 08 colhida em 2013, que representa 50% da área útil da UPA 08, com quesitos diferenciados e a área da safra de 2014, ainda me curso de colheita.

Com base no monitoramento realizado na safra de 2013, têm-se os resultados obtidos para os índices percentuais de acerto total dos 03 tipos de avaliações realizadas dentro de todos os monitoramentos.

Com base nestes resultados pode-se observar que a avaliação que apresentou os resultados menos satisfatórios foram os que avaliavam os aspectos ambientais da atividade de derruba, por este motivo o monitoramento sempre voltou uma maior atenção para esta avaliação. Muitos desses resultados negativos se devem dentre outras razões, a velocidade na atividade, com o intuito de se se alcançar um resultado final de safra desejado, como podemos observar no gráfico que a semana que apresentou o pior índice de acerto total foi a 3º semana de 2014 que em prática foi a penúltima semana da safra, com base neste resultado a equipe de monitoramento intensificou os diálogos com todas as equipes de campo responsáveis pela execução da atividade tomando diversas medidas corretivas, onde o resultado desse empenho por parte de todos já foi percebido na semana seguinte, quando houve uma evolução de 16% no que diz respeito ao aumento do índice de acerto total.

28 Gráfico 01: Índice de acerto total semanal, UPA-08, safra de 2013.

29 Com a implementação de uma nova metodologia de monitoramento na safra de 2014, a UPA-08 passou a receber a avaliação de outros critérios importantes, principalmente na avaliação de danos, que também será incorporado para as avaliações das demais UPAs a serem manejadas.

Os principais pontos de avaliação de impactos ambientais na operação de derruba é a abertura de clareiras, danos às árvores remanescentes e queda em APP.

Para a safra de 2014 que se encontra em andamento. Para o qual foi avaliado 1.160 árvores dentro de um total de 4.075,36 ha distribuídos em raios de colheita e arraste o que representa 32,7 % da área efetiva de manejo que se encontra com a operação finalizada da UPA-08 na safra de 2014.

Gráfico 02: Avaliação dos impactos ambientais da atividade de Derruba na UPA-08, safra de 2014.

Com base no observado no gráfico acima, tem-se que inicialmente os operadores mantinham um desempenho considerado ruim para os quesitos relacionados ao impacto ambiental, se distanciando consideravelmente do peso ideal correspondente aos mesmos. No entanto, esta identificação permitiu uma intervenção imediata para o ajustes dos indices o que pode ser observado nas semanas posteriores a semana 35 onde o desempenho das equipes apresentou melhoras ficando próximo do peso do quesito avaliado.

30 Arraste

Com base no monitoramento realizado na safra de 2013, têm-se os resultados obtidos para os índices percentuais de acerto total dos 02 tipos de avaliações realizadas dentro de todos os monitoramentos.

Com base nestes resultados pode-se observar que as avaliações referentes ao quesito ambiental em todas as semanas avaliadas se apresentaram dentro do ótimo, alcançando a nota máxima na avaliação. Enquanto que para o quesito de produção o monitoramento obteve como resultado valores abaixo do ideal que é de 80% com exceção da semana 44º que atingiu 81%, onde a semana 50º foi a que se atribuiu a menor nota.

31 Gráfico 03: Índice de acerto total semanal, UPA-08, safra de 2013.

32 Para a safra de 2014, na UPA-08, o monitoramento da atividade de arraste elencou outros fatores julgados importantes para avaliação dos impactos gerados pela atividade, sendo os principais indicadores de monitoramento desses danos:

a) Largura dos ramais de arraste;

b) Danos às árvores remanescentes;

c) Sulcos;

Foram avaliados 7.912,1 ha, distribuídos em raios de colheita e arraste, o que representa 23,3 % da área de efetivo manejo com operação finalizada na UPA-08, safra de 2014.

Gráfico 04: Avaliação dos impactos ambientais da atividade de Arraste na UPA-08, safra de 2014.

Com base no observado no gráfico acima, tem-se que resultados muito próximos no decorrer da semana para os itens monitorados, onde o item “sulcos no ramal” encontra-se com o melhor resultado tendo atingido a nota máxima para este item. Os demais quesitos encontram-se próximos do ideal, dentro de um limite considerado bom para o quesito, principalmente no item “Danos às árvores remanescentes” onde mesmo ocorrendo este tipo de dano observa-se que sua magnitude não é significativa, estando apresentando valores médios 12,2% de uma nota máxima de 15%.

33 Abertura de estradas principais e secundárias

A avaliação e monitoramento na abertura de estradas na área de manejo levou em consideração dois indicadores de índice de acerto, método utilizado na safra de 2013.

Com base nestes resultados pode-se observar que as avaliações referentes ao quesito ambiental em todas as semanas avaliadas se apresentaram dentro do ótimo, alcançando a nota máxima na avaliação. Enquanto que para o quesito de produção o monitoramento obteve como resultado valores ótimos para a abertura de estradas secundárias, chagando ao valor de 99%, acima do limite mínimo de 80%, entretanto, no caso das estradas terciárias, a 46ª semana de 2013 aprensentou uma avaliação de acerto de 59%, bem abaixo da média.

34 Gráfico 05: Índice de acerto total semanal, UPA-08, safra de 2013.

35 Todos os dados presentes nesse relatório são referentes apenas a safra realizada em 2013, pelo fato do monitoramento ainda estar em processo de iniação na safra de 2014, desse modo não havendo dados significativos para a devidas avaliações.

Arraste de biomassa

Com base no monitoramento realizado na safra de 2013, têm-se os resultados obtidos para os índices percentuais de acerto total dos 02 tipos de avaliações realizadas dentro de todos os monitoramentos.

Com base nestes resultados pode-se observar que as avaliações referentes ao quesito ambiental em todas as semanas avaliadas se apresentaram dentro do ótimo, alcançando a nota máxima na avaliação. Enquanto que para o quesito de produção o monitoramento não obteve índices que alcançaram os 100%, mas em todas as semanas se manteve acima do limite mínimo de 80%, sendo a 5ª semana de 2014 com pior índice (86%), e o melhor observa-se na 52ª semana de 2013 e 4ª semana de 2014, ambas com 95%.

36 Gráfico 06: Índice de acerto total semanal, UPA-08, safra de 2013.

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Para a safra de 2014, na UPA-08, o monitoramento da atividade de arraste de biomassa elencou outros fatores julgados importantes para avaliação dos impactos gerados pela atividade, sendo os principais indicadores de monitoramento desses danos:

a) Danos por 100 metros de trilha árvores > 35 cm;

b) Danos por 100 metros de trilha árvores 10 - 35 cm;

c) Profundiadade sulcos;

d) Extensão sulcos;

e) Largura das trilhas.

Gráfico 07: Avaliação dos impactos ambientais da atividade de Arraste de biomassa na UPA-08, safra de 2014.

Com base no observado no gráfico acima, tem-se que resultados muito próximos no decorrer da semana para os itens monitorados, apesar da existência de pequenas variações. O quesito “Danos por 100 metros de trilhas em árvores maiores que 35 cm”

manteve estável nas três semanas monitoras, enquanto que “Danos por 100 m de trilhas árvores entre 10 – 35 cm” obteve uma queda de 5% na 40ª semana.

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Os melhores resultados são observados no quesito “Largura de trilhas”, sempre acima dos 10%. Apesar das variações de índices, os valores foram considerados ótimos, acima do limite mínimo ideal.

No documento RESUMO PÚBLICO Rev XII Novembro/ / 2015 (páginas 25-38)

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