5 MUDANÇA DO AMBIENTE SOCIOEDUCACIONAL E AS PERPECTIVAS DE
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Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2014)
Figura 25 - Expressão em 2014
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2014)
Figura 26 - Expressão em 2014
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2014)
Figura 27 - Expressão em 2014
50 Figura 28 - Expressão em 2017
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2017)
Figura 29 - Expressão em 2017
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2017)
Figura 30 - Expressão em 2017
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2017)
Figura 31 - Expressão em 2017
52 Na ausência dos direitos sociais, Honneth nos mostra o desrespeito pessoal em que acontecem a privação dos direitos sociais. Também relacionando ao primeiro momento, as crianças e adolescentes ainda estavam vivendo em um ambiente precário, onde os colchões eram compartilhados e a presença de ratos era frequente nos dormitórios e a qualidade e a quantidade de comida eram insuficientes. Por isso, relataram que gostariam de melhoras principalmente nos dormitórios e na alimentação. Na privação dos direitos sociais, também foi relatado no capítulo anterior, a ausência de uma educação de qualidade para as crianças e adolescentes da Vila da Esperança, que também refletia no uso de uniformes e na ausência de materiais escolares.
Atualmente existem quatro dormitórios, dois femininos e dois masculinos, e cada criança e adolescente têm a sua própria cama, como mostra a Figura 32.
Figura 32 - Camas individuais
Fonte: Equipe de Voluntários, (2017)
Também foram feitas alterações na alimentação das crianças e adolescentes.
Toda dieta é acompanhada por uma nutricionista que faz o acompanhamento anual de medição e pesagem das crianças. Também foi feito a suplementação de nutrientes,
pois como foi relatado anteriormente, em 2014, a maioria das crianças se encontrava em um quadro de desnutrição severa.
Na
Figura 33, podemos ver o exemplo de um prato de almoço das crianças e adolescentes, em que há um equilíbrio nutricional dentro das possibilidades que o Haiti permite, considerando o fato de não existir energia elétrica no país.
Figura 33 - Refeições nutritivas
Fonte: Equipe de Voluntários, (2017)
Após mudança de gestão, as crianças e adolescentes também ganharam uniformes novos e cada um ganhou o seu material e mochila escolar. A Figura 34 nos
54 Figura 34 - Novos uniformes
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2015)
Com relação a solidariedade, na sua ausência, temos a exclusão social, ocasionando na perda dos valores individuais de cada pessoa. Pudemos observar a mudança desse reconhecimento ao longo dos anos. Isso ocorreu principalmente pela inclusão das crianças em situações ocasionais que os valorizaram e permitiram que eles fossem vistos como indivíduos dignos, importantes, com direitos e amados.
Nas figuras35 e 36 a seguir vemos exemplo dessas situações, momentos que foram registrados entre o ano de 2014 e o ano de 2017.
Na figura seguinte, vemos exemplo de algo que para nós parece muito banal, mas para as crianças da Vila da Esperança foi um momento marcante. Muitas crianças tiveram a oportunidade de comer uma maçã pela primeira vez nesse dia. Já havia sido relatado pelas crianças esse desejo de provar maçã, então eles tiveram essa oportunidade.
Figura 35 - Comendo maça pela primeira vez
Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2015)
Na imagem a seguir, uma cena pouco comum no Haiti, crianças de uma Casa de Acolhimento tendo acesso à praia. Mesmo morando em um país tropical, as praias locais são de grande maioria de propriedades particulares e que não permitem a visita de pessoas de classe econômica desfavorecida.
Figura 36 – Visita inovadora a praia
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Fonte: Equipe de Voluntários da Vila da Esperança, (2015)
Neste capítulo, podemos perceber a presença das formas de reconhecimento, o amor, os direitos sociais, e a solidariedade, entre os períodos de 2014 e 2017, que marcaram a mudança de perspectiva de futuro das crianças e adolescentes da Vila da Esperança.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho, pudemos verificar a influência do ambiente socioducacional na perspectiva de vida futura de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Observamos que, no que se refere as formas de reconhecimento apontadas por Honneth (o amor, os direitos sociais e a solidariedade), a mudança da gestão da Vila da Esperança foi positiva e permitiu que, após três anos, as crianças e adolescentes se sentissem mais otimistas, seguras e contentes em relação aos planos futuros.
Honneth afirma que para um indivíduo formar e construir a sua identidade ela precisa receber amor, através de gestos, tratamento e relacionamento com outras pessoas; ela precisa de ter acesso a direitos sociais, que no caso deste trabalho foram reconhecidos em acesso a uma alimentação adequada, cuidados médicos e a uma educação melhor; e ter a experiência de solidariedade que permite a valorização das qualidades individuais, gerando a autoestima e a autoconfiança, fundamentais para boas perspectivas de futuro.
Concluímos então, que a mudança do ambiente sócio educacional, por meio da troca de gestão da Vila da Esperança refletiu positivamente na vida de todas as crianças e adolescentes, permitindo que agora eles possam sonhar e acreditar em uma perspectiva de futuro melhor.
58 REFERÊNCIAS
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1a ed. [s.l: s.n.].
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WINNICOTT, D. Refungsprozesse und fordernde Umwelt. Frankfurt.