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• Oficiais de Justiça;
• Assistentes sociais;
• Atendentes de telemarketing;
• Bancários;
• Executivos.
Esses profissionais acabam se esforçando muito com o trabalho e muitas vezes se esquecem dos momentos de descontração.
É como se a mente dessas pessoas estivesse alerta o tempo todo, fazendo com que se sintam exaustas.
Por muitas vezes, o Burnout também está liga-do ao fato de as pessoas trabalharem em empre-gos que exigem muito delas, o que faz com que se tornem exageradamente perfeccionistas.
A cobrança exacerbada de si mesmo acaba impactando de forma negativa na vida pessoal e profissional.
Vale a pena ressaltar que a maioria das mu-lheres acaba sendo afetada porque, em muitos casos, elas acabam tendo uma jornada dupla de trabalho: no emprego e nas demais tarefas de casa — as responsabilidades de mãe, esposa, es-tudante etc.
Estudos apontaram que no ano de 2015, cerca de 46% da população dos Estados Unidos foram acometidas pelo distúrbio de Burnout.
O que causa o distúrbio de Burnout?
A origem da palavra Burnout é norte-ameri-cana e significa “chamuscado”; mas você po-deria perguntar: “e o que causa o distúrbio de Burnout nas pessoas?” — e a resposta é que ele se manifesta quando a ligação que se tem pelo trabalho acaba se transformando em estresse e nervosismo intensos.
A pessoa acaba sendo levada ao extremo, seja físico ou emocional, sentindo-se extremamente cansada, desmotivada e esgotada.
Não é difícil encontrar pessoas que, junto com
o distúrbio de Burnout, sofrem também de de-pressão, pelo uso excessivo de medicamentos e insônia. Porém, tudo isso pode ser contornado ou amenizado com tratamento.
É importante ressaltar que a doença não está somente relacionada ao ambiente de trabalho.
Muitas vezes, as tarefas da faculdade ou até mes-mo as de casa podem ocasionar o problema.
O fato é que o Burnout está relacionado ao excessivo esforço físico, mental ou emocional, seguidos de poucos momentos de descanso ou descontração.
Tudo que ocupa muito o seu tempo e acaba su-gando toda a sua energia pode ser motivo para que o Burnout apareça.
Além disso, outro estudo mostrou que as pessoas que são muito empáticas, acabam sendo mais suscetíveis para desenvolver a Síndrome de Burnout. Isso tende a ocorrer pelo fato de que elas absorvem toda a carga emocional de terceiros para si, o que é uma prática ruim. A dor do outro acaba fazendo com que você se preocupe e sobrecarregue o seu emocional.
Segundo a psiquiatra Lícia Oliveira, professora da Medcel – Cursos Preparatórios para Residência Mé-dica, “a doença ocorre em um conjunto de perso-nalidade (genética) e condições ambientais (fatores externos). Obviamente uma pessoa com persona-lidade mais rígida, que não tolera frustrações, está mais propensa a desenvolver o Burnout”.
Também alguns fatores que acabam influen-ciando no desenvolvimento da Síndrome de Bur-nout, como dificuldade de relacionamento com o chefe, problemas no trabalho, com os fami-liares, no relacionamento etc. Tudo isso ajuda a criar um desequilíbrio interno que impacta nega-tivamente na forma com que suas energias são utilizadas.
Muitas pessoas que estudam para concursos públicos ou até mesmo para grandes vestibu-lares (FUVEST, UNICAMP, ITA, IME, etc.), aca-bam se cobrando muito e passam muito tem-po estudando, tem-podendo chegar a mais de 14 horas dentro de um quarto fechado, sem que haja tempo de descanso ou repouso apropria-do, fazendo com que a Síndrome de Burnout se manifeste.
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saÚde Mental
Como identificar?
A Síndrome de Burnout pode ser facilmente confundida, isso porque os seus sintomas podem ser facilmente relacionados com outras patologias mentais, por isso, é necessário prestar atenção em muitos detalhes.
Saber identificar uma pessoa que tenha a sín-drome é importante tanto para poder ajudá-la quanto para tornar o convívio o melhor possível.
O melhor a fazer é consultar um psicólogo, que ajudará a identificar a existência ou não de tal condição.
COMO PREVENIR O BuRnouT?
Existem meios de prevenir e de tratar o Burnout.
A prevenção se dá com formas simples e práticas que podem ser utilizadas em determinados mo-mentos da vida; e mais do que isso, a prevenção não exige tanto assim de qualquer pessoa.
1. Prática de exercícios físicos
Parte dessa condição acaba causando pro-blemas físicos, sem mencionar as tensões mus-culares que muitas vezes impedem a pessoa de se locomover.
Os exercícios não só ajudam a liberar toda a ten-são dos músculos como também criar uma rotina saudável.
Além disso, pode-se encarar a atividade física como um momento de relaxamento e de cuidado de si mesmo.
2. Alimentação adequada
A alimentação correta e balanceada propor-ciona a ingestão de nutrientes e vitaminas ade-quados para o dia a dia. Eles ajudarão a repor as energias e deste modo a pessoa acaba se sentindo mais preparada para sua rotina.
3. Momentos de Lazer
Ter momentos de lazer e relaxamento são fun-damentais para descansar a mente e o corpo e interagir com outras pessoas, uma vez que a Sín-drome de Burnout é ocasionada por falta de mo-mentos de descontração.
4. Menos cobranças
Parte do motivo que leva alguém a sofrer com a Síndrome de Burnout é uma cobrança Segundo dados do ISMA Brasil (International
Stress Management Association), 70% dos brasi-leiros acabam tendo problemas com estresse, dos quais 30% podem desenvolver o Burnout.
Ao realizar uma pesquisa em nove países, a ISMA concluiu que o Brasil ocupa o 2º lugar em nível de estresse, perdendo apenas para o Japão.
SINTOMAS DA SíNDROME DE BuRnouT Os sintomas mais comuns da Síndrome de Burnout:
• Distúrbios do sono;
• Dores musculares e de cabeça;
• Irritabilidade;
• Alterações de humor;
• Falhas de memória;
• Dificuldade de concentração;
• Falta de apetite;
• Agressividade;
• Isolamento — nos estágios iniciais parece que o indivíduo evita o contato com as demais pesso-as; porém, em estágios mais avançados, pode--se desenvolver irritabilidade no contato com outra pessoa.
• Depressão;
• Pessimismo e baixa autoestima;
• Sentimento de apatia e desesperança — este é um dos sintomas que mais leva aos diagnós-ticos errados da doença;
• Irritabilidade exagerada — a irritabilidade aca-ba surgindo devido ao sentimento de pes-simismo e baixa autoestima, achando que aquilo que se faz não é bom o suficiente.
• Perda de prazer — inicia-se como algo sim-ples, mas gradativamente torna-se evidente
— como a perda de prazer por comidas ou atividades que antes se gostava de praticar, momentos com a família etc.
• Maior suscetibilidade a outras doenças: como a Síndrome de Burnout mexe com o físico e com o psicológico, isso acaba baixando a imu-nidade da pessoa, tornando-a mais suscetível ao aparecimento de doenças oportunistas.
Vale a pena ressaltar que determinados casos de distúrbios podem ocasionar problemas físicos e até mesmo biológicos, como é o caso da hi-pertensão, dores musculares, fadigas excessivas, além de gastrite.
TED GEsTão DE PEssoas| EDição 203| 2019 33 da depressão, já que a infelicidade e sentimen-to de culpa são relacionados à vida como um todo e não apenas a uma pequena parte dela como o trabalho.
Como lidar com pessoas que sofrem com a Síndrome de Burnout?
Um dos primeiros passos a se tomar é evi-tar falar sobre assuntos de trabalho. Como a pessoa já está sobrecarregada com isso, deve--se não perguntar como anda o emprego ou coisas desse tipo.
Além disso, procure conversar sobre assun-tos leves e descontraídos, isso ajuda o indiví-duo a manter o foco distante de todos os as-suntos e chateações que a levam a se sentir frustrada ou estressada.
Você também pode optar por passeios leves e descontraídos, uma ida ao shopping, um mo-mento no parque, um filme de comédia. Em muitos casos, um animal de estimação pode ser uma opção bastante interessante, já que ajuda a pessoa a se distrair de assuntos estressantes.
Como tratar a Síndrome de Burnout?
Cuidados médicos neste momento são bem--vindos. Um acompanhamento adequado para identificar em que nível a síndrome se encon-tra e então poder escolher formas que auxi-liam no combate ao estresse.
Normalmente um psiquiatra irá passar ativi-dades que possam ajudar a distrair o pacien-te tornando-o mais calmo e aliviando todo o estresse e tensão que sente. Não é incomum encontrar médicos que usam tratamentos
ba-seados em remédios fortes e con-trolados.
Trocar ideias e experiências com outras pessoas pode auxiliar o pro-cesso de tratamento da síndrome.
Medicamentos indicados pelo mé-dico podem ser usados para ajudar a aliviar os sintomas.
É fácil saber se o tratamento reali-zado está produzindo o efeito dese-jado. É possível notar uma melhora no rendimento do trabalho, além disso, haverá um ganho significativo de segurança e tranquilidade.
extremamente excessiva. É importante que as pessoas procurem não se cobrar tanto e en-tender que podem sim cometer erros, isso é normal.
Errar é algo totalmente humano e aceitável, procure melhorar nas próximas vezes e conti-nuar dando o seu melhor.
5. Reorganização
Talvez uma atitude simples de reorganizar os seus dias e as suas tarefas no trabalho possam ajudar no momento de pegar mais leve com o emprego e então manter a calma, evitando assim que você venha a se sobrecarregar.
6. Meditação ou Yoga
Ambos ajudam a controlar seu nível de es-tresse, bem como reaprender a respirar, isso significa ter o controle dos seus estados emo-cionais de volta e não aderir às exigências ex-ternas e inex-ternas de imediato.
COMO DIFERENCIAR BuRnouT, DEPRESSÃO E ESTRESSE?
A Síndrome de Burnout é bem parecida com a depressão, isso porque ela apresenta sinto-mas similares.
O estresse é ocasionado por uma resposta fí-sica e psicológica a tudo o que a pessoa sente, tais como cobranças e afins. O estresse ocorre quando uma pessoa está sobrecarregada, mas isso não significa que ela apresentará o distúr-bio de Burnout.
Pense em um atleta antes da competição, ele está sob estresse, ou seja, seu corpo, mente e emoções estão focados em produzir
os melhores resultados; mas após a competição ele tenderá a descon-trair, relaxar e voltar a seu ritmo nor-mal.
Já no Burnout a pessoa acaba se sentindo muito estressada e sobre-carregada por muito tempo, mes-mo quando não seria necessário estar tão ligada e ativa.
Estes fatores tendem a ocorrer por causa do trabalho, gerando sentimento de culpa e cansaço.
Nesse sentido ele se diferencia
Katia Vega Kestenberg é psicóloga clínica, atuando também em Recursos Humanos e coaching empresarial