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Ao se avaliar os dados referentes à realidade das mulheres no mundo e no Brasil, depara-se com uma desigualdade de gênero estruturante, que permeia diversas dimensões, tais como a econômica, social, saúde, segurança, direitos humanos, e vários outros aspectos, além do descaso das políticas públicas e também julgamentos e discriminação advindas de fatores culturais e sociais, tudo isso contribuindo para a manutenção do ciclo de pobreza, violência e exclusão.

A perspectiva de cumprimento das metas estabelecidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Agenda 2030, em especial o ODS 5– equidade de gênero e empoderamento de meninas e mulheres, é negativa, considerando a redução de investimentos com esse foco e a pauta conservadora agora presente no Governo atual no Brasil.

Avaliando-se o acesso e aprendizagem relativos à educação, sob o espectro de equidade socioeconômica, constata-se a discrepância existente quando comparado Nível Socioeconômico – NSE do quartil dos estudantes de mais baixa de renda com o mais alta.

E, considerando a educação de qualidade ser determinante para a independência econômica e ascensão social das classes menos favorecidas, diante dos resultados que se observam na educação no Brasil, a condição de pobreza permanecerá como realidade, em especial para as mulheres.

23 Instituição que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

24 Painel Coronavírus do Ministério da Saúde – www.saude.gov.br - aponta mais de 3,8 milhões de infectados e 120.828 óbitos confirmados até 30/08/2020. Início da contagem em 02/2020. Suspensão das aulas em

março/2020.

Com referência à violência contra as mulheres, os números no Brasil são alarmantes, como demonstrado no capítulo 3.1. Dezesseis 16 milhões de mulheres vítimas de violência em 2018; 53.726 estupros e tentativas; 1.206 mulheres assassinadas. E na grande maioria desses episódios de violência são vítimas de namorado/cônjuge/companheiro ou ex-companheiros.

Especialistas avaliam que parte da sociedade ainda culpa a mulher por essa violência contra elas e o agressor é poupado, o que ratifica a percepção de que o preconceito, a discriminação e o machismo são naturalizados no Brasil. São números que demonstram o quão expostas estão as mulheres no Brasil, e chama atenção a alta concentração do risco de violência no ambiente doméstico, local que deveria ser de maior segurança.

Valéria Scarance25 analisa os resultados em seu artigo Violência contra a mulher: um desafio para o Brasil:

Enfrentar a violência contra a mulher exige romper muitas barreiras, que se estendem desde os “pré-conceitos” e machismos naturalizados até os fatores que mantêm as mulheres em silêncio como temor, vergonha, crença na mudança do parceiro e revitimização por parte de autoridades e da sociedade.

Essa violência tem vitimado mulheres pelas mãos de agressores conhecidos, iniciando-se na juventude e agravando-se na fase adulta. Para se prevenir a violência é necessário haver conscientização e a conscientização está diretamente relacionada à informação. Embora a violência aconteça em todas as classes sociais, quanto mais educação formal, menos violência. Um reflexo disso é o reconhecimento das violências tidas por “invisíveis”.

Denise Santiago26 também analisa a Pesquisa em seu artigo As interseccionalidades necessárias à questão do enfrentamento da violência contra a mulher – sinalizando que:

Os fatos relacionados a violência contra mulher nos apontam a uma direção:

parte da sociedade ainda culpa a mulher. Julgam a mulher pelo cenário, enquanto o agressor é protegido pelo machismo. Entre pactos de tolerância e impactos, o que se sabe na verdade é que o fenômeno da violência doméstica precisa ser combatido.

Segundo Santiago, a violência de gênero está presente em todos os espaços da nossa sociedade, com o “...agravante de que homens e mulheres reproduzem esses discursos e práticas, inseridos pela cultura nos diversos espaços por onde transitam.” É comum que o

25 Artigo constante do Relatório Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil – Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – 2019.

26 Artigo constante do Relatório Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil – Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – 2019.

agressor seja considerado alguém que se “descontrolou”, ou que foi “provocado “e reagiu.

Afirma ainda que as razões de uma mulher não denunciar o seu agressor são várias, como vergonha, medo, ausência de suporte familiar ou social e dependência financeira.

Em relação à gravidez na adolescência, vale chamar atenção para os números constantes do capítulo 3.2: índice no Brasil é 2,3 vezes maior que a América do Norte ; 4 vezes mais altas que a Europa; média anual de 26 mil partos de mães com idades entre 10 e 14 anos; média de 6 internações por dia de meninas de 10 a 14 anos em decorrência de abortos; 4 meninas estupradas por hora, com até 13 anos; apenas 28,4% das meninas entre 15 e 17 anos com filhos estudam.

A relação entre vulnerabilidade social e gravidez na adolescência é ratificada por especialistas. Essa correlação também é estabelecida com a evasão escolar, a pobreza, o desemprego, trabalho precoce e situações de violência.

Mas é interessante destacar que a gravidez precoce também pode ser encarada como mudança de status social nas classes menos favorecidas, por meio da afirmação do feminino, e até como mecanismo de libertação de situações de violência. A repetição da história familiar é apresentada também como mecanismo para se fazer ouvir, ocupando outro lugar na família e sociedade, seguindo os passos das avós, mães, tias e irmãs mais velhas.

Como foi analisado no Capítulo 1.1, os arquétipos são imagens primordiais, herdadas da evolução da espécie e que se repetem coletivamente em todas as culturas e todos os tempos.

Influenciam o pensar, sentir e agir, e ocupam importante papel no processo de Individuação, ou seja, o processo de encontro consigo mesmo. Norteiam a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

Segundo Jung, o animus, arquétipo objeto de estudo no presente trabalho, foi descrito como a imagem masculina geral do homem na psique da mulher, advinda das experiências com seus ancestrais, pais, filhos, companheiros. Como todo arquétipo está na inconsciência. E, sem se deslocar para a consciência pode levar as mulheres a pensamentos, padrões, e rígidos comportamentos,

Como todo arquétipo, o animus apresenta seu lado negativo e seu lado positivo. Quando negativo, funciona muitas vezes como um limitador no desenvolvimento feminino, impondo o pensamento de que a mulher não é capaz.

Conforme Sanford, as implicações do animus atuante de forma negativa sobre uma mulher podem gerar pensamentos como “você não vai conseguir fazer isso” ou “outras pessoas podem fazer essas coisas muito melhor do que você” ou “você não entende nada que preste para oferecer” ou “os outros são melhores do que você” estão presentes em uma mulher dominada pelo animus, que os toma como se fossem seus próprios pensamentos (Cf.

SANFORD, 1987, p.61).

Ressalta que o lado negativo do animus aumenta em dimensão e força à medida em que são ignorados e o primeiro passo para uma pessoa se libertar das implicações e aspectos negativos desse arquétipo é reconhecer o problema. “Quando uma mulher começa a reconhecer que tais pensamentos procedem do animus e não do seu ego, ela começa igualmente a fazer a importante distinção entre ela própria e o fator masculino que existe dentro dela” (SANFORD, 1987, p.85).

Emma Jung avalia que quando atua de forma positiva, o animus pode ser determinante com aspectos como iniciativa, coragem, objetividade, sabedoria e na forma mais elevada, a espiritualidade. Quando a mulher consegue se diferenciar do animus e se afirmar em relação a esse arquétipo, ao invés de representar perigo ele se torna energia criativa, da qual as mulheres precisam.

Observando-se a realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade social, submetidas à desigualdade de gênero e machismo estruturantes no Brasil, e analisando-se a atuação do animus no pensar e agir, pode-se supor que os aspectos negativos desse arquétipo podem estar atuando nessas mulheres, de forma inconsciente, mantendo padrões de pensamento e comportamentos que alimentam o ciclo vicioso em que se encontram.

Emma Jung reflete que

... a música tem condições de permitir o acesso a profundezas onde o espírito e a natureza são ainda ou novamente um... se constitui numa das formas principais e mais primitivas na qual a mulher vive o espírito de modo absoluto... daí também o importante papel que a dança e a música como formas de expressão representam para a mulher. A dança ritual está claramente baseada em conteúdos espirituais (JUNG, 2006, p.49).

Lola Brikman, destaca que os saberes do vocabulário corporal levam à liberdade de escolher entre diferentes formas de agir, para o pleno desenvolvimento humano, com conexão

entre o interior e o exterior. Que a expressão corporal contribui para elevar a autoestima e favorece comportamentos autônomos, responsáveis e solidários (Cf. BRIKMAN, 2014, p.22).

A dança do ventre, apresentada por Lucy Penna, favorece os sentidos da autopercepção, da percepção do grupo feminino e do meio ambiente. É uma dança sagrada, ancestral, e que o corpo e a psique como um par de opostos podem e devem ser integrados. Com a autopercepção e com o crescimento da consciência do seu valor, a mulher se revitaliza, revaloriza, aumenta sua autoestima e senso de dignidade. Com o inconsciente grupal, seu valor individual é fortalecido e a vinculação com as outras se torna mais clara. Na antiguidade se reuniam para ensinar e curar (Cf. PENNA, 1993, p.143 e 144).

Rolando Toro qualifica a Biodanza como um mecanismo de desenvolvimento humano e social, por meio da música e movimento, favorecendo a expressão das emoções e dos instintos. Ressalta alguns benefícios da dança relacionados com o pensamento, emoções, ações, conexão com a vida, saúde mental, ampliação da consciência e da criatividade (Cf. TORO, Ebook Kindle, 2020).

Com os 5Rytmos, Gabrielle Roth ressalta que a dança era nossa religião primeira, pessoal e tribal. Uma conexão com o divino, defendendo a prática como uma jornada de conexão com a essência da alma. “Os ritmos proporcionaram-me uma maneira de mapear os movimentos da minha própria psique, bem como o sempre mutável estado do universo... eu era capaz de apreender minhas raízes femininas, desdobrar minhas asas masculinas e atravessar o mundo com pés-alados” (ROTH, 2000, p.59).

Observa-se, a partir desses autores avaliados, que a Expressão Corporal, em especial a dança, está presente na história da humanidade desde sempre. Na cultura, folclore, religião, lutas, ritos de passagem, rituais, enfim, em formas de conexão do ser consigo mesmo, com o grupo ao seu redor e com o universo, que alguns denominam de Divino.

Constata-se que a Expressão Corporal, aprofundada no Capítulo 2.1, em especial as várias manifestações via dança, caracteriza-se como um mecanismo que viabiliza se entrar em contato com o inconsciente, sendo razoável supor que se pode estabelecer conexão entre mulheres e o seu animus, contribuindo para integrá-lo à consciência, permitindo minimizar os efeitos negativos e potencializar os positivos desse arquétipo.

CONCLUSÃO

A questão central do presente trabalho é analisar se a técnica da Expressão Corporal, na Arteterapia, pode ser meio que permite integrar o animus à consciência, contribuindo para a harmonização com o ser feminino.

O objetivo é estudar o conceito do arquétipo animus e sua atuação em mulheres, em especial as que estão em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para rompimento com o ciclo de pobreza, violência e exclusão a que estão submetidas.

As hipóteses aventadas neste estudo são que a não-consciência do arquétipo animus contribui e define padrões de comportamento dessas mulheres, mantendo-as nesse ciclo vicioso; e que a Expressão Corporal pode ser um meio que permite integrar o animus à consciência, harmonizando com o ser feminino, e, dessa forma, minimizar a potência desse arquétipo nos pensamentos e comportamentos negativos dessas mulheres.

Os dados, estatísticas e análise de organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, ratificam a realidade das mulheres no Brasil e no Mundo, constatando a vulnerabilidade social e o ciclo vicioso a que estão submetidas.

Quando se aprofunda no perfil das mulheres no Brasil vê-se que, além de serem vítimas de desigualdade e falta de acesso a direitos de naturezas diversas – humanos, educação, saúde, informação, segurança, trabalho etc, vivem restrições socioeconômicas severas e ainda convivem com a discriminação social, cultural e o machismo estrutural, sem perspectiva de mudanças imediatas.

Ao avaliar o recorte do perfil de mães adolescentes constata-se que essa realidade pode ser mais perversa ainda, por estarem ainda em formação física e psíquica, e diante da falta de perspectiva em relação ao futuro. Em muitos casos essas meninas veem a gravidez como

válvula de escape, mudança de status na família e sociedade ou simplesmente fuga da violência.

A repetição de modelos de outras mulheres, que são referência para elas, faz com que não vejam possibilidade de caminhos diversos, com autonomia e qualidade de vida.

Aprofundando o conceito do arquétipo animus, com base na Psicologia Analítica Junguiana, constata-se que, sinteticamente, representa a imagem do homem na mente da mulher, formada por heranças ancestrais.

É sedimentado também pela experiência das mulheres com os homens mais próximos, como pais, filhos, companheiros. Portanto, está no Inconsciente Coletivo e no Inconsciente Pessoal, influenciando o nosso sentir, pensar e agir.

Durante o estudo verificou-se que a atuação do animus pode ser negativo, quando permanece no inconsciente, sem que as mulheres se deem conta de seus pensamentos e atos a partir desse arquétipo. E quando está integrado à consciência pode ser positivo, levando a mulher a conduzir as escolhas de sua vida, com maior clareza e determinação.

Após estabelecer relação entre as questões apresentadas, a primeira hipótese pode ser ratificada, uma vez que não-consciência da atuação do arquétipo animus pode, de fato, ser condicionante para que as mulheres permaneçam incapacitadas para conseguirem pensar e reagir ao status quo, mantendo-se reféns nessa realidade estrutural imposta.

Promover a mudança dessa realidade pressupõe pensar e agir. E nesse quesito, o arquétipo animus se apresenta como mecanismo importante de mudança. Se atuar de forma positiva, pode impulsionar essas mulheres e meninas a pensarem de forma construtiva, enxergando que elas podem atuar como protagonistas de suas vidas, mesmo estando em situação de tanta exposição e vulnerabilidade.

Portanto, integrar o animus à consciência parece ser um caminho promissor para contribuir com a mudança dessa realidade que se impõe a mulheres no Brasil. Estando na consciência, os impulsos podem ser conhecidos e modelados, tornando-se positivos e as mulheres poderão entrar em contato com quais são seus valores verdadeiros e o que querem para suas vidas.

Como dito, o animus criativo abre e aponta caminhos para a mulher, permitindo seu desenvolvimento e crescimento, atingimento de metas e desejos.

Dançar também faz parte da nossa ancestralidade. Pode ser a conexão com nós mesmos, com o grupo com quem compartilhamos e com o universo, onde vivemos.

A Expressão Corporal não exige estética, nem forma. Não há o certo e o errado. Não há o bonito e o feio. A performance não tem importância. O que se impõe é a entrega e a conexão que a pessoa estabelece consigo mesma – internamente – e com o mundo à sua volta – externamente.

Além dessa integração do nosso interior com o exterior, a dança contribui com a ampliação da consciência, com o autoconhecimento físico e psíquico, com o aumento da autoestima, com a autonomia, autopercepção, revalorização com nossas raízes, enfim, como vários dos autores considerados afirmaram, pode levar à conexão com o Divino.

Os encontros para dançar podem oportunizar espaço de acolhimento, autoconhecimento, ensinamentos, relacionamentos, enfim, cura para as dores femininas que são iguais em sua essência. E se ocorrem com grupos que vivem as mesmas questões, como as mulheres em vulnerabilidade social, em especial as mães adolescentes, pode ser reconfortante e transformador, compartilhando as questões que lhes afligem, buscando superar e curar essas feridas.

Portanto, a harmonização do animus com o ser feminino, a segunda hipótese levantada no presente trabalho, parece ser possível por meio da Expressão Corporal. E, dessa forma, despotencializar a atuação negativa desse arquétipo nas mulheres e ativar os benefícios de sua atuação positiva.

Retomando à questão central, considerando os autores ora analisados neste trabalho, é factível afirmar que no universo da Arteterapia, a Expressão Corporal, em especial a dança, pode ser elo com o inconsciente, que contribui para integrar o animus à consciência de mulheres em situação de vulnerabilidade social, podendo ser utilizada também com mães adolescentes, permitindo a harmonização desse arquétipo com o ser feminino.

E, dessa forma, promover mudanças no sentir, pensar e agir para que haja rompimento do ciclo de pobreza, violência e exclusão.

O mergulho que o estudo proporcionou, com foco no conceito do arquétipo animus e da Expressão Corporal foi esclarecedor em muitos aspectos. A bibliografia utilizada propiciou a complementaridade de visões e a correlação entre os temas-alvo deste trabalho.

A pretensão é, futuramente, atuar com mulheres nessa situação social, contribuindo para o fortalecimento psíquico e na consciência de tomada de decisões, para que possam trilhar caminhos possíveis para superação de modelos de comportamento pré-estabelecidos e rompimento com o ciclo vicioso, a que estão submetidas. Falar com o corpo, muitas vezes, pode ser o começo e o caminho para quem não possui um lugar de voz.

REFERÊNCIAS

Livros

BRIKMAN, Lola. A linguagem do movimento corporal. 3.ed. São Paulo: Summus Editorial, 2014.

JUNG, Carl Gustav. Psicologia do Inconsciente. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 1980.

JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 1978.

JUNG, Carl Gustav. Fundamentos da Psicologia Analítica. 7.ed. Petrópolis: Vozes, 1996.

JUNG, Carl Gustav. O Homem e Seus Símbolos. 2.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

JUNG, Carl Gustav. Aspectos do Feminino. Petrópolis: Vozes, 2019.

JUNG, Emma. Animus e Anima. 5.ed. São Paulo: Cultrix, 2006.

PENNA, Lucy. Dance e Recrie o Mundo. A Força Criativa do Ventre. 4.ed. São Paulo:

Summus, 1993.

ROTH, Gabrielle. Os Ritmos da Alma – o movimento como prática espiritual. São Paulo:

Cultrix, 2000.

SANFORD, John A. Os Parceiros Invisíveis. O masculino e o feminino dentro de cada um de nós. 4.ed. São Paulo: Edições Paulinas, 1987.

TORO, Rolando. Biodanza para Principiantes: Conexión com uno mismo y nuestro entorno.

Ebook Kindle Amazon, 2020.

WOODMAN, Marion. A Coruja Era Filha do Padeiro: Obesidade, Anorexia Nervosa e o Feminino Reprimido. São Paulo: Cultrix, 1980.

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