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3 NÚCLEO DE CINEMA

No documento Modelo da Atividade Cinema (páginas 31-36)

O Núcleo de Desenvolvimento Artístico-Cultural em Cinema é um espaço privilegiado de fomento dos processos de fruição artística e cultural, configu- rando-se como um promotor da ampliação do acesso aos bens culturais, bem como um incentivador da análise e do fazer artístico e cultural.

O Núcleo prioriza a oferta de cursos, oficinas, seminários e demais ativi- dades de caráter artístico-cultural, comunitário e solidário, que favoreçam a apropriação crítica e criativa do diversificado patrimônio cultural brasileiro, dos códigos específicos da linguagem cinematográfica, suas derivações e in- tersecções com demais formatos audiovisuais, enquanto instrumento de for- mação do indivíduo, de construção do sentido de pertencimento social e de transformação da realidade.

Além de proporcionarem um desenvolvimento crítico e artístico com rela- ção à linguagem cinematográfica, as ações dos núcleos fortalecem os processos de construção e recriação simbólica, de formação de comportamentos sociais, valores e expressões, potencializando o desenvolvimento e o aprimoramento artístico local.

Ao mesmo tempo em que favorecem a formação de platéia e qualificação de público, os Núcleos contribuirão para a melhoria da qualidade do ensi- no e da formação dos cidadãos, colaborando com a formação continuada de professores, mediadores e formadores de opinião. As ações dos Núcleos de Cinema do SESC contribuem para aproximar o patrimônio cultural do público, que se encontra à margem dos circuitos mais elaborados da cultura e das artes.

O Núcleo de Desenvolvimento Artístico-Cultural na Área Audiovisual do SESC configura-se como um promotor da ampliação do acesso aos bens cul-

turais, bem como um incentivador do fazer artístico e cultural, tanto enquan- to fim, como enquanto meio.

Para isso, apesar de poder contar com espaços físicos alternativos e de ocu- pação em parceria com outras atividades, como por exemplo salas de aula, o Núcleo de Cinema também demanda alguns espaços físicos específicos, que veremos abaixo.

3.1 Características físicas 3.1.1 Cabines de visionamento

As cabines de visionamento têm por objetivo permitir que filmes sejam vistos ou consultados individualmente, principalmente para efeito de análise ou pesquisa. Não devem ser confundidas com salas de projeção, pois não têm o mesmo rigor em relação à qualidade técnica e conforto do espectador.

A solução mais comum e mais simples consiste em instalar as cabines de for- ma semelhante à utilizada em centrais de telemarketing ou de lojas de Internet (cyber-cafés, lan-house etc.). Trata-se, basicamente, de uma bancada, com divi- sórias de meia altura, para garantir maior privacidade a quem assiste ao filme.

Para essa solução cada unidade da bancada deverá medir cerca de 1,20m de largura, suficiente para acomodar até duas pessoas lado a lado, por cerca de 0,70m de profundidade. A quantidade de unidades de bancada deverá variar em função do perfil de cada Unidade.

Os equipamentos a serem utilizados devem ser definidos no momento da instalação das cabines, posto que existem várias configurações possíveis e no- vos modelos e formatos vêm sendo lançados a todo momento.

Mas pode-se considerar que, em termos gerais, cada cabine deverá ser equi- pada com um monitor de vídeo, preferencialmente do tipo LCD. Por terem menos profundidade, tais monitores ocupam menos espaço e são também mais confortáveis de serem observados de pouca distância.

A dimensão recomendada para o monitor é 21 polegadas, por permitir uma boa reprodução de detalhes e que se tenha visão de todo o quadro a curta distância. Monitor de maior dimensão pode exigir que a observação seja feita a partir de uma distância maior, exigindo maior dimensão da cabine.

Além do monitor, cada cabine deve contar com um reprodutor de DVD equipado com controle remoto e dois pares de fones de ouvido. Ou, se for possível, ter um player com dois fones, conectado em rede a um servidor com uma jukebox, onde se encontrará a mídia do acervo, de forma a garantir o acesso do usuário ao conteúdo, inclusive com a possibilidade de avançar, retroceder e congelar a imagem em determinado quadro, sem que o mesmo tenha acesso à mídia.

Essa é a solução mais indicada, pois evita extravios. Exige um investimento inicial mais elevado, mas pode se mostrar menos custosa ao longo do tempo de manutenção do espaço, inclusive porque, estando informatizada em rede, possibilita que qualquer das novas alterações no formato da mídia utilizada para as cópias dos filmes no mercado implique apenas no acréscimo de um novo hardware, em contraposição à necessidade de troca de toda uma série de equipamentos, como fatalmente ocorrerá com a utilização de aparelhos DVDs individuais por cabine.

3.1.2 Acondicionamento do acervo

O acervo é composto por obras impressas (livros e revistas especializados) e audiovisuais representativas dos movimentos e escolas cinematográficas (ini- ciada com cópias em DVD, podendo o acervo ser atualizado com cópias em novos formatos adotados pelo mercado).

Esse acervo é composto de conteúdos de referência para estudo e pesquisa da arte cinematográfica e sua evolução histórica, no que se refere à linguagem, técnicas e suportes de realização, movimentos e expoentes, dentre outras ques- tões de relevância para o desenvolvimento artístico-cultural com foco na área de cinema.

A solução mais adequada e mais simples para guarda do material audio- visual é utilizar uma configuração semelhante a adotada por locadoras, nas quais as capas dos materiais para consulta são expostos em estantes específicas para esta finalidade, facilitando a escolha, e o acervo fica acondicionado numa jukebox, ou em local protegido, sendo entregues sob pedido para consulta na cabine, no caso da opção por aparelhos de leitura sem conexão de rede com a jukebox.

Em relação a publicações, deve-se adotar o tratamento técnico realizado pela biblioteca. Onde não houver espaço suficiente, o acervo bibliográfico poderá ficar na própria biblioteca da unidade, com um catálogo disponível para consulta dos títulos disponíveis no local do Núcleo.

Um cuidado importante para preservação do material é conservá-lo ao abrigo da umidade, do sol e do calor excessivos e evitar mudanças bruscas de temperatura. O ideal é que o espaço seja compartilhado para atendimento da clientela, difusão do acervo e leitura. Isso pressupõe um espaço de tra- balho do técnico, com terminal de computador, ramal telefônico e balcão baixo ou mesa.

3.1.3 Cabines de edição

A cabine de edição deverá ficar instalada em ambiente fechado para garantir que o trabalho seja feito sem a interferência de pessoas não envolvidas com ele. Este espaço deve medir 2,00m x 2,50m (largura x profundidade), no mínimo, considerando-se as necessidades básicas de espaço para duas ou três pessoas, mais os equipamentos. Espaços maiores, logicamente, proporcionarão maior comodidade para os ocupantes.

Os equipamentos - basicamente um computador com dois monitores e programas específicos para edição de imagem e som - deverão ficar instalados em uma bancada medindo 2,00m x 0,80m. Além dos equipamentos, esta bancada deverá possibilitar que sejam feitas anotações sobre o trabalho em desenvolvimento.

O isolamento acústico também é bem-vindo nesse ambiente, uma vez que nele se realiza também edição de som.

3.1.4 Acondicionamento dos equipamentos de filmagem

A exemplo das cabines, os equipamentos de gravação de imagem e som deverão ser definidos no momento de sua aquisição.

Dependendo da quantidade, eles poderão ser acondicionados em um armá- rio ou em um pequeno depósito. Independente da solução adotada é impor- tante que os equipamentos fiquem guardados em locais secos, sem umidade e ao abrigo da luz e de calor excessivo.

Uma boa opção é acondicioná-los no mesmo espaço destinado a acondicio- nar o acervo em DVD.

3.1.5 Laboratório “multilinguagem”

Existem várias possibilidades para instalação do laboratório. A mais comum é a disposição de kits individuais, compostos por monitor de vídeo, teclado, mouse e fones de ouvido, ligados a um servidor central com capacidade para trabalhar com programas de tratamento de imagens e sons e comportar os ar- quivos de trabalho. A quantidade de kits deverá variar de acordo com o perfil de cada Unidade.

Além dos monitores individuais é aconselhável a existência de um projetor do tipo “data show” instalado no teto da sala, que projetará a imagem amplia- da em uma tela para demonstração dos programas e matérias de conteúdos diversos pelo instrutor, professor ou oficineiro, conforme o caso.

As bancadas podem ser dispostas em fileiras ou em forma circular, com os participantes sentando ao redor da bancada.

3.1.6 Sala de aula/estúdio

A sala de aula ideal para as atividades do Núcleo deve ser um espaço mul- tifuncional que possa ser configurado de acordo com o tipo de atividade a ser desenvolvida nela. Assim, ela deve ter, por exemplo, instalação elétrica independente para utilização de refletores, uma parede preparada para “fundo infinito” e, se possível, com tratamento acústico adequado que permita sua utilização como um mini estúdio de captação de imagem e som, além de ou- tros aspectos que deverão ser considerados durante o projeto, de acordo com as necessidades e as possibilidades.

No entanto, quando não houver espaço e/ou recursos para sua instalação, a unidade poderá dispor de uma sala de aula comum, equipada com data show e tela para as aulas teóricas e expositivas, e lançar mão de espaços alternativos para os exercícios de gravação.

No documento Modelo da Atividade Cinema (páginas 31-36)

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