IES BRASILEIRAS
NÚMERO DE IES QUE OFERECEM O CURSO DE DIREITO NO BRASIL
Pública Privada
Tabela 13 – Número de instituições que oferecem o curso
Número de Instituições que oferecem o Curso
Total Pública Privada Direito 923 97 826 Fonte: Inep, 2018.
Após o cruzamento dos dados, consegue-se particularizar as IES públicas que de fato pertencem ao grupo das instituições de natureza pública apontadas pelo Inep e que ofertam cursos de Direito no Brasil, que são 97 (noventa e sete).
No entanto, de acordo com a análise particularizada dos dados coletados no Inep, verificou-se que, entre as instituições de ensino superior públicas, o valor total de instituições que ofertaram cursos de Direito em 2017 não converge com o apresentado na coleta in loco, visto que seriam 44 (quarenta e quatro) federais, 27 (vinte e sete) estaduais e outras 22 (vinte e duas) municipais, totalizando o número de 93 (noventa e três) instituições de ensino superior que ofertaram cursos jurídicos no Brasil, segundo os quadros descritivos apresentados (Quadros 4, 5, 6 e 7):
Quadro 4 – IES que ofertaram curso de Direito em 2017
(continua) Quant. IES Federais que ofertaram Direito em 2017265 Estado
1 Universidade Federal do Acre (Ufac) AC
2 Universidade Federal de Alagoas (Ufal) AL
3 Universidade Federal do Amazonas (Ufam) AM
4 Universidade Federal do Amapá (Unifap) AP
5 Universidade Federal da Bahia (UFBA) BA
6 Universidade Federal do Ceará (UFC) CE
7 Universidade de Brasília (UnB) DF
8 Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) ES
9 Universidade Federal de Goiás (UFG) GO
10 Universidade Federal do Maranhão (UFMA) MA
11 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) MG 12 Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) MG
265 A informação foi obtida por meio de solicitação ao acesso às bases de dados protegidos (Sedap) do Inep subscrita no Processo nº 23036.002755/2019-55, deferida, nos termos da Portaria nº 52, de 28 de janeiro de 2019, estando apta a acessar os seguintes dados solicitados: DATA_DEED_SUPERIOR (2013 a 2017). Os dados foram coletados na sala segura do Inep, cuja extração ocorreu no período de 20 a 24 de janeiro de 2020, e a disponibilização dos resultados foi enviada por meio do protocolo de transferência FTPs, nos termos no Despacho nº 0484837/2020/SEDAP/CIBEC/DIRED.
Quadro 4 – IES Federais que ofertaram curso de Direito em 2017
(conclusão) Quant. IES Federais que ofertaram Direito em 2017266 Estado
13 Universidade Federal de Uberlândia (UFU) MG
14 Universidade Federal de Viçosa (UFV) MG
15 Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) MG
16 Universidade Federal de Lavras (Ufla) MG
17 Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) MS 18 Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) MS
19 Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) MT
20 Universidade Federal do Pará (UFPA) PA
21 Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) PA 22 Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) PA
23 Universidade Federal da Paraíba (UFPB) PB
24 Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) PB
25 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) PE
26 Universidade Federal do Piauí (UFPI) PI
27 Universidade Federal do Paraná (UFPR) PR
28 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR) PR 29 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) RJ
30 Universidade Federal Fluminense (UFF) RJ
31 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) RJ 32 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) RJ 33 Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) RN 34 Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) RN 35 Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) RO
36 Universidade Federal de Roraima (UFRR) RR
37 Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) RS
38 Universidade Federal de Pelotas (Uepel) RS
39 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) RS
40 Universidade Federal do Rio Grande (Furg) RS
41 Fundação Universidade Federal do Pampa (Unipampa) RS 42 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) SC
43 Universidade Federal de Sergipe (UFS) SE
44 Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT) TO Fonte: Inep, 2018.
266 A informação foi obtida por meio de solicitação ao acesso às bases de dados protegidos (Sedap) do Inep subscrita no Processo nº 23036.002755/2019-55, deferida, nos termos da Portaria nº 52, de 28 de janeiro de 2019, estando apta a acessar os seguintes dados solicitados: DATA_DEED_SUPERIOR (2013 a 2017). Os dados foram coletados na sala segura do Inep, cuja extração ocorreu no período de 20 a 24 de janeiro de 2020, e a disponibilização dos resultados foi enviada por meio do protocolo de transferência FTPs, nos termos no Despacho nº 0484837/2020/SEDAP/CIBEC/DIRED.
Quadro 5 – IES estaduais que ofertaram Direito em 2017
Quant. IES estaduais que ofertaram Direito em 2017267 Estado
1 Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) AL
2 Universidade do Estado do Amazonas (UEA) AM
3 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) BA
4 Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) BA
5 Universidade do Estado da Bahia (Uneb) BA
6 Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) BA
7 Universidade Regional do Cariri (Urca) CE
8 Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA) CE
9 Universidade Estadual do Maranhão (Uema) MA
10 Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) MG 11 Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) MG 12 Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) MS 13 Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) MT
14 Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) PB
15 Universidade de Pernambuco (UPE) PE
16 Universidade Estadual do Piauí (Uespi) PI
17 Universidade Estadual de Londrina (UEL) PR
18 Universidade Estadual de Maringá (UEM) PR
19 Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) PR 20 Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) PR 21 Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) PR 22 Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) RJ 23 Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) RN
24 Universidade Estadual de Roraima (UERR) RR
25 Universidade de São Paulo (USP) SP
26 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) SP
27 Universidade do Tocantins (Unitins) TO
Fonte: Inep, 2018.
267 A informação foi obtida por meio de solicitação ao acesso às bases de dados protegidos (Sedap) do Inep subscrita no Processo nº 23036.002755/2019-55, deferida, nos termos da Portaria nº 52, de 28 de janeiro de 2019, estando apta a acessar os seguintes dados solicitados: DATA_DEED_SUPERIOR (2013 a 2017). Os dados foram coletados na sala segura do Inep, cuja extração ocorreu no período de 20 a 24 de janeiro de 2020, e a disponibilização dos resultados foi enviada por meio do protocolo de transferência FTPs, nos termos no Despacho nº 0484837/2020/SEDAP/CIBEC/DIRED.
Quadro 6 – IES municipais que ofertaram Direito em 2017
Quant. IES municipais que ofertaram Direito em 2017268 Estado
1 Centro Universitário de Mineiros (Unifimes) GO
2 Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba (Fafich) GO
3 Faculdade de Anicuns (FA) GO
4 Universidade de Rio Verde (Fesurv) GO
5 Faculdade de ciências Gerenciais Alves Fortes MG 6 Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) PE 7 Faculdade de Ciências e Tecnologia Professor Dirson Maciel de Barros
(Fadimab) PE
8 Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Araripina (Facisa) PE 9 Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (Fachusc) PE 10 Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Cabo de Santo
Agostinho (Fachuca) PE
11 Faculdade de Ciências Aplicadas de Limoeiro (Facal) PE 12 Centro Universitário de Mandaguari (Fafiman) PR
13 Universidade Regional de Blumenau (Furb) SC
14 Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC) SP
15 Faculdade de Direito de Franca (FDF) SP
19 Instituto Municipal de Ensino Superior de Assis (Imesa) SP 17 Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva (Imes Catanduva) SP 18 Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul (Funec) SP
19 Universidade de Taubaté (Unitau) SP
20 Instituto Municipal de Ensino Superior de Bebedouro Victório Cardassi
(Imesb) SP
21 Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) SP
22 Centro Universitário Unirg (Unirg) TO
Fonte: Inep, 2018.
Quadro 7 – IES municipais que ofertaram Direito em 2017, segundo o Inep
Quant. IES municipais que ofertaram Direito em 2017, segundo o Inep Estado
1 Faculdade de Direito de Garanhuns (FDG) PE
2 Universidade do Contestado (UNC) SC
3 Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp) SC
4 Centro Universitário Para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí
(Unidavi) SC
5 Centro Universitário de Adamantina (FAI) SP
6 Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas (Fiesc) TO Fonte: Inep, 2018.
268 A informação foi obtida por meio de solicitação ao acesso às bases de dados protegidos (Sedap) do Inep subscrita no Processo nº 23036.002755/2019-55, deferida, nos termos da Portaria nº 52, de 28 de janeiro de 2019, estando apta a acessar os seguintes dados solicitados: DATA_DEED_SUPERIOR (2013 a 2017). Os dados foram coletados na sala segura do Inep, cuja extração ocorreu no período de 20 a 24 de janeiro de 2020, e a disponibilização dos resultados foi enviada por meio do protocolo de transferência FTPs, nos termos no Despacho nº 0484837/2020/SEDAP/CIBEC/DIRED.
Diante do somatório apresentado, verifica-se que, na verdade, seriam 98 (noventa e oito) as instituições de ensino públicas que ofertaram cursos de Direito no Brasil no ano de 2017. Assim, mais uma vez, demonstra-se que é necessário tomar cuidado com as informações oficiais apresentadas, pois o cruzamento dos dados denunciaria, no mínimo, uma ausência de rigor metodológico com o fornecimento das informações oficiais prestadas à população.
Se o órgão responsável pela coleta e divulgação das informações públicas relativas ao setor educacional não o faz com rigor científico e procedimental conforme demonstrado, torna-se estorna-sencial compreender como o Estado brasileiro efetivamente atua para controlar a qualidade das instituições de ensino superior, a fim atender ao comando legal e constitucional, buscando empreender uma análise crítica do procedimento atualmente adotado. Para tanto, adiante serão apresentados os procedimentos públicos para a instituição do Sistema de Avaliação da Educação Superior.
Na prática, as IES pertencentes ao sistema federal estão plenamente sujeitas às regras implementadas pela Lei nº 10.861/2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, justamente porque é dever da União assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino superior, contando com a cooperação dos sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal.
Porém, não obstante essa realidade, o que se verifica é que as IES pertencentes ao sistema estadual não se sujeitam a todas as diretrizes estabelecidas no Sinaes, vide o emblemático caso da Universidade de São Paulo (USP), que não participa institucionalmente do Enade, como afirmam em seu jornal oficial que: “O exame é obrigatório apenas às instituições de ensino superior particulares e federais269”.
De acordo com os dados apresentados, na área do Direito, identifica-se a existência de 55 instituições de ensino (IES estaduais e municipais) prestando serviço público de relevante interesse social, sem uma atuação pública específica do executivo correspondente para controlar a adequação dessas atividades. Foram consultados os sites oficiais dos 28 entes da federação270 (estados e DF), e nenhum deles apontou quais seriam as políticas públicas específicas realizadas no sistema estadual de ensino para fiscalização das atividades prestadas pelas IES de sua responsabilidade, o que, de per si, comprovaria a desnecessidade dessa fragmentação em sistemas de ensino federal, estadual e municipal.
269 VASSALO, Roberta. A difícil tarefa de avaliar a qualidade do ensino superior: iniciativas nacionais e internacionais buscam formas de examinar a formação dos estudantes e o ensino das universidades. Jornal da USP, São Paulo, 30 set. 2016. Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/a-dificil-tarefa-de-avaliar-a-qualidade-do-ensino-superior/. Acesso em: 30 abr. 2020.
270 Consulta finalizada em 25 de fevereiro de 2020.
No entanto, visando apresentar dados fidedignos à realidade do setor, valendo-se dos mecanismos de transparência e dever de informação impostos à administração pública, os 19 (dezenove) governos estaduais mencionados anteriormente271, que deveriam fiscalizar as IES que ofertam cursos jurídicos, foram questionados particularmente sobre os mecanismos adotados para controle de qualidade.
À parte das secretarias dos governos estaduais da Bahia e do Tocantins, todas as respostas foram extremamente evasivas, quando não impeditivas, de prestar os necessários esclarecimentos solicitados. Novamente, mais um claro indicador da premente necessidade de instituir um sistema nacional de educação que tenha vocação para tratar todos de forma igual:
comunidade acadêmica e as IES em atividade.
No entanto, há que ser respeitado o fato de que 97% das IES em atividade no Brasil sejam efetivamente fiscalizadas. Em termos numéricos, considerando-se os dados mais atualizados monitorados nesta pesquisa, as políticas públicas idealizadas para o controle da qualidade educacional conseguiram atingir 2.271 (duas mil, duzentas e setenta e uma) IES em atividade no Brasil, o que merece ser respeitado.
Para efetivar as competências avaliativas na esfera pública, foi idealizado todo um aparato dentro e fora do Ministério da Educação, por meio dos órgãos da administração direta (Seres), entidades da administração indireta (Inep e Capes) e órgãos colegiados (Conaes e CNE) compostos por servidores e membros da sociedade civil, com o objetivo maior de dar especificidade e transparência ao procedimento de apuração da qualidade da educação superior no Brasil.
No MEC, no braço da administração direta, está a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, a qual se desmembra em três diferentes diretorias, cujas competências tendem à maior especialização para a melhor forma possível de se concretizar a busca pela apuração de qualidade da educação superior. São elas: (i) Diretoria de Política Regulatória; (ii) Diretoria de Supervisão da Educação Superior; e (iii) Diretoria de Regulação da Educação Superior;
São essas três diretorias que, em conjunto, idealizam, implementam e adotam ações efetivas para a apuração da qualidade. A Diretoria de Política Regulatória é responsável por, entre outras competências previstas no artigo 25 do anexo I do Decreto nº 10.195/19, subsidiar o processo de formulação e implementação de políticas para a regulação e supervisão da educação superior, em consonância com as metas do PNE; propor critérios, planejar, promover,
271 Segundo a tabela descritiva, tais governos são: AL, AM, BA, CE, MA, MG, MS, MT, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RR, SP, TO, GO e SC.
executar e acompanhar as ações relacionadas ao cadastro de instituições e cursos de educação superior; propor critérios, planejar, promover e executar, em articulação com a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação, sistema eletrônico de acompanhamento de processos relacionados à regulação e supervisão de instituições e cursos de educação superior, entre outras.
Destaque pontual deve ser feito à sua competência para se articular com o Conselho Nacional de Educação, o Inep, a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior e as Diretorias de Regulação da Educação Superior e de Supervisão da Educação Superior, com vistas ao aprimoramento da legislação e das normas relativas à regulação, supervisão e avaliação da educação superior. Nota-se, assim, que a Diretoria de Política Regulatória é a grande interlocutora de todo aparato público voltado para a construção de uma educação superior nacional de qualidade.
Por sua vez, nos termos do artigo 26 do anexo I do Decreto nº 10.195/2019, para a construção da educação superior de qualidade em cumprimento ao PNE, a Diretoria de Supervisão da Educação Superior ficou incumbida de planejar e coordenar ações de supervisão de instituições de educação superior e cursos de graduação e sequenciais, presenciais e a distância, relacionadas ao cumprimento da legislação educacional e à indução de melhorias dos padrões de qualidade da educação superior; planejar, coordenar e acompanhar as atividades de comissões de especialistas e de colaboradores, relativas aos procedimentos de supervisão da educação superior; instruir e exarar parecer em processos de supervisão, promover as diligências necessárias à completa instrução dos processos e sugerir a aplicação de medidas administrativas cautelares e sancionatórias nos termos do ordenamento legal vigente; apoiar estudos sobre metodologias, instrumentos e indicadores para a supervisão dos cursos e instituições de educação superior; e planejar e coordenar ações referentes ao monitoramento da implantação de instituições de educação superior privadas e da oferta dos cursos de graduação em áreas estratégicas e verificar as condições estabelecidas nos editais de chamamento público.
Novamente o destaque sobre a competência de sua atuação deve ser reforçado. Em nenhum momento há restrição dos sistemas aos quais as IES estão vinculadas para a competência de fiscalização por parte da Seres, mais uma vez comprovando que a intenção da administração pública é o de efetivamente autorizar que o referido órgão tenha competência para apurar a qualidade de qualquer IES em atividade no Brasil.
A última diretoria integrante da Seres é a Diretoria de Regulação da Educação Superior, a qual destacamos algumas de suas competências, nos termos do artigo 27 do anexo I do Decreto nº 10.195/19, para estabelecer normas técnicas e fluxos processuais, com vistas a
promover a sistematização e uniformização de procedimentos regulatórios, de acordo com padrões de qualidade e com a legislação vigente; propor, em articulação com a Diretoria de Política Regulatória, diretrizes para elaboração dos instrumentos de avaliação para o credenciamento e recredenciamento de instituições de ensino superior e para autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores, nas modalidades presencial e a distância; instruir e exarar pareceres no processo de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos superiores, presenciais e a distância, em consonância com as políticas e normas vigentes, e promover as diligências necessárias à completa instrução do processo; instruir e exarar pareceres referentes ao processo de credenciamento e recredenciamento de instituições de ensino superior no país, para as modalidades presencial e a distância, em consonância com as políticas e normas vigentes, e promover as diligências necessárias à completa instrução do processo; apoiar estudos sobre metodologias, instrumentos e indicadores para a avaliação e regulação dos cursos e instituições de educação superior; e planejar e coordenar processos de chamamento público para credenciamento de instituições de educação superior privadas e para autorização de funcionamento de cursos de graduação em áreas estratégicas.
Como visto, as atribuições da Seres determinam a sua responsabilidade por garantir o cumprimento da legislação educacional, com vistas à busca pela qualidade dos cursos superiores do país, mas ela seria incapaz de fazê-lo sozinha. Como forma de compor o sistema avaliativo das IES no Brasil, a Lei do Sinaes instituiu a criação da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior, fixada no âmbito do Ministério da Educação e vinculada ao gabinete do ministro de estado.
Mencionada no inciso IV do artigo 25 do anexo I do Decreto nº 10.195/2019, a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior é um órgão colegiado de coordenação e supervisão do Sistema da Avaliação da Educação Superior vinculado ao gabinete do ministro
da educação, criado por ocasião da implementação do Sinaes272, com as atribuições273 de propor e avaliar as dinâmicas, procedimentos e mecanismos da avaliação institucional, de cursos e de desempenho dos estudantes; estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes; formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior, com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação; articular-se com os sistemas estaduais de ensino, visando a estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da educação superior; submeter anualmente à aprovação do ministro de estado da educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes; elaborar o seu regimento, a ser aprovado em ato do ministro de estado da educação; e, realizar reuniões ordinárias mensais e extraordinárias, sempre que convocadas pelo ministro de estado da educação.
A ideia é justamente a de que haja uma equipe de técnicos e membros da sociedade civil acompanhando de perto todos os procedimentos públicos adotados para a consecução das atividades públicas desempenhadas para o controle da qualidade dos cursos superiores prestados em território nacional. A própria Conaes possui papel fundamental na operacionalização da nossa principal política de apuração de qualidade, que será a seguir descrita.
Ainda, o vigente Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017 estabelece competência à Conaes para propor e avaliar as dinâmicas, os procedimentos e os mecanismos de avaliação institucional, de cursos e de desempenho dos estudantes; estabelecer diretrizes para organização das comissões de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e encaminhar recomendações
272 O Sinaes é o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior e foi criado pela Lei nº 10.861/2004. Cf.
BRASIL. Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004a. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências. DF: Presidência da República, 2004. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.861.htm. Acesso em: 15 maio 2020.
273 Ibid., art. 6º: “Art. 6º Fica instituída, no âmbito do Ministério da Educação e vinculada ao Gabinete do Ministro de Estado, a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, órgão colegiado de coordenação e supervisão do SINAES, com as atribuições de:
I – propor e avaliar as dinâmicas, procedimentos e mecanismos da avaliação institucional, de cursos e de desempenho dos estudantes;
II – estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes;
III – formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior, com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação;
IV – articular-se com os sistemas estaduais de ensino, visando a estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da educação superior;
V – submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE;
VI – elaborar o seu regimento, a ser aprovado em ato do Ministro de Estado da Educação;
VI – elaborar o seu regimento, a ser aprovado em ato do Ministro de Estado da Educação;