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N O CONTEXTO DA U NIDADE DE SAÚDE PÚBLICA

Constituindo parte integrante dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) as USP são um observatório de saúde do estado de saúde da população (encarada como um todo), permitindo uma detalhada caracterização da área geográfica e das necessidades de saúde, que se encontra sobre a sua dependência. Articulam diretamente com as instituições e serviços locais prestadores de cuidados saúde estando também em permanente articulação com o Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde e as demais USP dos outros ACES.

A saúde pública diz respeito a todos os sectores e agentes sociais, é um bem comum de toda a comunidade cada vez mais exigente e informada. A necessidade de uma ação cada vez mais interventiva para dar resposta aos desafios de uma realidade que deixou de reconhecer fronteiras, incita a um posicionamento por parte das USP no sentido de ser um elemento catalisador de estratégias e de parcerias intersectoriais, que assentes no trabalho em rede, visem a defesa, promoção e proteção da saúde dos cidadãos e da comunidade.

Enquanto observatório de saúde desenvolve atividades no âmbito do planeamento em saúde, proteção, promoção, prevenção, vigilância epidemiológica da saúde humana e saúde ambiental. A sua ação inclui ainda a avaliação do impacto das atividades desenvolvidas no âmbito dos diferentes programas de saúde e a investigação dos fenómenos de saúde. Inclui ainda a participação e desenvolvimento de estratégias locais de saúde que mais se adeqúem à gestão de programas e projetos de saúde pública que consubstanciem o desenvolvimento (ou a implementação) dos Planos Regionais e Nacional de Saúde sem detrimento dos que forem necessários de acordo com as necessidades em saúde da área geodemografia seja de âmbito local, regional ou nacional (Decreto-Lei n.º 81/2009 de 2 de Abril). Toda a dinâmica das USP converge diretamente para o propósito de cumprir a missão do ACES em que esta se integra. Estas unidades têm ainda um papel importante na progressão académica e formação profissional contribuído de forma ativa na formação dos diversos grupos profissionais que a integram nas suas diferentes fases: pré-graduada, pós-graduada e contínua. Foi enquadrado por este objetivo que durante o período de 14 de setembro a 23 de outubro de 2015 e no âmbito da unidade curricular Estágio e Relatório do 2º ano do Curso de MEC que realizamos o estágio na USP do ACES D1MDN. Este momento de aprendizagem académico, permitiu- nos participar em atividades da esfera profissional do EEECSP que fomentam e ajudam a

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desenvolver competências que lhe são inerentes. Numa breve descrição das atividades desenvolvidas destacamos: a participação na atualização do diagnóstico de situação do Agrupamento de Centro de Saúde Douro1- Marão e Douro Norte (ACES D1MDN) incorporado no Plano Local de Saúde através da integração na equipa com o objetivo de monitorizar alguns indicadores de saúde, nomeadamente: i) indicador 020 – proporção de hipertensos <65 anos, com pressão arterial> 150/90 mmHg; ii) indicador 023 – Proporção de hipertensos com risco cardiovascular (3A); iii) indicador 039-Proporção de diabetes mellitus com última hemoglobina glicada ≤ 8,0%; iv) indicador 046 – proporção de utentes [50;75 [anos com rastreio de cancro cardiorrespiratório; v) indicador 047 – proporção de utentes ≥ 14 anos com registo de hábitos tabágicos; vi) Indicador 049- proporção de inscritos com doença pulmonar obstrutiva crónica com volume expiratório forçado ao 1º minuto em 3 anos; vii) indicador 053- Proporção de utentes ≥ 14 anos com registo de consumo de álcool. O objectivo desta análise é a monitorização de indicadores que decorre da pretensão de calcular os anos de vida potencialmente perdidos (medida do impacto relativo de várias doenças que realça as perdas sofridas como resultado das mortes prematuras) devido ao acompanhamento inadequado dos utentes inscritos em diferentes médicos de família, colaboradores das unidades de saúde familiar do ACES D1MDN. Esse cálculo foi realizado considerando diferentes estudos realizados por entidades creditadas, tais como a DGS e a OMS. Analisar, compreender e estabelecer a rede de causalidade para explicação dos fenómenos de saúde doença é uma das competências primordiais do EEECSP no âmbito da vigilância epidemiológica, e esta atividade integra a competência referida no regulamento de competências do EESCSP ―G4. Realiza e coopera na vigilância epidemiológica de âmbito geodemográfico‖, mais concretamente a unidade de competência ―G4.1. Procede à vigilância epidemiológica dos fenómenos de saúde-doença que ocorrem numa determinada área geodemografia.‖ Uma vez que a nossa análise se limita à área geodemográfica do ACES D1MDN.

Foi ainda possível desenvolver a competência G3. Integra a coordenação dos Programas de Saúde de âmbito comunitário e na consecução dos objetivos do Plano Nacional de Saúde, que se concretizou na participação ativa da avaliação das condições de organização, funcionamento e instalações das estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), nomeadamente da ERPI da Santa Casa da Misericórdia de Alijó. Esta atividade pretendeu concretizar o processo de supervisão construtiva de todos os aspectos que integram a

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verificação das condições de organização, funcionamento e instalação das ERPI, sensibilizando os responsáveis das instituições para a correção das inconformidades existentes, procurando a melhoria e garantia da existência de condições de segurança, habitabilidade e ambientais do edifício, visando a prevenção de acidentes e a promoção da saúde de todos os residentes, profissionais e frequentadores das instituições. Para se obterem ganhos em saúde é fundamental maximizar as atividades de âmbito comunitário que integram os diversos programas de saúde. Elas são o caminho para o cumprimento dos objetivos estratégicos definidos no plano nacional de saúde, e por isso consideramos que a atividade desenvolvida cumpre esses requisitos.

No âmbito de uma ação de sensibilização dos diferentes profissionais de enfermagem do ACES D1MDN, foi iniciada a planificação uma ação de formação sobre o tema ―Uniformização de documentação no programa informático SCliníco – Risco de Queda‖ com o objetivo de sensibilizar para a importância da obtenção de dados concretos através do registo informático para a produção de indicadores válidos alusivos à ocorrência de quedas. Esta experiência foi ao encontro da competência ―G2. Contribui para o processo de capacitação de grupos e comunidades‖, mais concretamente a sua unidade de competência ―G2.3. Procede à gestão da informação em saúde aos grupos e comunidades.‖ A gestão da informação em saúde atualizada e disponível em tempo útil, constitui na atualidade um importante instrumento de gestão para a tomada de decisão clínica e para a definição de estratégias que permitam a melhoria do estado de saúde das populações. É por isso muito importante que os grupos profissionais, e em particular os enfermeiros incorporem na sua prática clínica a relevância da informação sistematizada para afirmação da imprescindibilidade dos cuidados de enfermagem gerais e especializados.

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3. COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM