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NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO EXTERNO: 1995-

No documento O plano real e a armadilha macroeconômica (páginas 89-93)

INVESTIMENTOS BRASILEIROS NO EXTERIOR

NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO EXTERNO: 1995-

US$ Milhões Período 1995 Mar Jun Set Dez 1996 Mar Jun Set Investimento Direto Estrangeiro ( IDE )(1) Mensal 4.313 155 356 622 634 9.976 506 1.129 % PIB 0,36 0,41 0,52 0,61 0,70 1,02

Saldo Transações Correntes (S T C )__________ Mensal -17.972 -2.204 -2.281 -521 -

1.120

-23.136 -1.513 -1.565 -2.145 %PIB -1,29 -2,39 -2,89 -2.55 -2,21 -1,84 Necessidade Financiamento Externo Mensal -13.660 -2.049 -1.926 101 -485 -13.160 -1.007 -436 -1.786 %PIB -0,93 -1,98 -2,37 -1,94 -1,51 -0,82 Dez 360 1,00 1.834 1,28 -2,25 -4.124 -2,98 -2.381 -1,70 33.430 -16.345

Fonte: Banco Central- Nota para imprensa (vanos números^ a valores líquidos. Embora os dados da tabela °B S : (1) Os Investimentos diretos estrangeiro a)ores dos últimos doze meses anteriores,

estejam em base mensal, os % PIB são representativos de

n,ip tanee aos investimentos Diretos, analisando-se a Como já comentamos, no que tange au

i Inneo do período considerado, o seu ingresso líquido

Tabela 11-19, pode-se perceber que, a o lo n g o p

. • „ t pvando-se em conta os valores acumulados em 12 apresentou uma trajetória explosiva. Levando

. iqo5 n valor máximo foi obtido em dezembro, com a

meses, pode-se dizer que no ano de > .

j o„0ntic 0 6% do PIB. Em junho de 1996, os cifra de US$ 4,3 bilhões representado apenas 0,6/o

o dos US$ 7,4 bilhões tena implicado a

investimentos diretos ao atingtrem a casa

ultrapassagem

da

casa de 1,0% d o PIB. , . irMV7 • . . ,

6 . 1Iin an0 em outubro de 1997, o ingresso liquido de

Entretanto em pouco mais de um ano, c

’ ^ nprCentual acima de 2,0% do PIB. Exatamente um ano

após, o valor alcançaria a cifra de USS 24,5 bilhões, que correspondería a um percentual superior a 3,0% do PIB. Considerando os valores em base mensal, no final de 1995, o ingresso líquido de investimento direto tinha totalizado USS 4,3 bilhões, ou seja, 0,6% do PIB. Em fins de 1998, o valor já alcançava a cifra de US$26,4 bilhões, ou seja, 3,5% do PIB, o que constitui um incremento de seis vezes e meia o valor inicial.

Tendo em vista 0 que já foi colocado, podemos seguir com a análise sobre a necessidade de financiamento externo da economia brasileira em conjugação com o saldo das Transações Correntes, conforme consta no Gráfico II-3. Procedendo desta forma, Kabilitamo-nos a melhor compreender os fatores bloqueados do crescimento econômico do país após a introdução do Real, não obstante o elevado ingresso de investimentos Diretos

na economia

GRÁFICO n-3

„ TT , nodemos distinguir quatro momentos distintos no Com base no Grafico U- a P

Penodo em analise: setembro de 1995, Neste período, importa

O P r im e ir o e s t e n d e - s e d e j a n e n v

. antn pvterno amplia-se, concomitantemente com

» • — * * * - - » . . .

resultado decorre da conjugação da elevação das importações com baixo nivel de ingresso de investimentos diretos.

O Segundo vai de setembro de 1995 à junho de 1996. Deste vez, o movimento se inverte, na medida em que se verifica a redução da necessidade de financiamento externo em paralelo com a diminuição do déficit em Transações Correntes, Este fato traduz a adoção de uma política monetária e creditícia restritiva, que teve o intuito de reverter o saldo negativo da balança comercial, aliado ao maior volume de entrada de investimento

D ireto na econom ia.

O Terceiro compreende o período de junho de 1996 a junho de 1997. Mais uma vez, verifica-se o incremento da Necessidade de Financiamento Externo com a elevação do déficit em Transações Correntes. Este evento somente foi possível de ocorrer por causa do aumento significativo da entrada de capitais produtivos, devido também à ampliação considerável do saldo negativo das contas externas.

Por fim a partir de meados de 1997, quando o déficit ultrapassa a barreira dos 4% do PIB pode-sé perceber que, pelo Gráfico II-3, ocorre um enonne distanciamento entre o déficit êm Transações Correntes e a Necessidade de Financiamento Externo. Vale registrar que, não obstante a forte deterioração do balanço de pagamentos, que alcançou 4,5% do • i jnoõrt Ha N e c e s s id a d e d e Financiamento Externo para

PIB ao final de 1998, a substancial redução da Necess.aao

, • „„«ivel graças a um afluxo fenomenal de investimentos

perto de 1% do PIB , som ente foi possivei D iretos ocorridos neste período.

através das privatizações e do PROER, a entrada de

N o entanto J á observamos que através das pn v

, r parira e no curto espaço de tempo, fato esse que nao deve investimentos se deu de forma maciça e no f v

+ ir, tnma-se importante destacar que, tendo em vista o salto de repetir-se no futuro. Entretanto, toma

Trança p õ e s C o rren tes, as n e c e s s id a d e s d e fin a n c ia m e n to p a ta m a r d o s d é f ic it s em T r a n sa ç õ e s ^

t .w a d a s não obstante o forte ingresso de investimento Direto mantiveram-se fortemente elevadas,

strangeiro. „ rPcUitante da sobrevalorização articulada às Assim, verifíca-se a armadilha

• aitos. Esta articulaçao, conjugada com a divida

aberturas comercial e financeira e j . . , „ .

çobre a Balança Comercial e a de Serviços. Em

pretérita elevada, gerou fortes impactos sobre a v

aumento das importações, o baixo desempenho das decorrência disso, verificou-se o aumento P

,Q çprvícos via juros e amortizações.

Para confirmar esta perspectiva, podemos destacar que, no ano de 1998, os recursos ingressantes foram basicamente provenientes da privatização das telecomunicações8, sendo esses objetos de regulamentação recente.

Tendo em vista as altas necessidades de financiamento, veremos a problematizaçào quanto à questão da atração desses recursos. Há diferenças quanto à qualidade dos mesmos. Primeiramente, levanta-se o potencial de volatilidade dos investimentos em Portfoltos e dos empréstimos de curto prazo. Depois, destacam-se as fonnas de captação via lançamento de

títulos de dívida direta.

TABELA n-20

i n v e s t i m e n t o d e P O R T r o i . r o . -1 9 9 5 - 1 9 9 8

US$ Milhões

- a fim d a m e n ta lm en te p r o v e n ie n te d e d o is g r a n d e s c a n a is

A r e fe r id a p r o b le m a tiz a ç ã o . . D r.

A pr a saber: o s in v e s tim e n to s d e P o r t fo lio s e o s s a íd a s d e c a p ita is d a e c o n o m ia

,0/0 7 /9 6 dispões sobre os serviços móvel celular. Contudo,

U i v i u , r _flnc p.mnresaK nrestadnrnç Hp

s ^ , ---

Soitip1^ 0 escl;irecimcnto, a Lei 9.295, de 19/uv/i/o, ---

servicn zf°m 3 Lei 9A72> de 16/07/97 é ° ue foi auíorizada 3 Prívatização das empresas prestada™

capitais de curto prazo. Ambos foram objetos de uma liberalização indiscriminada da conta capital, o que nos remete a um período anterior ao Plano Real. Entretanto, queremos deixar claro que os mesmos propiciaram uma forte instabilidade da economia brasileira, após o citado programa de estabilização, por causa dos intermitentes abalos financeiras internacionais, particularmente após a crise asiática, conforme mostraremos a se^uii

De acordo com a Tabela 11-20, os investimentos de Portfolios são constituídos pelos dos Anexos I a V e pelos Fundos de Investimentos. Importa relembrar que, conforme já comentado no capítulo I, todas eles representam formas de investimentos estrangetros no pais e que foram regulamentadas anteriormente à vigência do Real.

Pelos dados da Tabela 11-20, podemos ver o grande ingresso de recursos na modalidade Portfolio. No entanto, configurando-se seu potencial de volatilidade, em 1998, vem apresentando um movimento de saída do país, posterior à crise asiática.

A única modalidade de investimento que se mostrou uma fonte mais estável de recursos, uma vez que, esses não têm provocados fortes saldas de capúal da economia

brasileira, foi a proporcionada pelo Depositar?Receipts ( Anexo V ).

g r á f i c o i m

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