CONTRIBUIÇÕES ASSOCIADAS A ATUAÇÃO DO
NEUROPSICOPEDAGOGO NO ENSINO-APRENDIZAGEM
A atuação Neuropsicopedagógica é composta de múltiplas facetas. Para Santos (2020) o profissional Neuropsicopedagogo deverá fazer uma intervenção que seja significativa na vida do neuroaprendiz, tendo em vista que, a sua missão é ressignificar e potencializar a chamada neuroplasticidade34 do sujeito em desenvolvimento. O neuropsicopedagogo deve fazer uso de estratégias e métodos que sejam próprios da neuropsicopedagogia na possibilidade de amenizar alguns males que possam advir da não aprendizagem.
Em consonância com isso de modo mais amplo, Silveira (2019) ao se referir a atuação interventiva, diz que, é na atuação Neuropsicopedagógica que torna-se possível que ocorra uma melhor percepção da dinâmica relacional entre o ensino e aprendizagem de modo que, através do olhar neuropsicopegógico possa-se realizar uma espécie de trabalho voltado para prevenção, isto é, prevê-se o aparecimento de possíveis transtornos ou a piora deles, também permite-se o devido diagnóstico e o curativo, onde as atividades selecionadas pelo neuropsicopedagogo auxiliará nas dinâmicas de aprendizagem de modo personalizado, de acordo com as necessidades individuais e dificuldades apresentadas
34 A Neuroplasticidade ou a plasticidade neural, está ligada a capacidade do sistema nervoso de adaptar-se, de mudar ou mesmo de se amoldar a um determinado nível funcional e estrutural, na medida que o desenvolvimento neuronal ocorre, o que por extensão, também acontece mediante as experiências do sujeito.
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pelo indivíduo. Desse modo, através dessa atuação pedagógica, o profissional neuropsicopedagogo terá subsídios para a realização de encaminhamentos para outros especialistas e profissionais, se assim for preciso.
Vale destacar a intervenção com o objetivo de levantar e sistematizar o perfil do aluno no processo de aprender, em detectar os principais pontos de dificuldades e necessidades apresentadas pelo educando nos diferentes momentos de sua formação, com a finalidade de identificar o seu desenvolvimento em relação a atenção e as funções executivas de expressão do comportamento, o aspecto da linguagem, a compreensão leitora, a memória dos processos de ensino e aprendizagem, a motivação intrínseca e as próprias estratégias de aprendizagem (SILVEIRA, 1989 apud PAÍN, 2019, p. 15).
De acordo com Silveira (apud PAIN, 2019, p. 15) o trabalho do neuropsicopedagogo engloba no corpo de sua intervenção, o levantamento sistematizado do chamado perfil do aluno no que se refere a processo que corresponde a aprendizagem, ou seja, o neuropsicopedagogo faz uma detecção de como o educando se comporta, e reage às estratégias de aprendizagem a ele apresentadas, coletadas ao longo dos momentos de formação do discente. Desse modo, através da ação detectiva do profissional neuropsicopedagogo será possível que se observe de forma mais abrangente os principais pontos ligados às necessidades e dificuldades resultantes das experiências vivenciadas do educando frente ao ensino-aprendizagem que lhe foi direcionado.
Dentre outras facetas da atuação do neuropsicopedagogo, está o de auxiliar o profissional docente em questões relacionadas ao sistema neurológico. Ainda de acordo com Santos (2020) o neuropsicopedagogo assume em sua função um papel fundamental que acaba por, auxiliar os docentes a ver que o respeito aos processos orgânicos ligados ao sistema neurológico, deve afetar todo contexto que envolve o ensino e sua prática, ou seja, tal nível de conscientização leva a práxis e reflete-se desde a preparação das aulas, no sentido de haver uma maior atenção aos meios de estímulo ao cérebro, até o modo prático de condução destas aulas para assim possivelmente, alcançar melhores resultados no processo neuropsicológico da aprendizagem.
Nesse sentido, pode-se dizer que, o Neuropsicopedagogo atua na linha de frente em contextos relacionados à aprendizagem escolar. Isso se torna ainda mais evidente quando se trata da Educação Especial Inclusiva, onde este profissional abre caminho, desbravando novas descobertas e possibilidades de atuação pedagógica.
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O Neuropsicopedagogo entra como uma peça fundamental buscando uma linha de frente para a implantação da Educação Especial Inclusiva mais humanizadora ressignificando as práticas educativas de forma que possa propiciar práticas pedagógicas significativas, ressignificando vínculos entre escola família e educando, levando em consideração múltiplas inteligências, cujo o cérebro se torna aprendente por estímulos como selecionar, memorizar, armazenar e evocar informações e posteriormente transformá-los em conhecimentos significativos em sua própria vida, na qual o sujeito é capaz de construir novas perspectivas a aprendizagem, partindo de suas próprias experiências (SANTOS, 2020, S/N).
O trabalho do Neuropsicopedagogo de acordo com Santos (2020) dentro do âmbito escolar envolve propostas de exercícios de estímulo cerebral aos alunos. Tendo como ponto de partida as múltiplas funções do cérebro de processar captando sensores, selecionando-os, memorizando e recebendo informações. O neuropsicopedagogo que possui compreensão do funcionamento desse órgão, auxilia e avalia processos didáticos- metodológicos dentro do contexto de ensino- aprendizagem, voltando a atenção para pessoas que apresentam diversos transtornos, que exigem um pouco mais da atenção Neuropsicopedagógica.
Os alunos que apresentam transtornos e distúrbios recebem a assistência neuropsicopedagogia e encontram amparo para tal atuação, através de documentos como Conferência de Jomtien (1990), no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Declaração de Salamanca (1994), Constituição da República (1988) e Lei de Diretrizes e Bases (1996) que, lançam subsídios para que a educação especial aconteça, paralelamente ao ensino regular. O profissional neuropsicopedagogo deve ter compreensão legal destas denominadas leis que, lançam respaldo para a execução de seu trabalho.
Ainda, se tratando de algumas contribuições expressas pelas intervenções que fazem parte do trabalho do neuropsicopedagogo ditas por Iroshi e Freitas (2004) é a de que, tal profissional na sua atuação, uma vez que se obtém a compreensão do público a ser assistido, que em maior parte pertence a educação inclusiva, este por sua vez, evidencia competências para que possa-se fazer levantamentos históricos de ordem neuropsicomotor, psíquico, e cognitivo do educando, para intervenção e avaliação com adequação curricular para a aprendizagem do aluno.
Em nota, muito embora os estudos da neuropsicopedagogia possam auxiliar neuropsicopedagogo a proatividade no contexto ligado à aprendizagem escolar, para
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Cosenza e Guerra (2011) este profissional de modo algum encontra respaldo para fazer prescrições, ou mesmo receitas prontas para processos interligados a instrumentos e métodos, como se houvesse um único meio engessado para a obtenção de resultados e avanços de potencialidades ligadas ao ato de aprender de indivíduos no âmbito escolar.
CONCLUSÃO
Conclui-se este trabalho ressaltando que, as contribuições derivadas dos estudos epistemológicos da neuropsicopedagogia tornam-se relevantes na aplicação do ensino e possivelmente na obtenção de resultados direcionados à aprendizagem. Tal fenômeno ocorre devido a interligação que a neuropsicopedagogia possui em relação aos aspectos ligados à aprendizagem cognitiva do sujeito em desenvolvimento. A compreensão de sistema cerebral e suas funções, torna-se imprescindível para a prática associada ao ensino e para lidar com desafios inseridos no ato de aprender, quando diante de dificuldades e/ ou anomalias por parte do educando.
No desenrolar da temática observou-se que a inserção da neurociência com interfaces da psicologia cognitiva e pedagogia resultou-se na conhecida especialização chamada de neuropsicopedagogia. E estando em destaque a neurociência, pode-se dizer que, tal conhecimento torna-se conforme autores, primordial para trazer embasamento científico aos processos que correspondem ao ensino-aprendizagem. Desse modo, através desta ciência abre-se caminho para novas descobertas a atuação do corpo docente, bem como a atuação do neuropsicopedagogo, ou seja, o que outrora não fora descoberto, como a potencialidade cerebral humana de aprender, atualmente os estudos neurocientíficos apontam para essa a capacidade neural por parte de indivíduos, que quando estimulados podem possivelmente avançar níveis de desenvolvimento para aprendizagem.
Observou-se também que, as contribuições advindas da atuação do neuropsicopedagogo torna-se significativa nos aspectos que englobam a educação Especial e Inclusiva tanto na questão interventiva, diagnóstica, pedagógica e curativa, ou seja, é nesse tipo de atuação que ocorre o acompanhamento formativo do sujeito, tanto no sentido de estímulos e exercícios para o seu desenvolvimento neural , quanto no que se refere a possibilidade de se fazer levantamentos históricos personalizados do educando
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no sentido cognitivo, psíquico e neuropsicomotor, possibilitando que ocorra encaminhamentos a outros profissionais que possam corroborar de forma somativa para a prevenção e tratamento de possíveis disfunções e distúrbios que possam constituir algum tipo de barreira ao desenvolvimento do educando auxiliando-o em junção à a atuação Neuropsicopedagógica nos seus usos e métodos didáticos diversificados, nas etapas ligadas ao ato de aprender.
A atuação Neuropsicopedagógica nas suas múltiplas facetas possui uma abrangência bem ampla. Esta pesquisa mencionou apenas algumas das contribuições dentre muitas existentes no corpo da neuropsicopedagogia. Nesse artigo buscou-se compreender o alcance dos efeitos deste conhecimento no campo escolar, para lidar com o os desafios presentes no contexto educativo de aprendizagem/ensino. percebe-se que seus efeitos se estendem aos alunos com dificuldades na aprendizagem escolar, aos alunos inseridos na Educação Especial, aos docentes e ao próprio profissional neuropsicopedagogo, que através dos estudos epistemológicos do seu próprio ramo, pode-se reformular os modos e métodos de se exercer a prática Neuropsicopedagógica
Em suma, tal aprofundamento teórico contribui para que possivelmente possa-se elevar o nível de consciência dos protagonistas que atuam de forma ativa nos processos de ensino pois, uma vez que se busca a compreensão de que, as disfunções cerebrais possam constituir algum tipo de impedimento para o aprender, abre-se caminho para novas possibilidades de se perceber por que meios e modos vai-se ensinar, ou intervir nos problemas associados no processo de ensino/aprendizagem, ou seja, muda-se a forma de praticar a docência, abre-se caminho para a práxis tanto do profissional neuropsicopedagogo quando do profissional docente, para novas formas de intervenção, avaliação e adequação curricular, para que de forma adaptada possa-se possivelmente auxiliar os discentes a lidarem com os desafios inseridos nos contextos em que envolvem os processos de ensino-aprendizagem.
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EDUCAÇÃO INCLUSIVA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: DIFERENÇAS E