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NINHO DE AVESTRUZ

No documento COLECÇÃO PALAVRAS SOLTAS (páginas 97-139)

Mandaram-me tirar a roupa e vestir um pijama e um roupão os meus documentos chaves e dinheiro ficarão num postigo a que só tenho acesso depois do pequeno-almoço deito-me na cama e destilo o sofrimento causado pela injeção ao meu lado está um rapaz e na terceira cama está o sr. M. não estou em condições de falar aliás torço-me um pouco na cama o horário do lanche é as dezasseis horas como um pão com café com leite depois ando pelo corredor a ver se falo com alguém não consi- go quero explicar a minha situação mas não sou capaz está um médico tento falar e compreendo que é espanhol quando me diz que procuras tenho uma repulsão e viro as costas vou-me deitar pois o efeito da injeção tortura-me o corpo o P. o rapaz que está ao eu lado tenta falar comigo desiste reconhecendo o eu au estar o jantar é às dezanove e trinta fazemos uma fila a espera do carro e da senhora da comida depois de comer tentei falar com mais alguém mas os enfermeiros pouco comunicati- vos viram a cara e os auxiliares não é da conta deles na psiquia- tria às dez é hora de deitar e fecham as portas à chave já eu dormia por duas noites. No segundo dia continuava sem conse- guir comunicar com ninguém pois todo o pessoal que trabalha na psiquiatria é de poucos sorrisos tive então de manhã a mi-

nha conversa co o P. disse-me que era bipolar e que já estivera várias vezes internado era de Vila Franca de Xira a médica que virá ser a minha médica tinha ido de férias e agora voltara ti- nha ali ficado esquecido era estudante de psicologia mas recor- ria a internamentos quando se ia abaixo eu estava sem telemó- vel tinha tabaco um bem precioso e potenciais cravas aparecem minuto a minuto mas destaco o A. que pela primeira vez me veio co a sua técnica de cravar oh só Jorge a minha família vem amanhã e traz dinheiro os meus cartões multibanco e amanhã já lhe posso dar um cigarro esta frase repetitiva iria ouvi-la por muitos dias ainda sentia um pouco o efeito da injeção os doen- tes estão proibidos de sair do hospital e no hospital não se ven- de tabaco há dias que um doente estafeta veste a roupa civil e vai comprar tabaco depois do almoço. Vou ao corredor das consultas e bato à porta do psicólogo I. talvez seja solução o I. é meu conterrâneo preciso que alguém me ouça, mas pelo con- trário em outras palavras diz para não bater mais à porta para não o incomodar. É da medicação durmo já desistindo de ten- tar comunicar acordo na hora do lanche depois de esperar na fila entro na sala das refeições o que se repetirá ao jantar todas as personagens são medicamentadas dois nem têm capacidade para falar estão ali talvez para sempre um deles tem problemas de equilíbrio tem de ser auxiliado há um estudante de hotelaria um rapaz novo que já está quase curado afirmava ser deus e tinha problemas de alcoolismo um jovem de bom aspeto das Caldas da Rainha já depois de jantar estava perto da enferma- ria um enfermeiro mete conversa comigo para me dizer algo de grave e importante que estava internado compulsivamente e o dr. R.M. assinara um documento em como eu era perigoso à

sociedade exclamei e a minha carreira profissional ao que o enfermeiro respondeu que não seria cadastrado fui fumar um cigarro e deitar-me. Conheço de vista O R.M. do tropical des- de o fim dos anos setentas dum grupo de médicos na altura afetos ao partido comunista como os outros virou a casaca nes- te momento já deve ser exterminador do partido do santo ofí- cio já na altura mostrava ser um infeliz e um frustrado mais um exemplo como as pessoas erradas chegam a lugares de respon- sabilidade neste mundo pelo menos agora deve assinar qual- quer papel que lhe ponham á frente o que eu chamo assinar de unhas sujas. A ala da psiquiatria deste hospital é um longo cor- redor quem entre pelo lado do átrio encontra do lado direito a copa e mais uma sala do lado esquerdo o refeitório em frente estão os quartos de uma ou duas pessoas durante a minha pre- sença nunca vi estes doentes estavam acamados e dos quartos quando da hora da refeição ouvia-se o sofrimento a que esta- vam sujeitas seguia-se do lado direito o consultório da enfer- meira chefe e o consultório médico ainda da parte direita ficam as enfermarias em frente a porta para a sala de café dos enfer- meiros seguido dum espaço de secretariado começa então as zonas dos quartos de três camas do lado direito em frente do lado esquerdo a sala dos sujos a arrecadação os duches e uma casa de banho para pessoas com dificuldade motora a sala de fumo seguida da sala com dois computadores um não trabalha e o segundo é um dinossauro completamente censurado com a única utilidade de se poder mandar mails pois só falta uma sala e para esta entramos pela porta do Elísio de Moura dois bustos de um lamentável prémio nobel e assim teremos à esquerda a sala que tem bilhar Peng ponga e uma passadeira mira lago

igualzinha a uma que eu já tive posso dizer que o corredor tem horas de muito mau cheiro às vezes o quarto é o refugio e dar uma volta pelo exterior é um escape a sala de fumo é onde há mais conversa tem uma televisão que nunca consegui ligar liga- vam-na com a colher do açúcar das máquinas automáticas de café o rapaz que está ao meu lado um pouco desesperado tele- fona desesperadamente à mãe a dizer que não está ali a fazer nada e estes telefonemas duraram quase uma semana até ao doente ter alta no terceiro dia tiram-me sangue continuo con- fuso compreendi que não vale apena recorrer tentar explicar a minha situação sei então que a médica encarregada do meu processo se chama G.S. pois só no dia seguinte tive a consulta não consegui explicar a minha situação e nos três minutos da consulta apenas recebi um papel com o processo e tribunal com um nome de advogado oficioso e a noticia que tenho de levar injeções estava com barba de quatro dias fui fumar um cigarro na sala de fumo está sempre bem concorrida e uma pessoa até ri um pouco começo a fazer nesse dia quarenta minutos de gi- nástica o que me vai ajudar bastante custa-me menos estar en- carcerado do que pensar em mandar umas corridinhas o B.J. é homem carente a já quase uma dezena de anos que entra e sai da psiquiatria tanto afirma ter a força de Deus dentro dele como o diabo até a curandeira lhe disse um dia mostrarás a tua força ora o B.J. entrou no hospital vitima de agressão e como ele diz se deus te quis vivo é porque quer de ti qualquer coisa o pai com medo não recorreu aos tribunais e o B.J. vitima de agressão ali aparece por uns tempos na psiquiatria a minha opinião é que o B.J. tem grandes opostos nos sentidos quando está positivo fica cheio de bondade mas na carga negativa é o

mal não consegue controlar o tabaco que tem no cacifo todos o cravam e depois de jantar e na manhã seguinte é ele a cravar entretanto as aparições de muitos cravas fora o A. oh Jorge a minha família vem amanhã e eu tenho dinheiro e multibanco. As regras que cumpro acordar às sete tomar banho beber o Compal comprado na véspera e bolachinhas o pequeno-almo- ço é às nove e quinze depois do pequeno-almoço levanto di- nheiro do cacifo pelas onze depois de varrerem os quartos faço o meu exercício de quarenta minutos treze horas almoço e comprimidos o meu grande problema é que tenho uma dieta vegetariana e disso a ninguém me queixo como comida que repudio já lá vão quatro dias fora a medicamentação aqui quem se porta mal leva injeções há aqui uns jovens que se por- tam mal outros acabam amarrados à cama por um cinto que só pelo aspeto nos leva à tortura medieval terão todos tido com- portamentos que a sociedade não aprova e foram enviados para aqui para não irem a julgamento apanhados num filme da quinta dimensão que pode nunca acabar. É comum passar pelo I. que apenas cumprimento e quando com poucas palavras lhe disse o nome da médica encarregada do meu caso apenas me disse que era muito boa médica. O corredor é muito concorri- do enfermeiros auxiliares mulheres de limpeza as senhoras da copa médicos alunos de medicina e enfermeiras estagiárias pelo meio da tarde fica tudo mais calmo pelas seis da tarde fe- cham a porta da psiquiatria pelas dez da noite fecham a porta que dá para o átrio adormeço com a cama do lado vazia pelas dez entra o L. a dormir tentativa de suicídio só no dia a seguir acordou. Aqui há um vicio geral café e outro mais grave vonta- de de comer por todo o hospital há máquinas de café e exposi-

tores de comida o café será agora uma forma de não dormir muito de pé e ate não fazer má figura quanto a comida certos dias não resisto e la se vai a macrobiótica estas máquinas estão sempre a avariar no dia seguinte já funcionam mas a máquina de café da sala de espera da psiquiatria avaria mais que todas as outras aparecendo em algumas alturas em funcionamento. Também quando acendi armado em esperto a televisão do re- feitório o ecrã ficou todo preto a medida que o preto ia desapa- recendo bordando a minha sombra. A sensação de não ter li- berdade e ter vários problemas burocráticos a resolver não poder correr nem ir tomar uma banhoca ao mar e ficar com um corpo vendido a decisão de uma psiquiatra que se esquece da nossa existência leva-me a pensar e ainda agora penso que a cura a satisfação de tal ser desumano será assinar a minha cer- tidão de óbito porque eu que era saudável agora estou medica- mentado neste corredor de mau cheiro de pessoas que sofrem pelos seus atos de liberdade pelos seus atos de lutar contra a sua escravidão. Considero a psiquiatria um conhecimento empíri- co sem nenhumas bases científicas e que serve apenas como forma de tortura e destruição do ser humano apanhado na sua teia. Não que me sentisse cobaia mas o professor Q. não sei por que razão talvez por mero acaso vem-me pedir que exponha o meu caso aos seus alunos ora se ninguém até agora me deu ouvidos talvez seja uma forma de desenrascar a minha situação na sala de aulas com poucos pormenores conto o que me acon- teceu quando saio fico com a ideia que algum aluno faça um relatório interessante mais tarde o professor pede-me para na sala de bilhar que três alunos aprofundem o meu caso concento pois assistiram à aula não sei se alguém de futuro lerá os seus

relatórios ou se eles me favorecem passados uns dias volta o professor Q. com mais três alunos que logo não me agradam e que querem fazer o seu trabalho a partir do zero como não gosto de me repetir quando estávamos já sentados e começam a identificar como os ditadores mandam fazer a folha calo-me e apelo pela presença do professor e digo-lhe que não consigo pelo menos é tolerante já sem estar a ser picado pelas abelhas reparo que o professor anda atentar angariar outro paciente para os tais alunos que não são fisicamente beneficiados pela natureza. O mundo seria melhor se a medicina não tivesse alte- rado a seleção humana durante os últimos dois séculos também as orlas marítimas de grande diversidade nos últimos dois sécu- los foram violadas pelos veraneantes estão no séc. XXI a com- plexidade das sociedades humanas as suas necessidades e a sua existência como superpopulação. Mesmo dormindo bem aper- cebia-me de movimentos noturnos até que acordei com o A. no nosso quarto junto da minha cama a olhar-me nos olhos e logo disse o sr. Jorge arranja-me um cigarro a minha família vem amanhã e tenho dinheiro e cartões de multibanco ainda proferi algumas palavras de moralidade e adormeci. O novo compa- nheiro o L. é belga e vou desenferrujando o francês e o Inglês é eng. Financeiro mais uns dias e compreendo a sua situação ti- nha dado o til financeiro ainda tinha a mala no piroso hotel da baixa onde se tentou suicidar a mala e o computador fala-me das suas coines do seu divorcio e da filha que não lhe fala há seis meses de como a sua arte de comprar e vender o levou a ficar com as contas congeladas e é mais um da zona do próximo Aveiro que aqui está Cantanhede precisamente já como o sr M na nossa terceira cama o provável larapio que lhe faz desapare-

cer o dinheiro deu-me de caras a família do sr M. não gosta de o ter por casa maliciam-lhe o cacau ao sr M. todos lhe chamam o barateiro parece que homem também para o lado Febres e que tudo vende e emprega. Aqui há um cromo que anda sem- pre com o sinto apertado na cadeira de rodas tabagista esque- ci-me do maço de tabaco na sala de fumo e quando cheguei de apanhar sol no átrio o velho fora bufado e lá eu fiquei com mais tabaco todas as sete e pouco da manhã abriam a porta do quar- to e olhavam cá para dentro o primeiro instinto era atingir o chuveiro para os que são lavados pelas auxiliares não provocas- sem confusão nem sempre as melhores condições higiénicas se encontravam nos chuveiros muitas vezes deixavam toalhas en- charcadas até que percebi que havia repugnância nalguns pés arranjadinho mas com a barba por fazer atingia a porta da ta- bacaria pelas oito e dez e comprava um sumo Compal e bola- chas da provida para a noite quando muitos desesperavam pelo pequeno-almoço das nove e quinze já eu tinha tomado um ca- fezinho no pequeno -almoço como em todas as repetidas refei- ções apareciam três ou quatro desaparecidos não iam para a fila eram servidos na mesa seres vegetativos de manhã olhava primeiro o carro dos comprimidos e depois os enfermeiros au- xiliares e estagiários. Passado uma semana apareceu a D. S. trazia-me um cacho de bananas ora eu no pequeno-almoço do meu hábito como sempre uma banana um copo de leite de soja e muesli as minhas cuecas tinham uma semana e andava sem meias que tinham ido para a arrecadação no primeiro dia pe- di-lhe que me comprasse cuecas meias e tabaco mais giletes para a barba no meu bloco de notas apontei o telemóvel do meu irmão e da p.s.. já tinha credifones que comprei para falar

com o advogado oficioso que apareceu na psiquiatria durante dez minutos para nunca mais o ver. Há aqui uns rapazes revol- tados recusam-se a tomar comprimidos e acabam a dormir com uma injeção até me contou o barateiro que já esteve amar- rado na cama. O L. passa muito tempo na sala onde está o di- nossáurio computador conferindo centenas de mails que rece- be por dia. Já com cuecas e lâminas vou ao barbeiro do Hospital corto o cabelo máquina dois por 5€ e passo máquina zero pela cara mais 1€. Os movimentos noturnos continuam sem dar por ela fico sem um par de cuecas e um par de meias acordei nova- mente e sem dizer nada observei o A. a fazer um cheque total ao barateiro cacifo debaixo da almofada e o barateiro a dormir desde o primeiro dia que me habituei ao ressonar do barateiro o L. pelo contrario é afetado no seu sono e vai reforçando a dose de comprimidos para dormir. Entrou um rapaz o J.P. e falei com ele estudou até aos doze anos mas nunca acabou a primeira classe estava a bater na minha mãe e a gnr foi-me buscar disse-o a rir e que o vizinho batia na sogra e não lhe fa- ziam nada tornou-se um grande crava de tabaco e aí está a harmonia dos utentes da sala de tabaco de uma forma ou de outra lá se fuma um cigarro para apagar as horas que passam. Depois de alguns telefonemas “Até agora estava o C. em desin- toxicação e a agulha se houve-se mais eu não o sabia porque o universo humano é enorme mesmo dentro deste corredor mal- cheiroso. A última vez que acordei por invasão noturna foi o C. a desculpa é que tinha apanhado uma injeção de não sei quê e estava com fome e eu dei-lhe uma banana e umas bolachas. Entretanto aparecem dois velhinhos cada um com o seu portá- til o L. recuperou o dele foi acompanhado ao Hotel da baixa

para o ir buscar. Agora já estou de barba feita como recordação o L. tirou-me três fotografias com o telemóvel no meu estado barbudo com ar de sempre em forma por todos os singles três da região. O estudante de hotelaria alcoólico e que dizia que era Deus tem alta o agulha tem alta o C. tem alta entram mais dois para desintoxicação o C.M. e um jovem de que não me recordo o nome a quem a crise já de longos anos lhe levou os bens materiais o casamento e agora a psiquiatria também ar- mado de portátil. A visita do meu irmão é bastante importante o apoio moral e o poder sair acompanhado ir ver as coisas no apartamento apanhar o telemóvel para poder comunicar mais facilmente e aproveitar para comprar um portátil para estar mais ocupado. Também teve alta um indevido corpulento que todos os papéis que encontrava enrolava no seu completo mu- tismo ao sair partiu o vidro da sala do bilhar só o soube pelo barulho mas o certo é que não voltei a vê-lo naquele corredor houve pelo menos dois que senti pelas cinco da manhã serem retirados do corredor e alguém disse um dia que alguém dera um grande trambolhão pelas quatro da manhã. Vão entrando uns e saindo outros o barateiro teve alta para a sua cama entra um individuo que diz estar sempre a morrer perdeu a esperan- ça na vida acho que viu algo que o transtornou tento dizer-lhe que vai conseguir dormir que com a ajuda da família poderá levar uma vida calma e que não pense que vai morrer na sua primeira noite ninguém consegue dormir passou a noite aos ais e ai que morro eu e o L. tivemos de falar com os enfermeiros na segunda noite deram-lhe coisa forte mas o seu pessimismo o seu estado de choque continuava durante o dia via-se nos seus olhos na sua cara que algo o apavorava com boas palavras ten-

tava acalma-lo e ele reconhecia a família que o visitava também me agradeceu o mais estranho é que durante a noite a porta da casa de banho aparecia aberta com a luz acesa apagava a luz fechava a porta mas sempre que acordava lá estava a luz acesa depois pediu-me por tudo para que a luz fica-se acesa. Agora na sala de fumo temos cravas e monopolistas do tabaco o rou- pão vermelho estava abastecido de tabaco o C.M. nada tinha é um jovem adulto entra várias conversas disse-me que a geração dele já nada tinha a ver com a heroína mas ele era dependente chegara ao ponto de vender os eletrodomésticos da mãe mas o clímax foi a mãe o apanhar com um carro cheio de ciganos à porta de casa também me contou que foi para o Brasil em Eras- mo e que não voltou tão cedo mulheres e cocaína não faltavam ia pedindo dinheiro à mãe no total cerca de 25000€ porque voltou ou como voltou não cheguei a saber o seu melhor acon- tecimento na psiquiatria foi emprestar a roupa a um recém- -chegado para ir comprar tabaco o recém-chegado dizia que era Deus e assistira ao fim do mundo às vezes punha-se de joe- lhos e abria os braços e tentava doutrinar outros doentes da sua loucura pois o C.M. ficou todo o dia sem roupa Deus tinha fu- gido. Como Deus não tinha muita imaginação para fugir foi apanhado na casa dos pais. Durante este tempo fui fazendo a minha ginástica e também umas corridas na passadeira Mira lago igualzinha a que tinha em casa dos meus pais embora eu deteste passadeiras para correr talvez essa a razão de não o fa- zer com a assiduidade que queria. Aqui quem se porta mal leva uma injeção e vai para a cama. Iam entrando e tendo alta, mas

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