4. Resultados e discussões. 1 pH ruminal
4.2. Nitrogênio amoniacal (N-NH3) do liquido ruminal
Não ocorreu efeito da adição de monensina sódica (Tabela 7), mas para a adição de óleo de copaíba e da associação óleo de copaíba + monensina sódica, houve efeito.
Tabela 7. Valores médios de N-NH3 e seus respectivos coeficientes de variação dos tratamentos avaliados.
Item Dieta EPM2 Valor de P
CONT MON COP MC MON COP Interação
N-NH3 10.14 11.32 11.12 7.51 0,174 0.147 0.047 0.005
Os graus de liberdade foram corrigidos por DDFM= kr. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo comando PROC MIXED do SAS, versão 9.0 (SAS, 2009), adotando-se nível de significância de 5%.
Lima (2015) ao utilizar diferentes níveis do óleo de copaíba obteve valores semelhantes ao tratamento apenas de copaíba + suplemento. Zervoudakis et.al, (2002) também encontrou valores próximos a 10 mg/dL de N-NH3 ao suplementar a pasto novilhas mestiças Holandês/Zebu com Sal mineral, suplementos à base de milho e farelo de glúten de milho e farelo de soja. Para o tratamento de monensina sódica em
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associação ao óleo de copaíba, houve interação negativa, pois esta abaixo do valor de N-NH3 adequado para o crescimento da microbiota ruminal que é de 10 mg/dL proposto por Detmann et al., (2007).
O valor para o máximo de consumo de matéria seca que é de 20mg/dL, não foi obtido neste experimento devido os animais estarem em restrição alimentar. Porém com exceção do último tratamento os valores são superiores ao mínimo exigido.
A proteína é o nutriente mais requerido pelos ruminantes, ocorrendo redução no consumo quando os níveis atingem menos de 7% de PB na MS, neste trabalho o volumoso apresentou valores inferiores a este limite, com isso as exigências mínimas dos microrganismos do rumem, não foram atendidas. A deficiência de nitrogênio limita o crescimento microbiano, reduz a digestibilidade da parede celular, o consumo e o desempenho animal.
Ocorreu efeito de tempo de coleta para todos os tratamentos avaliados (Tabela 8), onde nota-se que a concentração N-NH3, atinge o pico máximo após duas horas de suplementação. Os valores obtidos após suplementação podem ser decorrentes da solubilidade dos suplementos utilizados, principalmente pela utilização da ureia, na composição dos suplementos utilizados.
Tabela 8. Valores de N-NH3 em função do tempo de coleta. Horas após a alimentação
0:00 2:00 4:00 6:00 8:00
CONT 5,38 15,3 10,55 8,78 10,7
MON 6,94 18,43 12,54 14,82 9,35
COP 8,70 18,44 11,70 10,80 6,74
MC 4,3 10,57 7,2 6,06 9,30
O efeito do tempo de coleta também ocorreu em demais trabalhos, tanto na utilização do óleo de copaíba, quanto apenas utilizando a monensina sódica, onde atinge o pico máximo de produção de N-NH3 duas horas após o fornecimento da ração (Figura 3).
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Figura 3. Valores de N-NH3 em função do tempo de coleta de animais em restrição alimentar.
A copaíba apresentou o mesmo comportamento para os teores de NH3 que o tratamento com monensina, o que não ocorreu com associação dos aditivos avaliados. Os Ionóforos diminuem a degradação de proteína ruminal, sem reduzir ou pouco afetando a proteólise. Resultando em uma menor produção de amônia e maior escape de peptídeos do rúmen.
A associação monensina com a copaíba apresentou os menores valores de NH3
possivelmente potencializando os efeitos dos ionóforos com vantagens equivalentes ao escape da proteína da fermentação ruminal, sendo absorvidos pelas células como aminoácidos. Este efeito possui pequena ação sobre bovinos alimentados com grãos, mas para animais alimentados com forragens o efeito é maximizado. (STOCK &
MADER,1999).
5. Conclusão.
O óleo de copaíba teve efeitos satisfatórios na substituição da monensina sódica, apresentando pH neutro e valores significativos de N-NH3 no liquido Ruminal sua associação com mesma teve interação negativa. Mais trabalhos devem ser realizados utilizando este bioproduto na nutrição de ruminantes, para que hajam resultados mais
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elucidados, e chegar-se a conclusão da viabilidade da substuição da monensina sódica pelo óleo de copaíba.
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