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No Âmbito Estadual

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O principal órgão do Estado para o desenvolvimento da atividade econômica da pesca é a SEDRAP22. Ela atua em três áreas distintas, o Desenvolvimento Regional, o Abastecimento e a Pesca. A primeira é realizada por meio de articulação com os municípios e as agências de financiamento do governo. A segunda por meio de rede de comercialização de alimentos do Estado produzidos pelo produtor rural e pelo pescador, na qual está a incumbência de desenvolver estrutura de produção e comercialização. A terceira por meio da pesquisa e da extensão pesqueira.

O Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC)23 trabalha com o princípio da gestão integrada, dessa maneira, além da União, o Estado é um dos atores interagindo com o local para desenvolver o uso costeiro adequado, entre eles está a pesca. Dessa forma, a SEDRAP trabalha com uma perspectiva de fomentar a articulação do Estado com os municípios e a união para o desenvolvimento local regional.

A missão da FIPERJ24, declarada em seu sítio eletrônico, é “promover o desenvolvimento sustentável da aquicultura e pesca fluminense, ao gerar e difundir informações e tecnologias, articulando e consolidando políticas públicas para o setor em benefício da sociedade. O papel de articulador de políticas públicas para o desenvolvimento da atividade pesqueira local regional também está dado na missão da instituição, assim como da SEDRAP. As atividades operacionais a desenvolver em prol do setor são: a geração de

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- Conteúdo disposto no sítio eletrônico da SEDRAP na área Conheça a SEDRAP.

http://www.rj.gov.br/web/sedrap/exibeconteudo?article-id=369333 – Acesso em 10 de novembro de 2013.

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Disponível em: http://www.mma.gov.br/gestao-territorial/gerenciamento-costeiro. Acesso em: 09/03/2014.

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difusão de informações e tecnologias para as atividades pesqueiras e aquícolas.

A Estrutura Organizacional25 da FIPERJ, uma fundação26

, é composta pelo Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Diretoria e Presidência com suas assessorias; Área operacional, atividade fim da entidade; Diretoria de Pesquisa e Produção; Administração, as funções administrativas de suporte.

Constam do Conselho de Administração organismos importantes para gerar sinergia na prestação das suas atividades, e também de organismos em que a pesca artesanal participa junto com outros atores da pesca.

O presidente do conselho, instituidor da fundação SEDRAP, é quem convida os outros integrantes para compor a totalidade dos membros, sendo cinco no total. São suas prerrogativas: estabelecer e destituir presidência e diretorias, orientar o planejamento estratégico, indicar as alterações e inclusões no estatuto27.

São seis as instituições que fazem parte do Conselho de Administração: SEDRAP, FIPERJ, FAPERJ, EMATER-RIO, SAPERJ e FEPERJ.

As duas primeiras instituições, SEDRAP e FIPERJ, já estão apresentadas, a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), conveniada com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) proporcionam o acesso entre pesquisadores/ laboratórios com as universidades, utilizando os recursos da própria FIPERJ, além dos do CNPq.

A presença da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-RIO)é estratégica, em função de ser esta instituição parceira no fornecimento de parte do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural e Pesqueira, auxiliando nos projetos econômicos para a solicitação de

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Disponível em: http://www.fiperj.rj.gov.br/index.php/estrutura/organograma. Acesso em: 07/03/2014.

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Fundação. Decreto-lei nº 200/67, artigo 5º e inciso IV: entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0200.htm. Acesso em: 09/03/2014.

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Estas considerações foram realizadas em função do Modelo de Estatuto para Fundação Pública disponibilizado pelo Ministério Público da Bahia. Disponível em:http://www.mpba.mp.br/atuacao/caocif/fundacoes/pecas/modelo_estatuto_fundacao.pdf.

financiamentos dos pescadores e na organização administrativa das colônias de pescadores. A capilaridade da sua rede28 se dá por 70 dos 92 municípios do estado e está em quatro dos seis municípios do entorno da Lagoa de Araruama.

O Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (SAPERJ), representa os interesses dos Armadores de Pesca29; são donos de embarcações que exploram a mão-de-obra do pescador artesanal desenvolvendo a pesca de grande escala. A Lei da Pesca (11.959/2009), já citada, assim tipifica no artigo 2º, inciso V:

“armador de pesca: a pessoa física ou jurídica que, registrada e licenciada pelas autoridades competentes, apresta, em seu nome ou sob sua responsabilidade, embarcação para ser utilizada na atividade pesqueira pondo-a ou não a operar por sua conta”. (LEI DA PESCA,11.959/2009).

Quanto à Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (FEPERJ), órgão representativo das colônias no Estado, Resende (2010) caracteriza a sua incapacidade de representação dos pescadores artesanais por sua administração estar ligada à pessoas alheias a pesca e por estar composta por diferentes interesses que não os dos trabalhadores da pesca, tendo em vista a sua origem30 inclusiva de todos os atores da cadeia produtiva da pesca, aqueles que exploram o trabalhador, e não só do pescador. Diegues (1983) caracteriza essa problemática desde o início da instituição Colônia de Pesca na década de 1920. Some-se ao fato na atualidade, da incapacidade de a lei 11.699/2008,que surgiu para garantir ao pescador artesanal e aos demais trabalhadores artesanais da pesca, exclusividade na colônia, que passou a ser desde então sindicato, atendendo as exigências de elaboração de novo estatuto e de assembleia geral da base local regional.

Foi possível observar que, dentro da estrutura organizacional da SEDRAP, o Sub Secretário de Pesca é o que possui a menor estrutura para

28 Disponível em: http://www.emater.rj.gov.br/enderecoregional.asp. Acesso em: 07/03/2014. 29

No dia 8 de junho de 1948, era fundada a Associação Profissional dos Armadores do Rio de Janeiro, constituída para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria dos armadores de pesca na base territorial do estado da Guanabara. Disponível em:

http://www.saperj.com.br/. Acesso em: 07/03/2014.

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Cartilha da Colônia Z – 20. Publicação desenvolvida por: Pro Várzea / IBAMA, Fundo Mundial para a Natureza – WWF. Santarém, Baixo Amazonas, Pará. Abril de 2004.

desenvolver as suas atividades. Ainda que, dentro da estrutura organizacional da FIPERJ, o pescador artesanal possui pouca ou nenhuma representatividade diante das instituições de classe que dela fazem parte, o Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (SAPAERJ) e a FEPERJ, pois o primeiro é a organização dos armadores de pesca e a segunda não oferece exclusividade ao pescador sendo também um reduto de empresários da pesca.

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