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5.2. Gerenciador de serviços (Windows e Linux)

5.2.3. No Linux

O Ubuntu possui um gerenciador de serviços intuitivo que pode ser acessado pelo menu “Administração” / “Serviços” (igura 167).

Para editar (habilitar ou desabilitar) serviços, basta clicar no botão “Desblo quear” e digitar sua senha (igura 168), caso o Sistema Operacional solicite. Agora que o gerenciador de serviços do Ubuntu está aberto para edição, vamos desabilitar o serviço de bluetooth. Figura 167 Gerenciador de serviços do ubuntu. Figura 168 Solicitação de senha de usuário comum. Figura 169 Desabilitação do serviço de bluetooth.

Essa providência pode ajudar a economizar memória RAM, caso você não tenha um adaptador bluetooth instalado na máquina. Basta, então, clicar na caixinha (checkbox) e esperar que o vezinho (4) desapareça daquele espaço (figura 169).

Capítulo 6

Estrutura geral

de compiladores

n

os primeiros sistemas computacionais, a programação era feita por meio de painéis com ios e cabos. O programador precisava possuir um conhecimento avançado sobre a arquitetura do com- putador – cada uma de suas peças – para poder criar uma aplicação no sistema. Atualmente, com as linguagens de programação, o processo de desenvolvimento de softwares se tornou mais fácil, pois não exige que o proissional saiba, em profundidade, como funciona o hardware, porque isso ica a critério do próprio sistema operacional.

O compilador é um software que tem a função de traduzir o código-fonte desen- volvido pelo programador em um software que possa ser executado diretamente pelo usuário, ou seja, você escreve todo o código-fonte e depois pede para o com- pilador convertê-lo em um programa. Uma vez tendo o programa em mãos, você pode distribuí-lo aos amigos, instalá-lo em uma empresa etc. O compilador é um tipo de tradutor, como veremos adiante.

Quando um programador desenvolve um software por meio de um código- fonte, ele necessita converter esse código para uma linguagem de máquina, ou seja, que a máquina entenda. Para isso, usa-se um tradutor, que é um utilitário com a função de facilitar a vida do programador, convertendo o código de- senvolvido em uma linguagem de alto nível (entendida mais facilmente pelo programador) em uma linguagem de máquina (entendida pelo computador). Dependendo da linguagem utilizada pelo programador, o tradutor pode ser de um destes dois tipos:

• Montador: traduz o código-fonte que foi desenvolvido em linguagem de

montagem, como por exemplo, a Assembly;

• Compilador: traduz o código-fonte que foi desenvolvido em linguagem de alto nível, como C, C++, Pascal, Java etc.

Os compiladores são bastante utilizados. Nos cursos técnicos de informática e nos de graduação da área de computação existem diversas disciplinas de pro- gramação de computadores em que eles se constituem na principal ferramenta utilizada, além da própria linguagem de programação. Conira dois exemplos de softwares compiladores:

• Javac: compilador da linguagem Java;

• g++: compilador OpenSource da linguagem c++.

Na maioria das vezes, para melhorar sua rotina o programador adota uma IDE (Integrated Development Environment), ou seja, um ambiente de desenvolvi- mento integrado, onde há – além de um editor de textos, muitas vezes capaz de corrigir e sugerir o código durante sua digitação – um depurador, um compi- lador, um linker e uma interface facilitada para executar o software, depois de compilado. Exemplos de IDEs são o NetBeans, o Eclipse (Java) e o DevC++ (C++), ilustrados nas iguras 170, 171 e 172.

Interpretador é um tipo de tradutor que não gera programas, simplesmente exe-

cuta as instruções no momento em que o usuário as solicita. Exemplos de lingua- gens de programação interpretadas: PHP, Perl e Basic.

A maior desvantagem, nesse caso, é que o código-fonte ica visível para o usuário, de maneira que qualquer pessoa poderá copiar o que você criou. Outra ressalva é

Figura 170

IDE NetBeans.

Figura 171

Figura 172

Dev C++.

Figura 173

Site desenvolvido em PHP.

o desempenho, já que toda vez que o programa for executado o processador terá de processar as instruções linha a linha, algo que demora (igura 173).

Linker (ou ligador) é o utilitário (igura 174) responsável por pegar um programa

que já foi traduzido e introduzir as bibliotecas necessárias para seu correto funcio- namento. Muitas vezes, quando desenvolvemos programas, precisamos adicionar bibliotecas externas com recursos úteis para o programa que estamos desenvolvendo.

sicas, agregam também as do linker, que, neste caso, se torna desnecessário, já que o próprio compilador resolve também essas referências simbólicas a biblio- tecas externas. Se você já programa em alguma linguagem ou já se atreveu a escrever alguma linha de código em algum software de desenvolvimento, deve ter ouvido falar do depurador, também conhecido como debugger. Trata-se de uma ferramenta muito útil para o programador. Imagine que você esteja desenvolvendo um programa e o resultado apresentado por ele não é o que você esperava. Da mesma forma, pode ocorrer que esse programa tenha muitas linhas de código e você não tem a mínima ideia de onde está acontecendo o problema. A utilidade do depurador está em sua função de permitir ao usuário acompanhar a execução do programa, visualizando os resultados em tempo real, em busca de possíveis erros de lógica. Com ele você pode seguir cada linha de código, veriicando a saída do programa para localizar onde o problema está e podendo, assim, corrigi-lo (igura 175).

O depurador também pode ser utilizado em conjunto com o copilador para apresentar as linhas onde existem possíveis erros de codiicação constatados durante o processo de compilação.

Em IDEs, o depurador normalmente entra em execução durante o processo de compilação, depois que o usuário executa essa ação, clicando no botão “Com- pilar”. O debugger normalmente é apresentado na parte de baixo da janela e é muito importante para quem pretenda desenvolver um bom software.

<?php

echo “Olá Mundo!”; ?>

Figura 174

O utilitário Linker.

O linker tem a responsabilidade de concretizar essa adição para a geração do programa inal: software binário. Alguns compiladores, mais suas funções bá-

Figura 175 Resultados do depurador do compilador g++. INFORMÁTICA 1 140 CAPíTULO 6 141

Capítulo 7

Gerenciamento de

arquivos e memórias

• Estrutura de diretórios do Windows

Estrutura de diretórios do Linux

• Prompt de comandos do Windows

• Prompt de comandos do Linux

• Sistemas de arquivos

InfORmátICa 1 144 CaPítuLO 7 145 Tabela 2 Estrutura de diretórios do Linux. Figura 176 Imagem das unidades de disco.

No início de todos os diretórios que aparecem na tabela 1 temos a letra “C:”, que representa a unidade de disco utilizada pelo Sistema Operacional. Você pode até ter disponível em seu PC mais de uma unidade de disco (D:, E: etc.) e o Windows pode ter sido instalado em outra unidade de disco, como a D:, por exemplo (igura 176). Para visualizar as unidades de disco disponíveis em seu PC, clique no menu “Iniciar” e depois em “Computador”:

No documento Livro Sistemas Operacionais (páginas 70-75)

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