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Nome: Junta de Freguesia de Campo do Gerês

Neste documento estão expressas as magoas dos nativos, residentes, proprietários, que ao longo dos últimos trinta anos, foram sujeitos a todo o tipo de restrições. Olhando para o P.N.P.G., sentem-se revoltados porque foram sacrificados pelas medidas impostas, pelos sucessivos Gestores e técnicos do referido Parque, que resultaram em degradação e abandono.

No seguimento do processo de revisão do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda¬Gerês (POPNPG), a Junta de Freguesia de Campo do Gerês vem por este meio, exercer o seu direito de pronúncia concretizado no parecer que seguidamente é apresentado.

Pretende-se com os comentários e observações apresentados, contribuir de forma construtiva para o desenvolvimento do processo de revisão do POPNPG, alertando para as questões relevantes que deverão ser aferidas, bem como clarificar as posições e perspectivas que a população de Campo do Gerês, na figura da sua Junta de Freguesia, considera mais benéficas para a gestão do território. Não se porão em causa as instituições nem a sua legitimidade como instrumento de gestão territorial, serão sim, discutidos e analisados os seus modos, métodos e estratégias.

A nosso ver o âmbito de protecção do PNPG deverá assentar na paisagem como unidade dinâmica e em todas as suas vertentes e

especificidades, sem esquecer que a singularidade principal deste território é sem dúvida a diversidade das paisagens da Peneda-Gerês, com os seus valores naturais, históricos e culturais, que são um retrato colectivo das comunidades que nele se estabelecem.

O país antigo e rural, os verdadeiros jardineiros da paisagem e criadores dos mais belos e diversificados mosaicos biofísicos, desde o Mediterrâneo Seco ao Atlântico Húmido, estão a desaparecer com o desaparecimento da agricultura tradicional. Subsequentemente regista-se a perda dos usos e costumes mílenares, que deixaram às nossas gerações estas paisagens espantosas.

A nossa realidade não foge a esta regra de desertificação e como tal, seria de esperar que para uma área de interesse nacional como a nossa, seriam tidas em conta tais conjunturas traduzidas nas políticas e estratégias de sustentabilidade apresentadas no Plano, sendo que a nosso ver tal não se efectivou.

Devemos manter e revitalizar os talentos que moldaram a paisagem, tornando-a num indicador de identidade colectiva, num elemento descritor da sociedade. Torna-se necessário entender a realidade da protecção ambiental associada às dinâmicas sociais, se a sociedade muda, também mudam os mosaicos, a biodiversidade, a paisagem. É por isso necessário contrariar as ideias fixistas de que há paisagens para sempre! Enquanto os decisores e gestores desta região não ultrapassarem o trauma e não se convencerem, que pretendem defender uma paisagem que não existe!

Só pode entender-se esta postura das instituições de gestão, nomeadamente o ICNB, numa perspectivava de desconhecimento da realidade da região, sendo que os conceitos pré-concebidos e estabelecidos no Plano fazem prever uma fundamentação, associada à percepção do território ln VlSU, isto é, segundo o que é mostrado, filmado, fotografado, relatado, televisionado … e não propriamente a realidade ln Situ. Em todo o processo de revisão, na nossa percepção, houve um desfasamento desta realidade ln Situ provocado, em grande parte pela imagem pré-concebida e irreal do território do PNPG e que vem meticulosamente integrada nas propostas, medidas, regras e regulamentos apresentados no Plano.

Das inúmeras medidas e novas restrições previstas na presente proposta de Plano de Ordenamento, resulta uma realidade que estrangula o desenvolvimento socioeconómico das populações, uma vez que todos os recursos que estariam ao dispor dos cidadãos "normais", dentro dos limites do PNPG, não estão. É preciso não esquecer que o PNPG tem uma componente humana decisiva e com estruturas Urbano-Rurais em suposto desenvolvimento e criação de riqueza.

Quais as compensações previstas pela proibição das Eólicas e as suas rendas? Porquê os limites exagerados para implementação de PME's e indústrias, fontes de emprego, pelos limites à potência eléctrica contratada de 15 KVA? (uma pequena serralharia estaria proibida) e limitando a micro geração a 150 KW? Se a agricultura tradicional é uma das principais mais-valias da região, em termos económicos e ambientais, porque se fazem tantas limitações legais à sua prática, nomeadamente no que concerne às estruturas de apoio à agricultura.

Segundo o artigo 33º as actividades desportivas e recreativas quando envolvam embarcações, não serão permitidas na Albufeira de Vilarinho da Furna. Ora durante o processo de revisão do POPNPG foi declarado inúmeras vezes, incluindo pelo próprio ex-director do PNPG, que a Albufeira de Vilarinho da Furna, com as devidas regras de utilização, seria aberta a embarcações e que seria finalmente regrado o acesso ao plano de água pela criação de uma Praia Fluvial.

Analisado o Regulamento, nem um nem outro!

Mais uma vez fica bem patente a falta de verdade e incoerência, típicas de uma organização sem estratégia de longo prazo, aplicável à realidade onde se insere, subjugada pela ganância dos PAN Fundos e que levará assim a mais uma restrição ao desenvolvimento das PME's da região, nomeadamente no acesso ao recurso turístico do plano de água da Albufeira de Vilarinho da Furna, que com as devidas regras deveria ser aberta, pelo menos a embarcações sem motor. Ainda relativamente à Albufeira de Vilarinho, não nos parece ser concebível que o

Tipo Participante: Junta de Freguesia/Assembleia de Freguesia

Comentários/Questões:

num ciclo de regressão para o extracto arbustivo. Parte da mancha florestal (principalmente o Carvalhais mais antigos), onde se inclui a Mata da Albergaria, encontra-se neste limiar, como certamente é constatável por todos, que conheciam a mata há 20 anos atrás, sendo que esta realidade não vem claramente mencionada e descrita em qualquer dos documentos do Plano. Além de escamotear esta realidade, o ICNB também não refere, embora tenha indicios suficientes para o afirmar, a explicação biodinâmica para o fenómeno.

Neste momento a mancha florestal não apresenta o ansiado desenvolvimento sustentável devido à eliminação brusca da acção antrópica, os tais jardineiros da paisagem (Pastorícia, Limpeza e corte de matos, maneio dos carvalhais, abertura e manutenção de acessos, etc.) que desde tempos imemoriais moldaram e se associaram às dinâmicas do ecossistema, tornando-se parte dele. A estratégia de gestão da Mata deverá então "re"humanizar a paisagem, contemplando medidas que favoreçam a requalificação biofísica dos seus habitats e ecossistemas.

Pela reintrodução das técnicas de maneio ancestrais na gestão dos ecossistemas, pretende-se que se reequilibre a biodinâmica local. Ora o que o regulamento diz vai completamente contra esta realidade. Proíbe a Pastorícia indo contra direitos acestrais dos povos da Penede-Gerês, proíbe a limpezas de matos silvados, valetas, caminhos (aumentam os elementos combustíveis e dificulta os acessos), proibindo até a livre circulação de pessoas no acesso a propriedades que ainda são privadas. E quanto aos carvalhos mortos, estes parece que estão a "nascer"

de dia para dia!

Se estes problemas ambientais reais forem ignorados agora, numa altura em que se projectam estratégias para o médio e longo prazo, poderá perder-se a oportunidade de se inverter esta tendência. Com esta filosofia de não acção e proibição desmedida, no que concerne à gestão ambiental e usufruto dos usos e recursos do território, o PNPG está sem dúvida a introduzir uma perturbação artificial nesse mesmo território, pois está a privá-lo de algo que faz parte da sua génese, a mão humana.

No que concerne ao argumento do Desenvolvimento Sustentável, como razão para a legitimação do incremento de restrições e criação de novas taxas, é logo aqui a maior contradição do documento. Afirmar que este documento, materializado no corpo do seu Regulamento, visa o desenvolvimento sustentável da região é logo à partida urna utopia, que nos leva à questão do desfasamento entre a realidade planeada e a realidade local.

O conceito de desenvolvimento sustentável é uma tripeça que se apoia na ideia, que do ponto de vista ambiental a pegada ecológica seja zero e não haja predação; que do ponto de vista social se proclamem os valores da coesão social; e que do ponto de vista do mercado se favoreça a competitividade económica. O mundo real não é assim e como é lógico, o Plano proposto também não remete imediatamente para estes valores, sendo por isso inaceitável que se apregoem tais conceitos de forma leviana, quando a realidade das medidas apontam para o lado oposto.

Vejamos a questão das espécies exóticas, foram introduzidas pelos serviços florestais do PNPG como forma de reduzir a erosão e o arrastamento dos solos. Hoje pode ler-se no Relatório Ambiental "O plano de acção de combate à acácia foi desenvolvido durante mais de uma década ( … ) os resultados estão muito aquém do que seria desejável uma vez que a expansão se faz a uma velocidade superior à capacidade humanamente possível e financeiramente sustentável”.

( … )

'Prevê-se um agravamento da situação actual, com aumento das áreas ardidas, perda de solos por erosão e alastramento das plantas invasoras, o que terá um impacte muito significativo sobre o estado."

Mais adiante nas conclusões relativas aos impactes (positivos ou negativos) da aplicação no Plano referido pode ler-se:

"Da análise resulta um impacte que consideramos muito positivo, em particular para a conservação da floresta de protecção, através da redução dos factores de ameaça e visando o aumento da sustentabilidade ambiental da actividade de exploração florestal. »

Como? Se acabam de afirmar que não têm condições técnicas, humanas e financeiras? Qual é a estratégia que torna o impacte resultante da aplicação do plano muito positivo?

Ainda relativamente à Floresta, particularmente a questão da Pastorícia, refira-se que o termo utilizado no Regulamento "Pastoreio Tradicional"

deverá ver associado o verdadeiro conteúdo do que representa, isto é, deverão ser reproduzidos os calendários das vezeiras tradicionais e as suas regras, usos e costumes, as quais apresentavam detalhes que não poderão ser esquecidos, nomeadamente os tempos de estada dos gados na serra e as subtilezas das suas regras. Tude Sousa (1927) refere ''Tradicionalmente no final de Setembro desciam os gados da serra, mas nem todos os proprietários o faziam. Se o tempo continuasse favorável deixavam-nos na serra, ficavam ao feirio, até que viessem piores tempos e fossem então recolhidos ao povoado".

O direito (entre outros) a:

Parar na Albergaria, Pastoreio segundo a Lei da Mata, Apanha de Lenha e Limpeza de matos, Recolha de frutos Silvestres e Cogumelos, Apascentamento de gado na Serra, Utilização dos Currais, Corte de madeiras, quando comprovado tratar-se de casos de pobreza.

Aquilo é que era o equilíbrio, entre as árvores e a floresta e as pessoas do Gerês até aos anos 70 e que atraiu para o local o Estado e os políticos que constituem o PNPG!

O PNPG quer agir contra as pessoas, renegar-lhe o saber dos antepassados, para pegar para si uma jóia que tem de ser aprimorada, mas que não o tem sido! Agora ameaça estar irremediavelmente perdida, mas ainda assim permitirá engordar alguns cofres, com multas astronómicas, taxas de informação, circulação, visitação, pernoita, e ainda chorudos subsídios Pan-Parks cuja única imposição é que não se faça nada para inverter este realidade!

Os estudos prévios e documentos análogos ao Plano de Ordenamento, na sua componente mais técnica e formal apresentam também falhas graves.

Refira-se por exemplo que o modelo cartográfico de Risco de Incêndio, não contempla a variável altitude, isto é, sendo todas as variáveis iguais (coberto vegetal, declive, etc.) o risco de incêndio nos Carris seria exactamente o mesmo que no vale do Gerês! Como é lógico a realidade diferente.

Na descrição da situação actual do Factor Crítico de Decisão "Património Natural e Qualidade Ambiental", nomeadamente os indicadores

"Representatividade de Habitats e Espécies" e "Áreas de Floresta", embora sejam elencados dados actualizados (Carta de Ocupação do Solo actualizada, espécies de fauna e flora), que caracterizam as especificidades associadas a cada unidade paisagem e seus ecossistemas, não são claramente demonstradas as variações temporais registadas essenciais para assentar a análise de tendências futuras, fundamentando deste modo as estratégias a aplicar.

As zonas rurais já não podem sobreviver através da agricultura e das actividades tradicionais, ancestralmente praticadas dentro do PNPG.

Estas regiões só poderão ser revitalizadas com o aumento da qualidade de vida nestas áreas montanhosas, essenciais para a captação e fixação das pessoas no território e não pelo absurdo de proibições e limitações excessivas.

Campo do Gerês, 30 de Novembro de 2009

O Presidente da Junta de Freguesia (António Pires de Oliveira)

Resposta:

Para a analise e avaliação do impacte das propostas do plano sobre o Factor “Património Natural e Qualidade Ambiental “ foram utilizados todos indicadores considerados relevantes, entre outros o indicador “Áreas de Floresta”, com os seguintes sub-indicadores de análise e avaliação: “Áreas de Floresta com povoamento extreme a reconverter”, “Áreas de Floresta com povoamento misto a programar também para o Recreio e Lazer e/ou já infraestruturado”;

“Áreas de Floresta - matas de protecção a conservar, com planos de gestão a elaborar e/ou em implementação”

“Áreas de Floresta”- novas áreas de expansão da floresta nativa;

Sendo que para o indicador “Áreas de Floresta”, foi feita uma caracterização e diagnóstico da situação actual, onde foram identificados os principais factores de ameaça, que resultam fundamentalmente das alterações do modelo tradicional de aproveitamento e gestão do território – o sistema agrosilvopastoril, e aliadas a um conjunto de pressões, decorrentes de uma sociedade caracterizada pela crescente urbanização, consumidora exigente de recursos hídricos, energéticos , madeiras, recursos geológicos, solo e Paisagem, esta última sob a forma de uma procura turística, nem sempre adequada à fragilidade e sensibilidade do meio.

Neste contexto foram identificados como principais factores de ameaça, para as “Áreas de floresta”, os incêndios, a invasão por espécies exóticas (ex: a acácia mimosa), a manutenção de povoamentos extremes de resinosas e de espécies de crescimento rápido, a carga de trânsito e pessoas, em particular, na Albergaria, os processos erosivos que conduzem à perda de solo e consequentemente à perda de coberto vegetal e um ordenamento e gestão pouco proactivos das manchas florestais.

Fazendo uma leitura articulada entre os diferentes elementos do Plano e das propostas aí consubstanciadas (Planta de Ordenamento, Regulamento e Programa de Execução), conclui-se que são os seguintes os “Efeitos esperados com a revisão do plano”

“O plano em revisão encara a área de floresta, com as seguintes componentes: uma componente de protecção e conservação – para a qual define objectivos expressos de expansão, e uma componente de exploração, para a qual define objectivos de reconversão, (re) arborização, sustentabilidade e certificação. A primeira componente - a floresta de protecção e conservação, traduz-se na sua maioria nos bosques ripícolas e bosques não ripícolas e integram, conforme atrás referidos, o conjunto de critérios que levam à definição dos diferentes níveis de protecção, designadamente os níveis de protecção da Área de Ambiente Natural e o nível Zona de Protecção Complementar tipo 1, em Área de Ambiente Rural. Não são definidos os espaços de suporte para as áreas florestais de produção e/ou de uso múltiplo, sendo apenas regulamentada a actividade enquanto tal, na proposta de regulamento. São propostas no regulamento, Áreas de Intervenção Específica (AIE), para a Conservação da Natureza da Biogeodiversidade, que correspondem respectivamente às áreas de intervenção específica, AIE da Mata Nacional do Gerês, AIE Mata do Mezio e AIE Invasoras lenhosas. O Programa de Execução integra: a elaboração e implementação dos planos operacionais de gestão (POG´s) das AIE referidas, “Implementar as medidas da componente silvo-ambiental da ITI” e “Desenvolver os Planos de Gestão Florestal e dos baldios e a certificação florestal”.O Programa de execução inclui ainda uma proposta com expressão cartográfica para as “Áreas prioritárias para reconversão de povoamentos extremes de resinosas” e “Áreas prioritárias para a expansão da floresta nativa”.

Em súmula a actual proposta de plano define objectivos claros para estas duas componentes e coloca ênfase na redução dos factores de ameaça referidos, na expansão da floresta nativa, no apoio, acompanhamento e melhoria dos instrumentos de gestão, financeiros e certificação, para a componente de exploração florestal, visando ganhos para a actividade e uma maior sustentabilidade ambiental.

Da análise resulta um impacte que consideramos muito positivo, em particular para a conservação da floresta de protecção, através da redução dos factores de ameaça e visando o aumento da sustentabilidade ambiental da actividade de exploração florestal.

Feita a avaliação dos impactes esperados, das propostas do Plano, propusemos algumas Recomendações e Plano de Acção, que visavam contribuir ainda para a optimização dos efeitos das propostas do Plano e que são:

1. O Programa de execução deveria definir as áreas prioritárias para a reconversão de povoamentos extremes de resinosas; (Fase de elaboração do Plano - FOI FEITO);

2.Implementar os planos de reconversão, definindo o seu faseamento em articulação com os órgãos gestores, no caso dos baldios. (Fase de Execução, ou implementação do Plano, após aprovação)

3.Elaborar e implementar um plano de manutenção, de áreas de merenda, trilhos interpretados e a sinalização já existentes, associadas a áreas florestais, nomeadamente as que integram as “Portas do PNPG”, em Lamas de Mouro, Mezio, S. João do Campo e Paradela. (Fase de Execução, ou implementação do Plano, após aprovação)

4. Elaborar e Implementar as Áreas de Intervenção Específicas (AIE) previstas, nos elementos do Plano (Planta de Ordenamento, Regulamento e Programa de Execução), para

- Mata Nacional do Gerês;

- Mata do Mezio;

- Manchas de espécies invasoras lenhosas;

5. Divulgar e implementar em articulação com os baldios e proprietários, Boas Práticas de Maneio das Áreas Pastoreadas. (Fase de Execução ou implementação do Plano);

6. O Programa de Execução deveria definir as áreas prioritárias para a expansão da floresta nativa; (Fase de elaboração do Plano – FOI FEITO);

7. Implementar acções de condução e maneio do coberto vegetal nas áreas definidas como prioritárias para a expansão da floresta nativa;

(Fase de Execução, ou implementação do Plano, após aprovação)

Foi ainda desenvolvida a abordagem ao indicador “Áreas de suporte definidas e Regimes, para a Exploração Florestal”, no âmbito do Factor População e Economia, embora aqui com a ênfase colocada na valorização económica da floresta.

Consideramos que a abordagem feita responde às questões colocadas e que as propostas contempladas no projecto de revisão, expressas na