CAPÍTULO 4 NORMAS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO
4.13 PRINCIPAIS NORMAS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO
4.13.8 Norma ABNT/NBR 14565
Norma brasileira que trata de procedimentos básicos para elaboração de projetos em Cabeamento Estruturado de telecomunicações para rede interna em edifícios comerciais. Baseia-se na norma ISO 11801 (a qual por sua vez se baseia nas normas ANSI/ TIA/EIA 568 A, 569 e 606). Editada em junho de 2000 e publicada em 2001.
NBR 14565 – 2000 - Norma Brasileira (procedimento básico para elaboração de projetos de cabeamento estruturado de telecomunicações para rede interna estruturada em edifícios comerciais).
Em 2007 sofreu revisão, sendo editada a 2ª edição.
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Segundo o site da ABNT (www.abnt.org.br), a norma ABNT NBR 14565:2013 foi editada em 28/11/2013 (acesso em 10/07/2014).
4.13.8.1 Subsistemas adotados na ABNT NBR 14565:2007
A NBR adota a seguinte terminologia para os subsistemas do cabeamento estruturado:
• Área de Trabalho (WA); • Cabeamento Horizontal;
• Sala de Telecomunicações (TR);
• Backbone de campus (Cabeamento Vertical); • Sala de Equipamentos (ER);
• Sala de Infraestrutura de Entrada (EF); • Cabo de interligação Externo;
• Pontos de telecomunicações (PT).
Esses subsistemas podem ser conferidos na figura seguinte.
Perceba que ela adota os termos (traduzidos) dos subsistemas das entidades americanas.
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4.13.8.2 Identificação
Tabela 4.4 Identificação de elementos do Cabeamento Estruturado.1
Na tabela acima temos exemplos de identificação de elementos de um cabeamento estruturado, incluindo cabos UTP, cabo de fibra óptica, Tomadas de Telecomunicações e pontas dos cabos.
Lembrando que a norma 606 trata especificamente da questão de administração e identificação dos elementos de um sistema de cabeamento estruturado.
A importância da identificação e registro dos dados é notada quando há um problema no cabeamento e se parte para a retirada do defeito.
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4.13.8.3 Estruturas de passagem
Existem várias estruturas de passagem para cabeamento vertical ou horizontal.
Tabela 4.5 Estruturas de passagem.
Na figura acima exibimos o de cabos.
4.13.8.4 Sala de Telecomunicações
A sala de telecomunicações abriga os equipamentos de interconexão que recebem os cabos do backbone e do cabeamento horizontal. Normalmente temos uma sala de telecomunicações por andar.
A norma ABNT 14565:2000 denomina a sala de telecomunicações como
telecomunicações. Normalmente, dependendo da estrutura do prédio, o que temos
realmente neste local é um bastidor preso à parede ou de meio de sala.
Abaixo representamos o bastidor padrão de 19”.
Figura 4.28 Bastidor padrão de 19”.
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Estruturas de passagem
Existem várias estruturas de passagem para cabeamento vertical ou horizontal.
Estruturas de passagem.1
Na figura acima exibimos os suportes de infraestrutura mais usuais para a passagem
Sala de Telecomunicações
A sala de telecomunicações abriga os equipamentos de interconexão que recebem os cabos do backbone e do cabeamento horizontal. Normalmente temos uma sala
municações por andar.
A norma ABNT 14565:2000 denomina a sala de telecomunicações como
Normalmente, dependendo da estrutura do prédio, o que temos realmente neste local é um bastidor preso à parede ou de meio de sala.
representamos o bastidor padrão de 19”.
Bastidor padrão de 19”.1
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Existem várias estruturas de passagem para cabeamento vertical ou horizontal.
de infraestrutura mais usuais para a passagem
A sala de telecomunicações abriga os equipamentos de interconexão que recebem os cabos do backbone e do cabeamento horizontal. Normalmente temos uma sala
A norma ABNT 14565:2000 denomina a sala de telecomunicações como armário de Normalmente, dependendo da estrutura do prédio, o que temos realmente neste local é um bastidor preso à parede ou de meio de sala.
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4.13.8.5 Diagrama de ocupação de uma Sala de Telecomunicações
Figura 4.29 Diagrama de ocupação do bastidor na sala de telecomunicações.1
A figura acima representa um exemplo de distribuição de elementos no Bastidor na Sala de Telecomunicações, detalhando a interligação entre o MDF da Sala de Equipamentos e o IDF da Sala de Telecomunicações, onde temos:
• Um cabo principal UTP de 50 pares conectorizado no Patch Panel do MDF (distribuidor principal da sala de equipamentos – ER - ou cross-conect principal) e terminado no Patch Panel do IDF(distribuidor secundário ou cross-conect horizontal da sala de telecomunicações - TR), formando o cabeamento Vertical (Backbone);
• 24 cabos secundários de 4 pares conectorizados no Patch Panel do IDF e terminados nos Pontos de consolidação ou nas TOs das áreas de trabalho, formando o cabeamento horizontal.
4.13.8.6 Comprimentos máximos das mídias utilizadas
Tabela 4.6 Comprimento máximo das mídias em Cabeamento Estruturado.1
Na tabela acima, podemos verificar o comprimento máximo das mídias utilizadas no cabeamento vertical (Rede Primária) ou horizontal (Rede Secundária).
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4.13.8.7 Tomada tripolar
Em relação às tomadas de alimentação elétrica, a Norma NBR 14565:2007 se referencia à norma ABNT NBR 5410:2004, que trata de instalações elétricas de baixa tensão.
Nas tomadas elétricas definidas pela NBR 5410 é importante a disposição dos fios fase, neutro e o terra.
Figura 4.30 Tomada tripolar (vista frontal).1
Por sua vez, o esquema de aterramento pode seguir diferentes variações (consulte a norma 5410 para maiores detalhes):
Figura 4.31 Tipos de esquema de aterramento (NBR 5410).1
Observe que o sistema de aterramento de um prédio ou residência não é tratado pelas normas de cabeamento estruturado. O que veremos na norma ANSI 607 é como interligar os equipamentos de telecomunicações ao sistema de aterramento do prédio.
Portanto a NBR 5410 é que trata do sistema de aterramento e torna-se um complemento da norma ABNT NBR 14565.
Fase
Neutro Terra
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4.13.8.8 Tipos de ligações cruzadas permitidas
Figura 4.32 Bloco de interconexão e bloco de conexões cruzadas.1
Na figura acima temos as duas formas possíveis de interconexão de equipamentos num bastidor para tal finalidade, tanto na sala de equipamentos quanto na sala de telecomunicações, segundo a NBR 14565.
No tipo de interligação chamado de interconexão, o cabo proveniente do cabeamento secundário é conectado na traseira do patch panel. Do patch panel ao equipamento ativo (switch), utiliza-se um patch Cord para interligar diretamente nas portas do ativo.
No tipo de interligação chamado de conexão cruzada, têm-se os cabos do cabeamento secundário ou vertical terminando em patch panels distintos. Para interligar o cabeamento ao ativo utiliza-se um patch Cord interconectando as portas correspondentes nos dois patch panels. Ou, nesse último caso, a interligação se dá via os dois patch panels.
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4.13.8.9 Subsistemas da NBR 14565:2007
Figura 4.33 Sistema de Cabeamento Estruturado e subsistemas.42
Vemos no Layout do sistema estruturado acima exibido, a representação dos subsistemas do cabeamento estruturado, desde a tomada de telecomunicações (TO) até a sala de telecomunicações (TR) e daí até a sala de equipamentos (ER)., segundo a NBR 14565:2007.
Percebemos que a sala de equipamentos é o centro da topologia em estrela, ou seja, para lá convergem os cabos que saem das salas de telecomunicações. Esse tipo de topologia em estrela é recomendado para as instalações de um sistema de cabeamento estruturado, conferindo confiabilidade para esse sistema, pois cada setor atendido por um determinado cabeamento vertical é independente de outros setores.
Percebe-se também uma outra recomendação da norma, que é o de termos pelo menos uma sala de telecomunicações para atender um andar de um prédio comercial.
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4.13.8.10 NBR-14565:2012 – Novidades
A norma brasileira de cabeamento estruturado NBR14565:2007 passou por uma revisão que deu origem a uma nova versão, denominada NBR-14565:2012.
O padrão especifica sistemas de cabeamento completos, isto é, canais e enlaces permanentes compostos por cabos e hardware de conexão, tanto em prédios comerciais como em data centers.
Observamos que a versão 2012 da ABNT 14565 segue a nomenclatura da norma ISO11801 para seus subsistemas (como já acontecera na versão 2007) e para a classificação dos cabos UTP (vide item 4.13.7 Norma ISO/IEC 11801), entre outros aspectos.
Tabela 4.7 Nomenclatura da Norma ABNT/NBR 14565.1
Notas:
* O Distribuidor do Prédio (BD) normalmente está localizado na Sala de Equipamentos (ER).
** O Distribuidor de Andar (FD) normalmente está localizado na Sala de Telecomunicações (TR).
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Novamente destacamos a importância de se conhecer os fundamentos do Cabeamento Estruturado, a conceituação dos subsistemas e a classificação da mídia utilizada. Com esse conhecimento o profissional da área irá se situar em qualquer documento técnico que esteja analisando, não importando que seja ligado à ANSI/EIA/TIA, à ISO ou à ABNT. Veja a figura abaixo com a nomenclatura da ABNT NBR 14565:2012.
4.13.8.11 Diagrama completo dos subsistemas segundo a NBR-14565:2012
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