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Informações gerais

A Hypera S.A. (“Companhia”), com sede em São Paulo-SP, é uma Companhia farmacêutica brasileira que detém posição de liderança em diversos mercados em que está presente, oferecendo produtos de alta qualidade e segurança, investindo continuamente em inovação para crescer de forma sustentável para que as pessoas vivam mais e melhor.

A Companhia conduz negócios líderes nas seguintes categorias de produtos:

a) Produtos de Prescrição – atua nas principais classes terapêuticas nas linhas de Primary Care do país, com a marca guarda-chuva Mantecorp Farmasa; com Mantecorp Skincare, oferece dermocosméticos recomendados por dermatologistas em todo o Brasil. O portfólio dessa unidade inclui marcas como Predsim, Celestamine, Episol, Maxsulid, Diprospan, Mioflex-A e Addera D3;

b) Consumer Health – líder no mercado brasileiro de medicamentos isentos de prescrição, com marcas ícones e reconhecidas há décadas pela população, incluindo Apracur, Benegrip, Coristina d, Engov, Epocler, Estomazil, dentre outras. A unidade atua também nas linhas de nutricionais, adoçantes e suplementos vitamínicos, com marcas como Tamarine, Vitasay, Biotônico Fontoura e Zero-Cal;

c) Similares e Genéricos – Com a marca Neo Química, o remédio da família brasileira, é líder nos mercados de Similares e Genéricos em que está presente. A Neo Química chega a mais de 80% dos lares no Brasil, cumprindo a missão de promover acesso à saúde com produtos de qualidade para a população.

A produção de mercadorias é substancialmente realizada nas controladas Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. e Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., situadas no Estado de Goiás, para posterior comercialização pela Companhia. Seu principal centro de distribuição está localizado em Anápolis-GO.

A Companhia conta ainda com uma ampla estrutura de vendas e distribuição com abrangência nacional. Seus produtos são distribuídos em todo o território brasileiro, diretamente a varejistas ou indiretamente, via distribuidores e atacadistas.

A partir de 2017, a Companhia passou a estar exclusivamente voltada para o mercado farmacêutico, após uma rodada de desinvestimentos iniciada em 2015 e que resultou na alienação de seus negócios de cosméticos (finalizada em 01 de fevereiro de 2016), preservativos (concluída em 04 de outubro de 2016) e produtos descartáveis (finalizada em 06 de março de 2017). Portanto, os três negócios citados acima passaram a ser reportados como ativos mantidos para venda e operações descontinuadas a partir do exercício social de 2015.

Em 07 de fevereiro de 2018, a razão social da Companhia, anteriormente denominada Hypermarcas S.A., foi alterada para Hypera S.A., após aprovação em Assembleia Geral Extraordinária.

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Resumo das principais políticas contábeis

As informações contábeis intermediárias individuais foram elaboradas de acordo com o CPC 21(R1) – Demonstração Intermediária, e as informações contábeis intermediárias consolidadas foram elaboradas de acordo com o CPC 21(R1) e a IAS 34, emitida pelo IASB aplicáveis à elaboração de Informações Trimestrais - ITR e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais – ITR.

A apresentação da Demonstração do Valor Adicionado - DVA, individual e consolidada, é requerida pela legislação societária brasileira e pelas práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis a companhias abertas. As IFRS não requerem a apresentação dessa demonstração. Como consequência, pelas IFRS, essa demonstração está apresentada como informação suplementar, sem prejuízo do conjunto das informações contábeis intermediárias.

As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas Informações Trimestrais - ITR individuais e consolidadas não foram alteradas de forma relevante em relação àquelas apresentadas nas demonstrações financeiras do exercício social findo em 31 de dezembro de 2017, exceto pelas mudanças de prática mencionadas na Nota 2.1. Nos casos em que as notas explicativas destas ITR não se encontram apresentadas de forma completa, por razão de redundância de informação em relação ao apresentado naquelas demonstrações financeiras, as informações completas devem ser lidas na correspondente nota explicativa das demonstrações financeiras anuais. Determinadas novas normas contábeis vigentes para 2018, conforme divulgado nas demonstrações financeiras anuais de 2017, tiveram impactos em relação à política contábil anteriormente adotada e estes impactos estão descritos na Nota 2.3.

2.1 Mudanças nas práticas contábeis

As políticas contábeis aplicadas nessas demonstrações financeiras intermediárias são as mesmas aplicadas nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia no exercício findo em 31 de dezembro de 2017, com exceção ao descrito abaixo:

A Companhia adotou inicialmente o CPC 47 / IFRS 15 Receitas de Contratos com Clientes e o CPC 48 /IFRS 9 Instrumentos Financeiros a partir de 1º de janeiro de 2018, usando o método de efeito cumulativo, com aplicação inicial da norma na data inicial (ou seja, 1º de janeiro de 2018). Como resultado, a Companhia não aplicou os requerimentos do CPC 48 (IFRS 9) ao período comparativo apresentado.

O efeito da aplicação inicial dessas normas envolveu principalmente:

 Reclassificação dos acordos comerciais, da rubrica despesas de vendas, para a rubrica de deduções de vendas na demonstração de resultado do exercício;

Aumento nas perdas por impairment reconhecidas em ativos financeiros; e  Aumento da provisão para devolução de clientes.

CPC 47 / IFRS 15 Receita de contrato com cliente

O CPC 47 / IFRS 15 estabelece uma estrutura abrangente para determinar se, quando, e por quanto a receita é reconhecida. Substitui o CPC 30 / IAS 18 Receitas, o CPC 17 / IAS 11 Contratos de Construção e interpretações relacionadas.

Natureza Entendimento Natureza da mudança na política contábil

Acordos comerciais A Companhia tem por prática realizar acordos comerciais com seus clientes, cujo objetivo principal é impulsionar suas vendas.

Estes acordos comerciais na avaliação da Companhia estão enquadrados no item 70 do CPC 47, pois referem-se a uma contraprestação a pagar ao cliente e portanto, devem ser apresentados como uma dedução de vendas.

Provisão para devolução As provisões de devoluções abrangem as devoluções que não foram registradas, contudo, houve contato do cliente (Via SAC, por exemplo), informando sobre a necessidade de coleta da mercadoria.

Para os contratos que preveem/requerem direito de devolução implicitamente ou explicitamente a Companhia passou a avaliar esse direito no momento em que é definido o valor da transação. A Companhia reconhece valor para a provisão de

devolução de vendas estimadas, a partir da nova regra tomando por base uma avaliação histórica das devoluções de mercado.

A tabela a seguir demonstra o impacto da transição para o CPC 47 / IFRS 15, no saldo de provisão para devolução em 1º de janeiro de 2018, que impactou a rubrica de Lucros acumulados:

Provisão para devolução em 31 de dezembro de 2017 (3.005)

Reconhecimento de devolução esperada conforme CPC 47 / IFRS 15 (1.238) Provisão para devolução em 1º de janeiro de 2018 conforme CPC 47 / IFRS 15 (4.940)

CPC 48 / IFRS 9 Instrumentos Financeiros

O CPC 48 / IFRS 9 estabelece requerimentos para reconhecer e mensurar ativos financeiros, passivos financeiros e alguns contratos de compra ou venda de itens não financeiros. Esta norma substitui o CPC 38 / IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.

Os detalhes das novas políticas contábeis significativas e a natureza das mudanças nas políticas contábeis anteriores estão descritos abaixo.

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