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NOVAS ALTERNATIVAS DE CONTROLE DO MOSQUITO

AEDES AEGYPTI É FOCO DE

PESQUISA DE ACADÊMICA

GANHADORA DO PRÊMIO

FAPEMA

POPVIDEO CIÊNCIAS

A pesquisa, segundo explicou Nayanne Oliveira, surgiu da necessidade de entender as rela- ções filogenéticas e a similaridade dos isolados de

B. thuringiensis do BBENMA com as subespécies

padrões, com o intuito de evidenciar novos iso- lados dessa bactéria para o controle biológico de insetos-vetores. O trabalho teve início em agosto de 2016, com duração de um ano. Durante esse pe- ríodo foi realizada a caracterização molecular com dois marcadores de sequências repetitivas, sendo finalizada essa etapa. Os isolados de B. thuringien- sis do BBENMA ativos a A. aegypti agora estão sendo analisados utilizando-se outros marcadores e também outras técnicas moleculares, como o se- quenciamento.

“Através da caracterização molecular bus- ca-se evidenciar isolados de B. thuringiensis do BBENMA para serem utilizados no controle bio-

lógico de insetos vetores. Na pesquisa verificou-se que os nossos isolados de B. thuringiensis apresen- tam alta diversidade genética e têm demonstrado grande potencial para serem usados como agentes de controle biológico, sobretudo aqueles que além de apresentar atividade tóxica contra larvas de A.

aegypti, também apresentaram, nesse estudo, gran-

de similaridade com subespécies padrões mosqui- tocidas”, contou.

Sobre o Prêmio Fapema, Nayanne Olivei- ra disse que foi uma honra ter sido uma das ga- nhadoras. “Foi uma oportunidade de demonstrar a importância da minha pesquisa e divulgar os resultados obtidos. O Prêmio Fapema, além de tra- zer reconhecimento para o trabalho que está sendo realizado no Laboratório de Entomologia Médica do CESC/UEMA, é uma forma de estimular novas pesquisas nessa área”, avalia.

NA ESTANTE

O livro traz informações e análises importantes para a compreensão da situação da saúde no estado. A pesquisa foi realizada no Maranhão, no período de agosto de 2013 a dezembro de 2015, a partir do banco de dados do SIAB, de uma série histórica de 20 anos de implantação no estado, nos anos de 1994 a 2014, e dados do DATASUS. O projeto avalia a cobertura e os principais indicadores de saúde da população atendida pela Atenção Básica numa série histórica de 20 anos de implantação no Maranhão, analisa a evolução da cobertura municipal e populacional dos programas de Atenção Básica e estuda a evolução da cobertura de equipes de atenção básica por município, de acordo com o teto determinado pelo Minis- tério da Saúde. O estudo determina também os aspectos demográficos, econômicos, sociais e sanitários da população cadastrada na atenção básica, examina os indicadores operacionais da Atenção Básica relacionados à saúde da criança, da mulher e do adulto e analisa indicadores epidemiológicos de morbimortalidade da população coberta pela atenção básica.

Como surgiu a necessidade de analisar a avaliação de indicadores de saúde da população atendida pela Atenção Básica no estado do Maranhão?

Liberata Coimbra - Nasceu das minhas

experiências de pesquisa com a temática e de ensino nas disciplinas ministradas no curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão e de pós-graduação também na UFMA, vis- to que fui professora de Atenção Básica, Atenção Primária e Epidemiologia tanto na graduação, quanto na pós-graduação. Essas experiências me despertaram a ne- cessidade de analisar a realidade do meu estado utilizando como fonte de análise os bancos de dados nos vários sistemas de informação disponíveis no Brasil. Tam- bém incluímos nesta obra o resultado de outras pesquisas como dados referentes à situação da tuberculose e da mortalidade materna no estado, que compõem os três últimos capítulos do livro, sendo o capí- tulo sobre mortalidade materna produto de uma pesquisa de orientação de Mes- trado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFMA.

Quais os resultados obtidos ou esperados com o desenvolvimento desta pesquisa? Liberata Coimbra - Houve aumento de

cobertura das Estratégias de Atenção Bá- sica no estado nos 17 anos, bem como, a melhora dos indicadores epidemiológicos, diminuição da morbidade e mortalidade infantil no estado, embora essa melhoria não tenha se dado da mesma forma com a mortalidade materna. Houve melhoria também nos indicadores operacionais como o acompanhamento das mulheres

grávidas, do aleitamento materno, do acompanhamento do peso e dos índices de vacinação das crianças menores de dois anos. O livro apresenta vários núme- ros para todos esses indicadores ao longo do período estudado. O capítulo da con- clusão apresenta os principais achados.

Houve aumento de cobertura dos pro- gramas estratégicos da atenção básica no estado? Como se deu esse aumento? Liberata Coimbra - Sim. Houve aumen-

to na cobertura das Estratégias de Aten- ção Básica no Estado, tanto da Estratégia Saúde na Família, quanto de Agentes Co- munitários de Saúde e na cobertura po- pulacional passando de 44,5% em 1998, para 78,9% em 2013. O atendimento des- sas estratégias se dá tanto em zonas ur- banas, quanto rurais. Em 1998, somente 153 municípios do estado tinham equipes de Atenção Básica atuando, em 2011, todos os municípios já tinham aderido a alguma Estratégia. Em 1998, o estado contava com apenas 10 equipes de Estra- tégia Saúde da Família, em 2014, já eram 2004 equipes. Uma equipe mínima de Es- tratégia Saúde da Família conta com no mínimo um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e de 4 a 6 agentes comunitários de saúde. Em 2014, tinham 15.766 Agentes Comunitários de Saúde distribuídos pelos 217 municípios do es- tado. As menores coberturas sempre fo- ram para as equipes de Saúde Bucal e dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família – os NASF nas suas mais variadas modalida- des. O NASF tem outros profissionais que dão suporte para as equipes de Estratégia Saúde da Família.

Como os indicadores de saúde da popu- lação atendida pela atenção básica vêm evoluindo ao longo desses anos de im- plantação?

Liberata Coimbra - Com grande quan-

titativo de profissionais atendendo ao maior número de famílias, cuidando da saúde de mulheres por meio de um pré- -natal com consultas médicas e de en- fermagem, ofertando orientações, vaci- nas, exames, realizando a prevenção do câncer de colo e de mama. Cuidando da saúde das crianças com incentivo ao alei- tamento materno exclusivo até o quarto mês de vida, acompanhamento do cres- cimento e desenvolvimento dessas crian- ças, observação do peso, oferta de vacinas do calendário, cuidando das mudanças próprias da idade; controle e tratamento da tuberculose, hanseníase, diabetes, hi- pertensão arterial de acordo com o caso. Cuidando também da saúde da população idosa; e realizando ações de promoção da saúde e de educação em saúde. Estas são algumas das ações básicas realizadas por qualquer equipe de qualquer estraté- gia de atenção básica. Fora isso, existe a responsabilidade de cuidar das pessoas no lugar mais próximo de onde elas vivem. Estas características deste tipo de cuidado e deste nível de atenção que faz parte do Sistema Único de Saúde favorece a saúde das famílias e das pessoas, em consequên- cia, a melhoria dos indicadores de saúde da população atendida. Por isso devemos lutar sempre pelo reconhecimento deste tipo de trabalho.

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