“EVITAR O CONTATO PROLONGADO COM A PELE. DEPOIS DE UTILIZAR O
PRODUTO, LAVE E SEQUE AS MÃOS.”
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10. Descarte das embalagens vazias e restos de produtos saneantes
Não reutilizar as embalagens vazias. Nunca utilizar embalagens vazias de bebidas para acondicionar produtos saneantes. Lavar bem as embalagens vazias utilizando somente água no enxágüe. Após bem lavadas as embalagens devem ser separadas de acordo com o material de fabricação e, se não houver restrições devido ao tipo de produto que acondicionavam, ser destinadas preferencialmente à processo industrial de reciclagem.
As embalagens de produtos que estão em uso devem ser mantidas bem fechadas e identificadas. Caso os produtos não sejam utilizados até o fim, não misturar as sobras com outros produtos, nem adicioná-las à produto recém aberto. Deve-se evitar o descarte de saneantes diretamente na rede pública de esgotos, sem que tenham sido previamente tratados – neutralizados e/ou inativados, conforme o caso (verificar com o fornecedor os métodos de tratamento e descarte adequados ao produto).
11. Qualificação/Validação de fornecedores
(incluindo verificação da regularidade da situação da empresa perante a ANVISA);
Procedimentos recomendados para qualificação/validação de fornecedores:
solicitar aos fornecedores a apresentação de documentos comprobatórios da regularidade da situação da empresa e do produto perante as autoridades sanitárias, tais como: publicação no D.O.U. da Autorização de Funcionamento da Empresa, Certificado de Boas Práticas de Fabricação, cópia da Licença de Funcionamento ou Alvará Sanitário atualizados, etc.
estabelecer parâmetros de qualidade para os produtos que se pretende adquirir; estabelecer um sistema de acompanhamento do fornecimento dos produtos;
estabelecer padrão de qualidade mínimo para qualificação e cadastramento de fornecedores; se possível efetuar auditorias ou visitas periódicas às empresas fornecedoras, a fim de
conhecer suas instalações;
todos os saneantes adquiridos e/ou utilizados no hospital devem possuir registro ou notificação na ANVISA/MS; por sua vez, apenas empresas fabricantes ou importadoras, que possuem Autorização de Funcionamento, podem registrar ou notificar esses produtos. Tais informações devem constar na rotulagem dos produtos e podem ser confirmadas ou verificadas em nosso banco de dados através do link http://www.anvisa.gov.br/scriptsweb/index.htm.
OBSERVAÇÕES:
1. Para verificar a situação cadastral da empresa, acessar o link
http://www.anvisa.gov.br/scriptsweb/index_autoriza.htm e efetuar a consulta por estado;
2.
Para verificar o produto, acesse http://www.anvisa.gov.br/scriptsweb/saneante.htm no banco de dados, nº da Autorização de Funcionamento e demais dados referentes àp://www.anvisa.gov.br
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12. Controle de qualidade dos saneantes diluídos/preparados no local
Deve-se manter controle de qualidade dos saneantes preparados e/ou diluídos no próprio hospital; adotando em seu desenvolvimento os cuidados de segurança relativos ao produto e ao pessoal envolvido. Os principais itens devem ser implementados:
1. determinar quais serão os produtos preparados na instituição e em que quantidades;
2. determinar quais matérias-primas serão utilizadas em cada preparação, e qual a forma de controle de seu uso;
3. estabelecer parâmetros de qualidade para as matérias-primas requeridas; 4. estabelecer procedimentos de preparação ou diluição de produtos; 5. estabelecer parâmetros de controle para cada tipo de produto; 6. desenvolver rotinas de trabalho do controle de qualidade;
7. preparar manual técnico-descritivo com as análises de controle de qualidade adotadas; 8. preparar manual de segurança no laboratório;
9. manter registro das análises e resultados dos controles;
10. manter registro das não-conformidades e das ações corretivas adotadas;
11. rotular todos os produtos preparados/diluídos, incluindo no rótulo informações de identificação do produto, conteúdo líquido, lote, data de preparação, validade e outras informações pertinentes.
13. Qualidade do ar em interiores
É importante ressaltar que os produtos destinados à limpeza de sistemas de ar condicionado não podem ter ação biológica.
Ler atentamente as normas de forma a bem selecionar os produtos para utilização nesses sistemas.
PORTARIA Nº 3.523/GM EM, 28 DE AGOSTO DE 1998 RESOLUÇÃO - RE N º 176, DE 24 DE OUTUBRO DE 2000
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14. Comunicação de Ocorrências Indesejadas relacionadas com o uso
de produtos saneantes
O objetivo central de nossa proposta é o de garantir que os saneantes usados nos hospitais tenham a eficácia esperada, e que não causem agravos a saúde quando utilizados dentro das recomendações estabelecidas nos rótulos.
Para comunicação de ocorrências indesejadas (termo utilizado na área de saneantes em substituição a “eventos adversos”) relacionadas direta ou indiretamente com produtos saneantes utilizar o formulário disponível no site www.anvisa.gov.br. Para ocorrências que requeiram medidas sanitárias urgentes, o órgão de vigilância sanitária do local também deverá ser informado diretamente.
Situação não desejada, inesperada, imprevista, ou imprevisível que ocorre durante ou após o uso de produtos saneantes, empregados em processos de higienização, desinfecção ou esterilização.
Ocorrências indesejadas: ocorrências inesperadas ou indesejadas decorrentes do uso normal
de produtos saneantes domissanitários, isoladamente ou em conjunto com outros produtos. Há 03 tipos de ocorrências que podem ser comunicadas:
1. Queixa técnica referente ao produto: contaminações no produto, falta de eficácia, aparência fora do normal, etc.
2. Acidente decorrente do uso do produto: intoxicações, queimaduras, irritações na pele, olhos ou mucosas, etc.
3. Mal-estar relacionado ao uso do produto: desmaio, tonturas, etc.
Pontos que devem ser considerados:
1. Intoxicação – casos em que após a exposição a um determinado tipo de produto e/ou substância química há aparecimento de alterações bioquímicas, funcionais e/ou sinais clínicos compatíveis com o quadro de intoxicação.
2. Exposição – quando há uma exposição a algum tipo de produto e/ou substância química, mas não se evidenciam alterações bioquímicas, funcionais e/ou sinais e sintomas compatíveis com um quadro de intoxicação.
3. Ineficácia do produto – quando o produto não apresenta o efeito desejado ou o apresenta em níveis abaixo do era esperado.
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