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O BJETIVOS ESPECÍFICOS

No documento Universidade Estadual de Londrina (páginas 13-0)

Verificar a prevalência de deslocamento ativo de acordo com o gênero;

Associar o modo de deslocamento com a prática de atividade física no tempo livre;

Verificar a prevalência de deslocamento ativo de acordo com a região em que está localizada a escola.

4 REVISÃO DA LITERATURA

4.1 TRANSPORTE ATIVO COMO ESTRATÉGIA PARA O AUMENTO DA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA

Pont et al. (2008) realizaram uma ampla revisão de literatura que teve como objetivo investigar os ambientes: físico, econômico, social-cultural e político, correlacionados com o meio de transporte ativo entre jovens de 5 à 18 anos,a fim de divulgar a promoção da vida ativa. Mais da metade das crianças e adolescentes em idade escolar de 34 países pesquisados não conseguiu cumprir as orientações de pelo menos 60 minutos de atividade física de intensidade vigorosa e moderada todos os dias, reconhecida pela organização mundial de saúde.

A revisão destaca que muitos fatores ambientais influenciam as taxas de transporte ativo entre as crianças e adolescentes. As variáveis, que tem maior influência no transporte passivo, são a renda familiar e o crescente número de proprietários de carro. Os esforços atuais de melhorias no transporte e de pesquisa na área da saúde devem continuar a construir a base de evidências para delimitar o ambiente que influencia a natureza das relações com transporte ativo entre crianças e adolescentes, e para determinar as estratégias mais eficazes para promover esse transporte ativo. Mas deve ser dada atenção à utilização de estudos e projetos, incluindo medidas objetivas do ambiente físico, bem como pais da criança e as percepções dos ambientes, e o seu impacto relativo no transporte ativo.

Globalmente, os profissionais de saúde devem apreciar a complexidade das variáveis das barreiras do deslocamento ativo. Assim, as revisões sistemáticas são, portanto uma maneira econômica para identificar estudos focais e garantir informações sobre abordagens futuras de pesquisas.

CDC (2002), analisou dados do Inquérito Nacional HealthStyles, que indica que as longas distâncias e o tráfego de veículos representam as barreiras mais comuns para as crianças e adolescentes caminharem e irem de bicicleta para a escola. Para aumentar a atividade física entre as crianças, um dos objetivos dos Estados Unidos em seus programas de saúde para 2010 são de aumentar a proporção de jornadas feitas à escola de forma ativa. A distância média da

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residência para a escola de uma criança é relativamente longa, porém, muitas crianças não vão a pé ou de bicicleta para a escola, mesmo quando as distâncias são curtas. Recursos substanciais, conhecimentos diversos, e um compromisso político contínuo são alguns requisitos necessários para resolver os dois mais importantes obstáculos: longas distâncias, e o perigo de tráfego.

Hallal et. al (2006) constatou através de pesquisa que 72,8% dos adolescentes utilizam regularmente um modo de transporte ativo, como caminhada ou bicicleta até a escola, nesses casos, o tempo médio despendido com deslocamento foi de 22,3 minutos (DP 14,8 min.) com um valor máximo de 200 minutos diários no deslocamento de ida e volta. Entre os meninos, 12,3% relataram o uso de carro ou moto no deslocamento para a escola, 12,1% ônibus, 67,2%

caminhada e 8,4% bicicleta. Já entre as meninas, os respectivos percentuais foram 12,1%, 13,1%, 70% e 4,6%. O deslocamento ativo para a escola se associou com nível socioeconômico baixo, esse resultado é provavelmente explicado pela ausência de uma alternativa de transporte, ao invés de real consciência da população sobre os benefícios do deslocamento ativo. Por outro lado, o uso de bicicleta foi extremamente baixo, o que chama a atenção em um centro urbano onde 27% dos trabalhadores adultos do sexo masculino utilizam bicicleta para ir ao trabalho. O resultado entre os adolescentes pode ser devido ao fato de que as escolas normalmente não oferecem segurança para que as bicicletas fiquem guardadas durante a aula, além da insegurança no trajeto tanto em relação à

ativamente, espera-se um aumento de 31% para 50%. Caminhar tem ganhado maior atenção como um meio importante para as pessoas fazerem atividade física como parte da rotina diária (CDC, 2002).

Silva, Lopes e Silva (2007), no estudo sobre o deslocamento e o tempo livre em escolares da cidade de João Pessoa, PB, identificaram que entre os escolares 70,4% se deslocavam de forma ativa e mais de 50% participavam de atividades sedentárias no tempo livre com diferença entre os sexos, faixa etária e o tipo de escola. Para o tempo despendido de casa até a escola, 21 % dos escolares moravam a menos de dez minutos da escola. Os escolares de 7 a 9 anos de idade de escolas públicas moravam mais distantes em comparação aos estudantes que tinham entre 10 e 12 anos e eram de escolas privadas. Dos estudantes que se deslocavam de forma ativa, aproximadamente 77% gastavam tempo maior ou igual a 10 minutos. O gênero feminino deslocava-se mais ativamente à escola do que o masculino, quando o tempo de deslocamento era menor que 10 minutos. Nas escolas privadas observou-se maior deslocamento ativo entre os estudantes quando o percurso foi menor que 10 minutos e nas escolas públicas em distância superior a 20 minutos. Dos estudantes que se deslocavam de forma passiva, 59 moravam até 20 minutos da escola. No percurso superior a 20 minutos os escolares de 7 a 9 anos foram mais conduzidos passivamente do que os de 10 a 12 anos de idade. Nas escolas privadas, mais de 60% do deslocamento passivo acontecia em percursos de até 20 minutos, enquanto, nas escolas públicas quase 60% acontecia quando o tempo da residência até a escola excedia os 20 minutos.

A prevalência de atividade sedentária e de tarefa doméstica no tempo livre foram maiores entre os estudantes que se deslocavam ativamente à escola, e a participação em esportes e atividades recreativas foi maior entre os que se deslocavam de forma passiva (SILVA; LOPES; SILVA, 2007).

Xavier et al. (2009), o trânsito intenso de motorizados e a falta de equipamentos de infra-estruturar viária para a segurança e o conforto de pedestres e ciclistas desestimulam os escolares a perfazerem o trajeto casa/escola/casa caminhando ou pedalando. O menor nível de atividade física e o aumento da obesidade infantil têm levado os profissionais de saúde a considerar o caminhar e o pedalar para ir à escola como importante oportunidade de se incorporar atividades físicas na vida diária dos escolares. O estudo de deslocamento dos escolares de 5ª a 8ª série teve como objetivo diagnosticar aspectos da segurança nas áreas

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escolares e a educação para o trânsito nas escolas dos bairros de Coqueiros e Abraão em Florianópolis-SC. Os resultados demonstraram que duas instituições apresentam faixas de pedestre, e uma delas apresenta redutor de velocidade.

Nenhuma área escolar apresenta sinalização vertical, semáforo, passarela ou ciclovia. Em uma escola é desenvolvido programa específico de educação para o trânsito.

Um estudo com os modos de deslocamento para a escola de adolescentes de Pelotas-RS. Foram entrevistados 508 adolescentes. Para meninos e meninas o modo de deslocamento mais prevalente foi a caminhada, 61,7% e 70,5%, respectivamente. O transporte ativo contribui com 16% para o escore total de atividade física dos meninos e 41% para as meninas. Observou-se que mais de 70%

dos estudantes utilizaram o transporte ativo para ir à escola. Os resultados desse trabalho corroboram com os achados de um estudo conduzido em João Pessoa, na Paraíba, onde se encontrou uma prevalência de aproximadamente 70% de estudantes que se deslocam ativamente à escola (SILVA et al., 2007). Outro fato que chama a atenção é que o modo de transporte predominante foi a caminhada, sendo que apenas 13,3% dos meninos e 1,6% das meninas reportaram a utilização de bicicleta. A caminhada foi o principal modo de transporte. Porém, o escore de deslocamento ativo dos meninos contribui menos para o escore total de atividade física comparado às meninas (MEDEIROS; DIAS; REICHERT, 2009).

4.2PROGRAMAS DE INCENTIVOS AO TRANSPORTE ATIVO.

Em Londrina, a campanha “pé na faixa” foi lançada oficialmente no dia 18 de setembro de 2009, com o objetivo de conscientizar os motoristas sobre a importância de se respeitar os pedestres, gerando mudanças de comportamento em todos os usuários da via. O projeto foi desenvolvido por meio de parceria entre o Ministério Público (MP), Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e diversas associações de classe.

faixas, que estão sendo sinalizadas com as placas indicativas da campanha. Estas s serão consideradas paradas obrigatórias para o motorista quando o pedestre sinalizar que quer atravessar.

A campanha também trabalhará a forma correta dos motoristas sinalizarem que estão respeitando os pedestres. Em cruzamentos que não têm semáforos é preciso que o condutor sinalize que está parando para o pedestre para evitar uma colisão traseira ou que o veículo de trás não pare e atropele o pedestre.

Quando o pedestre sinalizar que quer atravessar, o condutor, educadamente, lhe dará a preferência, parando o veículo. Para evitar a colisão traseira, o motorista deverá sinalizar com o pisca - alerta e colocar o braço para fora do carro, movimentando-o para cima e para baixo, sinal que indica a diminuição da velocidade. Já o pedestre precisa saber que para atravessar a rua, deverá sinalizar com a mão, como se estivesse pedindo para o ônibus parar, e aguardar na calçada até que o motorista visualize seu pedido e lhe dê a preferência. A travessia deve ser feita sempre pela faixa de pedestres e, por segurança, nenhum pedestre deve circular no meio dos veículos.

Além do trabalho de conscientização, a CMTU vai readequar e melhorar a sinalização das faixas de pedestres. A Companhia também vai instalar guarda-corpos nos cruzamentos mais perigosos, obrigando os pedestres a utilizarem a faixa para fazerem a travessia.

Tudo isso se concentrará inicialmente no quadrilátero central e, posteriormente, estender-se-á aos bairros. Agentes estão indo em locais como escolas, igrejas, empresas, associações, clubes e bairros, realizando palestras para conscientizar a população para um trânsito mais seguro. E com isso, possibilitando diminuir alguma das barreiras para que as pessoas se desloquem de forma ativo.

Nos estados Unidos, o „„Walk-school‟‟ é um programa que tem sido desenvolvido para promover o aumento da atividade física e a segurança, incentivando as crianças a irem à escola a pé ou de bicicleta em grupos supervisionados por um adulto criando rotas seguras para a escola (CDC, 2002).

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5 MÉTODOS

5.1CARACTERIZAÇÕES DA AMOSTRA

A população alvo dessa pesquisa englobou adolescentes, de ambos os gêneros, de 12 a 17 anos de idade. Foram selecionadas duas escolas por conveniência, uma na região central e outra da região leste da cidade de Londrina-PR. Em cada escola foi selecionada por conveniência uma turma da 7ª série do Ensino Fundamental para a participação na pesquisas. Foram investigados 67 adolescentes, entre eles 34 meninas.

A coleta de dados foi realizada no horário de aula dos alunos. No colégio estadual situado na região leste de Londrina participaram 35 alunos, enquanto no colégio estadual localizado na região central participaram da pesquisa 32 alunos.

5.2PROCEDIMENTOS PARA COLETA DOS DADOS

Para a coleta dos dados foi utilizada parte do questionário do estudo de cidade de Pelotas-RS. Pequenas adaptações foram realizadas no sentido de melhorar o entendimento por parte dos alunos, e se adequar o instrumento à linguagem mais utilizada na região de Londrina.

Sendo assim, os modos de deslocamento foram investigados mediante questionário padronizado. Para a realização da pesquisa os pais ou responsáveis assinaram termo de consentimento. O questionário incluiu informações como o modo de deslocamento para a escola, e o tempo gasto para chegar à escola, tanto na ida quando na volta. As análises descritivas foram realizadas por

5.3TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Para as análises dos dados, considerou-se a caminhada, ciclismo e andar de skate como deslocamento ativo e o uso de carro, moto e ônibus como deslocamento passivo. Os 67 questionários foram tabulados no programa Microsoft Excel 2007. Dentre os testes descritivos, incluiu-se o de proporções para a forma de deslocamento à escola e as atividades físicas realizadas no tempo de lazer por gênero.

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6 RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta o percentual das variáveis dos adolescentes avaliados, como: gênero, idade, região onde foi realizada a pesquisa, se os pais possuem carro ou moto. As idades variavam de 12 a 17anos, A faixa etária predominante foi de 13 anos, (70,1 %). A variável da região da escola é um fator importante, pois a distância da escola para casa, e o trânsito intenso desestimulam os adolescentes a perfazer o trajeto. Dos entrevistados, 68,7% das famílias dos adolescentes não possuem carro, e 58,2 % não possuem moto.

Na Tabela 2 são apresentados os valores dos modos de deslocamento dos adolescentes de ida e volta para a escola. Referente às duas escolas públicas tanto para os meninos quanto para as meninas, o modo de deslocamento mais prevalente foram a caminhada e ônibus, que se igualaram em 43,3 %. O tempo médio despendido na caminhada foi de 15,3 minutos (DP 8,9 min.), com um valor máximo de 40 minutos diários e o valor mínimo de 5 minutos diários no deslocamento de ida. Na volta o tempo médio foi 22,7 minutos (DP 20 min.), com um valor máximo de 110 minutos e mínimo de 5 minutos diários no deslocamento para a escola. Foi relatado apenas por um aluno com outro modo de deslocamento ativo, o uso do skate na volta da escola, com o tempo médio de 10 minutos diários. O uso de bicicleta não foi relatado por nenhum sujeito. Analisando os valores do deslocamento ativo de ida e volta, observou-se que na volta da escola para a casa o tempo de deslocamento aumentou, pelo fato da intensidade do deslocamento.

Tabela 1 – Distribuição da amostra conforme as variáveis: gêneros, faixa etária, região da

Tabela 2 – Valores de média, desvio-padrão, tempo mínimo e máximo dos modos de deslocamento de ida e volta para a escola.

Ida Média DP Mínimo Máximo

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caminhada com 55,9 % na ida e 58,9% na volta.

A Tabela 4 apresenta os modos de transporte dos meninos das escolas das regiões central e leste. O modo de deslocamento mais prevalente foi o ônibus com 54,6% na ida e 45,4% na volta.

Tabela 3 – Modos de transporte de ida e volta para a escola entre as meninas das escolas públicas da cidade de Londrina-PR

Ida N % Volta N %

A pé 19 55,9 A pé 20 58,9

Carro ou moto 5 14,7 Carro ou moto 3 8,8

Ônibus 10 29,4 Ônibus 11 32,3

Tabela 4 – Modos de transporte de ida e volta para a escola entre os meninos de duas escolas públicas da cidade de Londrina-PR

A Tabela 5 mostra prevalência de participação em atividades físicas no lazer, estratificada por gênero. Apenas 43% dos adolescentes praticavam alguma atividade física no lazer, entre as atividades mencionadas no questionário encontram-se: futebol de campo, futsal, dança, GRD, artes marciais, natação, vôlei, handebol. Entre as 34 meninas 44,1% praticavam alguma atividade física no lazer, e entre os 33 meninos 42,4 % praticavam atividade física no lazer.

A Tabela 6 apresenta os valores comparados com os adolescentes que se deslocavam de forma ativo para a escola e realizavam atividade física no lazer (34,5%) e as que eram inativos na atividade física no lazer (65,5%). E os que

Tabela 5 – Prevalência de participação em atividades físicas no lazer, estratificada por gênero.

Atividade física Lazer N %

Sim 29 43,3

Não 38 56,7

Meninas

Sim 15 44,1

Não 19 55,9

Meninos

Sim 14 42,4

Não 19 57,6

Tabela 6 – Atividade física no deslocamento à escola e no lazer.

N %

Deslocamento Ativo Atividade Física lazer 10 34,5

Não fazem atividade 19 65,5

Deslocamento Passivo Atividade Física lazer 19 50

Não fazem atividade 19 50

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7 DISCUSSÃO

Verificou-se, no presente estudo, que 46,2% dos escolares usavam o deslocamento ativo (caminhada) para irem e voltarem da escola na maioria dos dias. Para as meninas o modo de transporte mais prevalente foi a caminhada 55,9

% na ida e 58,9 % na volta, e já para os meninos o modo de transporte mais prevalente foi ônibus 54,6 % na ida e 45,4 % na volta.

Esses achados não foram confirmados no estudo de Pelotas-RS, onde a caminhada foi o principal modo de transporte entre as meninas e os meninos. No estudo de João Pessoa-PB 70 % dos escolares se deslocam de forma ativa. Hallal et al. (2006) constatou que 72,8% adolescentes utilizam regularmente um modo de transporte ativo como caminhada ou bicicleta.

Não foi relatado o uso de bicicleta como meio de transporte para ir à escola. Isso se deve provavelmente pelas barreiras que existem, como a conveniência seguranças no tráfego, fatores ambientais, características da infra-estrutura, a não existência de ciclovias, vestiário e chuveiros na escola e locais apropriados para guardar as bicicletas durante o período de aula.

Apesar de pouco incentivo e condições restritas de infra-estrutura e segurança para o uso do deslocamento ativo em algumas cidades brasileiras, grande parte dos estudos sobre modos de deslocamento, tem uma boa adesão à caminhada e/ou ciclismo. Nesse sentido, Pont et al. (2008) afirma que muitos fatores ambientais influenciam o transporte ativo em crianças e adolescentes.

De acordo com os resultados foi constatado que as meninas apresentaram maior deslocamento ativo para a escola comparado com os meninos.

Resultados semelhantes foram encontrados em várias pesquisas.

Também foi observado que quanto maior o tempo para se deslocar à escola, menor as chances dos adolescentes usarem o transporte ativo. Dos 35 estudantes da escola localizada na zona leste de Londrina, que o tempo de deslocamento é em média 18,1 minutos (DP 10,5), 72,2% usaram o deslocamento

achado.

Dentre as limitações do estudo, encontra- se, amostra por conveniência, que compromete a representatividade da amostra, pequeno número de sujeitos e a falta de investigação de todas as regiões de Londrina.

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8 CONCLUSÃO

Considerando os objetivos específicos deste trabalho, concluímos ao verificar a prevalência de deslocamento ativo de acordo o gênero, que o modo de deslocamento para a escola mais prevalente foi o deslocamento ativo para as meninas (caminhada), e para os meninos foi o deslocamento passivo (ônibus).

Comparado com a maioria dos outros estudos da área teve e resultado contrario.

Associando o modo de deslocamento com a prática de atividade física no tempo livre, os adolescentes que se deslocaram de forma ativa, tiveram índice menor do que o esperado de atividade física no lazer, pois dos 29 alunos (43,3%) que se deslocavam de forma ativa, apenas 10 alunos (34,5%) realizavam atividade física no lazer, esses dados não confirmam a tendência de que adolescentes que se deslocam de forma ativa têm maior probabilidade de serem mais fisicamente ativos dos que os que se deslocam de forma passiva.

Verificando a prevalência de deslocamento ativo de acordo com a localização da escola, a região da escola foi um fator determinante, pois o deslocamento ativo foi maior na região leste devido a proximidade casa/escola do que na região central.

A maioria dos adolescentes relata dedicar grande parte do seu tempo fora da escola com a prática de atividades sedentárias, como horas no vídeo game, computador e assistindo televisão, no entanto deve-se incentivar no período fora da escola e estimular a prática de atividade física.

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SAN‟TANA. Prevalência e fatores associados ao sedentarismo em adolescentes de

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