elo c o m a l g o q u e nos leva p a r a d e n t r o d a s n é v o a s d a pré-história. A s divin-d a divin-d e s são as m e s m a s p a r a t o divin-d o s n ó s , e o m é t o divin-d o divin-de a divin-d o r a ç ã o ritualística é, em geral, o m e s m o , a p e n a s os n o m e s talvez sejam diferentes. Você conti-n u a s e conti-n d o u m praticaconti-nte d a A conti-n t i g a R e l i g i ã o , u m p r a t i c a conti-n t e d a s m u d a conti-n ç a s p o r m e i o d e m á g i k a , u m b r u x o .
C o m o já passamos muito t e m p o discutindo a filosofia positiva da Wicca, seria p r o v a v e l m e n t e a d e q u a d o tentar explicar alguns dos estereótipos n e -gativos associados à n o s s a religião. A l é m disso, seria n e g l i g ê n c i a de m i n h a p a r t e n ã o incluir u m a b r e v e d i s c u s s ã o do q u e n o s s o Ofício não é, contra-r i a n d o as opiniões expcontra-ressas na i m p contra-r e n s a populacontra-r, na m í d i a ligada ao entcontra-re- entre-t e n i m e n entre-t o , aceientre-tas pela m a i o r i a d o s fundamenentre-talisentre-tas crisentre-tãos. D e u m a vez p o r todas, v a m o s deixar b e m c l a r o o fato de q u e a W i c c a n ã o abrange, n e m n u n c a a b r a n g e u , q u a l q u e r das seguintes características:
N a W i c c a , n ã o existe a d o r a ç ã o d o d e m ô n i o n e m d e figuras satânicas c o m o Satanás ou o Anticristo, e n ã o existe u m a m a s s a n e g r a o n d e ladai-n h a s cristãs são p r o ladai-n u ladai-n c i a d a s de trás p a r a dialadai-nte e os s í m b o l o s cristãos, d i f a m a d o s . N e n h u m a d e s s a s práticas existe, n e m j a m a i s existiu n a W i c c a . O d e m ô n i o e o inferno são partes da teologia cristã. E l e s s i m p l e s m e n t e n ã o e x i s t e m na W i c c a , e tais conceitos j a m a i s fizeram parte da n o s s a religião.
N ã o h á contato sexual c o m animais n e m q u a i s q u e r atos d e bestialida-de no ritual wicca, e n u n c a h o u v e q u a l q u e r tipo bestialida-de sacrifício bestialida-de sangue em n o s s o s rituais, seja p o r q u e p r o p ó s i t o for. V á r i o s ritos de bestialidade, sup o s t a m e n t e realizados sup o r feiticeiras d u r a n t e a I d a d e M é d i a , e r a m s i m sup l e s m e n t e p r o d u t o s d a i m a g i n a ç ã o . N e n h u m w i c c a j a m a i s realizou ritos d e b e s -tialidade. Q u a n t o a sacrifícios de a n i m a i s , o w i c c a v e n e r a e celebra a vida, e m u i t o s de n o s s o s rituais do S a b á são d e d i c a d o s ao c o n c e i t o da vida eter-na. E m b o r a a l g u m a s religiões p a g ã s r e a l i z e m rituais c o m sacrifício d e ani-m a i s , o c a s i o n a l ani-m e n t e , isso n ã o faz n e ani-m n u n c a fez parte d a W i c c a .
3. Atos Sexuais Públicos
O s rituais d a W i c c a n ã o i n c l u e m orgias n e m d e m o n s t r a ç õ e s públicas de atos sexuais. E m b o r a a l g u m a s feiticeiras e s c o l h a m praticar o n u d i s m o em iniciações ou outros rituais específicos, isso é feito apenas c o m p l e n o
1. Adoração do Demônio, Satanismo ou
"Missas Negras"
c o n h e c i m e n t o e c o n s e n t i m e n t o de t o d o s os m e m b r o s do C o v e n . C o m o a W i c c a é e s s e n c i a l m e n t e u m a religião da fertilidade, há alguns rituais ou ritos que t ê m um sentido sexual evidente, c o m o o G r a n d e R i t o , ritos especí-ficos para o D e u s de Chifres e m e s m o alguns da lua escura, todos eles tratados nos p r ó x i m o s capítulos deste livro. Trabalhos e n v o l v e n d o n u d i s m o e esses outros ritos j a m a i s são realizados em p ú b l i c o e dele p a r t i c i p a m apenas m e m b r o s ou participantes do C o v e n , p l e n a m e n t e conscientes, e c o m seu c o n s e n t i m e n t o .
O D e u s e a D e u s a são t i p i c a m e n t e r e p r e s e n t a d o s p e l o c o n e do p i -n h e i r o e pela co-ncha, r e s p e c t i v a m e -n t e . Os wiccas r e c o -n h e c e m o s í m b o l o do D e u s c o m o o sol e o da D e u s a c o m o a lua, m a s e s s e s objetos são s í m b o l o s e n ã o são a d o r a d o s c o m o divinos. São apenas i m a g e n s usadas p a r a representar o S e n h o r e a S e n h o r a d u r a n t e nossos vários rituais.
A m a g i a , c o m o objetivo de prejudicar alguém, n ã o é usada nos rituais d a W i c c a . A s d i s c u s s õ e s prévias deste c a p í t u l o d e v e m esclarecer a m p l a -m e n t e tal afir-mação.
R e c o n h e c e m o s , n a t u r a l m e n t e , q u e alguns dos atos j á m e n c i o n a d o s são ou foram praticados por outras religiões p a g ã s . A t é r e c o n h e c e m o s q u e , e m alguns c a s o s , sacrifícios h u m a n o s p o d e m ter d e s e m p e n h a d o u m p a p e l em a l g u m a s d a s celebrações druídicas, p e l o m e n o s s e g u n d o a descrição d e s s a s c e l e b r a ç õ e s feita p o r J ú l i o C é s a r .6 E n t r e t a n t o , e s s e s atos s ã o ou e r a m partes viáveis dessas religiões, e são ou e r a m significativos e i m p o r -tantes para os praticantes, a s s i m c o m o n o s s o s ritos e rituais o são para n ó s . Seria u m a atitude hipócrita c o m e n t a r m o s n e g a t i v a m e n t e atividades ou práticas d e outras religiões, s i m p l e s m e n t e p o r q u e n ã o e n t e n d e m o s n e m c o n -c o r d a m o s -c o m tais práti-cas, o u p o r q u e elas n ã o s e e n -c a i x e m e m n o s s o sistema d e c r e n ç a s particular. Q u a l q u e r prática adotada p o r u m C a m i n h o r e l i g i o s o precisa ser c o m p r e e n d i d a a fim de ser aceitável para os seus se-g u i d o r e s . D e s e j o a p e n a s tornar claro q u e esses atos n ã o são, falando d e u m a forma geral, praticados p e l o s w i c c a s atuais.
C o m o o leitor p o d e ver, os wiccas t ê m um c ó d i g o de ética m u i t o forte, q u e é a essência do q u e significa ser um wicca. D e n t r o d o s f u n d a m e n t o s
Sumário do Capítulo
4. Adoração de Ídolos
desse c ó d i g o de ética, está um dos conceitos q u e p o d e separar a W i c c a de a l g u m a s d a s religiões m a i s p o p u l a r e s e patriarcais. Na m a i o r i a d e s s a s ou-tras religiões, se a l g u é m q u e b r a u m a lei divina, p o d e r e c e b e r r e p a r a ç ã o e p e r d ã o d i r e t a m e n t e d a d i v i n d a d e , ou, m a i s c o m u m e n t e , p o r m e i o d a inter-c e s s ã o de um sainter-cerdote. Na m a i o r i a dos inter-casos, o ofensor s i m p l e s m e n t e precisa r e c o n h e c e r a t r a n s g r e s s ã o e g e r a l m e n t e c u m p r i r a l g u m t i p o de p e n a a fim de obter a b s o l v i ç ã o c o m p l e t a . I s s o é t u d o q u e se e x i g e . O p r o b l e m a é r e s o l v i d o , e o ofensor em geral fica livre para seguir em frente e, p r o v a v e l -m e n t e , repetir a ofensa, u -m a v e z q u e resolvê-la repetidas v e z e s é -m a i s ou m e n o s indolor.
E s s e n ã o é o caso da W i c c a . C o m o b r u x o s , t e m o s p l e n a e, às v e z e s , dolorosa consciência d e q u e c a d a u m d e n o s s o s atos, seja ele b o m o u m a u , é de n o s s a total r e s p o n s a b i l i d a d e . N ã o existe u m a " a u t o r i d a d e m a i o r " que c o n c e d a a b s o l v i ç ã o , e n e n h u m sacerdote para dizer " F a ç a isto ou aquilo c o m o p e n a l i d a d e , e t u d o será p e r d o a d o " . N ã o , cada um de n ó s é individual-m e n t e r e s p o n s á v e l p o r t o d a s as c o n s e q ü ê n c i a s de suas a ç õ e s .
E s t a s n o ç õ e s da ética w i c c a e o fato de q u e cada um de n ó s é indivi-d u a l m e n t e responsável pelos próprios atos n ã o t ê m a finaliindivi-daindivi-de indivi-de intimiindivi-dar ou dissuadir as p e s s o a s de pesquisar n o s s a religião. São, c o n t u d o , conceitos q u e p r e c i s a m ser s e r i a m e n t e c o n s i d e r a d o s e c o m p r e e n d i d o s p a r a q u e a p e s s o a progrida, a p r e n d a e e v o l u a na A n t i g a R e l i g i ã o . E s p e r a m o s ter cham a d o sua atenção para este i cham p o r t a n t e tópico, p o r q u e ele surgirá n o v a -m e n t e no Capítulo 6, sobre -m á g i k a s e e n c a n t a -m e n t o s .
1. Registros públicos da Corte de Apelações dos Estados Unidos do Quarto Distrito de Alexandria, VA, CA-84-1090-AM, no caso de Dettmer v. Landon, 4 de setembro de 1986. Richard L. Williams, Juiz Distrital.
2. A Emenda Helms, introduzida no Congresso em 26 de setembro de 1985, como SAMDT.705 para emendar HR.3036, diz: "Nenhum fundo destinado sob o Ato será usado para conceder, manter ou permitir isenção de impostos a qualquer culto, organização ou outro grupo que tenha qualquer interesse na promoção de satanismo ou feitiçaria". 3. Ver Governo dos Estados Unidos, "Requisitos e Práticas Religiosos de Certos Grupos Selecionados", Manual do Capelão Militar dos Estados
Unidos (Washington, D.C.: Government Printing Office, 1988) 231-236.
4. The American Heritage Dictionary of the English Language, 3- ed., v. "ethics".
5. The 1991 Concise Columbia Encyclopedia, v. "ethics".
6. Ver Júlio César, The Conquest of Gaul, tradução de S. A. Handlord, livro VI (Londres: Penguin Books, Ltd., 1951), parágrafo 16.
Na Wicca, a maior parte de nosso trabalho é feito dentro de um espaço especialmente purificado e consagrado, conhecido c o m o o Círculo Sagra-do. Nesse círculo estarão os adoradores e todos os vários objetos, ferra-mentas e instrumentos usados na realização de nossos rituais e ritos.
A primeira parte deste capítulo descreve as ferramentas e instrumen-tos que são parte integrante de nossas cerimônias. Trataremos dos artigos necessários para a realização de seus próprios rituais e ritos, de como prepará-los para uso e c o m o protegê-los quando não estão sendo usados. A segunda parte tratará das preparações básicas para a realização de ri-tuais e ritos, como lançamento do Círculo Sagrado, invocação às divindades e encerramento do círculo quando termina o ritual. A realização de rituais e ritos específicos será tratada nos p r ó x i m o s capítulos.
Você t a m b é m verá referências à posição da D e u s a e do D e u s em relação a alguns ritos e rituais. A posição da D e u s a é geralmente tomada pela Suma Sacerdotisa ou outra Sacerdotisa, e é feita com as pernas ligei¬ ramente separadas, os braços estendidos na altura dos ombros, palmas das m ã o s para cima, e a cabeça ligeiramente j o g a d a para trás. O corpo, nesta p o s i ç ã o , forma um pentagrama. A posição do D e u s é geralmente assumida pelo Sumo Sacerdote ou outro Sacerdote, e é feita com os pés j u n t o s e os braços cruzados no peito. Os dedos das duas m ã o s ficam curvados frouxa¬ m e n t e , com exceção do polegar e do m i n d i n h o , que ficam esticados para formar o símbolo com chifres do D e u s . Se necessário, ambas as posições p o d e m ser assumidas com a pessoa sentada ou de j o e l h o s , usando apenas as posições dos braços e das mãos. De m o d o geral, m a n t e r os braços es¬ tendidos sobre a cabeça, formando um "V", é u m a posição usada por todos os praticantes durante muitas invocações, sejam eles h o m e n s ou mulheres.
Nos Covens, a Suma Sacerdotisa ou o Sumo Sacerdote geralmente assumem a responsabilidade das ferramentas e implementos usados pelo Coven c o m o um todo. Isso acontece, particularmente, se a casa do Sumo
Sacerdote ou da Suma Sacerdotisa for n o r m a l m e n t e o local das reuniões do Coven. Esses implementos p o d e m incluir praticamente qualquer coisa usa¬ da no Círculo Sagrado, com exceção do atame pessoal do responsável pelo Coven, do seu Livro do Espelho e Livro das Sombras. Contudo, os prati-cantes p o d e m querer realizar, ocasionalmente, apenas trabalho espiritual ou m á g i k o , e os Solitários obviamente precisam ter seu próprio conjunto de ferramentas de trabalho. É lógico, portanto, que todos os praticantes te¬ n h a m um conjunto completo de ferramentas à sua disposição.