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O controlador e suas possibilidades educativas

CONSTRUÇÃO DE UM CONTROLADOR DIGITAL DE PROCESSOS DINÂMICOS: possibilidades para educação tecnológica

5. O controlador e suas possibilidades educativas

No âmbito de um curso de gra- duação em Ciência da Computação, este controlador permite o desenvolvimento de trabalhos de iniciação científica com ca- racterísticas interdiciplinares. Por exemplo, a partir dos circuitos apresentados, pode- -se projetar uma estação meteorológica de baixo custo que permita realizar o monito- ramento de variáveis ambientais tais como temperatura, pressão atmosférica, humi- dade relativa do ar, etc. Ou ainda medidas de parâmetros indicativos da qualidade da água em rios como o pH e intensidade da radiação ultravioleta solar. Tais dados po- dem ser tomados diariamente ao longo de um semestre inteiro gerando um banco de dados que, por exemplo, pode ser usado nas aulas de estatística do curso de enge- nharia ambiental e mesmo, disponibilizados para as escolas que estão na mesma região geográfica da faculdade.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este texto apresentou uma propos- ta para implementação de um controlador programável, flexível e de baixo custo, que pode ser facilmente adaptado para o contro- le de diversos tipos de processos. O protó- tipo mostrado na Figura 8 consiste em uma implementação de baixíssimo custo (inferior a U$30.00) do circuito apresentado na Figu- ra 3, sendo capaz de controlar de forma efi- ciente oito servomotores simultaneamente.

Figura 8: Foto de uma placa de controle (ela-

borado pelos autores).

A arquitetura modular permite que sejam implementados apenas os módulos realmente necessários para o controle de determinados sistemas, o que pode vir a reduzir significativamente os custos e o pró- prio tempo de desenvolvimento do controla- dor, tanto no nível do hardware, quanto do software. Da mesma forma, a possibilidade de operação nos modos “autônomo” ou “su- pervisionado” contribui para a simplificação e flexibilização do seu uso.

Um ponto a ser atacado futuramen- te, na sequência deste projeto, consiste na necessidade de tornar este controlador operável de forma remota, por exemplo, através de uma conexão por rádio-frequên- cia ou mesmo através do acionamento via

internet.

Construção de um controlador digital de processos dinâmicos: possibilidades para educação tecnológica

Tomando como norte estas diretri- zes e pensando na utilização deste contro- lador em atividades práticas de ensino, o desenvolvimento de um projeto deste tipo, além de permitir que os alunos de gradua- ção revejam e implementem uma boa parte dos conceitos teóricos de algumas disci- plinas específicas do curso de Ciência da Computação, também permite que estes estudantes formem uma visão mais ampla das implicações sociais a respeito do uso da tecnologia na qual estão envolvidos.

Vale também notar que com o do- mínio da tecnologia e sua aplicação natu- ralmente cria-se a expectativa do aperfei- çoamento dos modelos empregados e a geração de novas linhas de pesquisa. Esta conseqüência é importante, pois permite que empresas da região automatizem seus processos e que novos canais com o meio acadêmico sejam gerados para o desenvol- vimento de novas tecnologias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IOVINE, J. PIC Robotics: A Beginner’s Guide to Ro- botics Projects Using the PICmicro. Mc-Graw-Hill, 2004. ISBN: 0-07-139455-9.

MICROCHIP TECHNOLOGY INC.; PIC 16F87XA Data Sheet; 2002.

MICROCHIP TECHNOLOGY INC.; MPLAB IDE Qui- ck Start Guide; 2007.

MICROCHIP TECHNOLOGY INC.; PIC 16F627A/628A/648A Data Sheet; 2009.

NATIONAL SEMICONDUCTOR INC.; Precision Cen- tigrade Temperature Sensors; 2000.

ST MICROELECTRONICS GROUP; Seven Darling- ton Array; 2007.

TEXAS INSTRUMENTS INC.; Dual EIA-232 Drivers/ Receivers; 2002.

José Tarcísio Franco de Camargo é graduado em Engenharia Elétrica (UNICAMP – 1989), possui mestrado em Engenharia Elétrica na área de Eletrônica e Telecomunicações (UNICAMP – 1992) e doutorado em Engenharia Elétrica na área de Computação e Automação (UNICAMP – 1995). Atua como professor universitário desde 1990, sendo atualmente professor e coordenador de cursos na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro” (Mogi Guaçu – SP) e no Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (Espírito Santo do Pinhal – SP). Seus interesses de pesquisa abrangem as áreas de controle e automação e computação gráfica, aplicados ao ensino de engenharia.

Jomar Barros Filho é graduado em Física (Unicamp – 1997), mestre em Educação na área de Metodologia de Ensino (Unicamp – 1999) e doutor em Educação na área de Educação, Ciência e Tecnologia (Unicamp - 2002). Professor universitário desde 2001, ministra disciplinas das áeras de física e matemática em cursos de engenha- ria. Como pesquisador publica nas áreas de ensino de engenharia e de tecnologia, avaliação da aprendizagem e formação de professores.

João Alexandre Bortoloti é graduado em Química (Unicamp – 1998), Mestre em Físico-Química (Unicamp – 2001) e Doutorado em Ciências (Unicamp – 2006). Atua como professor universitário desde 2002 em disciplinas da área de Química, Estatística e Matemática em cursos de engenharia. Como pesquisador publica nas áreas de Química Analítica, Quimiometria, ensino de Engenharia e Tecnologia.

Estéfano Vizconde Veraszto possui graduação em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e é Mestre e Doutor em Educação, Ciência e Tecnologia pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui estágio doutoral no exterior na Facultada de Ciencias de la Información da Univer- sidad Complutense de Madrid (UCM). Atualmente é diretor e professor da Faculdade Municipal “Prof. Franco Mon- toro”, pesquisador do Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, pesquisador colaborador da Universidad Nacional de Educación a Distáncia (UNED/España), pesquisador colaborador da Facultad de Ciencias de la Información da Universidad Complutense de Madrid e docente da Instituição de Ensino São Francisco (IESF).

Daltamir Justino Maia é graduado em Química (Unicamp – 1991), Mestre em Química Inorgânica (Unicamp – 1993) e Doutorado em Ciências (Unicamp – 1999). Atua como professor Titular na Faculdade Comunitária de Campinas (FAC III), lecionando as disciplinas Química Geral e de Materiais metálicos para Engenharia. Além dis- so, é autor de livros didáticos na área de Química: Livro texto aprovado no PNLEM 2008 – Universo da Química. CAMARGO, J. T. F. de; BARROS FILHO, J.; BORTOLOTI, J. A.; VERASZTO, E. V.; MAIA,

CONCESSÃO DE CRÉDITO E MODELAÇÃO

DA TOMADA DE DECISÃO

RESUMO: A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) se tornou obrigatória no Brasil com a criação

da Lei 11.638/2007 e, desde então, todos os profissionais que fazem parte do ambiente empresarial precisaram conhecer essa demonstração e saber interpretar os seus resultados. Com o presente estu- do, procurou-se através de uma pesquisa bibliográfica abordar os conceitos e a estrutura da DFC e, ao final, apresentar a resolução passo-a-passo de um exemplo prático para demonstrar as suas técnicas de elaboração.

PALAVRAS-CHAVE: Fluxo de Caixa, Contabilidade, Finanças, Demonstração.

COSTA, Rodrigo Simão da

Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos (UNIFEOB) [email protected]

ABSTRACT: The Statement of Cash Flows (CFD) became mandatory in Brazil with the creation of Law

11638/2007, and since then, all professionals who are part of the business environment needed to go through this demonstration and to interpret their results. In fact, the control box has always been practi- ced by companies, but the CFD brought a standardization to that tool. As the present study, we sought through a literature search addressing the concepts and structure of the CFD and at the final table the resolution step by step in a practical example to demonstrate their techniques of manufacture.

KEYWORDS: Cash Flow, Accounting, Finance, Demo.

1. INTRODUÇÃO

No atual mundo competitivo e glo- balizado, cada vez mais se torna necessária a utilização de ferramentas que garantam a sobrevivência das empresas no mercado.

Com a criação da Lei 11.638, em 28 de Dezembro de 2007, a Contabilidade bra- sileira passou a ser convertida nos moldes do padrão internacional, isto é, das IFRS –

International Financial Reporting Standards

e, somada ao intenso processo de informa- tização do sistema de fiscalização, tornou a Contabilidade, mais do que nunca, peça chave para a sobrevivência das empresas.

Uma das novidades apresentada por essa lei foi a obrigatoriedade da De- monstração dos Fluxos de Caixa (DFC), em substituição à antiga DOAR – Demonstra- ção das Origens e Aplicações de Recursos. Mesmo antes da aprovação da lei, o IBRACON (Instituto dos Auditores Inde- pendentes do Brasil), pela NPC 20, de abril de 1999, e a CVM (Comissão de Valores

Mobiliários), já recomendavam a apresenta- ção da DFC como informação complemen- tar. (FIPECAFI, 2010, p.565).

Salotti e Yamamoto (2008, p.48) elaboraram uma pesquisa onde constata- ram que as companhias abertas que nego- ciam suas ações na BOVESPA, divulgavam a DFC de forma voluntária antes da adoção da Lei 11.638/2007 porque já a divulgavam em período anterior e também porque dão mais importância às percepções dos seus

outsiders (usuários externos).

Nem todas as empresas estão obrigadas a apresentar a DFC, por exem- plo, ficam dispensadas as sociedades anô- nimas de capital fechado com patrimônio líquido reduzido (inferior a R$ 2.000.000,00 na data do balanço) e as sociedades limi- tadas de pequeno e médio porte (as que possuem ativo total igual ou inferior a R$ 240.000.000,00 ou receita bruta anual igual ou inferior a R$ 300.000.000,00).

A utilização da DFC pode propor- cionar todo um gerenciamento do caixa,

onde as empresas podem identificar os pe- ríodos de sobra e escassez de recursos. Sobre esse aspecto, Marion (2009, p.446) diz que “por meio do planejamento finan-

ceiro o gerente saberá o montante certo em que contrairá empréstimos para cobrir a falta (insuficiência) de fundos, bem como quando aplicar no mercado financeiro o ex- cesso de dinheiro, evitando, assim, a cor- rosão inflacionária e proporcionando maior rendimento à empresa”.

O objetivo desse artigo é apresen- tar os conceitos de caixa e a estrutura da