• Nenhum resultado encontrado

CAPÍTULO 4: METODOLOGIA DE PESQUISA

4.3 O cronograma de Encontros e a Coleta de Dados

As atividades realizadas compreenderam nove encontros de duração de 2 horas, na maioria das vezes. O período destinado a estas atividades foi iniciado em maio de 2012 e se estendeu até agosto de 2012. Em princípio, os encontros seriam semanais, ocorrendo sempre às quintas-feiras no horário de 9 horas e 20 minutos às 11 horas e 20 minutos. Mas, em função do calendário escolar e de algumas inviabilidades de uso do laptop do UCA20, essa frequência semanal não pode ser realizada e os encontros aconteceram nas datas de 17/ maio, 31/maio, 14/jun, 21/jun, 28/jun, 05/jul , 12/jul, 09/ago e 16/ago. As aulas referentes à pesquisa foram ministradas pela professora-pesquisadora, com o auxílio do professor da turma, nos momentos das atividades, durante todos os encontros. Apresentamos, sucintamente, as atividades e seus objetivos, pois serão melhores detalhados no próximo capítulo.

Encontro Dia Duração Título Objetivos

1 17/0

5

2 horas Parte 1- Atividade 1

Atividades no GeoGebra para familiarização com o software e conceitos matemáticos21.

222 31/0

5 2 horas Parte Atividade 1 1- Continuação: GeoGebra para familiarização com o Atividades no software e conceitos matemáticos.

3 14/0

6 2 horas Parte Atividade 1,2, 3 2- e 4

Trabalhar o conceito de área e de unidades de medida de área.

4 21/0

6

2 horas Parte 3- Atividade 1

Reconhecer a relação entre as áreas dos quadrados construídos sobre os lados de um triângulo qualquer

5 28/0

6

2 horas Parte 3- Atividade 2

Reconhecer a relação entre as áreas dos quadrados construídos sobre os lados de um triângulo retângulo. Enunciar o Teorema de Pitágoras.

6 05/0

7 2 horas Parte Atividade 1 e 4- Atividade 2

Realizar duas comprovações geométricas do Teorema de Pitágoras.23

20 As inviabilidades se caracterizam por: ausência da responsável pelos laptops para tratamento de assuntos

pessoais;

21 Nesta atividade os alunos trabalharam os seguintes conceitos: classificação dos ângulos, classificação dos

triângulos quanto aos lados, classificação dos triângulos quanto aos ângulos, triângulo retângulo e seus elementos e polígonos regulares.

22 Essa aula deveria ter acontecido no dia 24/05, mas em função da funcionária responsável pelos computadores

7 12/0

7 2 horas Parte Atividade 3 4-

Parte 5-

Atividade 1

A atividade 3 se tratava de mais uma verificação do Teorema de Pitágoras, e a atividade 1 da verificação da validade do Teorema para polígonos regulares.

824 09/0

8 1 hora Reprodução de vídeos25 Rever alguns conceitos relativos ao triângulo retângulo e ao Teorema de Pitágoras.

9 16/0

8 2 horas Parte Atividade 2 5-

Parte 6-

Atividade 1

A atividade 2 visava a generalização do Teorema de Pitágoras para figuras semelhantes, e a Atividade 1 visava à transição do conceito geométrico para o algébrico do teorema.

Quadro 2: Cronograma das atividades Fonte: Elaborada pela autora

Durante a realização das atividades, utilizamos diferentes instrumentos de coletas de dados, que estão especificados, para cada encontro, no quadro a seguir.

Encontro Título Instrumentos de coleta de dados 1 Parte 1- Atividade 1 - Registro documental

- Diário de campo 2 Parte 1- Atividade 1 - Registro documental

- Diário de campo 3 Parte 2- Atividade 1,2, 3 e 4 - Registro Documental

- Diário de campo - Gravação de áudio 4 Parte 3- Atividade 1 - Registro documental

- Diário de campo - Gravação de áudio - Gravação de vídeo 5 Parte 3- Atividade 2 - Registro documental

- Diário de campo - Gravação de áudio - Gravação de vídeo

23 A primeira comprovação realizada foi a partir da Demonstração de Perigal e a segunda a partir da

demonstração clássica, atribuída a Pitágoras (ARAÚJO, 2011).

24 O intervalo entre o 9º e 10º encontro foi dado em função do recesso escolar previsto no calendário das escolas

municipais de Belo Horizonte.

25 Os vídeos fazem parte do material do Novo Telecurso – Ensino Fundamental, disponibilizado na internet nos

seguintes endereços: 1) O Teorema de Pitágoras: http://www.youtube.com/watch?v=Pxs0pnWLJu8 e 2)

6 Parte 4- Atividade 1 e

Atividade 2 - Registro documental - Diário de campo - Gravação de áudio - Gravação de vídeo 7 Parte 4- Atividade 3 Parte 5- Atividade 1 - Registro documental - Diário de campo - Gravação de áudio - Gravação de vídeo 8 Reprodução de videos -Diário de campo

-Gravação de vídeo 9 Parte 5- Atividade 2 Parte 6- Atividade 1 -Registro documental -Diário de campo -Gravação de áudio

Quadro 3: Instrumentos de coleta de dados nos encontros Fonte: Elaborada pela autora

Cada um dos instrumentos de coleta de dados foi adotado de forma coesa com a metodologia de pesquisa adotada. E, a fim de aumentar a credibilidade da pesquisa, a opção foi por fazer a triangulação dos dados; triangulação essa que consiste na utilização de vários e distintos procedimentos para obtenção de dados (ARAÚJO e BORBA, 2004).

A seguir, há uma apresentação mais detalhada de cada um dos instrumentos de coleta de dados.

 Diário de campo

Pelo fato da professora-pesquisadora coordenar as atividades, o diário de campo só pode ser escrito após a realização dos trabalhos. Durante a realização das atividades, procurei fazer anotações de palavras-chave de situações que me chamassem a atenção em sala. No primeiro momento possível, depois de finalizada a atividade, procurei redigir impressões e situações ocorridas em sala que pudessem contribuir na busca pela resposta à questão de pesquisa.

 Registro documental

Os registros documentais referem-se às atividades realizadas em sala de aula pelos alunos em grupo e foram recolhidas ao final dos encontros. Algumas vezes, esse material foi individual e outras para o grupo. Meu interesse era compreender de que forma a produção de conhecimento ocorria, principalmente, observando o diálogo, mas acredito ser importante

observar a relação dessa oralidade com a escrita dos alunos, em relação a conceitos que estavam em pauta.

 Gravação de áudio

A escolha por realizar o trabalho em grupo, com o propósito de que os alunos colaborassem uns com os outros para a produção de conhecimentos, aliada à concepção de diálogo adotada nesta pesquisa e referenciada em Alro e Skovsmose (2010), fez com que eu acreditasse que a gravação dos diálogos seria peça fundamental para compreensão do processo que se apresentou em sala.

 Gravação de vídeo

O recurso da gravação de vídeo foi utilizado como forma de dar suporte à gravação de áudio, caso essa não ficasse adequada para transcrição. Mas, em função do número reduzido de grupos e alunos na sala, os áudios tiveram qualidade para que pudessem ser compreendidos e não houve necessidade de recorrer aos vídeos.

Cada um dos instrumentos de coleta de dados constará no capítulo seguinte. Vários diálogos entre alunos e alunos-professor foram extraídos das gravações em áudio, e os protocolos das atividades utilizados foram extraídos dos registros documentais. Algumas imagens em formato de fotografias também foram utilizadas, para ilustrar o desenvolvimento de atividades feitas pelas participantes da atividade.