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A intervenção do estado nas relações de trabalho muda em qualidade e intensidade, através dos Departamentos do Trabalho paulistas, no imediato pós-movimento militar de 1930. Essa dinâmica entre as esferas de governo ganha novos contornos a partir do

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O Boletim ainda aparece com a capa do Boletim do Trabalho Agrícola.

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robustecimento do aparelho de estado no plano federal, principalmente com a criação do MTIC. Entretanto, o fortalecimento de estruturas administrativas no plano federal gera alguns atritos políticos quando estas encontram órgãos com funções similares no plano estadual, principalmente em se tratando do estado de São Paulo.

A expressão político-administrativa desse conflito é bem ilustrada por meio do caso emblemático que se reproduziu entre instâncias dos órgãos de gerenciamento da política cafeeira. Os embates que se reproduziram entre os representantes do Conselho Nacional do Café (CNC) e o Instituto do Café de São Paulo podem ser vistos como a expressão da guerra civil constitucionalista no plano da administração. De fato, principalmente após a instauração, pelo interventor militar paulista, da sindicância no Instituto do Café, (instituição de direito privado no Estado de São Paulo), essa guerra ganha vulto e se explicita nas páginas da grande imprensa paulista.194

Certamente que o fracasso político do interventor Waldomiro Castilho de Lima seja explicado, em parte, por essa peleja contra o Instituto do Café, que mexera com interesses muito graúdos, com ramificações poderosas no centro do capital financeiro em Londres. Ângela Castro Gomes faz a seguinte referência a esse episódio:

Assim, quando a revolução se encerra [a de 1932], as relações entre o Instituto e o CNC se encontram muito difíceis, ressaltando-se, particularmente, o descontentamento em face do seu presidente, o mineiro Roquete Pinto.

(...) Ladeando e redimensionando essa questão, que envolvia os fortes interesses da comercialização do café de São Paulo (e também do Rio), havia o problema da interferência do CNC nos estados. Este órgão, estendendo o seu campo de atividades, começava a travar a ação do Instituto do Café de São Paulo, uma entidade de direito privado e portanto não-oficial, desde sua organização em 1931. O pano de fundo das disputas entre o CNC e o instituto, em fins de 1932 e início de 1933, envolvia o problema mais amplo do intervencionismo do governo federal nos assuntos ligados ao café e, especificamente, nas funções da alçada dos institutos estaduais.195

A intervenção no Instituto do Café, em janeiro de 1933, seguida de abertura de um processo de sindicância pelo interventor em São Paulo, Waldomiro Lima, logo após a

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É interessante acompanhar a ampla cobertura que a imprensa deu a essa queda de braço entre os interventores estaduais e o Instituto do Café, principalmente no ano de 1933.

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derrota dos “constitucionalistas” paulistas, gerou uma crise política, demonstrando que a derrota militar dos paulistas não significou necessariamente o aniquilamento da atuação política da elite paulista.196 As atitudes conciliatórias do então recém empossado interventor de São Paulo e o seu malabarismo político tentando contemporizar diante dos conflitos entre os grupos políticos, não foram suficientes para sustentá-lo no poder, pois ele não havia sido politicamente digerido pelos tradicionais e poderosos paulistas que representavam os interesses do poder econômico, não obstante encontrarem-se formalmente afastados do aparelho de estado.

Ou seja, o exemplo das instituições vinculadas aos interesses dos cafeicultores (muito mais diretamente expressivas dos interesses econômicos de classe), juntamente com os exemplos das instituições vinculadas ao âmbito do trabalho (MTIC e DET), apenas expressarão as novas dimensões do conflito institucional em torno do processo de centralização e concentração do poder na esfera federal, em detrimento da perda de poder no âmbito regional. Esse binômio conceitual - autonomia regional versus centralização – encerra, simplesmente, um dos maiores desafios políticos do primeiro governo liderado por Getúlio Vargas.

O processo de concentração/centralização no plano federal implicava o rearranjo de um poder que estava, efetivamente, distribuído de forma desigual em regiões, mas, principalmente, pelos milhares de municípios espalhados pelo “continente” chamado Brasil. Em 1930, o Brasil é um imenso território fragmentado em estados e municípios, com fraca rede de comunicações e com poucas instituições de âmbito nacional, a não ser o próprio Estado, aliás, relativamente fragilizado. Esse aspecto objetivo é, sem dúvidas, forte elemento dificultador do processo de centralização almejado por Vargas.197

196 Não obstante a luta política que se desenrolou nos primeiros anos do novo governo instaurado a partir de

1930 e da vitória do desenho institucional centralista, principalmente a partir de 1937, não se pode simplesmente pensar que a derrota das oligarquias locais e regionais tenha sido um fato absoluto. No caso do conflito entre o poder central e a oligarquia regional paulista, por exemplo, mesmo a vitória militar do governo Vargas não implicou em eliminação ou desarticulação definitiva dos representantes do poder oligárquico dos paulistas. Prova disso é a continuidade do processo de concentração de riquezas e de renda no estado de São Paulo em detrimento dos demais estados, mesmo após o processo de concentração de poderes na esfera federal do pós-1930.

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Além das obras historiográficas mais conhecidas que abordam essa questão da centralização e federalismo, consultei alguns trabalhos publicados no encontro da ANPUH de 2007, cujos autores constam na bibliografia: Wlaumir D. de SOUZA, Luciano A. ABREU, César A.B. GUAZZELLI e João Paulo RODRIGUES.

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Certamente que nos primeiros anos do governo de Getúlio Vargas, a relação entre a União e as unidades da federação passa por redefinições e ainda estaria distante de se consolidar. Em uma breve passagem de um texto do boletim n° 72, referente ao ano de 1932, em matéria intitulada “agricultura, trabalho e economia – várias”, no item “Problema da unidade”, o editorial sintetiza algumas idéias proferidas pelo sociólogo Azevedo do Amaral, onde se lê:

Assim, o problema da unidade só pode ser resolvido no Brasil por meio do máximo de autonomia estadual, concretizada na plenitude do regime federativo. O Estado não é um acidente na nossa formação política; é o radical irredutível na estrutura complexa da nacionalidade (p.68).

Essa passagem pinçada entre tantos escritos nos boletins do DET pode nos parecer algo despropositado e casual, que não reflete a concepção dos “tenentes” e nem o sentido de conjunto do boletim, decerto. Mesmo porque, o editor da matéria estaria reproduzindo o pensamento de outro autor (Azevedo do Amaral). Porém, se vincularmos essa passagem a elementos do contexto político da época, chegaremos a um panorama mais complexo.

O próprio representante ilustre da ala dos “tenentes”, Waldomiro Castilho de Lima, que assumiu o cargo máximo do executivo paulista em outubro de 1932, no seu périplo político tentando consolidar a sua base política através da costura dos poderes locais do estado, lança um programa no Congresso Revolucionário,198 onde ele defende o postulado federalista:

O programa do general Waldomiro, que seria posteriormente assumido pelo Partido Socialista Brasileiro de São Paulo, causa sensação particular ao defender a manutenção do regime federativo “como único meio de assegurar a unidade política nacional, que depende menos de um unitarismo centralizador artificial do que da coordenação das autonomias estaduais ou regionais”.199

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Congresso realizado entre os dias 16 e 25 de novembro de 1932, que visava dar diretriz e coesão ao grupo dos “tenentes”, onde se discutiria os principais problemas do país e contava com muitas autoridades de alto escalão. Ver: GOMES, LOBO & COELHO. Revolução e restauração...

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Esses exemplos apenas nos servem para mostrar que os resultados decorrentes das freqüentes tensões entre a concentração/centralização de poderes na esfera federal e as esferas regionais não se resumem às possibilidades duais entre o separatismo e a férrea unidade política territorial nacional. Fenômenos políticos e sócio-culturais importantes são configurados entre esses resultados extremos e demonstram a necessidade de se aproximar a escala de análise, para que possamos enxergar mais amiúde os detalhes da política.

Ainda resta uma questão intrigante: a existência do DET aparece como uma concessão do governo central exclusivamente deliberada para atender aos desígnios políticos do estado de São Paulo. Entretanto, como vimos, esse órgão ficou sob controle de um grupo político (Partido Socialista, ligado aos “tenentes”) que estaria longe de representar os interesses dos “paulistas”. Hipoteticamente, na coleção de idéias dos grupos “tenentistas” se pressupunha o enfraquecimento dos órgãos de poder estadual em detrimento do federal. A questão, então, se torna, mais complexa: o que justificaria a existência do DET? Ora, nossa sugestão é de que o DET representava um poder efetivo sob controle dos “tenentes”, enquanto que o MTIC estaria sob influências mais plurais e complexas em âmbito nacional. Além do mais, é sabido que os “tenentes” não logravam construir a almejada unidade política no plano nacional. A existência inusitada do Departamento Estadual do Trabalho, que conflitava com a criação da 9ª sede da Inspetoria Regional do Trabalho em São Paulo, se explica dentro desse panorama de indefinição do próprio sistema federativo e do jogo de poderes locais. Além disso, reitero a afirmação de que o poder dos “tenentes” teria sido utilizado para ensaiar, desde São Paulo, a introdução das medidas de cunho trabalhista, que seriam estendidas, posteriormente, em todo território nacional.

Uma das raras elaborações que registra a história do MTIC aparece em 1955, produzida pelo Serviço de Documentação do próprio ministério, assinada por Antonio Manoel Braga de Souza. Tal publicação foi feita a partir da reunião de toda a legislação até então produzida para a montagem daquele ministério. Sobre o inusitado episódio produzido pela existência do DET, assim o autor se expressa:

Entre as unidades federadas, S. Paulo apresenta progresso excepcional. Tomam maior importância nele os mesmos problemas de outros Estados. Donde maior relevância decorrente da grande responsabilidade e da influência geral exercida nas classes sociais

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pela repartição encarregada da fiscalização das leis trabalhistas. Donde também a luta diplomática entre o governo estadual e o federal, cada um no sentido de reservar para si a execução de tais serviços. Eis que periodicamente, a aplicação das leis trabalhistas mudou da órbita de governo, na zona paulista. Não que o governo federal não tivesse força, nem capacidade, para manter consigo a tarefa. Mas por tolerância, amparada em textos legais e acompanhada de vantagens econômicas. Pouco tempo após a transformação das Inspetorias em Delegacias, em 16 de dezembro de 1933, foi assinado um convênio entre o Ministério do Trabalho e o Estado de S. Paulo, pelo qual o governo deste se incumbia da execução, em seu território, das leis de proteção ao trabalho e da assistência social.200

Considero bastante elucidativa a descrição desse memorialista do MTIC. Depois de distinguir o Estado de São Paulo pela especificidade e pujança geradora de demandas da luta de classes, o autor reconhece a mudança de órbita na aplicação das leis do trabalho e trata de justificar que o acordo com o governo de São Paulo não significava fragilidade ou falta de capacidade do governo federal. Ele define o episódio como uma luta diplomática e fala de tolerância amparada em textos legais. Os cuidados com os termos utilizados pelo autor, mesmo distante quase duas décadas do fato relatado, refletem o significado de um acordo ao qual o governo federal fora obrigado a acatar, talvez até mesmo por “motivo de vantagens econômicas”, como sugere o funcionário do MTIC, Antonio Manoel Braga de Souza.

De fato, na exposição de Salgado Filho, datada de 1932-1933, o ministro do Trabalho reclama ao chefe maior do executivo sobre a exígua dotação destinada às Inspetorias Regionais:

A criação das Inspetorias Regionais (...) permitiu a fiscalização das leis de assistência e proteção ao trabalho nos Estados, e descongestionou o Departamento [Nacional do Trabalho] pela subdivisão do serviço. É de acentuar que a dotação orçamentária voltada para este órgão do Ministério, que atende aos interesses de todo Brasil, em 1933 é apenas de 1.339:600$000, ao passo que o Departamento do Trabalho de São Paulo, adstrito exclusivamente ao Estado, dispõe atualmente da dotação de 2.670:000$000.201

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SOUZA, Antonio Manuel Braga de. Histórico do M.T.I.C. 3ª parte. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do M.T.I.C., 1955, p. 12. Trata-se de publicação, em 3 volumes, que se encontra na biblioteca do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília.

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Exposição do Ministro Salgado Filho (1932-1933). O Ministério do Trabalho no Governo Provisório. Tipografia do Departamento Nacional de Estatística – 1933, p. 17.

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O ministro ainda faz comparações elucidativas, mostrando que o Ministério do Trabalho consome apenas 0,5% das despesas anuais da União, enquanto que o órgão similar nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho e do Comércio, gastara em 1930 5,5% do orçamento da União daquele país. Mas, o que chega a ser surpreendente e emblemático é saber que o Estado de São Paulo consome o dobro do orçamento gasto com todo o resto do país para manter a sua Delegacia particular do trabalho. Não há nenhuma dúvida de que esse orçamento para o DET seja reflexo da estrutura legada no período republicano anterior, que foi potencializado pelo novo governo revolucionário.202

Portanto, esse orçamento, relativamente alto, consumido pelo DET, pode ter pesado bastante na decisão do governo central em delegar as funções do MTIC naquele estado ao departamento estadual. Mas, certamente, não teria sido esse o motivo central que exigiu a tolerância do governo federal na sua luta diplomática com São Paulo.

Todavia, há que se destacar um equívoco no relato do autor do histórico do MTIC. O Convênio não fora assinado em dezembro de 1933. Na verdade, este Convênio de dezembro consiste em uma revisão do convênio assinado em 2 de janeiro do mesmo ano. Como veremos adiante, esse Convênio passa por diversas revisões e repactuações ao longo da década de 1940.

De fato, o Convênio assinado em janeiro de 1933 significou uma adequação (remendo) institucional que garantia a permanência do DET que assumiria no estado as funções que caberiam à Inspetoria Regional em São Paulo. Na letra da lei, o DET atuará em consonância com o MTIC, executando as diretrizes da legislação federal. Como garantia dessa “parceria” dentro do órgão paulista, atuará uma Delegacia do MTIC, com um representante federal e funcionários, cuja função vem especificada no acordo, que é ratificado pela lei que (re)institui o DET em 1933:

Artigo 15 – Ficam criados, para perfeito desempenho das atribuições conferidas pelo Ministério do Trabalho ao Departamento Estadual do Trabalho, pelo Convênio de 2 de janeiro de 1933, os cargos de fiscal e subfiscal, àquele em número de quatro.

(...)

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Em 1930 o DET já recebia uma dotação de 1.077.872$800, ou seja, menos da metade da dotação de 1933, porém, bastante significativa e próxima do montante que o MTIC dispendia em todo país! Cf. Relatório do IDORT, no Fundo do IDORT, no AEL/Unicamp.

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Artigo 24 – Fica aprovado, em todos os seus termos, o Convênio celebrado no Rio de Janeiro em 2 de janeiro de 1933, entre o Departamento Nacional do Trabalho e o Governo do Estado – em que, são reguladas as atribuições referentes à execução das leis federais no Estado – em que, são reguladas as atribuições referentes à execução das leis federais no Estado – confiada agora ao Departamento Estadual do Trabalho.203

O funcionário representante do órgão federal, escolhido para atuar no DET, contratado pelo Departamento Estadual, foi o advogado bacharel Adail Valente do Couto, alinhado ao grupo de Waldomiro Lima, membro do Partido Socialista de São Paulo, com muita afinidade política com o diretor Frederico Werneck. Adail Valente do Couto aparece em matéria de capa do Correio de São Paulo, no dia 17 de maio de 1933, apresentado como “revolucionário autêntico e grande estudioso das questões sociais” e “fervoroso adepto do socialismo”. Adail Valente aparece como colaborador da primeira “Revista do Trabalho”.204

Em 19 de julho de 1933, mediante decreto federal nº 22.969, o governo federal atribui ao DET os encargos sobre a carteira profissional federal. Não há dúvidas de que essa concessão de encargos significava também delegação de poder, pois esse instrumento de controle da classe trabalhadora teria sido utilizado como forma de contato entre esta e os burocratas do Departamento. A propósito, vale ressaltar que no prólogo do referido decreto consta o reconhecimento da proeminência do órgão paulista na questão trabalhista, pois ali se lê:

Considerando que o Governo do Estado de São Paulo criou, com antecedência, carteiras profissionais análogas às instituídas pelo decreto nº 21.175 de março de 1932, (...), sendo tais carteiras emitidas e distribuídas pelo Departamento do Trabalho do mesmo Estado.

Não há dúvidas de que essa é uma relação política complexa, o que leva John French a considerar a existência do DET em São Paulo como uma aberração administrativa:

203

Lei estadual nº 5.795, de 10.01.1933.

204

Trata-se da Revista do Trabalho dirigida por Heitor Lobado do Valle, citada anteriormente.

Figura 14 AESP, Correio de São Paulo, 17.05.1933

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Além disso, esta situação aberrante era inconstitucional perante o parágrafo 2° do artigo 36 da Constituição 1946, que concedeu a competência exclusiva do governo central.205

A memória de Jacy Montenegro Magalhães, aos 75 anos, quando foi entrevistado por Ângela C. Gomes, não lhe foi muito fiel ao citar o DET paulista, quando afirma que Jorge Street criou aquele departamento. Entretanto, uma característica daquele órgão marcara a sua memória: ele considerava o DET “algo mais ou menos esdrúxulo no contexto da nova legislação trabalhista”.206

Entre trabalhadores e patrões: o DET como ponta de lança da

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