O comércio é uma das atividades mais antigas da humanidade, surgiu inicialmente pelo sistema de escambo, ou seja, pela simples troca de produtos de primeira necessidade entre os que os produziam e, por se tratar de uma atividade primordial moderniza-se incessantemente, impulsionado a evolução dos meios de transporte e exigindo de quem o realiza uma crescente criatividade para completar a ação de vender e de comprar um exercício da satisfação humana (SILVA, 2000).
O comércio pode ser realizado tanto em grandes proporções quanto em pequenas quantias sem descaracterizar-se, no entanto ultimamente os meios de comunicação virtuais tem se apresentado como um instrumento de modernização e otimização na realização de comercio desde pequenos produtos até grandes quantidades de produções inteiras dos mais diferentes gêneros (TEIXEIRA, 2015).
O comércio eletrônico utiliza-se da internet a fim de descomplicar todo tipo de negociação, apresentando-se como uma extensão dos negócios tradicionais realizados nos mercados, armazéns e lojas, a diferença reside no fato de que o produto é visualizado na tela do computador e o pedido é realizado pela internet (TEIXEIRA, 2015).
Felipini (2002) explica:
O ato de comprar é comportamental. A compra on-line é um comportamento novo, um hábito que não está consolidado, ainda, para a maior parte dos usuários da Web, sendo a aquisição desse hábito, um processo dinâmico que leva algum tempo até ocorrer.
Sem dúvida, a comercialização realizada com a ajuda da internet contribui para agilizar o processo, visto que é possível adquirir um produto que está outro ponto do planeta sem sair do lugar evitando assim a realização de uma viagem. O desenvolvimento desse tipo de comércio pode ser realizado em larga escala quando
é realizado entre grandes produtores esse tipo de comércio é conhecido nos meios empresariais como Busines to Business (B2B) quando uma empresa compra de outra empresa a matéria prima necessária para suas atividades. No entanto, o comércio a varejo realizado entre pequenos consumidores também cresceu e é bastante popular no mundo virtual, o comércio eletrônico pela internet realizado entre usuários comuns é conhecido como Consumer to Consumer (C2C) (FELIPINI, 2002).
O E-commerce é estruturado em categorias formadas por clientes, fornecedores, produtos, serviços, organização e tecnologia, onde os aspectos que mais influenciam sua composição são a adoção e o relacionamento entre clientes e fornecedores. No entanto, são igualmente importantes a adequação de produtos e serviços, as estratégias e comprometimentos organizacionais, a privacidade e segurança, os sistemas eletrônicos de pagamento, os aspectos legais e de implementação de tecnologia (ALBERTIN, 2010).
O E-commerce é um recurso tecnológico que se encontra em evolução. Não se trata de uma descoberta que fecha as possibilidades para quem não entrou no começo e sim de uma oportunidade para todos os que identificam um nicho de comercialização possível de ser explorado e que pode se tornar muito rentável. Há que se identificar o que se pode oferecer e criar um diferencial para superar a concorrência e criar chances de competir no setor. O suporte e a confiabilidade são diferenciais que podem levar à conquista do devido lugar na internet e pode gerar renda satisfatoriamente. O diferencial exigido para as comercializações on line é sedução, fazer-se conhecido e reconhecido, a imagem do negócio faz a diferença e o e-commerce oferece recursos criativos para que o empreendedor se destaque na internet (MIKITANI, 2014).
Este tipo de comercialização oferece formatações com modelos de negócios em canal primário e secundário de negociação para comerciantes, corretores e publicidade. O canal primário é a comercialização realizada diretamente entre o comerciante e o consumidor via internet, e o canal secundário é representado por empresas que atuam como corretoras de negociação para ligar o consumidor ao produto (KEEDI, 2009).
Os serviços que a internet pode oferecer para comerciantes podem ser desenvolvidos de diferentes formas, o comerciante tradicional mantêm as instalações físicas e utiliza a rede internet como mais um canal de negociação, pode
também negociar exclusivamente pela internet consolidando o comércio virtual.
Existem negociações que são totalmente virtuais e consistem na venda de produtos da própria internet como a venda de software, músicas, cursos on line. O mercado também conta com empresas que usam a internet para vender seus produtos para outras empresas usando a internet como canal de comercialização e outras que eliminam os intermediários realizando vendas on line para o consumidor final (ALBERTIN, 2010).
Há sites que facilitam e estimulam a realização de transações, mantém o ambiente virtual e aproxima os fornecedores e os compradores. Estes sites podem se apresentar como shopping virtual reunindo diversas lojas virtuais que pagam comissão sobre as vendas realizadas e anúncios mantidos no site, além disso, há ocorrência de leilões virtuais que possibilitam a oferta de mercadorias e a realização de lances para se obter as melhores ofertas, para possibilitar a interação entre empresas do mesmo setor de negócios e facilitar as negociações existe também um portal vertical onde se criam comunidades de negócios. Um agregador de compras virtuais serve para reunir compradores e somar um maior volume de compras e negociações por lotes de compras e os metamediários são corretores que aproximam os vendedores e compradores através do site, esse procedimento é comum no mercado financeiro disponibilizando compra de ações, seguros, investimentos, entre outros (TEIXEIRA, 2015).
A utilização das aplicações do Comércio Eletrônico no relacionamento com fornecedores começa a ser considerada como prioritária, devido ao seu crescimento acentuado demonstra que as empresas também estavam realizando o seu desenvolvimento. Esta situação pode ser entendida pelo fato de que aumentou o interesse das empresas realizarem seus processos de cadeia de suprimentos utilizando meios eletrônicos, ao mesmo tempo que a busca do relacionamento com clientes completa este cenário (ALBERTIN, 2010, p.244).
A situação do e-commerce nas empresas já está consolidada, pois estabelece uma relação com os clientes, mesmo quando o crescimento não se confirma em intensidade. O relacionamento com fornecedores, embora seja menor do que a relação com clientes, também se consolida porque é priorizada na relação com clientes, especialmente por meio de publicidade.
A publicidade no ambiente virtual acontece ao oferecer produtos e serviços como informação ou entretenimento, assim geram um grande volume de tráfego e obtém receita através de anunciantes que desejam atingir esse público. Existem
portais genéricos de conteúdos que oferecem gratuitamente os serviços como servidores de e-mail que são patrocinados por empresas e anúncios. Há anunciantes que fazem opção por um portal especializado, que não gera volume de tráfego virtual e segrega o perfil do público que deseja alcançar. A rede conta com sites que oferecem produtos e serviços que geram volume de tráfego e facilitam a abordagem, como os mecanismos de busca e o correio eletrônico (MIKITANI, 2014).