6 RESULTADOS E DISCUSSÕES
6.3 O egresso e as diretrizes do programa
Nesta categoria foram indagados aos alunos sobre as competências gerais do técnico em educação, constantes nas diretrizes do programa. As questões pesquisadas estão relacionadas no Quadro 5 e os resultados obtidos encontram-se no Apêndice B.
Quadro 5 - Questões pesquisadas sobre as competências gerais do egresso
Q UE S T O E S P E SQ UI SADA S
a. Você se acha capaz de identificar as diversas funções educativas presentes na escola? b. Você acha que as ações que você desempenha colaboram para a construção da
identidade profissional dos funcionários da educação?
c. Você coopera na elaboração, execução e avaliação da proposta pedagógica na escola onde trabalha?
d. Você articula com os docentes, direção, coordenadores, estudantes e/ou pais projetos educativos que assegurem a boa qualidade da educação na escola?
e. Você dialoga ou interage com os conselhos escolares?
f. Você coleta, organiza e analisa dados referentes à secretaria escolar? g. Você desenvolve na escola atividades que valorizam a educação?
h. Você se acha capaz de descrever o papel do técnico em educação na educação pública brasileira?
i. Na sua percepção, você participa como cidadão, técnico e educador na sua escola? j. Você compreende que deve atuar como educador em todos os espaços escolares? k. Você representa o segmento dos funcionários da educação nos conselhos escolares? l. Você compreende a inclusão social como direito de todos e função da escola? m. Você se acha capaz de diagnosticar os problemas educacionais do município, da
comunidade e da escola, em especial quanto aos aspectos da gestão dos espaços educativos específicos de seu exercício profissional?
n. Você sabe manusear aparelhos e equipamentos de tecnologia, colocando-se a serviço do ensino e das aprendizagens educativas?
o. No desempenho das suas funções, você reflete sobre o valor educativo delas no contexto escolar?
p. Você se acha capaz de transformar o saber fazer da vivência em prática educativa para a construção de relações sociais mais humanizadas?
Fonte: Elaboração própria
Nas devolutivas dos egressos sobre as diretrizes do programa, tem-se que 92% dos egressos se acham capazes de identificar as diversas funções educativas
presentes na escola, enquanto que 8% afirmaram que em parte. Verifica-se também que 95% afirmaram que as ações desempenhadas colaboram para a construção da identidade profissional dos funcionários da educação.
Considerando que construir esta identidade é tirar da invisibilidade os funcionários responsáveis pelas atividades de apoio, bem como fazê-lo sentir parte integrante da educação, tem-se que 68% dos egressos cooperam na elaboração, execução e avaliação da proposta pedagógica na escola onde trabalha, que 20% cooperam em parte e somente 12% não cooperam. Realizando a análise por curso, observa-se que, para os cursos de Alimentação, Multimeios e Secretaria, a maioria coopera com a proposta pedagógica, enquanto que no curso de Infraestrutura somente 36% cooperam e 64% cooperam em parte ou não cooperam.
Quando indagados se articulam com os docentes, direção, coordenadores, estudantes e/ou pais projetos educativos que assegurem a boa qualidade da educação na escola, 60% dos respondentes afirmaram que sim, 25% disseram que em parte e a minoria alegou que não. Ao serem questionados se desenvolvem na escola atividades que valorizam a educação, pontua-se que 96% afirmam que sim ou em parte e somente 4% responderam que não.
Com relação as diretrizes que envolvem o conselho escolar, observa-se que 65% dos respondentes dialogam ou interagem com os conselhos escolares e que 63% representa o segmento dos funcionários da educação nos conselhos escolares. Tem-se ainda que 22% dialoga ou interagem em parte com os conselhos escolares e que 15% às vezes representam os segmentos dos funcionários nos conselhos. Infere-se assim que, poucos são os egressos que não fazem parte do conselho escolar, bem como, interagem e dialogam com este.
Dos cursos pesquisados observa-se que o resultado obtido nesses tópicos para Infraestrutura diverge com o obtido para os demais cursos. Enquanto que para a Alimentação, Multimeios e Secretaria os percentuais de egressos que não interagem ou dialogam com os conselhos escolares são de 12%, 17% e 11%, respectivamente, para o curso de Infraestrutura esse valor é de 36%.
Quanto a coleta e organização dedados referentes a secretaria escolar, a infraestrutura escolar, a alimentação escolar e a multimeios didáticos, 76% dos egressos responderam que coletam e organizam dados, 11% o faz em parte, enquanto que 13% não coleta nem organiza dados referentes a área do seu curso.
Com a relação à capacidade de descrever o papel do técnico em educação na educação pública brasileira, obteve-se que 94% dos respondentes afirmaram que sim ou em parte e somente 6% disseram que não.
Quando indagados se participam como cidadão, técnico e educador na escola onde atuam, tem-se que 96% afirmaram que sim ou em parte e somente 4% disseram que não. Destaca-se que no curso de Infraestrutura nenhum egresso afirmou não participar como cidadão, técnico e educador no seu ambiente escolar.
Considerando que o ambiente escolar é um espaço democrático onde a educação deve ocorrer dentro e fora da sala de aula, envolvendo todos os sujeitos participantes da escola, entende-se que os funcionários não docentes necessitam trabalhar de forma integrada a fim de desenvolver atividades de cunho educacional e social. Assim, sobre a compreensão de atuar como educador em todos os espaços escolares observa-se que 97% tem essa compreensão, 1% não tem e 2% tem em parte. Outro dado obtido foi que quase a totalidade, 98%, compreendem a inclusão social como direito de todos. Tem-se ainda que 92% dos respondentes refletem sobre o valor educativo das suas funções no ambiente escolar e 87% sabem transformar o saber fazer da vivência em prática educativa, construindo relações sociais mais humanizadas.
Quanto a capacidade de diagnosticar os problemas educacionais do município, da comunidade e da escola, 68% dos respondentes se acham capazes, 20% são capazes em parte e 12% não são capazes. Os egressos de Alimentação foram os que mais reconheceram não ter a capacidade de realizar diagnóstico de problemas educacionais (27%).