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O espectro diferenciado

No documento Radiestesia Classica e a (páginas 191-195)

J

ean de La Foye, engenheiro e radiestesista francês, falecido em 1982, teve

um papel fundamental no estudo das ondas de forma, tanto é que podemos dividir este estudo em dois períodos: antes e depois de La Foye. Seu livro Ondas

de Vida Ondas de Morte, nos revela um radiestesista de dons excepcionais. Quis

a sorte que fosse aluno de André de Bélizal e colaborador de Jean Gaston Bardet, o criador dos princípios da radiestesia cabalística. Jean de La Foye aperfeiçoou a maioria dos instrumentos de Bélizal, baseando-se em novos conceitos.

Pesquisador brilhante e inquieto deu-se conta de certas nuances questionáveis no corpo do estudo das ondas de forma elaborado por Chaumery-Bélizal. Objeta a respeito da denominação "cores", pois se trata na realidade de emissões não-cromáticas, no que tange as então chamadas "ondas de forma", atualmente denominadas EIFs. Elabora uma proposta teórica a respeito da definição dos EIFs, que para Bélizal eram "o resultado da inserção de uma forma geométrica no espaço, que, uma vez saturada pela energia em estado potencial dos EIFs, quebrava o estado transformando-o em dinâmico resultando numa emissão dirigida, segundo a orientação da forma".

Segundo de La Foye são necessários três fatores polarizados para que surja um EIF:

1. Um campo em estado potencial e difuso, não obstante orientado. (Denomina-se campo, o meio em que se manifestam as ondas ou, porção do espaço onde ocorrem os fenômenos.)

2. Um interceptar do fluxo, polarizado, em tese independe sua forma contando apenas sua linha de pólos (+ e -).

3. Gravidade terrestre, que parece agir sobre a fase Elétrica ou Magnética dos EIFs, não obstante a massa interferir com a potência.

Sua primeira grande descoberta foi o espectro diferenciado. Munido de um Pêndulo Universal e andando à volta de uma árvore segurando entre o polegar e o indicador da mão livre uma folha de uma planta qualquer, usada como artifício para detectar as vibrações que não seriam sintonizáveis, visto a árvore, uma saudável nogueira, estar em harmonia com as vibrações do ambiente, pôde constatar a presença das 12 emissões características do equador da esfera (no corpo da árvore).

O corpo da árvore ou Corpo Polarizado faz brotar do campo de forma difuso as cores do espectro detectáveis com artifício, para além deste as polaridades (+ e -), respectivamente a leste e a oeste e, numa distância igual ao dobro do raio do corpo polarizado, uma emissão verdadeira (em estado dinâmico) (detectável sem artifício) denominada Aura, apresentando as 12 cores do espectro em fase Elétrica, a leste, e as mesmas 12 cores em fase Magnética, a oeste.

Além deste círculo virtual só se detectam as polaridades numa distância que de La Foye supunha ser função do raio do tronco. Em radiestesia as polaridades são decorrentes da rotação da Terra.

O Corpo Polarizado material, em equilíbrio, parece ser um patamar entre as polaridades positiva e negativa que ele provoca (juntamente com a aura). Num plano horizontal, suas próprias cores são indiferenciadas e todas as detecções exigem um artifício.

Dando continuidade a seu trabalho, de La Foye colocou sobre uma mesa um cilindro de madeira em cujo centro, furado na vertical (furo passante), introduziu um arame de cobre reto com uma extremidade dobrada em 90°. Fazendo girar a parte horizontal do fio no eixo constatou que:

a) O eixo de rotação cria uma vertical negativa.

b) O eixo horizontal N-S, no plano da agulha, passando pelo eixo de rotação é positivo.

c) Uma circunferência virtual, cujo raio é o comprimento da agulha, dividida em dois semicírculos, de polaridade positiva a Leste e negativa a Oeste.

d) A extremidade horizontal do fio é positiva, o diâmetro virtual oposto é negativo.

e) As ondas de forma são emitidas ao Sul, fora do círculo virtual, e correspondem às cores diferenciadas da Aura correspondentes à cor apontada pela agulha.

f) O ângulo de 320° anula todas as polaridades, é o ponto de equilíbrio do campo de forma.

Esta experiência indica que a criação das ondas de forma parece ter origem numa repartição das polaridades, o que explicaria sua presença detectável pelo P.U. em várias manifestações energéticas, químicas, acústicas, elétricas, etc. Num capítulo anterior sobre ondas de forma, nos referimos à teoria de La Foye sobre a gênese das Fases

e sua relação com as polaridades dos materiais utilizados para fazê-las emergir.

Com um P.U., pode-se detectar o corpo polarizado na chama de uma vela e, a aura no dobro do comprimento do raio da chama. Apagando-se a vela, tudo some. O mesmo fenômeno será detectável, sobre uma reação química em curso.

Os Níveis

Fazendo passar as ondas emitidas por um novo dispositivo através de um prisma de madeira (semelhante ao prisma ótico de Newton), de La Foye constatou, por meio do P.U. regulado sobre a cor de emissão, duas emissões na saída do prisma: uma desviada em relação ao eixo de emissão e outra que seguia seu curso sem desvio aparente. Entretanto, convidado a prestar sua colaboração técnica em radiestesia a Jean Gaston Bardet, na pesquisa para a realização do livro Mystique et Magies, teve o primeiro contato com a língua hebraica. Com as palavras hebraicas fornecidas por Bardet pôde, então, comprovar que existem três níveis de emissão de ondas de forma. As palavras usadas sobre pêndulos cilíndricos despolarizados foram as seguintes: para a primeira emissão desviada em relação ao eixo original da emissão, utilizou a palavra H hA R Ts (Haarets) - A Terra, e nomeou a emissão de nível "Físico".

A emissão não desviada pelo prisma foi então interceptada pelo testemunho de uma planta ou animal vivos. L N Ph Sh cH Y H (A Nefesh Raiah) - O Sopro de Vida, foi a palavra usada presa ao pêndulo cilíndrico, e este nível de emissão tomou o nome de "Vital".

Um terceiro e último nível pôde ser detectado para lá do testemunho anterior, o interceptor desta vez foi o testemunho de um ser humano vivo ou

morto, a palavra hebraica usada: R W cH (Ruah) - O Espírito, para emissões

em nível "Espiritual". Finalmente após este testemunho nada mais é detectável. Segundo de La Foye, isto é a negação do materialismo puro, demonstra que o homem tem algo mais que o animal. Tem toda a razão, veremos isso mais adiante em radiestesia cabalística.

La Foye concluiu que os três níveis de emissão de ondas de forma ocorriam em três campos diferentes: o físico, o vital e o espiritual. Aqui de La Foye usou a noção científica de campo: porção do espaço onde

ocorrem fenômenos. O campo espiritual não foi pesquisado pela complexidade de seus fenômenos e por de La Foye nutrir um razoável repúdio por tal tema.

As formas despolarizadas têm o perigo de apresentarem ressonância com o nível espiritual sob influência consciente ou involuntária e podem alterar as características dos outros dois níveis. La Foye denominou-as mágicas. Deve-se evitar o uso de emissões em nível espiritual pois saturam os aparelhos tornando-os impróprios para o uso e provocando erros nas detecções. As formas inacabadas, como é o caso da semi-esfera, emitem em espiritual. Para se eliminar o espiritual de uma pilha radiestésica basta gravar dois diâmetros perpendiculares na face chata da última semi-esfera; isto aumenta a precisão da emissão e evita saturações por energias intrusas de qualquer natureza. No caso de forma de geometria diferente, o centro das retas é a pesquisar, para não alterar a emissão em "físico".

Apesar da denominação ser a mesma, plano espiritual e nível espiritual, em radiestesia, não são a mesma coisa, porém, aparelhos radiestésicos nos quais o nível referido não tenha sido eliminado podem veicular esta emissão do plano, por vontade explícita do operador e também involuntariamente. O mesmo vale para atos ou influências mágicas de qualquer tipo.

No documento Radiestesia Classica e a (páginas 191-195)