Apresentar evidências da importância do jogo no processo educacional, da importância da interação do aluno com o mundo, com os demais alunos, com o professor, além dos benefícios advindos da zona proximal de desenvolvimento, do resgate da cultura popular das brincadeiras e jogos populares, e fazer uma leitura crítica e observadora de uma perspectiva lúdica na educação física. Com isso será formado um conceito de jogo e o real significado deste conteúdo, com o objetivo principal de mostrar suas possibilidades de aplicação.
TEXTO
Entendemos algumas abordagens da educação física escolas que são definidas como metodologias de aplicação. Cada abordagem sugere seu próprio conteúdo para definir o alcance dos objetivos pedagógicos. Nesta concepção do jogo, a tentativa é extrapolar o entendimento da metodologia referenciada possibilitando a ação fundamentada com o seguinte propósito:
• diferentes objetivos podem ser alcançados através da aplicação de jogos e brincadeiras ↓
JOGO E BRINCADEIRA → desenvolvimento motor ↓
↓desenvolvimento cognitivo, afetivo e social← respeito e atitudes
promoção de hábitos saudáveis e aptidões → cooperação e solidariedade. O ato de jogar é fascinante, um universo que é muito bem compreendido pelas crianças e ao mesmo tempo um fenômeno complexo. A utilização dos jogos para educação é muito utilizada por estudiosos de áreas pedagógicas diversas como meio de aprendizado. Para a educação física o jogo é utilizado de uma forma despreocupada em muitos casos.
Não estamos falando do jogo de futebol (esportivo, com regras, com tempo). Nos referimos ao conceito de jogo baseado em uma das mais famosas definições de Huizinga (1980):
• o jogo é uma atividade de ocupação voluntária;
• as regras são livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias; • ocorrem em determinados limites de tempo e espaço;
• fora da realidade e da obrigação.
É impossível pensar em uma criança que não brinque ou jogue e talvez seja por isso que estes conceitos estejam ligados e associados à criança, embora a aplicação dos diversos jogos pode e deve ser indicada para todas as idades.
Para Piaget (1975) o jogo é classificado em:
1. Jogos de exercício – são meros exercícios de repetição como, por exemplo, a criança pequena que atira objetos repetidamente no chão. 2. Jogo simbólico – exercitado através da imaginação, do pensamento, da
brincadeira do faz de conta.
3. Jogo social / de regras – principalmente observado dos 7 aos 11 anos, desenvolve-se durante toda a vida, tornando-se complexo até chegar nos esportes, jogo de cartas, jogo de xadrez.
Um dos pontos mais importantes para ser considerado neste momento são as diversas aplicações do jogo e da
brincadeira no contexto escolas, tentando evidenciar ao máximo os benefícios desta ação. O professor não precisa adotar
exclusivamente como abordagem pedagógica o construtivismo para utilizar os jogos em suas aulas. Estamos evidenciando que, além do entendimento das abordagens e a opção que cada professor vai fazer para o seu cotidiano escolar, as facilidades de aplicação são incentivos ao trabalho do professor.
Os jogos como conteúdos escolares podem ser considerados um dos que apresentam maiores facilidades de aplicação. Algumas delas abaixo:
• são conhecidos pelas crianças, muitos alunos já participaram de diferentes jogos e brincadeiras;
• podem variar de acordo com a complexidade de regras; pode-se jogar com poucas regras, ou jogar com um alto nível de complexidade e tarefas em um mesmo jogo;
• podem ser sugeridos e praticados em qualquer série escolar, qualquer idade;
• são divertidos e prazerosos.
• mesmo que possam ocorrer jogos que utilizem materiais sofisticados e espaços apropriados, a criação de um jogo é flexível, livre, não exige material específico ou espaço determinado.
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a sugestão didática e pode ser entendida como uma ferramenta extremamente útil ao professor que esteja engajado em uma metodologia de educação física diferenciada. As facilidades continuam a ponto de analisarmos a forma de aplicação do jogo, que acontece de maneira global, diferente do esporte que tradicionalmente é aprendido por partes.Não é por essas razões que o jogo e a brincadeira devem ser utilizados pelo professor de forma negligente. Um exemplo claro é a falta de motivação que um jogo ou brincadeira pode proporcionar aos alunos sendo tarefas muito distantes daquilo que o aluno pode executar.
Cada brincadeira e jogo devem ser adaptados ao nível de habilidades e compreensão dos alunos executantes, assim como todos as atividades práticas envolvidas na cultura corporal de movimento.
Os jogos e brincadeiras fazem parte do cotidiano das crianças e dos jovens em diversos países, regiões diferentes socialmente e culturalmente, pois o jogo e a brincadeira são transcendentes.
Como sugere Rangel (2004), o professor deve pensar no conteúdo e
principalmente na forma de aplicação. A demonstração, quando bem realizada, é uma das formas que pode levar o educando a aprender mais rapidamente um jogo. Porém, isso é apenas uma sugestão e não uma regra.
Algumas indicações de aplicações de jogos ao professores são
recomendadas por Rangel (2004), que muitas vezes aplicar tal conteúdo pode parecer difícil, uma vez que há necessidade de se controlar um grande número de alunos em um espaço aberto.
Indicações:
• explicar como será a aula; se necessário faça explicações em sala de aula;
• fazer combinados com os alunos, determinando o que pode ser feito e o que não pode ser feito;
• procurar explicar o jogo antes da divisão das equipes e da entrega do material;
• para melhor visualização, as crianças poderão ficar sentadas e o (a) professor (a) em pé;
• um jogo também serve para que as crianças aprendam a resolver problemas e eventuais conflitos, promovendo a autonomia.
O objetivo foi de refletir sobre a prática do jogo enquanto conteúdo da educação física na escola. Vale ressaltar que cada professor, dependendo de seu objetivo no momento, do tempo e do material que dispõe e das características de sua escola, saberá adequar essa prática e os conteúdos propostos para uma educação física diferenciada.
REFERÊNCIAS
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 1980.
RANGEL, I. C. A. Jogos e brincadeiras nas aulas de educação física. In: DARIDO, S. C.; MAITINO, E. M. (Org.). Pedagogia cidadã: cadernos de formação. Educação Física. São Paulo: UNESP/ Pró-reitoria de Graduação, 2004.
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SÍNTESE PARA AUTO-AVALIAÇÃO
OBJETIVOS
Evidenciar o eixo norteador do construtivismo na escola. Promover a
interpretação do principal conteúdo que possibilita o ensino sob essa concepção: o jogo, o brincar e a interação.
TEXTO
O jogo e a brincadeira no contexto educacional
De acordo com a abordagem construtivista, também denominada na
literatura como construtivista interacionista, é uma concepção muito popular e reconhecida como uma das bases mais importantes para a educação.
Esta é uma proposta que privilegia os primeiros anos da educação formal; é múltipla em possibilidades de integração de domínios principalmente cognitivos através de atividades lúdicas espontâneas. Gradativamente propõe tarefas mais complexas e desafiadoras.
Na abordagem construtivista fica claro que a maior preocupação e meta de trabalho é a intenção da construção do conhecimento a partir da interação do sujeito com o
mundo, respeitando o universo cultural do aluno e explorando as diversas possibilidades educativas. Além de valorizar as experiências, a cultura dos alunos, a proposta construtivista tem o mérito de propor alternativas aos métodos diretivos, alicerçados na prática da educação física na escola. O ato de jogar é fascinante, um universo que é muito bem compreendido pelas crianças e ao mesmo tempo um fenômeno complexo. Não estamos falando do jogo de futebol (esportivo, com regras, com tempo). Nos referimos ao conceito de jogo baseado em uma das mais famosas definições de Huizinga (1980):
• o jogo é uma atividade de ocupação voluntária;
• as regras são livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias; • ocorrem em determinados limites de tempo e espaço;
• geram sentimentos de tensão, alegria, vibração, liberdade e invenção; • fora da realidade e da obrigação.
Nas possibilidades citadas no contexto da educação física, é pouco
da promoção de jogos e brincadeiras nas aulas e atividades direcionadas ao ensino do componente curricular na escola.
É impossível pensar em uma criança que não brinque ou jogue e talvez seja por isso que esses conceitos estejam ligados e associados à criança, embora a aplicação dos diversos jogos pode e deve ser indicada para todas as idades.
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OBJETIVOS
Pensar a Educação Física como matéria de ensino escolar. Reconhecer as possibilidades de trabalho e adequar a metodologia de acordo com a realidade que cada professor dispõe.
TEXTO
Muitas pessoas talvez desconheçam a importância e a relevância do papel da escola no processo de formação e potencialização da transformação social. O discurso que a escola prepara para o jovem enfrentar o mundo pode ser questionado em relação ao tipo de preparação que a escola está oferecendo aos jovens para o enfrentamento do mundo?
Deve-se também compreender que a educação física, atualmente, deve- se integrar aos diferentes níveis englobados pela educação básica, que são a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Trabalhamos sobre o tema da metodologia da educação física baseada em um estudo das abordagens pedagógicas (DARIDO, 2005). Muitas possibilidades de resoluções de problemas foram apresentadas na forma de sugestões de metodologia de ensino, sempre convidando o leitor a reconhecer a necessidade de uma visão mais ampla e abrangente do componente curricular educação física.
Dessa forma surgem os objetivos, as justificativas, a metodologia aplicada, evidenciando as possibilidades de ensino. Há abordagens que privilegiam a saúde, a aptidão física. Outras o eixo norteador da cidadania,
do desenvolvimento motor, do lúdico, dos jogos entre outros.
Como a educação física deve ser trabalhada na escola vai depender diretamente da própria concepção que o professor tenha com relação às possibilidades de ensino que muitos não observam como um componente curricular.
É possível perceber que a área de
Educação Física escolar é muito complexa e pode ser vista de diferentes anglos. Sendo compreendida de várias formas, pode gerar um conflito de entendimento do seu uso.
De acordo com Darido (1999), a educação física pode significar, principalmente, três coisas distintas:
1. área de investigação científica;
2. profissão regulamentada cuja preparação ocorre no ensino superior; 3. componente do currículo das escolas da educação básica.
DO DISCURSO PARA A PRÁTICA: NECESSIDADES DE