• Nenhum resultado encontrado

3 REVISÃO DA LITERATURA

3.2 Matrizes

3.2.3 O manejo do macho reprodutor junto as matrizes

A importância do macho reprodutor junto as matrizes pesadas são grandes, pois tem o objetivo principal de fertilizar o ovo da matriz e transferir o potencial genético para as progênies. Ou seja, ainda que na produção avícola o número seja relativamente pequeno, deve ser dado uma atenção especial aos machos, pois estes representam 50% da produção genética no plantel de reprodutores. Nos últimos anos houve mudanças no manejo do macho reprodutor, junto com a melhoria da eficiência genética, da conversão alimentar, do ganho de peso e eficiência produtiva pra sua progênie (SERRES, 2018).

Nos machos um dos fatores mais influentes na perda de fertilidade é a idade. Em granjas comerciais, é comum observar um declínio gradual da fertilidade quando as aves atingem 40 semanas de idade. O aumento da idade do macho é acompanhado por uma diminuição no número de espermatozoides ejaculados, uma redução no volume do sêmen, bem como uma diminuição na motilidade, viabilidade e integridade dos espermatozoides. Por tanto, essas mudanças levam a um declínio na capacidade de fertilização destas aves (IAFFALDANO et al., 2003).

À medida que o galo envelhece, o impulso sexual diminui e a frequência de acasalamentos bem-sucedidos também é reduzida (REZENDE et al., 2014). Além disso, o ganho de peso excessivo leva a problemas de pernas e atrofia dos testículos, outros fatores como, redução no nível de energia, idade x peso, relação macho/fêmea, sazonalidade, ambiente e problemas nos pés (lesões de coxim plantar) afetam diretamente na fertilidade destes machos (ROBINSON et al., 2003).

Segundo Gomes et al. (2013), duas técnicas podem ser utilizadas para preservar a taxa de fertilidade no rebanho, a primeira denominada método “spiking” é a introdução de pelo menos 20% de novos machos de um lote já existente, esse procedimento tem o objetivo de estimular a copula dos machos originais melhorando a fertilidade. A segunda técnica denomina-se “intra-spiking” em que denomina-se troca os machos em torno de 25% entre os galpões pertencentes ao mesmo lote, neste método não são introduzidos novos machos.

3.3 O manejo do Ovos Férteis

A produção dos ovos férteis desempenha importante papel na avicultura, pois estes irão determinar a qualidade dos pintinhos que se tornarão frangos de corte. É necessário que se faça um manejo adequado dos ovos, para que os incubatórios possam produzir pintos com aptidão e capazes de expressar em campo todo seu potencial genético (OLIVEIRA; SANTOS, 2018).

As granjas de matrizes junto com os incubatórios dividem a responsabilidade pela produção de pintinhos de qualidade, visto que a qualidade dos pintos está diretamente ligada a qualidade dos ovos (FRONZA, 2018). Sendo assim, o ambiente no qual o ovo é produzido tem um importante papel no seu desenvolvimento. As granjas de matrizes devem apresentar condições mínimas de biosseguridade, a fim de evitar futuras contaminações do ovo, sendo importante que estas adotem cuidados com o manejo no interior de suas instalações, pois estes influenciam diretamente na produção e qualidade dos ovos (OLIVEIRA; SANTOS, 2018).

3.3.1 Qualidade dos ovos

Para garantir a qualidade dos ovos o local de postura deve ser um ambiente adequado que garanta conforto a ave. Os ninhos são áreas oferecidas as aves que garantem o comportamento natural, por fornecer privacidade durante a postura, podem ser coletivos ou individuais, no entanto, cabe ressaltar que as galinhas preferem os ninhos individuais, estes não podem ter poleiros, comedouros ou bebedouros no seu interior (SILVA et al., 2020).

Bermudez e Brown (2003) afirmam que os ninhos necessitam de boa ventilação, devem ser escuros e a noite as portas tem de ser fechadas para permitir que as aves não fiquem dentro deles, assim evita-se a contaminação do local e dos ovos com fezes.

A casca e a embalagem natural do ovo, independentemente da cor que possua deve se apresentar sempre limpa, integra, sem sujeiras, deformações ou tricas, pois a parte interna do ovo permanece protegida com cascas resistentes (figura 8). Um dos principais problemas relatados na produção de ovos são as trincas em suas cascas (SARCINELLI et al., 2007).

Figura 8 – Qualidade da casca dos ovos.

Fonte: O bem viver, 2021.

A casca do ovo protege o embrião de microrganismos externos, além de proporcionar a difusão dos gases respiratórios, evita que ocorra a perda excessiva de umidade e em consequência a desidratação do ovo, e além disso ela é fonte de nutrientes, principalmente de cálcio, que colaboram para o desenvolvimento do embrião (VILELA et al., 2012).

Um fator importante que influencia na resistência da casca é o formato do ovo, alterações em sua forma podem torna-los frágeis ou resistentes a perfuração pelo pinto no momento do nascimento (SCHMIDT et al., 2003). Segundo Albino (2005), ovos que possua formato excessivamente redondos ou muito cumpridos tem a tendencia de quebrar com facilidade no decorrer do processo de viragem nas incubadoras.

Geralmente ovos que possuam poucas chances de eclodir e que venham a gerar pintinhos de qualidade baixa, são descartados sendo estes, ovos muito pequenos ou muito grandes, sujos, trincados, deformados, dentre outros conforme mostra a Figura 9 (COBB-VANTRESS, 2008).

Figura 9 - Classificação da qualidade dos ovos.

Fonte: Manejo de incubação Coob, 2016.

O ovo para possuir boa qualidade deve ser adquirido de matrizes saudáveis, serem férteis, ter uma boa forma ovoidal, boa espessura de casca (COBB-VANTRESS, 2008). No

mais, o ovo considerado adequado para incubação é o que possui formato ovalado, conforme mostrado na figura 10 (LAUVERS; FERREIRA, 2011).

Figura 10 - Ovo ideal para incubação.

Fonte: Coob, 2008.

Outro fator que deve ser levado em consideração durante a seleção dos ovos é a idade das matrizes. É dado esta atenção devido a idade das aves afetar diretamente as características interna e externa do ovo, no peso dos ovos e na qualidade dos pintinhos de 1 dias (TANURE, 2008; FRANSCISCO, 2011). Pode-se destacar que com o avançar da idade das matrizes os ovos férteis perdem viabilidade, fazendo com que o embrião perca a efetividade (SILVA, 2015).

Cabe enfatizar que conforme a galinha envelheci há crescimento no tamanho do ovo, esse avanço da idade proporciona redução na absorção intestinal e elevação na retirada do cálcio ósseo, causa também menos deposição de carbono e cálcio no útero para gerar a casca, fazendo com que as aves mais velhas apresentem maior incidência de ovos de casca fina (CARVALHO et al., 2007; RUTZ et al., 2007; ALMEIDA et al., 2006; GUENTER et al., 2004; ANDERSON et al., 2004; COTTA, 2002).

3.3.2 Incubação dos ovos férteis

Os incubatórios são ambientes estratégicos para a produção avícola (figura 11), e estão intimamente ligadas as granjas de matrizes (GONZALES, 2003). O principal papel dos incubatórios é transformar biologicamente os ovos férteis em pintinhos de um dia no prazo, qualidade e volume desejados, diminuindo a ocorrência de anomalia e contaminação, atendendo as expectativas e necessidades da produção, com menor custo possível (TONA et al., 2003).

Figura 11 – Incubadoras industrias de ovos de galinha.

Fonte: Indiamart, 2021.

Várias causas afetam a eclosão dos ovos durante o processo de incubação, e a maior parte delas é proveniente de fatores ambientais (SANTANA et al., 2013). Para que haja o nascimento de pintinhos saudáveis é necessário adotar um manejo de qualidade ainda na coleta dos ovos nas granjas e no transporte deles para o incubatório.

Nas granjas recomenda-se que os ovos sejam coletados pelo menos sete vezes ao dia, todos os dias (ARAÚJO; ALBINO, 2011), as coletas devem ser realizadas com mais frequência no período da manhã, pois é o horário com maior concentração de postura pelas aves (BERMUDEZ; BROWN, 2003).

Essas recomendações são necessárias para reduzir a quantidade de ovos trincados, quebrados e postos em cama, em consequência reduzem a chance de contaminação, o tempo de permanência dos ovos em contato com ambiente contaminado e em condições não controlados de temperatura e umidade (OLIVEIRA; SANTOS, 2018).

Quando os ovos são submetidos a altas temperaturas fora da incubadora, eles podem ter a viabilidade embrionária nos estágios iniciais do desenvolvimento comprometida, podendo vir a diminuir a eclodibilidade, e ter um aumento na taxa de mortalidade (CONY et al., 2008;

REIJRINK et al., 2010; BARACHO et al., 2013).

É imprescindível que o manejo na incubação seja realizado de forma rígida e cuidadosa, pois a cadeia produtiva avícola só terá sucesso se houver bom desempenho no momento da incubação dos ovos. Vale ressaltar que é necessário ter conhecimento de cada fase do desenvolvimento embrionário, para ter melhor entendimento no processo de incubação e assim realizar um manejo adequado (OLIVEIRA; SANTOS, 2018).

Entre o 1º e 4º dia de incubação ocorre a adaptação do embrião as condições de incubação que lhe são fornecidas e seu desenvolvimento é com multiplicação celular bem intensa, classificação das estruturas e definição da espécie. Do 5º ao 18º dia inicia-se a etapa de alto crescimento embrionário. Do 19º até o 21º dia ocorre a fase final do desenvolvimento embrionário, em que ocorrem eventos importantes para o nascimento do feto como: posicionar a cabeça em baixo da asa direita, abertura da membrana interna (internal pipping), respiração, perfuração da casta (external pipping) e pôr fim a quebra da casca para o nascimento (figura 12) (GONZALES, 2003).

FIGURA 12 - Desenvolvimento embrionário do ovo do primeiro ao vigésimo primeiro dia.

Fonte: Coob, 2008.

Nos incubatórios os ovos podem ser alojados durante períodos diferentes antes do processo de incubação, para isso é necessário manter os embriões em ótimas condições, garantindo a redução de efeitos que venham prejudicar a eclosão e qualidade do pintinho. O ovo possui uma grande sensibilidade e durante seu armazenamento perde água por evaporação, esta perda é bastante influenciada pela porosidade da casca, umidade relativa do ar e temperatura, para garantir boa incubabilidade é necessário que esta perda seja reduzida (SCHMIDT et al., 2002).

Nesse contexto, para que toda cadeia produtiva funcione corretamente presando pela qualidade do produto, vale ressaltar a necessidade de se caminhar lado a lado com o BEA, garantindo o conforto dos animais e atendendo todas as exigências de mercado. Estudos ressaltam que quando os animais estão em situações de bem estar, estes apresentam-se mais saudáveis e por consequência melhoram seu desempenho e seu produto final. Mostram também

que a produtividade e viabilidade de um sistema de produção estão diretamente relacionados com o BEA (HORGAN; GAVINELLI, 2006).

3.4 O Bem-estar animal

Segundo Moleto (2005), o termo bem-estar animal (BEA) tem recebido várias definições. Porém, a mais utilizada é a de Broom (1991) que diz: “A expressão bem-estar está relacionada ao estado de um indivíduo no ambiente em que está inserido (...)”.

Em outros termos, Schwartzkopf-Genswein et al. (2012) ressaltam que o bem-estar compreende a forma como os animais vivenciam diversos fatores, como: o acesso ao alimento e água, o manejo, as condições do ar e temperatura, a densidade, a exposição a ruídos, a fadiga, o stress, as lesões, a mortalidade, o transporte, dentre outros. O objetivo deste campo de pesquisa era de resolver contratempos relacionados aos intensivos sistemas de produção.

Entretanto, os resultados alcançados estão sendo usados em diversos campos de pesquisas, como ambiência, fisiologia animal, reprodução, microbiologia, nutrição, etc. (FRASER et al., 2013).

Nos sistemas de produção animal, o bem-estar tem despertado a curiosidade dos cidadãos dos países desenvolvidos (ALVES, 2006), e se tornou assunto relevante nos últimos anos para os consumidores, refletindo de forma significativa nas exigências dos importadores, das grandes redes de supermercados e de outras cadeias alimentares. Diante desse cenário passou a se fazer exigências aos produtores da cadeia avícola e assim, as indústrias produtoras tem sido exigidas a estabelecer programas de qualidade, de rastreabilidade e bem-estar animal para suprir as exigências do mercado (UBABEF, 2008).

Ao se tratar da importância do bem-estar, da segurança e da qualidade do alimento para o consumidor, além da conservação dos atributos de qualidade da indústria avícola, é importante ter em mente a aplicação de medidas embasadas em fundamentos científicos para a determinação de bem-estar na produção, atentando-se as exigências e preocupações do público alvo. O significado de bem-estar de forma geral, constitui-se dos vários elementos que colaboram para a qualidade de vida do animal, incluindo aqueles voltados as “cinco liberdades”.

Sendo assim, o uso de medidas que envolvam o BEA deve ser embasado no uso de conhecimentos científicos e inserir o planejamento e capacitação de todos os envolvidos (UBABEF, 2008).

Para analisar o bem-estar de um animal é importante fazer observações de seu comportamento, bem como se o local em que está inserido encontra-se apto para fornecer a

qualidade de vida necessária exigida. De acordo com Prestes (2005), a introdução de um programa de BEA deve se assemelhar a um programa de qualidade, em que o treinamento dos trabalhadores que irão manejar estes animais tenha grande relevância para alcancar os resultados esperados. Assim, conhecer e proporcionar o bem-estar no sistema de criação como de poedeiras para a produção de frangos de corte é um fator de total importância, pois, este irá afetar diretamente na produção das aves.

Considera-se um bom estado de bem-estar quando o animal apresenta-se saudável, bem alimentado, confortável, pode expressar seu comportamento natural, está em segurança e ausente de situações que o leve a sentir medo, dor e sofrimento (ABPA, 2016). É necessário que se preserve o conceito da cinco liberdade mantendo estes princípios, a União Brasileira de avicultura (UBABEF) apresenta o seu protocolo de bem-estar animal para aves poedeiras (UBABEF, 2008), no qual as aves devem estar:

a) Livre de fome e sede: A alimentação deve ser apropriada ao animal, segura e que atenda todas suas exigências nutricionais. Os espaços entre comedouros e bebedouros devem ser maiores para evitar a competitividade dos animais pelo alimento. As aves têm que ter livre acesso a água, na qual deve apresentar-se limpa e potável;

b) Livres de desconforto: As instalações devem ser feitas levando em consideração as necessidades das aves, de maneira que forneça proteção e evite desconfortos físicos e térmicos;

c) Livre de medo e angustia: Toda equipe que trabalhe no manejo das aves devem possuir conhecimentos básicos de como o animal se comporta, a fim de evitar o estresse das mesmas;

d) Livre de dor, sofrimento e doenças: As aves precisam ser protegidas de qualquer fator que possa causar dor ou venha atentar contra sua saúde. Seu alojamento deve fornecer bem-estar e receber assistência técnica sempre que necessário. É importante que todas as granjas possuam um plano de Saúde Veterinário;

e) Livre para expressar seu comportamento normal: As instalações devem ser apropriadas e oferecer espaço suficiente as aves, para que elas expressem todo seu comportamento natural.

Deste modo, de acordo com Lay et al. (2011), a combinação correta de manejo, alojamento e alimentação são essenciais para garantirem o bem-estar dos animais e otimizarem a produção.

3.4.1 Bem-estar na produção de matrizes

A cadeia de produção de matrizes é um setor altamente especializado nos dias atuais, especialmente pelo uso de diversas tecnologias para a produção dos pintinhos de um dia destinados a produção de frangos de corte ou aves (SALGADO et al., 2007). A garantia de um bem estar positivo dessas matrizes poedeiras, é responsabilidade de todos aqueles que se beneficiam e são envolvidos na cadeia produtiva de ovos. Deste modo, A indústria, o produtor, o varejo o consumidor e a sociedade como um todo devem buscar medidas que garantam boas condições de vida para as aves (SILVA et al., 2020).

O consumidor e a sociedade podem influenciar na maneira de produzir, tendo ideias que visem garantir uma vida digna para os animais de produção, sendo eles os principais responsáveis por desencadear iniciativas que foquem no bem-estar animal. Por mais que o Brasil até o presente momento não possua nenhuma norma para o BEA em relação a produção de ovos, a cadeia avícola de postura e o Governo, de forma menos articulada, estão sendo influenciados pela crescente demanda em conjunto com a preocupação do consumidor em relação ao bem-estar das matrizes poedeiras (SILVA et al., 2020).

Desta forma, para garantir o bem-estar das aves é necessário preocupar-se com fatores como a interação do animal com seu ambiente, pois as instalações em que as aves estão alojadas são de suma importância, visto que qualquer alteração nesses locais pode influenciar na perda de produção das aves e queda da qualidade dos ovos (RODRIGUES, 2016). Outros pontos em relação ao manejo das aves devem ser observados para que não haja queda na produção cuidados como controle de temperatura e ambiente, atenção nas práticas de debicagem e muda forçada, dentre outros. Pois caso esses procedimentos não sejam realizados de forma adequada irão gerar bem-estar pobre nas aves podendo causar efeitos negativos em toda a cadeia de produção.

3.4.2 Instalações

O ambiente de produção de matrizes poedeiras deve ser projetado para satisfazer todas as suas necessidades físicas e comportamentais em todas as fazes de sua vida. As instalações das aves devem ser feitas de modo que protejam os animais do desconforto térmico, e proporcione espaço adequado para que elas desempenhem todo seu comportamento natural, nesse sentido segundo o manual de boas práticas na produção de galinhas descrito por Silva et al. (2020), é importante atentar-se para:

a) inspeções diárias: é importante que se realize esses monitoramentos para garantir que as instalações e equipamentos estão em devido funcionamento, o ideal é que se realize pelo menos duas vezes ao dia;

b) as instalações devem oferecer proteção as matrizes poedeiras quando as variáveis ambientais e condições sanitárias forem alteradas;

c) é necessário evitar a presença de equipamentos que possam vir a lesionar os animais, ou servir de esconderijo no qual elas entrem e não consigam sair;

d) paredes e pisos devem ser feitos de material de qualidade, além de serem de fácil limpeza e boa desinfecção;

e) para garantir a biosseguridade do plantel adota-se o uso de pedilúvio, controle da quantidade de pessoas e objetos que entram na granja, uso de rodoluvio e arco de desinfecção, e banho dos funcionários com uso de roupas e calçados exclusivos.

É essencial que se tenha conhecimento das condições climáticas em que a granja será instalada, levando em consideração os períodos mais quentes e frios do ano, assim como os períodos de maior e menor umidade, proporcionando ao alojamento das aves um ambiente favorável dentro das instalações considerando os parâmetros de temperatura e umidade no momento do alojamento. É importante que se realize diariamente o monitoramento dessas condições ambientais (SILVA et al., 2020).

As instalações das aves devem ser projetadas e construídas com o principal foco de reduzir a ação direta do clima, que na maioria das vezes atua de forma negativa nos animais, ou seja, elas devem ter características em sua construção que forneçam o máximo de conforto possível para que o animal desempenhe todo seu potencial genético (FIORELLI et al., 2009).

Elevados graus de temperatura e umidade relativa do ar dentro das instalações, principalmente no verão ou em horas mais quentes no decorrer do dia, podem causar limitações na produção e bem estar das aves, além de afetar no desempenho final do lote causando comprometimentos econômicos da atividade (CARCALHO, 2012).

Nas instalações o ambiente precisa ser adequado, com boas dimensões, e deve ser economicamente viável levando em consideração fatores como os materiais da construção, o local da edificação, a altura do pé-direito, presença de lanternins, a orientação do galpão em relação ao sol, aberturas laterais e presença de cortinas, além da utilização de métodos artificiais que favoreçam a ventilação do ambiente como nebulizadores e ventiladores (NÃÃS et al., 2001;

COSTA et al., 2012).

A instalação dos equipamentos de ventilação é importante pois irão garantir um controle melhor do ambiente atendendo as necessidades das aves, manter os sistemas de ventilação e

resfriamento em ótimo funcionamento para que estes regulem a temperatura e qualidade do ar quando elas estiverem fora das recomendações, garante o conforto e bem-estar das matrizes (SILVA et al., 2020).

Outro fator importante nas instalações de matrizes é a disposição e qualidade dos ninhos em que elas irão por seus ovos. Pois o material do ninho é a primeira superfície que o ovo entrará em contato depois de posto, os ninhos devem ser limpos, secos e livre de matéria fecal, independente do material que possuam, e que ofereçam conforto e segurança para as aves (OLIVEIRA et al., 2010).

São oferecidos dois tipos de ninhos os automáticos e manuais. Os automáticos permitem que a coleta dos ovos seja feita de forma mais eficiente, ele impede o contato das aves com os ovos logo após a postura e evita a permanência deles por muito tempo no local, diminuindo a contaminação e a incidência de ovos com trinca, além de reduzir a postura de na cama, garantindo a qualidade dos ovos (SILVA et al., 2012). Por outo lado, Holcman et al. (2007 apud ROVARIS et al., 2014), dizem que as aves tem preferencias por ninhos manuais pois elas se

São oferecidos dois tipos de ninhos os automáticos e manuais. Os automáticos permitem que a coleta dos ovos seja feita de forma mais eficiente, ele impede o contato das aves com os ovos logo após a postura e evita a permanência deles por muito tempo no local, diminuindo a contaminação e a incidência de ovos com trinca, além de reduzir a postura de na cama, garantindo a qualidade dos ovos (SILVA et al., 2012). Por outo lado, Holcman et al. (2007 apud ROVARIS et al., 2014), dizem que as aves tem preferencias por ninhos manuais pois elas se

Documentos relacionados