As transformações universais da sociedade têm sido marcadas pelas inovações que surgem com grande velocidade, conduzindo a sociedade à mudanças reconhecidas e absorvidas por seus diversos segmentos. As pressões decorrentes do processo de globalização da economia impõem as mudanças vivenciadas pelo homem e pelas organizações, exigindo até mesmo a reorganização dos poderes econômicos, políticos e sociais. Faz com que surjam novos e competitivos mercados regionais, cujos fatores de crescimento se baseiam em alta tecnologia, criatividade, grandes inovações além de alta produtividade.
Para alcançar a sua inserção neste panorama, as organizações buscam novos mercados, novas demandas dos clientes, gerar novos
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produtos e técnicas de produção, os quais, aliados aos novos processos de gerenciamento, exigem critérios de estrutura, infra estrutura, preparação e novas qualificações por parte dos trabalhadores.
A realidade multiforme da sociedade, com seus contextos culturais, econômicos, sociais e de saúde, vem compondo um cenário repleto de mudanças, onde as entidades de ensino superior são elos essenciais na ligação entre a cientificidade, o conhecimento e o desenvolvimento social, uma vez que fazem parte intrínseca dos processos de compreensão da realidade de desenvolvimento e de aprendizagem.
O ambiente em que se insere o ensino superior vem sendo caracterizado, também, por mudanças rápidas sob a atuação de fatores diversos que modificam a sociedade, propiciam o desenvolvimento e alteram o sistema universitário, atingindo instituições e pessoas.
Cabe, então, à educação organizar espaços e tempos para uma formação plena, calcada nos valores teórico-práticos e mediada pelas vozes reflexivas e coletivas do mundo da vida. Importa neste momento histórico se fazer ao fazer-se na formação e que o professor se comprometa com sua função social de viabilizar a transformação do real (CASTAMAN, 2009, s.p.).
As transformações, tanto nas formas como nos objetivos do ensino superior, dentro da esfera legal brasileira, se apresentam como uma autêntica reforma universitária, que já está em curso e tem, entre suas finalidades, conforme descreve a lei n°. 11.096/2005, que institui o Programa Universidade Para Todos – PROUNI, a tarefa de “impedir a mercantilização do ensino superior, buscando criar mecanismos para garantir a qualidade e democratizar o acesso com políticas de inclusão
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social (...) e fortalecer o vínculo para a consolidação de um país democrático e inclusivo" (BRASIL, 2005, p. 1).
Neste sentido, Alperstedt (2000, p. 57), refere que, diante dessa nova realidade, a universidade, entendida como organismo vivo, também vem evoluindo, adaptando-se, buscando a renovação e o aperfeiçoamento de seu sistema, para melhor atender à sua natureza, missão e objetivos de forma concreta, atendendo as mudanças sociais dentro desse universo em constante ebulição.
A universidade que necessitamos é aquela que, pela sua reinvenção permanente, é capaz de dar sentido e propriedade ao seu trabalho e à sua própria organização e de viver sua missão. E para que isso ocorra, faz-se necessário que, dentre outras, ela tenha as seguintes características: seja instrumento de modernidade, esteja comprometida com a qualidade, se mantenha renovada em seus métodos de trabalho e esteja sintonizada com a sociedade e integrada com o sistema produtivo. A universidade só cumprirá sua missão se entender que necessita educar-se permanentemente. [...]. Ela precisa reinventar-se e reconstruir-se para poder ser e oferecer uma resposta adequada à nova realidade social. (MEZOMO, 1997, p. 189).
As IES - Instituições de Ensino Superior, precisam oferecer conhecimento e preparar os alunos para o mercado de trabalho, proporcionando condições para que ele possa enfrentar os desafios do universo empresarial, estar seguro em seu papel profissional e consciente de seu papel social.
Para tanto, precisa contar com uma especialização docente que se caracterize, segundo Perrenoud (2000), por “decidir na incerteza e agir na urgência.” Isto porque a base da formação docente está na competência, sendo a mesma representa pela “capacidade de mobilizar diversos recursos cognitivos para enfrentar um tipo de situações” (PERRENOUD,
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2000, p.15), integrando e orquestrando os recursos do ensino, que acontece diante de cada situação.
O aluno tem as suas cobranças individuais, enfrenta vários desafios que afetam seu futuro profissional e, nessa pesquisa, busca-se conhecer estratégias que os ajudem na solução de situações-problema, procurando conhecer desenvolver um modelo de adequação que as instituições de ensino superior possam implementar para auxiliar o acadêmico a se inserir no mercado de trabalho, em especial aqueles que apresentam necessidades especiais.
Os estudantes, de maneira geral, sofrem muitas pressões ao longo da sua preparação; na fase estudantil voltada para a ação profissional, esta pressão ainda é maior, considerando-se que a formação profissional ocorre mediante a fundamentação de vários aspectos, não podendo ser embasada somente na instituição de ensino superior, ou na graduação profissional escolhida, e ainda, é uma escolha que se faz para a própria sobrevivência.
Também é preciso estar atento ao fato que as entidades educacionais, muitas vezes, não exploram de maneira devida, todo o potencial que o aluno detém, e esta complementação tem importância primordial em sua formação.
A formação do aluno é responsabilidade dele mesmo, juntamente com a instituição de ensino que o abriga e não ocorre isoladamente. Todos têm seu papel nessa caminhada. A entidade educacional deve disponibilizar subsídios para que o aluno alcance a sua formação e este não pode esperar encontrar tudo pronto; precisa vivenciar experiências
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variadas, aprender com os próprios erros e conquistas, tendo em vista a sua própria preparação e profissionalização, voltada para a sua inserção no mercado de trabalho.
No ambiente escolar o aluno começa sua formação; no momento de sua escolha profissional, em geral não sabe muito sobre sua capacidade, e é movido por várias fontes. O aluno recebe influência sob diferentes aspectos: familiares, sociais, institucionais, pessoais, e, na finalização de seu aprendizado instrucional, chega a um momento reflexivo e de alta responsabilidade, onde, através do aprendizado durante a graduação optará por uma ou mais áreas, buscando conquistar o seu espaço no mercado de trabalho e realizar seus projetos.
A inserção do jovem com necessidades especiais na escola e no mundo do trabalho, envolve além do seu crescimento no conhecimento, o desenvolvimento de ações voltadas para a própria inclusão digital como instrumento de inserção produtiva e de comunicação (LAFLAMME e BABY, 1993, p. 21).
Um ponto crucial para a sua formação é as condicionantes do próprio mercado de trabalho que se encontra em constante transformação, requerendo cada vez maior preparo e especialização, além de buscar profissionais que tenham uma visão globalizada e empreendedora, para agir com competência no universo organizacional.
A preparação profissional tem duas dimensões imprescindíveis, conforme descrevem Laflamme e Baby (1993, p. 47). Para os autores, a preparação profissional remete o jovem aos conhecimentos transmitidos pelos órgãos de formação, envolvendo, além do conhecimento instrucional,
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o aperfeiçoamento de habilidades e competências com vistas a habilitá-los a conseguir um lugar no mercado de trabalho.
Em seguida, vem a fase da integração profissional propriamente dita, que pode ocorrer por meio da estabilidade, da marginalização ou da convivência com o trabalho precário, em especial no que diz respeito ao trabalhador com necessidades especiais.
Outro tema inerente à preparação profissional é o seu compromisso, a sua responsabilidade para com a sociedade da qual faz parte, onde a aplicação do seu conhecimento vai pautar a sua participação no universo profissional que escolher, tendo na responsabilidade social o alicerce de sua cidadania.