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6 Espanhol 07/10/2012 Barcelona 2 x 2 Real Madrid

4.2 O modelo de Jogo

O modelo de jogo como descrito no referencial teórico é o norte orientador da ação coletiva dos jogadores em campo. Através de sua análise pode-se observar que determinadas equipes tem referências sólidas que não se alteram conforme o campeonato e a competição em questão. Outras, no entanto tem modificações sistemáticas em suas referências conforme a necessidade e contexto do jogo.

Para Morin (1996) todo sistema pode-se organizar melhor se sua identidade potencializar as características do todo e dos elementos, sem retirar-lhes autonomia. Fortalecer a equipe e a autonomia dos jogadores representa dar significado comum tanto às ações individuais como as ações coletivas, proporcionando uma melhor compreensão do jogo aos seus praticantes.

A compreensão dos jogadores manifesta-se coletivamente a partir de suas ações para manter o sistema organizado e para cumprir a lógica do jogo. Para observar a inteligência coletiva pode-se analisar, por exemplo, o esquema tático e os princípios de jogo. (LEITÃO, 2009).

Nesse estudo como se trata de duas equipes do mais alto nível, a inteligência coletiva reside na compreensão apurada que os jogadores possuem sobre o jogo e pelas referências construídas ao longo do tempo.

A partir das análises do presente estudo pode-se notar que as equipes do Real Madrid e do Barcelona apresentaram modelos de jogo distintos a partir de referências marcantes.

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vista da predominância. Os princípios operacionais, estruturais e do esquema táticos sofreram poucas alterações ao longo dos jogos analisados.

No Quadro 4 pode-se observar o modelo de jogo da equipe:

Quadro 4 – Modelo de jogo do Barcelona

Modelo de Jogo Predominante

Esquema Tático 1-4-3-3 (5) / 1-3-4-3 (1)

Princípio Operacional de Ataque Conservação da Posse de Bola (6)

Princípio Operacional de Defesa Recuperação da Posse de Bola (6)

Princípio Operacional de Transição Ofensiva Retirar a Bola da Zona de Recuperação (6)

Princípio Operacional de Transição Defensiva Pressão na Bola (6)

Princípios Estruturais de Ataque Mobilidade (6) / Apoio (6) / Amplitude (4) / Penetração (1) / Compactação Ofensiva (1) Princípios Estruturais de Defesa Direcionamento (5) / Cobertura (5) /

Compactação (4) / Bloco (2) / Recuperação (2) Valores entre parênteses apresentam o número de partidas em que a equipe apresentou esses

comportamentos como predominantes.

Em linhas gerais a equipe do Barcelona apresentou um modelo de jogo bem definido com variações pontuais que não mudavam drasticamente a forma da equipe jogar. Para Moreno (2010) a equipe do Barcelona apresenta uma cultura própria que não se altera frente aos adversários e não retira a autonomia e a interação inteligente de seus jogadores.

Cabe destacar que o Modelo de Jogo em si é um orientador das ações dos jogadores em campo, porém deve-se tomar cuidado para não reduzir o jogo ao modelo. Se o jogo ficar reduzido ao cumprimento do modelo, ou seja, se os jogadores começarem a jogar o jogo para cumpri os princípios táticos ao invés de utilizar os seus conceitos para cumprir a lógica, a autonomia dos atletas fica reduzida. A autonomia dos jogadores reside

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na capacidade de resolução de problemas do jogo e não na manutenção dos princípios de seu modelo.

Ter uma identidade própria baseada em um modelo fixo não garante o resultado, pois essa identidade deve ter a lógica do jogo como o norte maior de orientação aos jogadores.

Analisando apenas as questões predominantes do modelo pode-se inferir erradamente que talvez o Barcelona jogue para cumprir suas referências táticas, porém olhando para seu retrospecto vitorioso nos anos de 2011/2012/2013 não se pode dizer que a equipe não cumpre bem a lógica do jogo.

Com base no modelo de jogo predominante e no resultado dos jogos analisados não se pode afirmar que houve algum princípio da equipe do Barcelona que levou a equipe a vitória.

Por outro lado, em uma das derrotas da equipe, jogo 3, foi observado duas referências que estiveram presentes apenas nesse jogo:

- O esquema tático: 1-3-4-3

- O princípio estrutural de ataque: Compactação Ofensiva.

Pode-se inferir assim que nos confrontos analisados essas referências não potencializaram o êxito da equipe. Para se afirmar que tais referências não potencializam a vitória da equipe de uma maneira geral é preciso que seja feita uma análise sobre uma gama maior de partidas.

Iniciando as análises sobre o modelo de jogo da equipe do Real Madrid pode-se observar no Quadro 5 que se trata de uma equipe com referências distintas e que se alternaram muito mais dentro dos jogos analisados em relação aos dados encontrados na equipe do Barcelona.

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Quadro 5 – Modelo de jogo do Real Madrid

Modelo de Jogo Predominante

Esquema Tático 1-4-4-1-1 (3) / 1-4-2-3-1 (2) / 1-4-3-3 (1)

Princípio Operacional de Ataque Progressão no Campo de Jogo (6)

Princípio Operacional de Defesa Recuperação da Posse de Bola (3) / Impedir Progressão (3)

Princípio Operacional de Transição Ofensiva Jogo Vertical (6)

Princípio Operacional de Transição Defensiva Pressão na Bola (3) / Recomposição (3)

Princípios Estruturais de Ataque Ultrapassagem (6) / Apoio (5) / Profundidade (3) / Penetração (3) / Amplitude (1) Princípios Estruturais de Defesa Equilíbrio (5) / Compactação (5) / Flutuação (4)

/ Bloco (3) / Direcionamento (1) Valores entre parênteses apresentam o número de partidas em que a equipe apresentou esses

comportamentos como predominantes.

O Real Madrid apresentou maior variação nos parâmetros observados, contradizendo uma definição de seu próprio treinador, José Mourinho, que afirma que os princípios do modelo de jogo não devem se alterar em função do adversário, pois é a identidade da equipe e ao longo do tempo se solidifica e não se altera. Essa definição vai ao encontro dos dados observados na equipe do Barcelona, mas nãodo Real Madrid. O treinador nesse caso manteve apenas os princípios de ataque e transição ofensiva inalterados.

A equipe de Madrid apresentou uma pela busca pela progressão no campo de jogo a fim da obtenção do gol de maneira rápida sem uma preocupação pela conservação da posse de bola. Pode-se observar que esses princípios se contrapõem aos apresentados pela equipe do Barcelona.

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Mesmo apresentando princípios com regras de ação distintas o número de gols feitos por cada equipe foi igual, sendo assim, através da análise das predominâncias, não se pode afirmar que a Conservação da Posse de Bola aliado a Retirada da Bola da Zona de Recuperação foi mais efetiva que a Progressão no Campo de Jogo aliado ao Jogo Vertical.

Como o jogo de futebol é baseado em uma disputa entre duas equipes as análises se voltaram para os confrontos entre os princípios de cada uma delas (Defesa- Ataque/Ataque-Defesa, assim como os de transição) em seus respectivos modelos de jogo.

No Quadros 6 estão representados os Princípios Operacionais de Ataque e Transição Ofensiva da equipe do Real Madrid se opondo com os Princípios Operacionais de Defesa e Transição Defensiva do Barcelona:

Quadro 6 – Confronto entre princípios de ataque e defesa das equipes 1

Real Madrid Barcelona

Princípio Operacional Ataque /

Defesa Progressão no Campo de Jogo Recuperação da Posse de Bola Princípio Operacional

Transição Ofensiva / Defensiva

Jogo Vertical Pressão na Bola

No Quadros 7 estão representados os Princípios Operacionais de Ataque e Transição Ofensiva da equipe do Barcelona se opondo com os Princípios Operacionais de Defesa e Transição Defensiva do Real Madrid:

Quadro 7 – Confronto entre princípios de ataque e defesa das equipes 2

Barcelona Real Madrid

Princípio Operacional Ataque /

Defesa Manutenção da Posse de Bola

Impedir Progressão / Recuperação da Posse de Bola Princípio Operacional

Transição Ofensiva / Defensiva

Retirar a bola da Zona de Recuperação

Pressão na Bola / Recomposição

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Quadro 6 o Real Madrid apresentou a progressão no campo de jogo e o jogo vertical, esses princípios se confrontaram com a recuperação da posse de bola e a pressão na bola do Barcelona, em todos os jogos os confrontos se mantiveram dessa forma, não houve alterações em nenhum deles. Em todas as partidas o Real Madrid realizou 11 gols e em nenhuma partida ficou sem marcar ao menos 1 gol. Nesse confronto o que se viu ao longo dos jogos foi que cada uma das equipes buscava cumprir melhor o seu princípio para se sobressair ao do adversário. Mesmo dentro das partidas não houve alterações.

Por outro lado no Quadro 7 pode-se observar que o Barcelona apresentou a manutenção da posse de bola e retirar a bola da zona de recuperação, contudo ao contrário do seu rival o Real Madrid modificou seu princípio operacional de defesa e o de transição defensiva ao longo dos jogos alternando impedir progressão e recuperação da posse de bola na defesa e pressão na bola e recomposição na transição. Antes de discutir as alterações na defesa do Real Madrid, nota-se que no ataque mesmo as equipes apresentando princípios operacionais de ataque e transição distintos, o número de gols marcados por ambas foi o mesmo, 11. Sendo assim não se pode inferir que houve um princípio de ataque e um de transição superior, ambos apresentaram o mesmo índice de gols.

Em relação aos princípios de defesa da equipe do Real Madrid pode-se observar que sempre que alterou o princípio de defesa alterou também o princípio de transição defensiva, em ambos os casos a equipe do Barcelona manteve como princípio de ataque e transição ofensiva a conservação da posse de bola e retirar a bola da zona de recuperação, respectivamente, dessa forma pode-se analisar como o resultado se modificou frente às mudanças da equipe do Real Madrid, conforme Tabela 2:

Tabela 2 – Aproveitamento da equipe utilizando cada um dos princípios de defesa e transição defensiva

Princípio de Defesa /

Transição Defensiva Gols Sofridos Aproveit. de Pontos

Recuperação da Posse de Bola

/ Pressão na Bola 5 55,5%

Impedir Progressão /

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Na Tabela 2 podemos observar que quando a equipe de Madrid utilizou a recuperação da posse de bola e a pressão na bola como princípios de defesa e transição defensiva, respectivamente, sofreu menos gols e teve um aproveitamento maior de pontos. Dessa maneira pode-se afirmar que nos jogos observados foi mais vantajoso para a equipe do Real Madrid utilizar tais princípios na defesa e na transição defensiva.

Na observação dos jogos foi notório que quando o Real Madrid adotava o princípio de defesa impedir a progressão o Barcelona conseguia conservar a posse de bola em seu campo de ataque com certa facilidade, assim que o Real Madrid deixava algum espaço o Barcelona buscava um passe ou uma infiltração gerando perigos para a defesa madrilena.

Figura 3 - Equipe do Real Madrid impedindo progressão, jogador do Barcelona no campo de

ataque com muitas opções de passe.

Na Figura 3 pode-se notar que a equipe do Real Madrid (equipe branca) não está pressionando o portador da bola do Barcelona (circulado em vermelho), mas sim tentando impedir a progressão da equipe adversária no campo de jogo. Sem ser pressionado o jogador do Barcelona consegue analisar suas possibilidades de passe e executar sua ação com certa facilidade. Além do mais, o Real Madrid mesmo adotando o princípio de impedir progressão não está fechando as linhas de passe para à frente do Barcelona (setas vermelhas), ou seja, não está cumprindo bem tal princípio de jogo, fato que corrobora com

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a queda de desempenho quando a equipe adotou tal princípio.

Já quando a equipe do Real Madrid adotava a Recuperação da Posse como princípio de defesa o Barcelona tinha dificuldades em manter a bola no campo de ataque, pois seus jogadores estavam sempre sobre pressão e não conseguiam realizar passes seguros.

Figura 4 - Equipe do Real Madrid buscando recuperar a posse de bola e pressionando jogador

adversário que se vê sem opções de passe para conservação da bola no campo de ataque.

Na figura 4 pode-se observar que a equipe do Real Madrid (equipe branca) está pressionando o portador da bola da equipe do Barcelona (circulado em vermelho) e o direcionado para o seu campo de defesa. Dessa forma as linhas de passe se resumem a passes para trás e para o campo de defesa do Barcelona.

Outro ponto importante a ser levantado é o confronto dos princípios nas transições. Começando pelo confronto entre os princípios de transição defensiva do Real Madrid contra o de transição ofensiva do Barcelona temos basicamente duas situações distintas. Na primeira situação a equipe do Real Madrid adotou a recomposição contra a retirada da bola da zona de recuperação do Barcelona, e na outra o Real Madrid adotou a pressão na bola contra a mesma retirada da zona de recuperação do Barcelona.

Quando o Real Madrid adotou o princípio da recomposição o Barcelona conseguia com certa facilidade retirar a bola da zona onde ela foi recuperada e se organizar para atacar.

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Figura 5 - Equipe do Barcelona acaba de recuperar a posse de bola e equipe do Real Madrid inicia

a recomposição deixando o jogador adversário em pressão.

Na Figura 5 pode-se notar a recomposição da equipe do Real Madrid (as setas indicam a direção da movimentação dos jogadores após a foto) e a falta de pressão no portador da bola que acaba de recuperá-la (circulo vermelho). Nesse caso a preocupação da equipe do Real Madrid foi de ocupar os espaços prioritários (cada jogador tem o seu) mais próximos ao seu gol defendido e deixar o portador da bola do Barcelona livre para retirar a bola da zona onde ela foi recuperada. Dessa forma o Barcelona retirava a bola dessa zona, ou por vezes a mantinha na mesma, pois não havia pressão e se organizava para iniciar sua fase de ataque. Por outro lado a equipe do Real Madrid realizava a recomposição e se organizava para se defender e impedir a progressão no campo de jogo do adversário, como foi citado acima.

Quando a equipe do Real Madrid exercia a pressão no portador da bola imediatamente após a sua perda, o Barcelona já tinha dificualdes para retirar a bola da zona onde ela foi recuperada e assim se organizar para o momento ofensivo.

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Figura 6 - Logo após a perda da bola os jogadores do Real Madrid já realizam a pressão no

adversário no campo de ataque.

Na Figura 6 o portador da bola do Barcelona tinha acabado de recuperá-la (através de uma interceptação) nesse momento os jogadores do Real Madrid já iniciam a pressão na bola (as setas indicam a direção da movimentação dos jogadores após a foto) a fim de recuperá-la e de evitar com que o adversário retire a bola desta zona. Pode-se notar ainda na Figura 6 que o jogador do Barcelona que está com a bola tem poucas opções de passe e pouco tempo para agir (observado através da análise do vídeo). Dessa forma o Real Madrid dificultava a transição do Barcelona e por vezes já recuperava a bola nesse momento da partida.

Outro ponto importante a se destacar é que quando a equipe de Madrid buscava recuperar a posse de bola, por vezes o fazia em zona avançadas do campo o que privilegiava sua transição ofensiva e seu ataque, pois a progressão em direção ao gol adversário era menor e com havia menos jogadores adversários entre a bola e o gol.

Partindo para a análise dos princípios estruturais pode-se observar que tanto no ataque como na defesa as equipe apresentaram princípios distintos, o que era esperado, pois os demais princípios analisados foram divergentes entre as equipe e os princípios estruturais deve se integrar com os mesmos. No Quadro 8 pode-se observar os princípios que mais foram observados em cada uma das equipes dentro dos jogos, valores entre parênteses apresentam o número de partidas em que a equipe apresentou esses comportamentos como predominantes:

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Quadro 8 – Princípios estruturais de ataque e defesa das equipes

Real Madrid Barcelona

Princípio Estrutural Ataque

Ultrapassagem (6) / Apoio (5) / Profundidade (3) /

Penetração (3)

Mobilidade (6) / Apoio (6) / Amplitude (4)

Princípio Estrutural Defesa

Equilíbrio (5) / Compactação (5) / Flutuação (4) Direcionamento (5) / Cobertura (5) / Compactação (4)

Analisando a equipe de Madrid foi verificado que no ataque os princípios estruturais e operacionais se completam, pois como a equipe busca um jogo de progressão, a ultrapassagem, a profundidade e a penetração são fundamentais para que as regras de ação sejam cumpridas a partir de uma boa estruturação espacial potencializada por tais princípios estruturais.

O Barcelona por sua vez apresentou os princípios de mobilidade, apoio e amplitude, que auxiliam na conservação da posse de bola, integrando de maneira sinérgica com o princípio operacional da equipe.

Através da análise dos princípios estruturais das equipes no momento defensivo pode-se observar que ambas apresentaram princípios que buscavam a anulação dos princípios estruturais de ataque de seu adversário. Como o Barcelona quando estava com a bola tinha amplitude, mobilidade e apoio para a circulação da bola de lateral a lateral no campo de ataque o Real Madrid apresentou em seu modelo de jogo predominante a compactação para com que o Barcelona não tivesse apoio por entre suas linhas de marcação, a flutuação para fechar os espaços do Barcelona quando o mesmo circulava a bola de lateral a lateral e o equilíbrio para garantir que o lado oposto da bola não ficasse desprotegido.

O Real Madrid quando tinha a bola já buscava a ultrapassagem, a profundidade, a penetração e o apoio a fim de criar espaços em progressão nas costas das linhas de marcação adversária, por isso o Barcelona tinha a compactação para evitar espaços por entre suas linhas de marcação, a cobertura para evitar as bolas em

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profundidade nas costas da defesa e o direcionamento para as laterais para dificultar os lançamentos em profundidade pela região central.

Sobre os princípios estruturais nesses jogos pode-se concluir que os princípios estruturais de ataque são diretamente ligados aos princípios operacionais de ataque e dá ferramentas para o cumprimento do mesmo. Já os princípios estruturais de defesa se relacionaram diretamente com os princípios estruturais do adversário e não apenas com os princípios operacionais da equipe, haja visto que a equipe do Real Madrid alterou seu princípio operacional de defesa ao longo dos jogos, mas seus princípios estruturais não se alteraram por conta disso.

Silva (2013) afirma que equipes vencedoras apresentam superioridade em relação aos perdedores em princípios táticos específicos e possuem uma postura tática distinta, contudo esse estudo, analisando apenas os princípios de jogo e o modelo fica evidente que essas referências são norteadoras da ação dos jogadores nos diferentes momentos da partida e se integram de maneira complexa, porém não se pode inferir que do ponto de vista da predominância houve um modelo de jogo superior. Pode-se sim afirmar que determinados princípios potencializaram a performance das equipes em determinados jogos, mas ainda é preciso analisar aquilo que é determinante, para isso partimos para as sequências ofensivas terminadas em finalização, pois são nesses momentos que a inteligências circunstancial coletiva e individual se aflora e o resultado é definido.

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