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2 O PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE E AS ONGs

5.4 O modelo de operação do sistema de AOD da USAID

Os mecanismos que permitem a obtençã têm um modelo de operação que se assemelha a um si proponente formula projetos

propostas para a obtenção dos recursos. etapas, a partir da publicação da oferta diagrama abaixo:

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crescimento econômico sustentável e na ampliação de mercados para o comércio dos Estados Unidos e é assim descrita no portal oficial da USAID:

Nossa ajuda desenvolve os mercados do futuro; beneficiários de longo prazo da ajuda norte americana tornaram-se fortes parceiros comerciais e são os mercados que mais crescem para produtos americanos. A USAID está desenvolvendo parcerias com países comprometidos a possibilitar o investimento do setor ado que é a base do crescimento econômico sustentado para abrir novos mercados a produtos americanos, promover o comércio internacional e criar empregos no mercado doméstico. (USAID, 2013).

A orientação pela criação ou ampliação de novos mercados não projetos de caráter humanitário e voltados para a segurança alimenta

. Mas remete-nos ao modelo de operação da USAID.

5.4 O modelo de operação do sistema de AOD da USAID

Os mecanismos que permitem a obtenção de verbas da AOD norte americana têm um modelo de operação que se assemelha a um sistema de licitações públicas

te formula projetos com especificidades e os candidatos oferecem suas a a obtenção dos recursos. O processo de solicitação consiste

etapas, a partir da publicação da oferta de projeto pelo proponente

Fonte: Reprodução, USAID, 2013

crescimento econômico sustentável e na ampliação de mercados para o comércio dos

iciários de longo prazo da se fortes parceiros comerciais e são os mercados que mais crescem para produtos americanos. A USAID está desenvolvendo parcerias com países comprometidos a possibilitar o investimento do setor ado que é a base do crescimento econômico sustentado para abrir novos mercados a produtos americanos, promover o comércio internacional e criar

A orientação pela criação ou ampliação de novos mercados não exclui diversos projetos de caráter humanitário e voltados para a segurança alimentar em países

nos ao modelo de operação da USAID.

o de verbas da AOD norte americana stema de licitações públicas. O e os candidatos oferecem suas tação consiste em seis de projeto pelo proponente explicitada no

Os três tipos de alocação de recursos oferecidos pela USAID a) Contracts (Aquisitions):

b) Grants (Assistance): Transferência de fundos para terceiros para a implementação de programas que contribuam para o bem público e avancem os objetivos do Foreign Assistance Act

c) Cooperative Agreement (Assistance): substancial por parte da USAID.

Ao definir os projetos e as ações que irá apoiar, o proponente (USAID) conduz o processo de forma integral de acordo com seus objetivos. E

ação dos projetos que irão tornar

governamental só é inserida na 5ª etapa do processo, dentro do contexto de uma proposta totalmente já formulada, como mostra a escala de projeção abaixo:

Etapas do processo de obtenção de recur

Fonte: Reprodução, USAID, 2013

62 Disponível em: http://www.usaid.gov/partnership 63 Disponível em: http://www.law.cornell.edu 64 USAID, 2013. Disponível em:

contract-process Acesso: 13/10/2013

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Os três tipos de alocação de recursos oferecidos pela USAID62 são:

Contracts (Aquisitions): Compra direta de produtos e serviços pelo governo federal americano Transferência de fundos para terceiros para a implementação de programas que contribuam para o bem público e avancem os objetivos do Foreign Assistance Act

ve Agreement (Assistance): Semelhante à categoria Grants, mas com envolvimento substancial por parte da USAID.

Ao definir os projetos e as ações que irá apoiar, o proponente (USAID) conduz o processo de forma integral de acordo com seus objetivos. E ao desenhar o plano de ação dos projetos que irão tornar-se ofertas do proponente, o organização não governamental só é inserida na 5ª etapa do processo, dentro do contexto de uma proposta totalmente já formulada, como mostra a escala de projeção abaixo:

Etapas do processo de obtenção de recursos da USAID

Fonte: Reprodução, USAID, 201364

http://www.usaid.gov/partnership-opportunities Acesso 03/10/2013 http://www.law.cornell.edu/uscode/text/22/chapter-32 Acesso:0 5/10/2013 USAID, 2013. Disponível em: http://www.usaid.gov/work-usaid/get-grant-or-contract/grant

cesso: 13/10/2013

Compra direta de produtos e serviços pelo governo federal americano Transferência de fundos para terceiros para a implementação de programas que contribuam para o bem público e avancem os objetivos do Foreign Assistance Act63

Semelhante à categoria Grants, mas com envolvimento

Ao definir os projetos e as ações que irá apoiar, o proponente (USAID) conduz o ao desenhar o plano de se ofertas do proponente, o organização não governamental só é inserida na 5ª etapa do processo, dentro do contexto de uma proposta totalmente já formulada, como mostra a escala de projeção abaixo:

Acesso:0 5/10/2013 contract/grant-and-

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A USAID também aceita propostas não solicitadas (“unsolicited”) que são consideradas para financiamento, desde que preencham os requisitos estipulados pela agência e atendam aos critérios abaixo:

Enquanto todas as propostas serão recebidas e revisadas para apoio, os candidatos devem ter em mente que os recursos são limitados. Potenciais candidatos deve estar cientes de que a USAID aprova apenas um pequeno número. Para estarem legalmente aptas a consideração, propostas não solicitadas devem:

• Ser inovadoras e únicas

• Originadas e preparadas de forma independente pelo candidato

• Preparadas sem supervisão do Governo dos EUA, nem endosso, direção ou qualquer envolvimento do Governo dos EUA

• Incluir detalhes suficientes que permitam a determinação de que o apoio da USAID valeria a pena e que o trabalho proposto poderia beneficiar a pesquisa e o desenvolvimento da USAID ou outras responsabilidades

• Não ser uma proposta adiantada de algum processo de licitação que pode ser ou será oferecido de forma competitiva. (USAID, 2013).65

Em todas as instâncias citadas acima, parece prevalecer a orientação oficial para a alocação da AOD norte americana, ou seja, a lógica da expansão dos mercados e consequentemente, do comércio entre os Estados Unidos e nações beneficiárias. Ou como notaram Schraeder, Hook e Taylor: […] a relação positiva entre os níveis de ajuda externa dos EUA e países beneficiários [...] não pode ser explicada por interpretações clássicas que enfatizam a predominância de fatores estratégicos e ideológicos sobre interesses econômicos. (SCHRAEDER; HOOK; TAYLOR, 1998, p. 310).

A multiplicidade de programas, projetos, fundos e organizações envolvidos na administração da cooperação internacional para o desenvolvimento norte americana, o amplo uso de Organizações Voluntárias Privadas e sua evolução ao longo da história, os métodos competitivos de financiamento de propostas elaboradas pelo país doador, de acordo com seus objetivos de ajuda externa constatam a complexa utilização das organizações não governamentais ou sem fins lucrativos, pelo governo norte americano, com o objetivo de exercer sua política de cooperação internacional para o desenvolvimento, como instrumento intrínseco de ação do governo, de política externa, como visto neste capítulo.

65 Disponível em: http://www.usaid.gov/work-usaid/get-grant-or-contract/unsolicited-proposals Acesso

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6 O caso da AOD da Suécia

6.1 Origens históricas da cooperação para o desenvolvimento na Suécia

A cooperação da Suécia para o desenvolvimento está intrinsecamente ligada à histórica evolução de duas vertentes: o trabalho missionário e o voluntariado, que têm sua origem nos movimentos de protesto contra as condições sociais, políticas e econômicas do país em meados do século XIX. Movimentos sociais, também chamados de movimentos populares, que funcionaram como “escolas de cidadania” e até hoje ajudam a moldar a sociedade sueca, carregam uma longa história sob o impacto de marcos fundamentais: os movimentos da Temperança, da Igreja Livre, dos Sindicatos e das Cooperativas. Eles deram origem às Organizações Não Governamentais suecas como as conhecemos hoje.

Os movimentos populares tornaram-se comuns a partir do século XIX e irão fomentar a efervescência da organização de grupos em sociedades do início do século XX, que tornam-se “uma obsessão na Suécia”. (SCOTT, 1988, p.410). A onda de demandas levantadas por fazendeiros de posses e pela classe média urbana passa a varrer também a multiplicidade de classes trabalhadoras organizadas, prontas para fazer valer sua influência sobre a política:

Em 1846 as leis que aboliram as guildas66 incentivaram a criação de associações

de trabalhadores. Várias organizações de trabalhadores surgiram por volta de 1850, inspiradas no exemplo norueguês. Cultura e prazer eram suas finalidades primordiais. Clubes de saúde e funerários se constituíram ao mesmo tempo em que as cooperativas de consumidores. Ao final da década de 1860 o número de associações havia crescido consideravelmente e em 1864 todas as restrições a fundação de organizações foram removidas. (SCOTT, 1988, p.410).

66 Associações de artesãos, negociantes e artistas comuns em algumas regiões da Europa na Idade Média,