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SAZONALIDADE DAS ENTREGAS NO ESTADO DA BAHIA (%)

4. CONTEXTUALIZAÇÃO LOGÍSTICA

4.2 LOGÍSTICA INTEGRADA

4.2.2 O modelo Leading Edge

Uma das primeiras pesquisas preocupadas em compreender as melhores práticas logísticas foi publicada pela CLM – Council of Logistics Management, em 1989, por Bowersox. O modelo desenvolvido pelo autor ficou conhecido como

Leading Edge Logistics4. O estudo tinha como foco compreender as melhores

práticas da logística norte-americana. A premissa inicial era que melhores práticas logísticas podiam ser encontradas em uma variedade de empresas, independentemente da indústria, posição na cadeia de distribuição (fabricante, varejista, atacadista), ou região do país; e que essas práticas poderiam ser transferidas/ensinadas.

Com o objetivo de formular um indicador consistente para determinar o nível de excelência logística das empresas pesquisadas, foi elaborado um índice com a ajuda de um painel de acadêmicos e profissionais da logística. Por meio da técnica Delphi, o painel determinou os 15 componentes do índice CAI (Common Attributes Index) e o peso de cada componente para que a soma chegasse a 100. O CAI refletiu o comportamento e as práticas da organização logística em áreas-chave. Os atributos escolhidos incluíram práticas relativas à formalização do planejamento logístico e a sua freqüência de revisão; o nível hierárquico do executivo sênior de logística e seu envolvimento com a alta administração; explicitação da missão logística; e a abrangência de controle. O CAI, também avaliou a quantidade e a abrangência dos sistemas de informação, bem como o nível de flexibilidade do sistema logístico. Tinha-se como propósito criar um índice capaz de mensurar o

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Leading Edge ou World Class: ser considerada world class significa que a empresa pratica com

sucesso uma combinação de capacitações que faz com que o cliente seja mais bem atendido do que a concorrente. Tudo é direcionado para atender as necessidades dos clientes.

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nível de excelência logística e a importância da organização logística nas empresas.

Análises feitas nas 695 empresas pesquisadas por Bowersox (1989) revelaram diferenças significativas na abordagem logística entre aquelas consideradas de vanguarda e as mais tradicionais. A seguir, estão listados os principais atributos que distinguem as empresas consideradas de vanguarda logística:

• As empresas tendem a ter seu executivo sênior de logística em alto nível hierárquico;

• Tendem a gerenciar a logística como um processo que adiciona valor ao produto;

• Apresentam um maior comprometimento com a satisfação do cliente; • Valorizam a flexibilidade, particularmente em situações não rotineiras; • Valorizam o planejamento logístico;

• Estão mais aptas a publicar padrões de desempenho e missão logística; • Possuem o seu executivo sênior envolvido em questões estratégicas da

empresa;

• Apresentam um sistema abrangente de indicadores de monitoramento de desempenho;

• Encontram-se mais envolvidos em tecnologia de processamento; • Possuem sistemas de informação de alta qualidade; e,

• Tendem a adotar as tecnologias de informação, tanto computacional quanto operacional, mais avançadas.

Em continuidade a essa pesquisa, Bowersox (1992) aprofundou os seus estudos com o objetivo de construir um modelo genérico de melhores práticas que

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expressassem as capacitações e características das empresas de “ponta”. O modelo seria utilizado como fonte de ajuda no processo de renovação logística a ser implementado por profissionais da área, em diversas empresas nos EUA.

De acordo com o modelo, denominado de Leading Edge Logistic, o desempenho logístico de vanguarda é resultante de um desempenho excelente em três dimensões básicas: formalização logística, monitoramento de desempenho logístico e o nível de adoção de tecnologia da informação. Desempenhos excelentes, nas três dimensões, tendem a tornar a empresa muito mais flexível e eficiente.

Outros autores, como Droge e Germain (1989), também, sugerem que as três dimensões (formalização, monitoramento de desempenho e adoção de tecnologia da informação) propostas pelo modelo Leading Edge estão, normalmente, conectadas entre si. Segundo esses autores, a adoção de tecnologia estaria associada com um maior controle dos executivos de logística, o que suporta uma melhor integração e coordenação de diferentes funções e departamentos.

As empresas de “ponta”, consideradas as que possuíam as melhores práticas logísticas pelo estudo realizado por Bowersox (1992), demonstraram enorme comprometimento com seus clientes, alta autonomia e responsabilidade nas operações de linha, além de investirem quantias substâncias na aquisição de tecnologia da informação.

Em adição, tais empresas adotavam um sistema de formalização dentro da organização de forma a ser pró-ativo na correção de erros e de explorar suas competências, além de realizar, de forma eficiente, o monitoramento do desempenho de suas operações.

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O modelo sugere que as empresas de “ponta”, baseadas numa integração interna dos processos, possuem condições de conquistar elevado grau de flexibilidade para enfrentar a competição atual dos mercados.

A empresa que dispõe de flexibilidade em suas operações pode beneficiar-se em certas situações especiais, seja pela maior habilidade de satisfazer o cliente, seja pela capacidade de desempenhá-las ao menor custo.

De forma resumida, a integração interna dos processos seria possível em função do uso intensivo de tecnologia da informação, de medidas de desempenho e do comprometimento com a formalização da logística.

A figura 4 apresenta o modelo de Bowersox, que será adotado neste trabalho, o qual relaciona as dimensões necessárias para o desempenho integrado do sistema logístico.

Figura 5: Modelo logístico proposto por Bowersox

Formalização Monitoramento de Desempenho

Adoção Tecnologia Informação

Flexibilidade Fonte: Modelo Bowersox (1992).

O modelo adotado apresenta as dimensões formalização, monitoramento de desempenho e adoção de tecnologia como geradoras de flexibilidade do sistema logístico, as quais, por seu turno, implicam em fonte de diferencial competitivo.

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Para cada uma das dimensões logísticas do modelo de análise demonstradas na figura acima, foi proposto, de acordo com a adaptação realizada por Lavalle (1995), os seguintes atributos associados a cada dimensão, conforme detalhado no quadro 3:

Quadro 3: Atributos das dimensões logísticas