45 exatamente aqui que a manifestação dos membros de fora do estado tem ocorrido com menor intensidade e importância”.
Por fim, fortalecer os mecanismos de controle e participação social mostra-se como um desafio necessário.
46 7. CONCLUSÃO
Conhecer a estrutura do modelo de gestão por OSS propiciou uma reflexão sobre como ele está posto no contexto dos mecanismos de participação. A partir da descrição da participação e controle social dentro das Organizações Sociais de Saúde, a luz da documentação que as norteiam, o presente estudo buscou contribuir para ampliar a visão sobre estes documentos e pode-se observar qual a real abertura que as OSS proporcionam a participação e controle social e que na realidade, são citados poucos fragmentos destes mecanismos dentro de seus documentos.
Em relação ao funcionamento das OSS analisadas, percebeu-se que a estrutura regimental é organizada em consonância com a legislação federal que cria as OSS, sendo adaptada de acordo com a especificidade de cada região que as contrata. No estado de São Paulo, por exemplo, existe uma legislação especifica que regulamenta as OSS e há também um padrão nos contratos de gestão firmados.
Como observado à estrutura e a amplitude dos contratos de gestão explorados demonstraram uma organização em relação à sistematização de seus dados. Os atores de gestão e recursos são duas categorias amplamente discutidas nos documentos apreciados.
A partir dos achados foi possível observar que o controle e a participação social nas OSS aparecem no sentido de que os cidadãos, na posição de usuários dos serviços, devem dar um retorno sobre os serviços prestados pelas OSS através de reclamações e avaliação de satisfação do atendimento, além disso, seriam disponibilizados dados referentes à prestação de contas para viabilizar o controle social. Apenas em um caso específico o Conselho de Saúde foi incluído na estrutura de uma organização.
Para finalizar, encaminha-se que se faz necessário destacar a importância do estudo deste modelo para o campo de atuação da Graduação em Saúde Coletiva, como futuros atores de gestão, ou de outras áreas que possam vir a se relacionar. Os futuros sanitaristas deveriam conhecer os diferentes modelos colocados na estrutura dos serviços de saúde, o funcionamento e a particularidade de cada um.
47 O desenvolvimento de novos estudos com temáticas referentes a essa poderia propiciar um melhor entendimento sobre as OSS e o controle social, além de poder contribuir para o aperfeiçoamento destes dois instrumentos que estão envolvidos diretamente com a garantia de direitos estabelecidos constitucionalmente.
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