No contexto atual, onde o conhecimento é tudo dentro das organizações, o pedagogo tem um papel muito importante na qualificação e competência de profissionais. Sua atuação está diretamente ligada às atividades de planejamento, gestão, controle e avaliação da aprendizagem de modo que se promova a melhoria da qualidade dos diferentes processos educacionais.
Fazem um estudo aprofundado de como as pessoas constroem e utilizam os conhecimentos para resolver situações do cotidiano.
Com o constante processo de inovação, torna-se extremamente elevado o nível de obsolescência do conhecimento. Junto com o processo de modernização e também com o uso intenso da tecnologia, surge a necessidade de capacitar pessoas para criar, planejar, inovar e solucionar problemas complexos e é mediante a este novo paradigma que cresce o número de empresários que percebem a importância de se contratar um profissional da área de educação, para ajudar no crescimento organizacional.
O pedagogo tem formação na área de planejamento e gestão escolar e desta forma, tem condições de ajudar a empresa na elaboração da declaração de sua missão, em que constem suas metas e aspirações, seus valores, sua cultura e estratégias a serem utilizadas, envolvendo funcionários e colaboradores e pode colaborar com os processos de capacitação em serviços, como também avaliá-los de forma permanente para que possa diagnosticar as
novas necessidades em função de cada contexto e os meios para gerá-las mais rapidamente nas equipes de trabalho.
Um dos pontos essenciais da pedagogia empresarial são os treinamentos3coletivos e a valorização das potencialidades e talentos humanos. Destaca-se a preparação do funcionário para atuar de acordo com as características e as exigências do cargo, a reciclagem dos mais antigos quanto às novas tecnologias ou procedimentos no trabalho , o estímulo para que pessoas permaneçam na organização e o auxilio no aumento da produtividade. O pedagogo acompanhará todo o desenvolvimento do funcionário. Sua capacidade em lidar com a comunicação e com a aprendizagem faz com que ele conduza as pessoas e direcione suas verdadeiras funções, ajudando-os a descobrir seu verdadeiro potencial, para que possa desempenhar sua função de acordo com as necessidades de cada organização.
Cada pessoa tem um limite de aprendizagem, por isso diariamente são definidas as diretrizes de trabalho e traçadas as metas desafiadoras para o sucesso da empresa.
Os funcionários precisam ser analisados individualmente, pois as pessoas respondem de formas diferentes a estímulos iguais e a união destas diferenças levam à soma de idéias, construindo uma
“corrente”. O conjunto de inspirações de cada indivíduo do grupo é que torna uma equipe construtiva, desta forma, fazê-los ter satisfação em seu trabalho, proporciona prazer que é o combustível da produtividade (Trindade, 2008 p. 82)
O funcionário motivado tem a tendência de crescer, faz suas atividades com prazer e como resultado terá maior produção tanto no trabalho quanto na sua vida pessoal:
A maior ou menor disposição para engajar-se em um processo de aprendizagem está relacionada portanto, à motivação. Segundo Wintler(1984), “para aprender”, é preciso estar motivado; para realizar é preciso ter um motivo; para se manter trabalhando, é necessário que se mantenha a motivação para o trabalho (Ribeiro, 2008, P.50) Em todo e qualquer processo de formação é essencial a percepção social tanto do instrutor quanto do treinando. Por isso é mais adequado
3 O treinamento aqui não está no sentido de “adestramento”, ou seja, simplesmente ensinar tarefas no sentido de adequar as pessoas ao cargo e sim de desenvolver competências nas pessoas tornando-as mais produtivas, criativas e inovadoras, contribuindo de forma satisfatória para os objetivos da organização.
instaurar processos motivacionais que possam ser permanentemente trabalhados, pois cada pessoa tem um motivo para realizar uma tarefa..
Desenvolver pessoas não é somente dar-lhes informações para que aprendam novos conhecimentos e habilidades para se tornarem mais eficientes em suas tarefas, mas dar-lhes a formação básica de forma que elas aprendam novas atitudes, tenham novas idéias soluções e conceitos quebrando paradigmas, mudando comportamentos para assim, serem mais eficazes naquilo que fazem, enriquecendo a personalidade humana.
O pedagogo pode procurar parcerias locais para oferecer serviços diversos de interesse dos funcionários, tais como creches, atendimento pediátrico, atendimento psicológico, atendimento ao idoso, assessoria jurídica, assessoria de planejamento financeiro, academias de ginástica etc., assim como agendar cursos e palestras sobre temas essenciais à vida saudável:
atividade física e qualidade de vida, efeitos do fumo sobre o organismo, a prevenção da dependência química, do alcoolismo, hábitos posturais saudáveis, a boa qualidade do ar e outros.
O pedagogo pode ajudar na criação de um projeto de responsabilidade social envolvendo, funcionários, prestadores, clientes e fornecedores, e assim contribuir para uma sociedade mais justa e solidária e também evitar condições de trabalho inadequadas e degradantes. É importante criar na organização uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social que está inserida. Pode ajudar na implantação de uma educação ambiental para que os indivíduos e os grupos constituídos adquiram uma consciência do meio ambiente global e dos problemas a ele relacionados, e mostrar-se sensíveis com respeito a ele.
Sendo assim abrem-se as portas para o profissional da educação que antes um pouco esquecido nas escolas, vem mostrando sua eficiência em outros setores do mercado de trabalho.
C ONCLUSÃO :
Neste cenário de constantes mudanças ocorridas devido ao avanço tecnológico, as organizações do mundo inteiro são obrigadas a criar sistemas e desenvolver estruturas eficientes para o mercado. Precisam estar prontas para reagir às mudanças, antecipando-as ou promovendo a necessidade de mudar.
Todos os seus aspectos gerenciais dependem da habilidade de seus funcionários que precisam aceitar e enfrentar as mudanças. Para isso precisam aprender continuamente. Este “aprender” deve implicar em buscar formas de compreensão do mundo e de entender sua relação com ele, de desenvolver novas competências, de inventar e se reinventar. É esta a capacidade que permiti lidar com a mudança.A riqueza vem do conhecimento e tem oportunidade aqueles que sabem usá-lo e através dele encontrar novas formas de atuação e relação com a sociedade.
No modelo de organização atual, os funcionários devem ser vistos como colaboradores e é necessário incentivá-los a buscar seus objetivos, sem medo de errar. Cultivar nas pessoas a capacidade de aprender e o comprometimento. Em uma organização que aprende, as pessoas devem ser valorizadas por suas contribuições independente de sua posição hierárquica, coexistindo uma política participativa. O processo de aprendizagem deve enfocar os seguintes aspectos: O desafio da mudança e o desafio do aprendizado. Para que uma empresa possa aprender, deve livrar-se de conceitos ultrapassados, inúteis a atualidade. É necessário a implantação de algumas iniciativas como:
• Reduzir ao mínimo as tarefas que não envolvem raciocínio;
• Eliminar burocracias desnecessárias e disputas internas improdutivas;
• Usar ao máximo o conhecimento das pessoas e estimulá-las a produzir novos;
• Criar um clima democrático livre de hierarquias rígidas
• Desenvolver células de aprendizado no trabalho.
É necessário que haja uma conscientização conjunta da necessidade de
aprendizado e uma compreensão comum do que deve ser realizado, dando início às ações em equipe ajustadas às estratégias e objetivos da empresa que possam conduzir análises conjuntas que levem o grupo a conclusões significativas. Desta forma se tornarão aprendizes melhores com o decorrer do tempo, capazes de melhorar o próprio processo de aprendizagem.
Devido a essa demanda por educação no trabalho e como todo processo de mudança, exige uma ação educacional. surge a pedagogia empresarial. E como a formação teórica e prática do pedagogo está voltada ao processo educativo, ele pode contribuir na aprendizagem do colaborador como facilitador, aguçando o desenvolvimento das potencialidades individuais através da interação com outros profissionais na seleção de metodologias adequadas proporcionando, assim, condições para que ocorra a aprendizagem por meio do trabalho. O Pedagogo na empresa produz e difunde o conhecimento, exercendo o seu papel de educador.
O pedagogo cumpre um importante papel dentro das empresas e organizações articulando as necessidades junto da gestão de conhecimentos.
O objetivo é fazer com que o trabalhador entenda o processo produtivo e participe do planejamento, execução e avaliação deste, de forma que perceba as situações provenientes da prática e as alternativas cabíveis que possam surgir e propor inovações. Somente com uma articulação de nível intelectual é possível avançar no âmbito da qualificação profissional, devido a isso, a atuação pedagogo nas empresas tende a crescer. Muitas empresas já reconhecem a importância do Pedagogo empresarial pela formação com prática social da educação.
Frente aos desafios do mercado, é essencial que os profissionais da empresa compreendam a necessidades de gerar novas conexões, ampliando a capacidade de produzir e melhorar resultados e não apenas reproduzir tarefas.
B IBLIOGRAFIA
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Miniaurélio Século XXI: O minidicionário da língua portuguessa. 4º ed. Rev. Atual e aum. Rio de Janeiro : Nova Frontreira, 2000.
GIDKIAN, Elizabeth Ayres et al. Educação estratégica nas organizações: como as empresas de destaque gerenciam o processo de educação corporativa.:
Qualitymark: São Paulo: ABRH, 2002
KLEIN, David A. A gestão estratégica do capital intelectual: recursos para economia baseada em conhecimento: Rio de Janeiro: Qualitymark. 1998
LOPES, Izolda et al. Pedagogia empresarial: formas e contextos de atuação. 2º ed. Rio de Janeiro: Wak, 2008
RIBEIRO, Amélia Escotto do Amaral. Pedagogia Empresarial: atuação do pedagogo na empresa . 5º ed. Rio de Janeiro: Wak, 2008
RIBEIRO, Amélia Escotto do Amaral. Temas atuais em pedagogia empresarial:
aprender para ser competitivo. 2º ed. Rio de Janeiro: Wak, 2008
RODRYGUES, M.V.R (Martius V.R): Gestão Empresarial: organizações que aprendem. Rio de Janeiro: Qualitymark: Petrobrás, 2002
SENGER, Peter M. – A quinta disciplina.: arte e prática da organização que aprende. 13º ed.: São Paulo : Best Seller, 2002
STARKEY, Ken. Como as organizações aprendem : relatos de sucesso das grandes empresas: São Paulo : Futura : 1997