A princípio, quase sempre há uma resistência por parte dos profissionais da educação em promover o processo de uma escola inclusiva, pois requer especializações, que nem sempre estão ao alcance do profissional.
Sobre o papel do professor no processo de ensino e inclusão, Gómez diz que:
O professor é a chave do processo pedagógico e modelo a ser espelhado em diversas situações pelos alunos. Nesta dimensão, o processo de inclusão necessita de professores especializados para todos os alunos.
Portanto, eles terão de voltar aestudar, a pesquisar, a refletir sobre suas práticas e a buscar metodologias inovadoras de ensino para esse fim (GÓMEZ, 1992, p. 103-105).
Mesmo que o professor trabalhe com uma turma sem alunos com diagnósticos de necessidades especiais educacionais, ele precisa compreender que os níveis de aquisição não são iguais; sobre isso, Carvalho discorrer que se faz:
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Necessário que todos os professores assumam que as diferenças individuais no processo de aprendizagem são inerentes à condição humana e explicam porque: alguns alunos são mais dedicados e esforçados; outros dão preferência a determinados conteúdos; há aqueles que são mais lentos, enquanto outros realizam a transferência de aprendizagem com enorme facilidade. Alguns exigem muitos estímulos para se manterem atentos e interessados enquanto há os que aprendem com, sem ou apesar do professor (CARVALHO, 1998, p.
22).
O professor de início recebeu a entrevista sem nenhuma objeção ou impedimento.
De início foi questionado a sua experiência em sala de aula e sobre sua atuação não Educação Especial e a mesma respondeu da seguinte forma:
Infelizmente minha experiência pouca para lidar com alunos especiais é pouco, pois leciono há 28 anos e não e durante minha graduação não recebi nenhum tipo de preparo e durante esses anos também não me aprimorei quanto a essa necessidade. Já recebi muitos alunos especiais, mas sempre me senti despreparada para cuidar delas.
Em seguida foi questionada a professora o que a mesma entendia sobre a definição da inclusão escolar e assim a mesma respondeu:
Entendo que é uma forma de inserir alunos dentro de um sistema educacional especializado, e que infelizmente esse sistema ainda se tem um caminho longo a percorrer. Se de fato todas as leis e proposta inclusivas saíssem do papel eu com certeza não estaria tão angustiada como professora, pois tenho alunos especiais em minha sala de aula. E acima de tudo isso, se a família em parceria com a escola tiver um só objetivo assim teremos a verdadeira inclusão que tanto esperamos.
Mediante a fala da educadora verificamos que ela possuiu um breve entendimento sobre as leis e propostas inclusivas e ressalta que a união entre a família e a escola é primordial para o sucesso educacional dos alunos, buscando juntos a promoção inclusiva.
Segundo Tiba (2007, p. 187):
a educação escolar é diferente da educação familiar. Não há como uma substituir a outra, pois ambas são complementares. Não se pode delegar à escola parte da educação familiar, pois está é única e exclusiva,
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As duas questões seguinte foram sobre a participação da educadora em atividades continuadas que estas tivessem menção a inclusão e em resposta a mesma disse:
Sim! De alguns minicursos e conferências, mas confesso o meu despreparo ainda de tratar desse assunto, porque é tudo visto superficialmente e a realidade tão distante de nós, que foge da realidade da sala de aula e com certeza, sem elas não é possível renovar nosso saber e nem mesmo esta a parte de toda a mudança que sempre ocorre no sistema educacional, bem como as novas práticas pedagógicas existentes.
Marin (2005, p. 6) ressalta que a formação continuada consiste em propostas que visem à qualificação, à capacitação docente para uma melhoria de sua prática, por meio do domínio de conhecimentos e métodos do campo de trabalho em que atua.
Por fim foi questionada a professora sobre o apoio recebido da direção, coordenação, e outros, para atender dando suporte aos alunos portadores de necessidades especiais, e ela respondeu:
De maneira geral hoje aqui na escola onde leciono, percebo que ambos se angustiam com a situação dos alunos especiais aqui na instituição.
Dos quatro alunos com necessidades especiais que temos aqui na escola apenas uma tem atendimento especial, pois a mesma tem dificuldade em locomoção, sendo assim há uma preocupação maior em auxiliar esse tipo de aluno. Porém há muito que se deva fazer é muito preocupante e frustrante.
A professora reforçou também que sem a família nada é possível fazer e que se as mesmas em parceria com a escola juntam alcançaram o objetivo esperado, que é a promoção de um atendimento direcionado especializado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto e construção de uma escola com boa qualidade para todos, tendo por preceito a inclusão é desejada por todos os atores que fazem parte das instituições de ensino – gestores, professores, alunos, pais e sociedade como um todo, entretanto, apesar de existir a consciência sobre a importância de ações que promovam a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais, existe também os entraves, muitos deles financeiros e enfim, é preciso desnudar-se de preconceitos, pois a inclusão requer um novo olhar de todos, não é fácil para ninguém, mais do que um olhar profissional, é
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preciso um olhar humano; ter práticas reflexivas, posicionar-se frente às dificuldades de forma consciente, buscando promover uma educação inclusiva, desenvolvendo mais do que saberes pontuais e conteúdos programáticos, mas oferecer a oportunidade da criança com necessidades educacionais especial de vislumbrar novos horizontes e possibilidades de crescimento.
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173 CAPÍTULO XIII
FANFARRA BOANERGES BASTOS – A FÊNIX DO NOROESTE